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Annette Peacock e Carlos Zíngaro – “Encontro à Margem Das Leis”

pop rock >> quarta-feira >> 12.10.1994


Encontro à Margem Das Leis

Annette Peacock e Carlos Zíngaro aliaram-se na feitura de uma mini-ópera que envolve bailado e improvisação. Sobre o tema dos “encontros e desencontros das pessoas e a fragilidade das relações humanas”. Um tema velho revisto à luz das novas músicas.



Ficha Artística
Annette Peacock – Sintetizador, voz, acção
Carlos Zíngaro – Violino electrónico, computadores
Roger Turner – Bateria, percussão, acção
João Natividade – Movimento
Margarida Bettencourt – Movimento
Paulo Graça – Iluminação

A ideia de fazer uma mini-ópera veio de Carlos Zíngaro e nasceu no ano passado, em Outubro, após o concerto da cantora americana em Lisboa. Mais do que um simples concerto, este trabalho em conjunto dos dois músicos pretende integrar elementos e metodologias pertencentes à dança, ao teatro e a outras actividades multimédia.
Com um esquema base elaborado sobre composições originais de Annette Peacock, o espectáculo, com a designação “Encontros” – da responsabilidade das Produções Única, com apoio do departamento de música popular de Lisboa-94 -, inclui momentos de improvisação nos quais vão assumir primordial importância como sustentáculo rítmico unificador, as percussões de Roger Turner. Trata-se de um músico inglês que partiu da cena de Canterbury dos anos 60 para o discurso improvisado, tendo colaborado, ao longo de décadas de dedicação à “new music” (generalização para todas as músicas “marginais” que englobam e reestruturam em sínteses inovadoras linguagens tão díspares como o jazz, o rock, a música concreta, a música étnica, o “vaudeville”, a electrónica, etc.), com Elton Dean, Lol Coxhill, Fred Frith, Derek Bailey, Cecil Taylor, Evan Parker, Toshinori Kondo e Marilyn Crispell, entre outros.
Os bailarinos Margarida Bettencourt e João Natividade repartem entre si a planificação e interpretação da parte coreográfica. Paulo Graça terá a seu cargo a iluminação, importante na elaboração dos vários ambientes que, segundo Carlos Zíngaro, pretende recriar “os encontros e desencontros das pessoas, a fragilidade das reações humanas, a visceralidade dos encontros e o realismo cru dos desencontros, e as situações de profundo desconforto em que se pensa “quem me dera não estar aqui”. Um tema suficientemente vago para permitir dar livre curso a toda a espécie de enunciações conceptuais e explorações ao nível da tríade intérprete – tecno logia – “environment”. Algo que poderá não andar longe, pelo menos em termos de atitude, da veia dramática de uma Meredith Monk ou da cornucópia electro-humanista de uma Laurie Anderson.
Anuncia-se que o concerto vai ter humor e alguma maldade. A criatividade terá rédea solta para se exprimir. Não espanta que assim aconteça, tendo em conta os antecedentes dos dois principais protagonistas, ambos nomes credenciados no universo das músicas alternativas.
Annette Peacock, de “performer” provocatória que nos primeiros anos de carreira exibia os seios, e uma das primeiras a arriscar submeter a voz aos tratos de um sintetizador, passou a estátua de semblante e pose gelados. Nela o erotismo escorre por vias e ligações obscuras. Num corpo e voz fora das normas e estéticas vulgares. Com a fulminância da electricidade e a ferocidade e o hermetismo de uma máscara. Nela tudo se mediatiza. Através do corpo, do canto ou das palavras. Como numa “trip” de um ácido congelado. Entra-se na sua música como no labirinto interior de um circuito integrado cuja estrutura reproduz um cérebro, um organismo humano ou o tecido social de uma cidade. “Contacto abstracto”? Ou, pelo contrário, um contacto físico, uma “proximidade física” que, para Zíngaro, “está a diluir-se”. Algo que, segundo o violinista, terá consequências, já que “algumas coisas ganharão” com essa diluição, enquanto outras “estão em risco de se perder”.
Comparado com a cantora norte-americana, Carlos Zíngaro é mais cerebral. Ou é cerebral de uma forma mais matemática. Nele a ideia de arquitectura substitui a de “swing”. O seu violino é uma nave, no duplo sentido de veículo e espaço delimitado. Um violino cuja voz procura e se procura no confronto – diálogo – dissolução com outras vozes. Dele próprio, de máquinas, ou, no caso vertente, de Annette Peacock. Um violino que mergulha nas entranhas de um computador e sai dele com a forma de um ente diferente: um comboio, uma gaivota ou simplesmente ainda um violino – multifónico, duplo cibernético. “Músicas de cena”, se quisermos simplificar e utilizar o título de um dos seus discos mais recentes. Ou um violino que se súbito se cala para escutar-se e escutar o silêncio, se fecha em si próprio na introspecção das suas fontes e dos seus limites. Como aconteceu nas radicais prestações a solo registadas por Carlos Zíngaro ao vivo no Mosteiro dos Jerónimos.
É português, Carlos Zíngaro, que remédio! A sua música, essa, não conhece fronteiras. Desde os tempos pioneiros com os Plexus e da passagem bem-humorada pela Banda do Casaco até à inevitável viagem para outras latitudes e altitudes mais elevadas, onde não se sente o efeito da asfixia e é possível respirar sem constrangimentos. Uma viagem, se calhar também ela de “encontros e desencontros”, onde acima de tudo existe a compreensão de que a evolução só é possível através do diálogo. E há formas de diálogo que nem passam pela cabeça das pessoas, onde o outro até pode ser uma extensão, projecção, transfiguração de um único e mesmo indivíduo. Zíngaro que o diga.
Claro que o músico, enfim, português, já se “bateu” com companheiros de armas como Andrea Centazzo, Barre Philips, Christian Marclay, Derek Bailey, Evan Parker, Joelle Léandre, Jon Rose, Ned Rothenberg, Rüdiger Carl, Shelley Hirsch, entre outros “loucos”, pilares de um planeta musical que sem eles se arriscaria a atolar-se no lodo do menor múltiplo comum com que querem cimentar as estéticas nado-mortas do “admirável mundo novo”, paraíso dos pacóvios, dos bajuladores, dos indigentes e dos funcionários e desalmados em geral.
Por tudo isto, ou se tudo isto for pouco ou for demais, apenas pela excelência de todos os participantes envolvidos, é obrigatório não faltar a estes “Encontros”. Mesmo que os desavisados possam sentir o tal desconforto do “quem me dera não estar aqui”. Para esses, fica a conclusão em forma de lugar-comum: quem não arrisca não petisca.
DIA 15, TEATRO SÃO LUIZ, LISBOA, 22H

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Mano A Mano

Não são de agora os duetos de músicos portugueses com estrangeiros de maior ou menor nomeada. Em diversas áreas, do fado ao jazz passando pelo rock, a pop e a música tradicional, cantores e instrumentistas nacionais arranjaram companhia lá fora, com o objectivo de enriquecerem determinadas propostas musicais, registadas em disco. Algumas resultaram em cheio. Outras nem tanto.
Recordemos vários desses duetos, com a indicação do título do álbum, ano de edição e os nomes envolvidos.
“Encontro”, 1973, Amália Rodrigues com Don Byas. O saxofonista tenor no encontro com o fado. A improvisação a empurrar a diva para procurar-se e procurar o (seu) fado noutra voz.
“No Jardim da Celeste”, 1981. Banda do Casaco com Jerry Marotta. Nuno Rodrigues voltava o casaco do avesso. O baterista de Peter Gabriel juntou uma certa modernidade urbana e internacionalista à tradição. Esta, se não ficou a perder, saiu pelo menos confundida da aventura.
“Coincidências”, 1983. Sérgio Godinho com Ivan Lins. Irmãos na resistência. Dois lutadores cuja arma é a poesia.
“Looking for Love”, 1988, e “Alice”, 1990. Maria João com Aki Takase. Mais do que uma colaboração, uma cumplicidade. Uma voz e um piano, cidadãos do mundo. João canta também com os outros “monstros” agrados do “jazz”. Nós é que muitas vezes não reparamos.
“Amor é Cego e Vê”, 1990. Eugénia Melo e Castro com Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Simone e Gal Costa. Todos os grandes artistas brasileiros querem estar ao lado de Geninha. É uma honra.
“Dialogues”, 1991, Carlos Paredes com Charlie Haden. Um génio fechado dentro de quatro paredes. O contrabaixista da Jazz Composers Orchestra compreendeu isso À própria custa.
“Delírios Ibéricos”, 1991, Rão Kyao com Ketama. Nas suas viagens pelo Sul o encontro inevitável das flautas de bambu com o flamenco.
“Evil Metal”, 1992. Telectu com Elliott Sharp. Lima Barreto e Vítor Rua sabem escolher as vanguardas em que se movem. Chris Cutler, um dos expoentes da “nova música” europeia (Henry Cow, Art Bears, Cassiber, News from Babel, etc.), também toca com eles ao vivo de vez em quando.
“Laura”, 1993, e “Divertimento for Duke and Monk”, 1993. Depois de uma experiência pioneira com o baterista Aldo Romano, o trompetista português Laurent Filipe gravou com Pedro Sarmiento, um pianista espanhol que vai dar que falar.
“Repress”, 1994,. Luís Represas com Pablo Milanês. A música é a mesma, mas como foi gravada em Cuba faz de conta que não. A voz do cubano, apesar de tudo, aquece mais do que arrefece.
“Sob Escuta”, 1994. GNR com Vicente Amigo. O sal do flamenco a condimentar os jogos de “charme2 de Reininho.
“Viagens”, 1994. Pedro Abrunhosa com Maceo Parker. A “música nova” do guru Abrunhosa toda ela “funky” com a ajuda do ex-trompetista de James Brown. A propósito de novidade, já alguém reparou no genérico musical de O Tal Canal?
“Salsetti”, Bernardo Sassetti com Paquito d’ Rivera, a aguardar edição. Novos mapas que passam pelos trópicos, no alor dos sopros de um cubano guardião da herança de Dizzy Gillespie.
Próximo disco dos Chieftains, 1995. Júlio Pereira com os Chieftains. O reconhecimento pelos mestres da música tradicional irlandesa de um dos maiores instrumentistas portugueses. Neste caso foram eles a chamá-lo.
Quanto a Carlos Zíngaro, já gravou discos com meio mundo de músicos europeus importantes: Andrea Centazzo (“Mitteleuropa Orchestra Live”, 82), Daunik Lazro (“Sweet Zee”, 84), Richard Teitelbaum (“The Sea Between”, 86), Derek Bailey, Lee Konitz, Barre Philips e Teitelbaum (“Once”, 89), Joelle Léandre (“Écritures”, 90), Une Drame Musica Instantané (“Opération Blow Up”, 92), Rüdiger Carl (“Canvas Trio”, 93).

Grandmothers Of Invention (The) – “The Grandmothers Of Invention Revivem Música De Zappa – Avós Em Frenesim”

cultura >> sábado >> 08.10.1994


The Grandmothers Of Invention Revivem Música De Zappa
Avós Em Frenesim


Não houve traição nem despropositadas reverências mas tão-só a música de Zappa dos anos 60 e 70, ressuscitada e, o que é espantoso, injectada de energia por três imparáveis velhinhos que alinharam com o mestre nas primeiras formações dos Mothers.

Foi num bar-discoteca de Lisboa, o Absoluto, nas noites de quinta e sexta-feira, que os Grandmothers of Invention deram uma vez mais razão à máxima “velhos são os trapos”. Jimmy Carl Black, Don Preston e Bunk Gardner, três Mothers genuínos, deram uma lição de profissionalismo tocando cerca de duas horas e meia para uma escassa plateia que no final não ultrapassaria a meia centena de pessoas. Com um entusiasmo, uma alegria e entrega total à música e ao espectáculo que transformaram a ocasião numa celebração festiva da arte de Frank Zappa.
Jimmy Black, com a mesma cabeleira e carantonha de monstro míope das fotografias das primeiras capas da banda, parecia um puto extasiado, abrindo a boca de prazer enquanto martelava a bateria, ora metronómico, ora iconoclasta, os ritmos das avós da invenção.
Don Preston é o mestre louco. Na noite de quinta tocou piano com a cabeça e os dentes ou com a ajuda de uma terceira mão, em plástico. Houve um segundo maestro, o sr. Gonçalves, conhecida personagem das noites dos Irmãos Catitas no Cinearte, que do primeiro ao último segundo do concerto se postou diante do palco, segurando na mão uma batuta improvisada para dirigir coma mão ébria as operações.
Nos saxofones e na flauta, Bunk Gardner, deu uma lição de força, imaginação e tecnicismo, soprando ventos e tempestades nas longas sequências instrumentais que trouxeram para o Absoluto o universo revisto e actualizado de Frank Zappa. Os restantes Grandmothers, o guitarrista, Sandro Oliva, um italiano com um bigode igual ao de Zappa, e o holandês Ener Bladezipper, no baixo, encarregaram-se de pôr ordem sempre que o caos rondava.
“Peaches in Regalia” abriu o concerto e durante duas horas e meia a música misturou-se com a folia. Don Preston vestiu a pele de um evangelista possesso, trazendo a salvação aos pecadores que “fumam marijuana e fornicam raparigas”. Sandro Oliva cantou em italiano um tema original e pediu ao público que o acompanhasse na digitação do famoso gesto obsceno feito com três dedos.
Eram os Mothers à solta, dispensando exercícios de memória. Temas antigos como “Hungry freaks daddy”, “Who are the brain police?”, “Trouble every day”, “Brown shoes don’t make it”, “Peaches in regalia”, “Willie the pimp” e “Lonesome cowboy Burt” ganharam novo alento. No primeiro “encore”, “Willie the pimp”, Paulo Martins, músico e promotor do concerto, juntou-se aos Grandmothers em palco, num solo de guitarra. Quatro raparigas adolescentes, entradas por acaso na discoteca, saíram cinco minutos depois, provavelmente confusas, como se tivessem visto um O. V. N. I. O sr. Gonçalves prosseguia infatigável a sua missão. Alguém dançava. O surrealismo da situação caiu de chofre, como um raio. Os Mothers em Portugal a tocarem para 50 pessoas. E eles, felizes no seu papel de “entertainers”, ficariam a tocar enquanto houvesse pelo menos uma pessoa na sala. Zappa pode descansar em paz.

Everything But The Girl – “Sorriam Corações”

pop rock >> quarta-feira >> 05.10.1994


Sorriam Corações



Vão estrear-se em Portugal e logo com uma série de três concertos. São os Everything But The Girl, “A melhor banda britânica ainda não fenomenalmente famosa”.

“Amplified Heart”, o seu álbum mais recente, mostra uns Everything But The Girl diferentes do habitual. Mais duros e musculados. Com outras ambições para além da sua música servir de banda sonora para um par de namorados abraçados numa praia fazerem o que têm a fazer. Para trás ficaram os tempos em que Tracy Thorn e Ben Watt – talvez o par mais feio de sempre da música pop, excluindo Popeye e Olívia Palito – flirtavam com os ritmos quentes da América do Sul e o jazz fazia parte da sua bagagem musical itinerante. É verdade que a dupla continua a ter no amor a sua temática principal, só que agora já nem tudo são rosas e é preciso fazer pela vida antes de se chegar a vias de facto.
Para tal mudança de atitude terão contribuído as presenças de um novo produtor, John Coxon, responsável pela ascensão das Pooka, e de Harry Robinson, na qualidade de arranjador, alguém que no passado andou ligado aos já desparecidos Sandy Denny e Nick Drake. Ou então ter-se-á dado o caso de ele e ela se terem fartado do papel de meninos bonitos, o que, convenhamos, devia ser com certeza tarefa difícil. Mas, como os músicos não se medem pela fotogenia, o seu peso terá de ser aferido por outra escala de valores, embora no caso de Meat Loaf ou Frank Black esta norma não se aplique.
Thorn e Watt têm um passado. Ela fez parte dos Marine Girls e publicou a solo o álbum “A Distant Shore”, cujo título diz tudo quanto ao seu conteúdo. Watt, por seu lado, gravou, também sozinho, “North Marine Drive”. Foi a admiração de ambos pela vida marítima que os juntou. Watt também gravou, devido à semelhança dos apelidos, com Robert Wyatt. Há quem considere quaisquer destes discos feitos em solitário melhores do que qualquer um da dupla.
Enfim, nessa época metia-se os Everything But The Girl no mesmo saco que os Working Week, Sade Adu e Carmel, com o rótulo “British jazz revival”. O que no caso dos EBTG era talvez demasiado abusivo. É certo que o jazz, como já dissemos, e para não acharem que estou a desmentir-me, exercia um fascínio nestes dois jovens, mas nada que tivesse a ver com os paroxismos rítmicos dos Working Week, a sensualidade de Sade Adu ou o formalismo geométrico de Carmel. No caso dos EBTG, era tudo mais adocicado pelas subtilezas da bossa-nova, outra das influências óbvias do grupo.
A fama foi chegando aos poucos. Concertos no Ritz de Nova Iorque ou no Parque Gorky em Moscovo tornaram a banda célebre e a imprensa italiana, vejam lá, considerou Tracy a “dona da mais bela voz da pop britânica”. Uns exagerados estes italianos, sempre atrás das “donnas”, não se lembrando que existia uma “Madonna” que, ainda por cima, nessa altura cantava que era virgem. Bem, mas como alguém dizia, “Baby, The Stars Shine Bright”, os dois tornaram-se estrelas, por volta de 1988. Nesse álbum cresceram e foram para estúdio com uma orquestra.
Seguiram-se outros trabalhos, recebidos pela imprensa com alguma simpatia, mas raramente com entusiasmo: “The Language of Life”, “Worldwide” e a colectânea de sucessos “Home Movies”, que inclui dois inéditos produzidos por Phil Ramone. Sem esquecer um EP onde, já adultos compenetrados da função do artista, incluíram versões de canções de Tom Waits, Bruce Springsteen e Cindy Lauper.
E assim, sem fazerem grandes ondas nem operações plásticas, os Everything But The Girl chegaram a “Amplified Heart”, um álbum que levou a Radio One a considera-los “a melhor banda britânica que ainda não é fenomenalmente famosa”, o que talvez não seja um elogio por aí além. Seja como for, depois disso, até os Massive Attack convidaram Tracy para cantar com eles.
É este grupo, “ainda não fenomenalmente famoso”, em cujo início esteve uma versão de “Night and day” de Cole Porter, que os portugueses vão ver pela primeira vez. Com a dupla principal estarão o baterista Dave Mattacks, um ex-Fairport Convention e colaborador eventual dos Pere Ubu, e o contrabaixista Rob Braviner.
DIAS 6 E 7, CENTRO CULTURAL DE BELÉM, LISBOA
DIA 8, COLISEU DO PORTO.