pop rock >> quarta-feira >> 21.02.1996
Mathilde Santing
Choosy Live!
EPIC, DISTRI. SONY MUSIC

A holandesa está mais gorda e com corte de cabelo à rapaz. Mas que isso não constitua obstáculo para apreciar uma das mais elegantes cantoras da actualidade. Tapem-se as fotografias da capa, para não desviar a atenção, e fique-se (quase) a sós com a voz, cada vez mais quente e solta, da menina que se lançou amparada em muletas de pop electrónica, no mini-álbum de estreia, “Behind a Painted Smile”, assinou a sua obra-prima de canções sobrenaturais em “Water under the Bridge” e, a partir daí, se dedicou a cantar as canções de outros autores, assumindo por inteiro a condição de intérprete. Esta gravação ao vivo, efectuada num teatro ao ar livre de Valkenburg, dá-lhe inteira razão. Afastada de vez uma certa rigidez formal perceptível em trabalhos anteriores, manifesta-se em seu lugar o balanço orgânico e os ditados da emoção do momento. É uma Mathilde , “waltzing Mathilde”, por fim livre que faz flutuar, dançar e arder a escrita de alguns dos seus compositores preferidos, como Tim Finn, Joni Mitchell, Todd Rundgren e Randy Newman. Uma voz que transfigura. (7)















