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Nico – “The Marble Index”

Pop-Rock, Quarta-Feira, 03.07.1991
Reedições


O ÍNDICE DA DOR

NICO
The Marble Index
CD, Elektra, import. Contraverso



Deusa da lua, heroinómana, valquíria, mulher de má vida, anjo extreminador, romântica, gélida, misteriosa, de tudo chamaram a Nico, Christa Paffgen de seu verdadeiro nome. Começou como modelo. Frederico Fellini descobriu-a actriz e loura e apresentou-a em “La Dolce Vita”, na pele e na pose de “star” entediada. Andy Warhol, o tédio personificado, descobriu-a cantora e lançou-a às feras, que é como quem diz, aos jovens Lou Reed e John Cale – então alucinados em ondas sucessivas de provocação e “feedback”, num projecto a que chamaram Velvet Underground – e à vertigem multimédia da “Exploding Plastic Inevitable”, entre as contorções de Eddie Sedgwick, as projecções e luzes psicadélicas de Danny Williams e Paul Morrissey e o chicote de Gerard Malanga. Ela distinguia-se no meio da confusão, com o seu porte altivo de deusa lívida e lunar e o ar distante de quem se passara para o outro lado. Esfinge marmórea, a cantar, com voz grave e cortante de “Femme fatale”, “All tomorrow’s parties” e “I’ll be your mirror”, no álbum da banana, contra os estertores anfetamínicos dos companheiros.



A ela, à deusa, até as anfetaminas provocavam depressão e a faziam descer sem remédio, degrau a degrau, a escada que conduz ao inferno. O inferno eram os outros. Todos. Brian Jones, Bob Dylan, Tim Buckley, Tim Hardin e Jackson Browne foram dos poucos que lhe compreenderam o destino e aceitaram a loucura. E John Cale, até ao fim. Conversas intermináveis e sem sentido, nos desencontros do hotel Chelsea. Uma tentativa fracassada para a plastificarem ao lado de barbies como Sandie Shaw, Cilla Black ou Dusty Springfield. A compra do pequeno órgão de foles, que viria a constituir peça fundamental na sua iconografia de negritude e solidão. Fragmentos de uma lenda que a morte prematura tornou ainda mais difusa e impenetrável a interpretações. Durante um concerto a solo na nave de uma igreja, houve quem garantisse ter visto o seu rosto transformar-se me caveira. Nico simbolizava a máscara humana e feminina da morte. “The Marble Index” personifica de forma exemplar esse fascínio por Tanathos, pela sombra, pintada com os tons violetas e dourados da decadência romântica. “Lawns of dawns”, “Facing the wind” ou “Frozen warnings” arrasam as estruturas narrativas da canção pop convencional, ao mesmo tempo que invertem o sentido do discurso amoroso, tornado sinónimo de dor e abandono, em entoações de gelar a alma, envolvendo-a num manto de eterna escuridão. “The Marble Index” assinala a fronteira entre dois mundos – o dos deuses (e demónios) e o humano -, na quel, diz a mitologia, vagueiam os heróis. Num filme crepuscular sobre a morte, “Le Berceau de cristal”, Philippe Garrel (que filmava para evitar suicidar-se, como amiúde afirmava) mostra a Nico a declamar um poema de flores mortas e gritos silenciosos, na única concessão à voz humana. Em Nico viu Garrel a imagem sem luz que personificava a sua tragédia pessoal. Voltaria a filmá-la em “La Cicatrice intérieure”, título emblemático para o filme de terror metafísico eternamente projectado no ecrã interior da diva espectral. “Desertshore”, “The End”, “Drama of Exile” e “Camera Obscura”, algumas das obras ímpares da cantora a quem Bob Dylan ofertou certa vez uma canção, são outras tantas maneiras de dizer a solidão. “The Marble Index” anunciava já a catástrofe sobre o acompanhamento minimal de John Cale, instala-se, canção a canção, o sofrimento, como espadas cravadas na espinha. Ou a vida que lentamente se cristaliza nas lágrimas petrificadas de uma caverna imensa onde o fogo há muito se extinguiu.
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Vários | Hexagone – “Divulgados Segredos do Hexágono” (editora)

Pop-Rock, Quarta-Feira, 03.07.1991


DIVULGADOS SEGREDOS DO HEXAGONO

A Hexagone foi a principal editora francesa dos anos 70, na área da música folk. Contando com o grupo Malicorne como cartão de visita, foi alargando o catálogo até albergar no seu seio tendências tão diversas como as experiências de renovação da música tradicional, de expressão francesa, a ortodoxia militante do tango de Juan José Mosalini, ou o genuíno reggae dos Steel Pulse. As capas, do tempo em que não era necessário poupar cartão, são pequenas maravilhas. Mas a mudança dos tempos implicou a reconversão para o formato CD de, para já, dez títulos deste catálogo, em boa hora distribuído entre nós pela MC-Mundo da Canção.



Surgidos na primeira metade dos anos 70, na altura em que, do outro lado da Mancha, o “folk revival” britânico atingia o apogeu, e em Frnaça, seguindo o exemplo do bretão Alan Stivell, se davam passos semelhantes, os Malicorne constituem, para muitos, o expoente máximo daquilo que é possível fazer de novo, sem atraiçoar o espírito original, a partir da infinita matriz da música tradicional.
Datado de 1974, “Malicorne” irrompe na cena folk com a imponência e majestade de um monarca que, por direito divino, se prepara para tomar posse do seu reino. Clássico nas premissas, o álbum evidencia já o leque de estímulos estéticos e a fabulosa capacidade geradora de imaginários luxuriantes fundados e forjados nas lendas e rituais celtas, de que a banda se viria a revelar formidável cultora.
Entre as rondas, “bourrées” e “branles” gaulesas, avultam as baladas divinamente interpretadas pelos irmãos Yacoub, Gabriel e Marie, e as sonoridades de ressonâncias medievais, arrancadas aos céus e aos abismos por uma instrumentação rica e diversificada, onde pontificavam o violino, “bouzouki”, saltério, bandolim, órgão de foles, cromorna, espineta e sanfona.
Para a história ficariam este e os álbuns seguintes, anteriores à decadência: “Malicorne” (foram editados três discos diferentes com a mesma designação), “Almanach”, “Malicorne”, “L’Extraordinaire Tour de France d’Adélard Rousseau” e “Le Bestiaire”.

Ciclos Mágicos

No ano seguinte, novo disco intitulado “Malicorne”. Histórias de guerras e de amores: a rendição amorosa de Henriette de France ao rei Carlos I de Inglaterra, em “Le mariage anglais”. Os passeios de Marion, “La fille aux chansons”, por um jardim encantado à beira-mar, até ser raptada por piratas. O voyeurismo juvenil do “galante indiscret” que olha a sua “nanette” na penumbra gelada da meia-noite. Motes gregorianos, “andros” bretões, canções nascidas das profundezas do cancioneiro occitano. Mil e uma maneiras de cantar o lado mágico do mundo.
“Almanach”, álbum conceptual, é um “pequeno almanaque das tradições, festas mágicas e procedimentos que devem ser seguidos durante os doze meses do ano”. Para Gabriel Yacoub, só o conhecimento das práticas mágicas e dos ciclos cerimoniais, relacionados com as estações do ano, permite “compreender em profundidade o fundo espiritual dos cantos tradicionais”.
“Malicorne”, álbum número quatro, aprofunda a vertente clássica do grupo: “Nous sommes sonneurs de sornettes”, gavota retirada de “Terpsichore”, recolha de danças antigas compiladas por Michael Pretorius, entre 1571 e 1621, “Daniel mon fils”, inspirada no canto litúrgico das “Vésperas”, ou “La fiancée du timbalier”, escrita com base numa “pastiche” de Victor Hugo sobre a poesia medieval, projectam os Malicorne na busca do alicerce definitivo que sustenta o mundo e fundamenta a liberdade. Histórias sem fim, cíclicas, de transformações, típicas da mitologia celta: “La blanche biche” conta as desventuras da deusa Sarv, meio mulher, meio raposa, numa complexa polifonia vocal, em que a voz de Marie Yacoub se eleva sobre um “órgão de vozes” celestial.
O sonho prosseguiria, já na Elektra, com “L’Extraordinaire Tour de France…” (viagem iniciática de um pedreiro-livre pelo país de França) e “Le Bestiaire”. “Le Balançoir en Feu” e “Les Cathédrales de l’Industrie” pouco ou nada têm que ver com a aventura inicial.

Quintas-essências

De certa forma discípulos dos Malicorne, os La Bamboche constituem outra importante coluna do templo. Com quatro álbuns gravados (dois de título homónimo, “Quitte Paris” e “Née da la Lune”), os La Bamboche, liderados por Jean Blanchard – músico que deverá vir a Portugal, durante os II Encontros da Tradição Europeia, a realizar brevemente -, enveredam, na fase Hexagone, por uma via mais tradicionalista, recorrendo às danças rurais e ao “sabor a terra” da sanfona, do acordeão e da rabeca. A editora optou, para já, pela edição da colectânea “Quintessence” (genérico igualmente utilizado para os Malicorne, num e noutro caso subintitulado “pequeno sumário das suas mais belas cnções…”).
“Le Grand Bal Folk” reúne os Malicorne, La Bamboche, La Chiffonie e Le Grand Rouge na celebração feérica das danças rurais (na capa referem-se as “bourrée”, valsa, polka, mazurka, marcha “scottish”, giga, gavota e “branle”…). Quem, nos tempos de hoje, sabe ainda dançar como mandam as regras?
Grupo emblemático da folk magiar, distante dos códigos enunciados pelos Vosjikas, Sebö Ensemble ou os Muzsikas, de Marta Sebestyen, só para citar alguns nomes editados em Portugal, os Kolinda caracterizam-se por uma aproximação sofisticada (e estilizada) ao folclore húngaro, sem renegarem as “vozes” de instrumentos tão característicos como o “gardon” (espécie de violoncelo esculpido num tronco de árvore), a espineta húngara ou o oboé turco (versão da popular bombarda bretã). Destaque para a voz profunda e misteriosa, de Agnes Zsigmondi e para os arranjos, tradutores da vertente mais soturna e dramática da sensibilidade magiar.
Completam a lista dos compactos agora editados pela Mundo da Canção os tangos de “Don Bandoneón”, superiormente interpretados a solo, no bandónio, por Juan José Mosalini, e a viagem guitarrística pelos universos de fábula de “Douar nevez” (“terra nova”), empreendida com algumas cedências de mau gosto ao rock por Dan Ar Bras, antigo companheiro de Alan Stivell, nos tempos de “Chemins de Terre”.
Do catálogo Hexagone constam ainda (por enquanto só em vinilo) outras obras dos já citados La Chiffonie, Kolinda, La Bamboche e Le Grand Rouge, bem como dos Vielleux du Bourbonnais (quatro sanfonineiros e dois gaiteiros), dos argentinos Lagrima e Tiempo Argentino e dos mexicanos Tequila. Por estas e por outras é que gostamos tanto dos franceses.

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #163 – “P. Herbsman”

#163 – “P. Herbsman”
Fri Jan 19 16:03:05 2001

Lista de álbuns para audições com surpresa, deslumbramento, diversão, mistério, descoberta, desafio, curtição, alucinação, pop, jazz, experimental, progressivo, desbunda, eletrónica de todas cores, psicadelismo, grandes canções, excentricidades, esoterismo, humor.

Todos de 8/10 para cima!…

AFTER DINNER

Paradise of Replica (Rec Rec, 1989)

AGITATION FREE

2nd (Spalax, 1973)

AKSAK MABOUL

Un peu de l’Âme des Bandits (Atem/Crammed, 1979)

ALBERT MARCOEUR

Sports & Percussions (Concord, 1994)

AMON DÜÜL II

Yeti (Repertoire, 1970)
Tanz der Lemminge (Captain Trip, 1971)
Wolf City (Captain Trip, 1972)

ANNETTE PEACOCK

X-Dreams (Aura, 1978)

ANTHONY MOORE

Flying Doesn’t Help (Blueprint, 1979)

AREA

Arbeit Macht Frei (Cramps, 1973)
Caution Radioation Area (Cramps, 1974)

ARNE NORDHEIM

Electric (Rune Grammofon, 1974)

ART BEARS

Hopes and Fears (Ré, 1978)

ART ZOYD

Le Marriage du Ciel et de l’Enfer (Cryonic, 1985)
Berlin (Cryonic, 1987)
Marathonnerre (Atonal, 1992)
Marathonnerre II (Atonal, 1992)

ASH RA TEMPEL/ASHRA

Le Berceau de Cristal (Spalax, 1975)
New Age of Earth (Virgin, 1976)

BARRY ADAMSON

Moss Side Story (Mute, 1989)

BEACH BOYS (THE)

Pet Sounds (Capitol, 1967)
Smiley Smile (Brother, 1967) /
Wild Honey (1968)
Friends (Capitol, 1968) /
20/20 (1969)

BEATLES (THE)

A Hard Day’s Night (Parlophone, 1964)
Help! (Parlophone, 1965)
Rubber Soul (Parlophone, 1965)
Revolver (Parlophone, 1966)
Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (Apple, 1967)
Magical Mystery Tour (EMI, 1967)
The Beatles 2xCD (EMI, 1968)

BEAU HUNKS (THE)

Celebration on the Planet Mars, A Tribute to Raymond Scott (Basta, 1994)
The Beau Hunks Saxophone Soctette (Basta, 1999)

BENJAMIN LEW & STEVEN BROWN

Douzième Jornée: Le Verbe, la Parure, l’Amour (Made to Measure, 1983)

BERNARD PARMEGIANI

Pop’Ecletic (Plate Lunch, 1966 – 1973)

BIOTA

Object Holder (ReR, 1985)

BIRDSONGS OF THE MESOZOIC

Faultline (Cuneiform, 1989)

BOULEVARD OF BROKEN DREAMS

It’s the Talk of the Town and Other Sad Stories (Hannibal, 1989)

BRAINTICKET

Cottonwoodhill (Hallelujah, 1970)

BRIAN ENO

Here Come the Warm Jets (EG, 1973)
Taking Tiger Mountain (by Strategy) (EG, 1974)
Another Green World (Polydor DeLuxe, 1975)
Before and After Science (EG, 1977
Music for Films (EG, 1978)
Ambient #1 Music for Airports (Virgin EG, 1978)
Ambient #4 On Land (Virgin EG, 1982)
Apollo Atmospheres & Soundtracks (Virgin EG, 1983)

BRYAN FERRY

These Foolish Things (Virgin EG, 1973)
Another Time, Another Place (Virgin EG, 1974)

BYRDS (THE)

Younger than Yesterday (Columbia, 1967)
The Notorious Byrd Brothers (Columbia, 1968)

CAN

Tago Mago (Spoon, 1971)
Ege Bamyasi (Spoon, 1972)
Future Days (Spoon, 1973)
Soon over Babaluma (Spoon, 1974)

CAPTAIN BEEFHEART & HIS MAGIC BAND

Trout Mask Replica (Reprise, 1969)
Shiny Beast (Bat Chain Puller) (Virgin, 1979)

CARAVAN

In the Land of Grey and Pink (Deram, 1971)

CARLA BLEY

Tropic Appetites (Watt, 1974)
Dinner Music (Watt, 1977)
Musique Mecanique (Watt, 1979)
Social Studies (Watt, 1981)

CHARLES W. VRTACEK

Learning to be Silent (Cuneiform, 1986) /
When Heaven Comes do Town (1988)

CLEARLIGHT

Clearlight Symphony (Virgin, 1975)

CLUSTER

Cluster II (Spalax, 1972)
Zuckerzeit (Spalax, 1974)
Sowiesoso (Sky, 1976)

CLUSTER & ENO

Cluster & Eno (Sky, 1977)
After the Heat (Sky, 1978)

CONRAD SCHNITZLER

Rot (Plate Lunch, 1973)

CONVENTUM

A L’Affût d’un Complot (Kozak, 1977)
Le Bureau Central des Utopies (Kozak, 1979)

CORNUCOPIA

Full Horn (Repertoire, 1973)

CREAM

Disraeli Gears (Polydor, 1967)

CURVED AIR

Second Album (Warner Bros, 1971)
Phantasmagoria (Warner Bros, 1972)

DAEVID ALLEN

Banana Moon (Spalax, 1971)

DANIEL SCHELL & KARO

If Windows They Have (Made to Measure, 1986)

DASHIELL HEDAYAT

Obsolete (Mantra, 1971)

DAVID BOWIE

David Bowie (Deram, 1967)
Space Oddity (EMI, 1969)
The Man Who Sold the World (EMI, 1970)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (EMI, 1972)
Alladin Sane (EMI, 1973)
Diamond Dogs (EMI, 1974)
Low (EMI, 1977)

DAVID BYRNE

The Complete Score from “The Catherine Wheel” (Sire, 1981)

DAVID GARLAND

Control Songs (Review, 1986)

DAVID VORHAUS

White Noise 2 – Concerto for Synthesizer (Virgin, 1975)

DEBILE MENTHOL

Emile au Jardin Patrologique (Rec Rec, 1981) /
Battre Campagne (1984)

DEVO

Q: Are we not Men? A: We are Devo! (Warner Bros, 1978)
Duty Now for the Future (Virgin, 1979) /
New Traditionalists (1981)

DONOVAN

A Gift from a Flower to a Garden (BGO, 1968)

DOORS (THE)

The Doors (Elektra, 1967)
Strange Days (Elektra, 1967)

EAST OF EDEN

Mercator Projected (Si-Wan, 1969)
Snafu (Si-Wan, 1970)

EDGAR FROESE

Aqua (Virgin, 1974)

EDWARD KA-SPEL

The Blue Room (Soleilmoon, 1998)

EGG

The Polite Force (Deram, 1970)

ELLIOTT SHARP

In the Land of the Yahoos (SST, 1987)

ELMER GANTRY’S VELVET OPERA

Elmer Gantry’s Velvet Opera (Repertoire, 1967)

EMBRYO

Opal (Materiali Sonori, 1970)
Embryo’s Rache (Materiali Sonori, 1971)

ERIC BURDON & THE ANIMALS

Winds of Change (Polydor, 1967)
The Twain Shall Meet (Polydor, 1968)

ERIK WØLLO

Traces (Badland, 1988)

ERSATZ

Ersatz (Pinpoint, 1990)
Ersatz II (G3G, 1992)

FAIRFIELD PARLOUR

From Home to Home (Repertoire, 1970)

FAMILY

Family Entertainment (See for Miles, 1969)

FAUST

Faust (Polydor, 1971)
So Far (Polydor, 1972)
The Faust Tapes (Recommended, 1973)
Faust IV (Virgin, 1973)

FRANK ZAPPA

Absolutely Free (Ryko, 1967)
We’re Only in it for the Money (Ryko, 1967)
Lumpy Gravy (Ryko, 1968)
Cruising with Ruben and the Jets (Ryko, 1968)
Uncle Meat 2xCD (Ryko, 1969)
Burnt Weeny Sandwich (Ryko, 1969)
Hot Rats (Ryko, 1969)
Weasels Ripped my Flesh (Ryko, 1970)
Chunga’s Revenge (Ryko, 1970)
Waka/Jawaka (Ryko, 1972)
The Grand Wazoo (Ryko, 1972)

FRED FRITH

Gravity (Ralph, 1980)
Speechless (Ralph, 1981)
Cheap at Half the Price (Ralph, 1983)

GENESIS

Nursery Cryme (Virgin, 1972)
Foxtrot (Virgin, 1972)
Selling England by the Pound (Virgin, 1973)
The Lamb Lies Down on Brodway 2xCD (Virgin, 1974)

GENTLE GIANT

Gentle Giant (Vertigo, 1970)
Acquiring the Taste (Vertigo, 1971)
Three Friends (Line, 1972)
Octupus (Vertigo, 1973)
In a Glass House (The Road Goes on Forever, 1973)
The Power and the Glory (The Road Goes on Forever, 1974)
Free Hand (One Way, 1975)

GEORGE HARRISON

Electronic Sounds (Apple, 1969)

GILA

Free Electric Sound (Second Battle, 1971)

GONG

Camembert Electrique (Spalax, 1971)
Radio Gnome Invisible, Part 1: The Flying Teapot (Spalax, 1973)
Radio Gnome Invisible, Part 2: Angel’s Egg (Virgin, 1973)
You (Virgin, 1974)

GROUNDHOGS

Thank Christ for the Bomb (BGO, 1970)
Split (BGO, 1971)

GRYPHON

Midnight Mushrumps (Canyon International, 1974)

GURU GURU

Känguru (Brain, 1972)

HANS-JOACHIM ROEDELIUS

Theater Works (Multimood, 1994)
Sinfonia Contempora No. 1 (Prudence, 1994)
La Nordica (Multimood, 1996)

HARALD WEISS

Die Anders Paradies (Gingko, 1995)

HARMONIA

Musik von Harmonia (Brain, 1974)
DeLuxe (Brain, 1975)

HATFIELD AND THE NORTH

Hatfield and the North (Virgin, 1973)

HAWKWIND

In Search of Space (EMI Premier, 1971)
Warrior on the Edge of Time (Dojo, 1975)
Levitation (Castle Communications, 1980)

HECTOR ZAZOU/BONI BIKAYE/CY 1

Noir et Blanc (Crammed, 1983)

HECTOR ZAZOU

Reivax au Bongo (Made to Measure, 1986)

HELDON

Un Rêve sans Conséquence Spéciale (Cuneiform, 1976)

HENRY COW

The Henry Cow Legend (East Side Digital, 1973)

HOLGER CZUKAY

Movies (EMI, 1979)
On the Way to the Peak of Normal (EMI-Electrola, 1980)

HOLGER HILLER

Ein Bündel Faulnis in der Grube (Mute, 1984) /
Oben im Eck (1986)

HOLLIES (THE)

Evolution (EMI, 1967)

HUGH HOPPER

1984 (Cuneiform, 1972)

HUMAN LEAGUE (THE)

Travelogue (Virgin, 1980)

ILDEFONSO AGUILAR

Erosión (No-CD, 1978)

INCREDIBLE STRING BAND (THE)

The Hangman’s Beautiful Daughter (Elektra, 1968)
Wee Tamm (Elektra, 1968)
The Big Huge (Elektra, 1968)
Changing Horses (hannibal, 1969)
Be Glad for the Song Has no Ending (Edsel, 1970)
Liquid Acrobat as Regards the Air (Island, 1971)

ISTVÁN MÁRTA

Támad Aszél (The Wind Rises) (Recommended, 1987)

JEFFERSON AIRPLANE

Surrealistic Pillow (RCA, 1967)
After Bathing at Baxter’s (RCA, 1967)
Crown of Creation (RCA, 1968)

JEFF GREINKE

Timbral Planes (Linden, 1987)

JESSAMINE

Another Fictionalized History (Histrionic, 1997)

JESSICA LAUREN

Film (M.E.L.T. 2000, 1999)

JETHRO TULL

Thick as a Brick (Chrysalis, 1972)
A Passion Play (Chrysalis, 1973)

JIMI HENDRIX

Electric Ladyland (MCA/Experience Hendrix, 1969)

JOCELYN ROBERT

La Théorie des Nerfs Creux (Ohm/Avatar, 1993)

JOHN & BEVERLY MARTYN

Stormbringer (Island, 1970)

JOHN CALE

Fear (Island, 1974)
Music for a New Society (FNAC, 1982)

JOHN GREEVES & PETER BLEGVAD

Kew. Rhone (Voiceprint, 1977)

JOHN MARTYN

Bless the Weather (Island, 1971)
Solid Air (Island, 1973)
Inside Out (Island, 1973)

JOHN MAYALL

Bare Wires (London, 1968)
Blues from Laurel Canyon (Deram, 1968)

JOHN SURMAN

The Amazing Adventures of Simon Simon (ECM, 1981)

JOHN ZORN

The Big Gundown (Icon, 1986)

JON HASSELL

Dream Theory in Malaya (Editions EG, 1981)
Aka, Darbari, Java Magic Realism (Editions EG, 1983)
City: Works of Fiction (Land, 1990)

JON HASSELL/BRIAN ENO

Fourth World, Vol. 1: Possible Musics (Editions EG, 1980)

JON HASSELL/FARAFINA

Flash of the Spirit (Intuition, 1988)

JONI MITCHELL

The Hissing of Summer Lawns (Asylum, 1975)

JORGE REYES

Mexican Music Prehispanic (Paramúsica, 1990)
Bajo el Sol Jaguar (No-CD, 1992)
El Costumbre (Lejos del Paraiso, 1993)

JORGE REYES & SUSO SAIZ

Cronicas de Castas (No-CD, 1991)

JULIAN COPE

20 Mothers (Echo, 1995)
Interpreter (Echo, 1996)

KALAHARI SURFERS

Volume 1: The Eighties (col. incl. Living in the Heart of the Beast (ReR, 1994)

KATE BUSH

The Dreaming (EMI, 1982)

KENNETH NEWBY

Ecology of Souls (Hearts of Space, 1994)

KEVIN AYERS

Joy of a Toy (BGO, 1970)
Shooting at the Moon (BGO, 1971)
The Confessions of Dr. Dream (BGO, 1974)

KING CRIMSON

In the Court of the Crimson King (Virgin, 1969)
In the Wake of Poseidon (Virgin, 1970)
Lizard (Virgin, 1970)
Islands (Virgin, 1971)
Larks’ Tongues in Aspic (Virgin EG, 1973)
Starless and Bible Black (EG, 1974)
Red (EG, 1974)

KINGDOM COME

Kingdom Come (Blueprint, 1972)
Journey (Voiceprint, 1973)

KINKS (THE)

Face to Face (Essential, 1966)
Something Else (Essential, 1967)
The Kinks are Village Green Preservation Society

JPP- “String Tease” (8/10) E
KATHRYN TICKELL- “The Northumberland Collection” – OP
KINKS- “Arthur or the Decline and Fall of the British Empire” (8/10)
KINKS- “Face to Face” (8/10) E
KINKS- “Something Else” (10/10) OP
KINKS- “The Kinks are the Village Green Preservation Society” (8/10) E
KINKS- “The Kinks, part 1: Lola versus Powerman and the Moneyground” (8/10) E
KISS MY JAZZ- “In the Lost Souls Convention”- (8/10)
KÖHN- “(Köhn)2”- (8/10) TTC – brain damage…
L. VOAG- “The Way Out”- (8/10) – Ananana
LA! NEU?- “Rembrandt” (8/10)
LA! NEU?- “Year of the Tiger”- (8/10)
LABRADFORD- “E Luxo So” (8/10) E
LABRADFORD- “Mi Media Naranja”- (8/10)
LADYTRON- “Ladytron” (7/10) AT
LISA GERMANO- “Slide”- (9/10) E
MAGMA- “Magma” (19/10) OP
MALICORNE- “L’Extraordinaire Tour de France d’Adélard Rousseau” (9/10) E
MALICORNE- “Le Bestiaire”- (9/10) – E
MARIA JOÃO & MÁRIO LAGINHA- “Lobos, Raposas e Coiotes”- (8/10)
MIKRON 64- “Sys 49152”- (7/10)
MILLADOIRO- “Auga de Maio”- (8/10)
MILLENNIUM- “Begin”- (9/10) E
MONO- “Formica Blues”- (8/10)
MONOCHROME SET- “Eligible Bachelore” (9/10) E
MONOCHROME SET- “Love Zombies” (9/10) E
MONOCHROME SET- “Strange Boutique” (8/10)
MOODY BLUES- “In search of the Lost Chord”- (9/10) E
MOONDOG- “H’art Songs”- (9/10) AT
MOONDOG- “In Europe”- (9/10) AT
MOONDOG- “Sax Pax for a Sax”- (8/10) AT
OSKAR SALA- “Elektronische Impressionen”- (8/10)
PALINCKX- “It’s a Frontal Dog”- (8/10) TTC rockrockrock
PAOLO CONTE- “Tournée 2”- (9/10) E
PASCAL COMELADE- “September Song”- (8/10)
PAUL McCARTNEY- “Run Devil Run”- (8/10) TTC, AT
PAUL SCHÜTZE- “Apart” (8/10)
PEETER VÄHI- “Supreme Silence”- (8/10) Aumzennnnnnnn… AT
PETER HAMMILL- “A Black Box”- (9/10) OP
PETER HAMMILL- “Chameleon in the Shadow of the Night”- (10/10) OP
PETER HAMMILL- “Enter K”- (8/10)
PETER HAMMILL- “In Camera”- (10/10) 3xOP
PETER HAMMILL- “None of the Above”- (9/10) E
PETER HAMMILL- “Over”- (9/10) E
PETER HAMMILL- “Ph 7”- (8/10) E
PETER HAMMILL- “The Future Now”- (9/10) OP
PETER HAMMILL- “The Silent Corner and the Empty…” (10/10) OP
PIERRE BASTIEN- “Musiques Paralloïdres”- (7/10)
PINK FLOYD- “Meddle” (8/10)
PINK FLOYD- “Wish You Were Here” (7/10)
PLUXUS- “Faz 2”- (7/10)
POLE- “Pole 2”- (7/10)
POTHOLE- “Dirty Picnic”- (7/10) AT jazzjazzjazz electro
PRESENT- “Nº6” (8/10) os mais antigos são melhores
PRETTY THINGS- “S.F. Sorrow”- (8/10) AT
PYROLATOR- “Wonderland” (70’s) (8/10) se encontrares em CD diz-me!
RED KRAYOLA- “Fingerpainting”- (8/10)
RICHARD PINHAS- “Iceland”- (8/10)
RICHARD THOMPSON- “I Want to See the Bright Lights Tonight” 10/10 OP
ROEDELIUS- “Jardin au Fou”- (8/10)
ROXY MUSIC- “Roxy Music”- (10/10) OP
ROXY MUSIC- “Stranded”- (10/10) OP
RUI JÚNIOR & O Ó QUE SOM TEM- “O Mundo Não Quer Acabar”- (8/10)
SAND- “Ultrasonic Seraphin”- (8/10) E, numa lista de krautrock
SATOR ROTAS- “Sator Rotas”- (8/10)
SCHNEIDER TM- “Moist”- (8/10)
SEVERED HEAD- “Clifford Darling Please Don’t Live in the Past” (9/10) – Não há em CD…
SHANNON WRIGHT- “**** Flightsafety”- (8/10)
SNAKEFINGER- “Chewing Hides the Sound”- (8/10)
SOFT MACHINE- “Third” (10/10) OP mas AT, jazz difícil com canções de 20m fabulosa de Robert Wyatt no meio
SOLAS- “The Words that Remain”- (9/10) E
SOUL CENTER- “Soul Center”- (8/10) E :))))))
STACKRIDGE- “The Man in the Bowler Hat”- (9/10) E, Beatles progressivos!
STEELEYE SPAN- “Below the Salt”- (9/10) E
STEELEYE SPAN- “Parcell of Rogues”- (8/10)
STEREOLAB- “Emperor Tomato Ketchup”- (8/10)
STEREOLAB- “The First of the Microbe” (8/10)
STEVE SHEHAN- “Safar” (9/10) E, mas num espírito de world/fusão
STRAWBS- “Grave New World”- (8/10) AT
SUSANA SEIVANE- “Susana Seivane c/Mário Z” (9/10) E
TALKING HEADS- “True Stories” (7/10)
TARWATER- “Animals, Suns & Atoms”- (7/10)
THE USER- “Symphony #1…”- (8/10) E
TRAFFIC- “John Barleycorn Must Die” (8/10) AT
TRAFFIC- “Mr. Fantasy”- (9/10) E
TRIO DE PATRICK BOUFFARD- “Rabaterie” (9/10) E
TRIO DE PATRICK BOUFFARD- “Revenant de Paris” (9/10) E
TUU- “Mesh”- (8/10)
TYRANNOSSAURUS REX- “Unicorn”- (8/10) AT
UI- “The Iron Apple”- (8/10)
VAN DYKE PARKS- “Song Cycle”- (9/10) E
VÁRIOS- “Portugal Deluxe, volume 2: Um Cocktail Swingante”- (8/10) TTC :)))
VÁRIOS- “Sonig”- (8/10) E
VÁRIOS- “The Beat Scene”- (8/10)
VÁRIOS- “The Psychedelic Scene”- (8/10) E
WIBUTEE- “Newborn Thing”- (7/10)
ZOMBIES- “Odessey and Oracle”- (10/10) OP

Saudações