Arquivo da Categoria: Progressivo

Trisquel – “Amandi”

pop rock >> quarta-feira >> 10.05.1995
curtas


TRISQUEL
Amandi
Sonifolk, distri. MC – Mundo da Canção



Galegos às voltas com duendes e fadas numa bela colecção de folk progressivo que evoluiu bastante em relação ao anterior “O Asubio do Padrino”. Boas influ~encias externas, como as dos Amazing Blondel e dos Incredible String Band e Gryphon, dissolvem-se na veracidade de três gaiteiros com os pés bem assentes na terra de Maeloc. Cumprimente-se a voz de Nancy Mourino antes de se entrar na mansão dos prodígios. (7)

Ildefonso Aguilar – “Erosión”

pop rock >> quarta-feira >> 03.05.1995
reedições


Ildefonso Aguilar
Erosión
NO-CD, DISTRI. ÁUDEO



Editado originalmente em 1978, “Erosión” foi agora reeditado pela primeira vez na sua versão integral de mais de 70 minutos. Sendo, para nós, até à data, um completo desconhecido, Ildegardo Afonso faz parte dawuelas descobertas tardias que nunca fizeram parte da história da música popular mas que tantas vezes transportam consigo um segredo bem guardado de mais-valia musical. Sobre ele apenas ficamos agora a saber que é mexicano e sobre esta obra apenas que foi inspirada na paisagem da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (José Saramago tem lá uma casa…). Música electrónica ambiental, telúrica, esmagadora nas suas arquitecturas à escala do Cosmos, “Erosión”, dividido em quatro partes conceptuais, tem a beleza de um jardim de estátuas esculpidas em magma, cujas formas somente os sintetizadores analógicos são capazes de criar. Poderia ter sido um clássico do género, se alguém tivesse tomado conhecimento da sua existência. 1978: o “punk” divertia-se na sua tarefa destruidora de curto alcance, os “industriais” ensaiavam as primeiras engrenagens, Klaus Schulze experimentava o último grito em sintetizadores para repetir pela enésima vez as suas variações de Wagner cibernético, Brian Eno deambulava pelos aeroportos, a pop procurava a dignidade perdida nas pistas de “disco-sound”. Retirado em Lanzarote, Ildefonso descia às entranhas da terra, banhando-se na lava de um vulcão. Subliminal, por vezes aterrador, “Erosión” é o negativo da “Kosmisch Muzik” – embora uma sequência como “El vuelo del ‘bu’ ácromo y el despertar del ‘bú’ rojo” recorde tanto o Klaus Schulze de “Cyborg” como os Tangerine Dream de “Zeit” – antecipando, com meios artesanais, a vaga de fundo que a meio da década de 80 viria a brotar das profundezas, através dos sulcos abertos por Jeff Greinke, Peter Frohmader ou Paul Schütze, entre outros mineiros e espeleólogos do som. (8)

The Band – “Live At The Watkins Glen”

pop rock >> quarta-feira >> 26.04.1995
curtas


THE BAND
Live At The Watkins Glen
Capitol, distri. EMI-VC



Finalmente disponível a gravação de uma das míticas aparições ao vivo dos The Band, em Nova Iorque, 1973, para uma assistência de perto de 300 mil pessoas. Na altura em que o grupo se aprestava para gravar o álbum de versões “Moondog Matinee” e alguns dos seus membros enveredavam pela má vida, o ambiente de festa ganha contornos de pura magia no solo improvisado no órgão Lowrey, debaixo de trovões e uma forte chuvada, que Garth Hudson ofereceu a uma multidão em êxtase. (5)