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Robert Wyatt, Billy Bragg – “A Esquerda No Poder” (artigo de opinião)

Pop-Rock Quarta-Feira, 09.10.1991

A ESQUERDA NO PODER

Robert Wyatt e Billy Bragg, assumem-se ambos de esquerda, anti-situacionistas e anti-imperialistas. A diferença principal entre os dois está em que, enquanto Billy Bragg não passa de um músico vulgar, para quem gravar discos se resume a um meio eficaz de fazer passar o discurso contestário, Robert Wyatt é um artista genial, preocupado com o universo em que vive, mas também com a criação de novas formas para a música. O primeiro põe-se em bicos de pés para se fazer ouvir. Ao segundo, basta abrir a boca e soltar a voz trémula, para que os corações caiam a seus pés. Billy Bragg é membro de todas as associações políticas, subscritor de todas as siglas e de todas as campanhas “contra”. Robert Wyatt dedica-se aos copos, à sua mulher polaca, pintora e activista, à paixão pelo jazz e `gravação de obras-primas em disco. Nas barricadas da rua ou na quietude tensa de uma cadeira de rodas, a luta prossegue, impulsionada pelos sonhos de um mundo que julgam ser o melhor. “Dondestan” e “Don’t Try this at Home” aí estão para o provar.



ROBERT WYATT
A Queda De Um Anjo



É possível dividir a carreira de Robert Wyatt em dois períodos distintos: antes e depois da queda. O acidente, ocorrido em 1973, durante uma festa, quando, devido aos efeitos perniciosos do álcool, caiu para a rua da janela de um quarto andar, condenou-o para sempre à cadeira de rodas e à condição de paraplégico, e obrigou-o a um corte radical com o passado. Até à data fatídica, Wyatt era o baterista dos Soft Machine, banda que, ao lado dos Pink Floyd, constituía um dos pilares do movimento vanguardista ocorrido em Canterbury, na Inglaterra, nos finais da década de 70.
A formação original dos Soft Machine incluía, para além de Wyatt, David Allen (mais tarde fundador dos Gong), Kevin Ayers (excêntrico, detentor de uma fase inicial de carreira imaculada) Mike Ratledge e Hugh Hopper. Com estes músicos, os Soft Machine gravaram um par de álbuns, em que procedem à fusão inusitada de uma pop tipicamente inglesa com desmultiplicações rítmicas características do jazz.
“Third”, o duplo álbum seguinte, representa o culminar de um estilo demasiado avançado para a época. Neste disco, Wyatt assina e canta a longa melopeia “The moon in June”, na qual estão já presentes os germes da sua música futura. Consumado o abandono dos Soft Machine, demasiado complexos e intelectuais para o seu gosto, (ainda cumpriu as sessões de gravação correspondentes a um dos lados do álbum número quatro, enquanto trabalhava já no seu primeiro disco a solo, “The End of na Ear”), Wyatt reúne novos músicos e forma os Matching Mole (tradução fonética do francês “machine molle” – precisamente o mesmo que Soft Machine…). “Matching Mole” e “Little Red Record” são os dois testemunhos brilhantes deixados por esta formação, já com sinais evidentes da futura militância, aqui ainda limitados a uma paródia ao imaginário e iconografia maoístas.
Depois, o momento de viragem. A queda e um futuro obrigatoriamente diferente. Impossibilitado de tocar bateria, Wyatt afirma que o acidente acabou por lhe ser vantajoso: “A estadia no hospital deixou-me livre para sonhar.” O resultado deste corte abrupto com o passado, “Rock Bottom”, é, sem exagero, uma das obras musicais máximas deste século. Mergulho na loucura e no fundo do abismo. Vocalizações patéticas sobre uma electrónica sombria e obsessiva. Exorcismo traumático da dor. Experiência do limite da solidão humana.
“Ruth Is Stranger than Richard”, o disco seguinte, funciona num registo mais “cool”, constituindo uma série de exercícios alógicos sobre sonoridades tão variadas como o jazz, a música afro-cubana ou o “muzak” ambiental. Fred Frith, Brian Eno e John Cale são alguns dos músicos presentes na sessão. Entre estes dois discos, um “hit” inesperado, com a versão do tema dos Monkees, “I’m a believer”.
Em 1980, cada vez mais preocupado com o agravamento da situação mundial e com os problemas do Terceiro Mundo, Robert Wyatt entra para o Partido Comunista. Em termos de produção musical, a opção salda-se pelo álbum “Nothing Can Stop Us”, paradoxalmente violento e delicado manifesto anticapitalista, onde temas como o tradicional cubano “Guantanamera”, “Strange fruit” de Billie Halliday, o hino estalinista “Stalin wasn’t stalin” ou a Internacional adquirem uma intensidade a um tempo perversa e demolidora.
A seguir, um mini-álbum com a banda sonora de “The Animals”, documentário que denuncia as atrocidades cometidas sobre os animais, em nome da investigação científica, de mais um single nos tops (Shipbuilding”, composto especialmente para si por Elvis Costello, a propósito das vítimas da guerra das Malvinas) e um EP, “Ambe rand the Amberines”, contendo versões de “Biko”, “Yolanda” e “Te recuerdo”, respectivamente de Peter Gabriel, Pablo Milanês e Victor Jara. Depois Robert Wyatt regressa aos álbuns, com “Old Rottenhat”, preocupado com problemas como a ocupação de Timor-Leste ou a prepotência dos “united states of amnesia”, tornados senhores do mundo.
Para trás, ficavam colaborações com Michael Mantler, Bem Watt e os Working Week, ou a aliança com o activista dos Specials / Special Aka, Jerry Dammers, e cantores da SWAPO, traduzida noutro single, “Winds of Change” (1985), em que se condena a ocupação da Namíbia pelo exército sul-africano, e uma canção, “The lst Nightingale”, destinada à angariação de fundos a favor da greve dos mineiros ingleses.
Wyatt credita realmente que a música pode contribuir para as mudanças do mundo. Pensa, por exemplo, que o concerto de homenagem a Nelson Mandela contribuiu de alguma maneira para a sua libertação, “embora não fizesse desaparecer o ‘apartheid’”. Segue-se o exílio voluntário para o sol da Catalunha, na companhia de Alfie (diminutivo de Alfreda Benge, a quem dedica o tema final de “Old Rottenhat” – “Poor little Alfie”), o reatar de relações com o jazz, à sua maneira – “sou um turista do jazz, não um participante activo” – e, finalmente, o regresso a Inglaterra e a assunção das origens pop, no novel e notável “Dondestan” (onde estão?” – pergunta, a propósito dos refugiados palestinianos e do Kurdistão). Sempre ao lado desses e doutros refugiados, do mundo e da vida, Robert Wyatt continua a lutar, em combustão lenta. Contra as prepotências do destino e a estagnação do espírito. Nos seus discos a dor é redimida, consubstanciada em liberdade. É o seu testemunho e a sua vingança.

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BILLY BRAGG:
Cantor A Martelo



Billy Bragg canta mal, toda a gente que o ouviu o sabe. Mas não é isso que interessa: “Não sou um cantor, nunca serei um Pavarotti, nem sequer um Rick Astley” – reconhece, para logo adiantar: “O mais importante é o conteúdo”. Billy Bragg é militante empenhado do RAR. (Rock Against Fascism). Cerra fileiras ao lado da CND (Campaign for Nuclear Disarmament). Faz horas extraordinárias na YTS (Youth Training Scheme). Almoça todos os dias na cantina do YTUR (Youtj Trade Union Rights Campaign). Além disso, tem assinatura na GLC (Gas Light Chanticleer) e costuma frequentar o clube privado da SEX (Sociological Entertainment Xenogamy). É aquilo a que se costuma chamar um “camarada”.
De facto, para Billy Bragg, o mundo é uma m***a, resumindo-se a questão essencial à proverbial luta de classes e à exploração dos fracos pelos fortes. Billy, fanático do futebol, não admite contudo a existência de uma linha média. Suporta-a só enquanto esta lhe for comprando discos. A subida ao poder de Margaret Thatcher foi, para si, providencial. É preciso ter um inimigo contra quem lutar, que sirva de estímulo – “É impossível escrever uma boa canção política se não houver o ambiente apropriado.” Com a “dama de ferro” no poleiro, foi-lhe mais fácil fazer álbuns como “Life’s a riot with spy vs. Spy” ou “Brewing up” ou “Talking with the Taxman about Poetry”.
Embora não o encare como um poço de virtudes, aderiu ao Labour Party – “Tem no seu seio tantos reaccionários que se fica a pensar se não se terão enganado na escolha do partido.” Mas, como em tudo, é preciso escolher, escolheu o que lhe pareceu melhor. “Madonna usa os ‘soutiens’ pontiagudos, eu uso o Partido Trabalhista. A diferença é que o partido é mais sexy.” O sexo é, de resto uma das suas principais preocupações. No álbum acabado de sair, “Don’t try this at home”, um dos temas intitula-se, sem ambiguidades, “Sexuality”. Diz assim: “Safe sex doesn’t mean no sex, it just means use your imagination” – para, de seguida, agitar a bandeira do Maio de 68 e do amor livre: “Sexuality – strong and warm and wild and free, sexuality – we can be what we want to be.” Não está mal visto.
O que faz correr Billy Bragg, fundador da Red Wedge, uma agremiação de músicos pop de que fazem parte músicos como Gary Kemp, dos Spandau Ballet – presença um pouco suspeita, a deste neo-romântico da treta; mas, como Billy faz questão de frisar, “quer queiram quer não, temos que trazer as classes médias do mundo connosco” – e Paul Weller (The Jam, Style Council) destinada a apoiar o partido nas eleições? Quer dizer, para além de, como ele próprio diz, “ter relações com raparigas de muitas nações”, vibrar com o futebol e, como todo o bom inglês, beber litros e litros de chá?
“Quando da greve dos mineiros, não fui muito bem recebido” – resmunga, sentido. “Perguntaram-me o que é que estava a fazer ali, de guitarra em punho. Respondi-lhes que era eu quem atraía os jovens de 18 anos e lhes chamava a atenção para ouvir aquilo que eles, mineiros, tinham a dizer. Fiz-lhes ver que é esta a minha profissão.” Billy Bragg, porta-voz das minorias, devia ser eleito. Já.

BILLY BRAGG
Don’t Try This At Home
LP duplo / CD / Go! Discs, distri. Polygram

Nem em casa nem noutro lugar qualquer. Billy Bragg prossegue a sua saga contra as injustiças do mundo, com os ocasionais interlúdios amorosos de permeio. Em relação a discos anteriores, assiste-se a um refinamento da produção (uma concessão ao “music-hall” que chegou ao ponto de o próprio produtor se chamar “Showbizz”), e até (pasme-se) do desempenho vocal deste “cantor de protesto”, para quem a música pop é o meio ideal de propaganda de uma boa (ou má) ideologia. As referências musicais são variadas, para que a mensagem seja destilada de forma o menos enfadonha possível. Há um pouco de tudo em “Don’t try this at Home”: ecos de Leonard Cohen, (“Moving the Goalposts”), dos Moody Blues (será possível? – em “Cindy of a thousand lives”), de Julian Cope (“Trust”, “Sexuality”), juntamente com as cordas, plenas de dramatismo, de “Rumours of war” ou o encosto à country em “You woke up my neighborhood”. Entre a vulgaridade mais ou menos bem disfarçada, o melhor acabam por ser as letras, um catálogo completo das obsessões e procupações do autor. Para dourar a pílula, não falta sequer a ajuda de nomes como Michael Stipe e Peter Buck (dos REM), Kirsty MacColl, Johnny Marr e Donny Thompson, em “Dolphins”, uma das poucas canções verdadeiramente belas de um álbum subjugado pelo peso da “mensagem”.
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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #174 – “‘Re.Kevin Ayers, David Bedford”

#174 – “‘Re.Kevin Ayers, David Bedford”

Re:Kevin Ayers/David Bedford
Fernando Magalhães
Tue May 22 14:49:56 2001

Vamos por partes.
O KEVIN AYERS é um nome incontornável da POP dos anos 70 (prosseguiu, mais fraco, pelos 80, e “ressuscitou” nos 90, com nova dose de criatividade…), na variante Canterbury mais excêntrica e personalizada.
Acho que vais adorar a sua música tanto, ou mais, que a do Syd Barrett… 
Duas obras primas, os dois primeiros álbuns a solo: “Joy of a Toy” e, sobretudo, “Shooting at the World”, de KEVIN AYERS & THE WHOLE WORLD, este um dos melhores álbuns dos anos 70!!!! Estão lá o David Bedford, o Mike Oldfield em período ácido alucinado (!!!! O sei solo de guitarra em “Lunatic’s lament” é qualquer coisa de psicótico e abrasivo), o Mike Ratledgge (dos Soft Machine…
Canções de um surrealismo total alternam com divagações experimentais de cortar a respiração, tirando partido, com as armas do psicadelismo, de todos os efeitos que o estúdio podia então oferecer. Depois, a voz tenor, semi alcoolizada, de Ayers, faz o resto. (10/10)

“Joy of a Toy” (9/10) é uma colecção de canções de uma excentricidade sem limites. Música havaiana + Lewis Carroll + rock infernal + paragens, mudanças, acelerações do cérebro e da estrutura rítmica e melódica, enfim, uma viagem por um parque de diversões com todas as atracções criadas sob o efeito de LSD.

Imprescindível é também “The Confessions of Dr. Dream” (8,5/10), sobretudo pelo 2º lado, uma longa suite de terror/humor com a participação, num duet vocal com Ayers, da cantora alemã NICO (sim, a mesma dos Velvet Underground, já falecida…).

“Whatevershebringswesing” e “Bananamour” (ambos 8/10) são mais “normais, com o Kevin Ayers já rendido ao sol do Sul de Espanha, ao champagne e a “dolce vita”…

Mas há mais…

Já agora, vale a pena escutar os dois primeiros álbuns – de pop psicadélica – dos SOFT MACHINE, ainda com kevin Ayers: “Soft Machine” (68) e “Volume 2” (69). O segundo outra obra-prima (10/10) – pop, jazz, electrónica sem sintetizadores, ideias em catadupa, enfim, um clássico!

Quanto ao DAVID BEDFORD, é preciso ter mais cuidado. Os álbuns que gravou não têm nada de comum entre si. “Star’s End” (para aí à venda a preço reduzido”) é música clássica quase pura. (6,5/10)

“Nurses’ Song with Elephants” é experimental de forma radical e no sentido mais estrito do termo. Faixas só com coros infantis, explorações tímbricas, formatos orquestrais bizarros… (7/10)

“The Odyssey” (6,5/10) – orquestral, electrónico e… muito new age.

“Instructions for Angels” (6/10) – Electrónica + música progressiva. Curioso mas demasiado “bonitinho”.

O melhor, na minha opinião, é mesmo “The Rime of the Ancient Mariner” (que consegui adquirir também em “nice price”, na extinta Virgin…) – viagem obscura, com um narrador, pelos sons (electrónica paisagística, coros grandiosos, episódios abstractos, piano de cristal, a guitarra de M. Oldfield fascinada pela estranheza dos ambientes…) que evoca, em termos literários, o “Arthur Gordom Pym” de Edgar Allan Poe. 8/10.

FM
Um bocado sintético demais, pois muito mais há para dizer sobre estes dois artistas… mas é que tenho já a seguir uma entrevista com o Jan St. Werner, dos Mouse on Mars…

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #141 – “Alguns bons álbuns dos anos 70__ (FM)”

Fernando Magalhães
18.11.2002 180635
Er…perdoem-me se a lista estiver incompleta.

AGITATION FREE – 2nd (1973)
AKSAK MABOUL – Un Peu de l’Ame des Bandits (1979)
AMON DUUL II – Yeti (1970)
AMON DUUL II – Wolf City (1972)
ANNETTE PEACOCK – X-Dreams (1978)
ANTHONY MOORE – Flying doesn’t Help (1979)
ARCHIE SHEPP – Things have got to Change (1971)
AREA – Arbeit Macht Frei (1973)
AREA – Caution Radiation Area (1974)
ART BEARS – Hopes and Fears (1978)
ARTI & MESTIERI- Tilt (1974)
ASHRA – New Age of Earth (1976)
BEACH BOYS (THE) – Sunflower (1970)
BEACH BOYS (THE) – Surf’s up (1971)
BRIAN ENO – Taking Tiger Mountain (by Strategy) (1974)
BRIAN ENO – Another Green World (1975)
BRIAN ENO – Before and After Science (1977)
CAN – Tago Mago (1971)
CAN – Ege Bamyasi (1972)
CAN – Future Days (1973)
CAN – Soon over Babaluma (1974)
CAN – Unlimited Edition (1976)
CAPTAIN BEEFHEART & HIS MAGIC BAND – Shiny Beast (Bat Chain Puller) (1979)
CARAVAN – If I Could do it all over Again, I’d do it all over you (1970)
CARAVAN – In the Land of Grey and Pink (1971)
CARLA BLEY – Tropic Appetites (1974)
CARLA BLEY – Musique Mecanique (1979)
CELESTE – Principe di un Giorno (1976)
CHRIS McGREGORíS BROTHERHOOD OF BREATH – Chris McGregorís Brotherhood of Breath (1971)
CLUSTER – Cluster II (1972)
CLUSTER – Zuckerzeit (1974)
CLUSTER & ENO – Cluster & Eno (1977)
CODE III – Planet of Man (1974)
CONRAD SCHNITZLER – Rot (1973)
CONRAD SCHNITZLER – Blau (1973)
CURVED AIR – Phantasmagoria (1972)
DAVE HOLLAND – Conference of the Birds (1973)
DAVID BOWIE – The Man who Sold the World (1970)
DAVID BOWIE – Hunky Dory (1971)
DAVID BOWIE – The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders…(1972)
DAVID BOWIE – Diamond Dogs (1974)
DAVID BOWIE – Low (1977)
DAVID BOWIE – Heroes (1977)
DEUTER – D (1971)
DEVO – Q: Are we not Men? A: We are Devo! (1978)
DEVO – Duty now for the Future (1979)
DEWEY REDMAN – The Ear of the Behearer (1973)
DUKE ELLINGTON – The Afro-Eurasian Eclipse (1975)
DZYAN – Electric Silence (1974)
EAST OF EDEN – Snafu (1970)
EGG – The Polite Force (1970)
FAUST – Faust (1971)
FAUST – So Far (1972) – Jul.76, Out.92 – 40.42
FAUST – The Faust Tapes (1973)
FAUST – Faust IV (1973)
FRANK ZAPPA – Waka/Jawaka (1972)
FRANK ZAPPA – The Grand Wazoo (1972)
FRIPP & ENO – Evening Star (1975)
GENESIS – Nursery Cryme (1971)
GENESIS- Foxtrot (Toshiba-EMI, 1972)
GENESIS – Selling England by the Pound (1973)
GENESIS – The Lamb Lies down on Broadway 2xCD (1974)
GENTLE GIANT – Gentle Giant (1970)
GENTLE GIANT – Acquiring the Taste (1971)
GENTLE GIANT – Three Friends (1972)
GENTLE GIANT – Octopus (1972)
GENTLE GIANT – In a Glass House (1973)
GILGAMESH – Gilgamesh (1975)
GONG – Radio Gnome Invisible, Part 1: The Flying Teapot (1973)
GONG – Radio Gnome Invisible, Part 2: Angel’s Egg (1973)
GONG – You (Virgin 1974)
GRYPHON – Midnight Mushrumps (1974)
GRYPHON – Red Queen to Gryphon Three (1974)
GURU GURU – Kanguru (1972)
HARMONIA – Musik von Harmonia (1974)
HARMONIA – DeLuxe (1975)
HATFIELD AND THE NORTH – Hatfield and the North (1973)
HATFIELD AND THE NORTH – The Rotter’s Club (1974)
HELDON – It’s Always Rock ‘n’ Roll, Volume 1 (1975)
HELDON- Un Rêve sans Conséquence Spéciale (1976)
HENRY COW – The Henry Cow Leg End (1973)
HENRY COW SLAPP HAPPY – In Praise of Learning (1975)
HENRY COW – Western Culture (1979)
HERBIE HANCOCK – Sextant (1973)
HERBIE HANCOCK – Head Hunters (1973)
HOLGER CZUKAY – Movies (1979)
HOWARD RILEY – The Day will Come (1970)
HUGH HOPPER – 1984 (1972)
HUGH HOPPER, ELTON DEAN, KEITH TIPPETT, JOE GALLIVAN – Cruel but Fair (1976)
HUMAN LEAGUE (THE) – Reproduction (1979)
INCREDIBLE STRING BAND – Be Glad for the Song Has no Ending (1970)
INCREDIBLE STRING BAND- Liquid Acrobat as Regards the Air (1971)
JETHRO TULL – Aqualung (1971)
JETHRO TULL – Thick as a Brick (1972)
JETHRO TULL – A Passion Play (1973)
JOHN & BEVERLEY MARTYN – Stormbringer (1970)
JOHN CALE – Fear (1974)
JOHN MARTYN – Inside out (1973)
JOHN SURMAN – Tales of the Algonquin (1971)
JOHN SURMAN – Westering Home (1972)
JOHN TAYLOR – Pause, and Think Again (1971)
JONI MITCHELL – The Hissing of Summer Lawns (1975)
JONI MITCHELL – Mingus (1979)
KEITH JARRETT – Expectations 2xCD (1972)
KEVIN AYERS – Shooting at the Moon (1971)
KEVIN AYERS – The Confessions of Dr. Dream (1974)
KING CRIMSON – In the Wake of Poseidon (1970)
KING CRIMSON – Lizard (1970)
KING CRIMSON – Larks’ Tongues in Aspic (1973)
KING CRIMSON – Red (1974)
KINKS (THE) – The Kinks, Pt 1:Lola vs. Powerman and the Moneygoround (1970)
KLAUS SCHULZE – Irrlicht (1972)
KLAUS SCHULZE – Timewind (1975)
KLAUS SCHULZE – Mirage (1977)
KLAUS SCHULZE – X 2xCD (1978)
KRAAN – Wintrup (1973)
KRAFTWERK – Kraftwerk (1970)
KRAFTWERK – Ralf & Florian (1973)
KRAFTWERK – Autobahn (1974)
KRAFTWERK – Trans Europe Express (1977)
KRAFTWERK – The Man Machine (1978)
LARD FREE – Lard Free (1972)
LOU REED – Transformer (1972)
LOU REED – Berlin (1973)
MAGMA – Magma 2xCD (1970)
MAGMA – 1001º Centigrades (1971)
MAGMA – Mekanik Destruktiw Kommandoh (1973)
MAGMA – Kohntarkosz (1974)
MAGMA – Udu Wudu (1976)
MAGNA CARTA – Seasons (1970)
MAHAVISHNU ORCHESTRA – The Inner Mounting Flame (1972)
MAHAVISHNU ORCHESTRA – Birds of Fire (1973)
MANFRED MANN CHAPTER THREE – Volume Two (1970)
MATCHING MOLE – Matching Mole (1972)
MATCHING MOLE – Matching Mole’s Little Red Record (1972)
MAX ROACH – M’Boom (1979)
McCOY TYNER – Extensions (1970)
McCOY TYNER – Sahara (1972)
McCOY TYNER – Atlantis (1975)
MICHAEL GIBBS – Michael Gibbs (1970)
MICHAEL GIBBS – The only Chrome-Waterfall Orchestra (1975)
MICHAEL ROTHER – Flammende Herzen (1977)
MIKE WESTBROOK CONCERT BAND (THE) – Metropolis (1971)
MILES DAVIS – Bitches Brew (1970)
MOVING GELATINE PLATES – The World of Genius Hans (1971)
MUFFINS (THE) – Chronometers (1976)
MUTANTES – A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)
NATIONAL HEALTH – Of Queues and Cures (1978)
NEIL ARDLEY – Kaleidoscope of Rainbows (1976)
NEIL YOUNG – After the Gold Rush (1970)
NEU! – Neu! (1972)
NEU! – Neu! 2 (1973)
NEU! – Neu!’75 (1975)
NICK DRAKE – Five Leaves Left (1970)
NICK DRAKE – Bryter Layter (1970)
NICO – Desertshore (1971)
NICO – The End… (1974)
NUCLEUS – Elastic Rock (1970)
NUCLEUS – We’ll Talk About it Later (1971)
PEKKA POHJOLA – Pihksilmi Kaarnakorva (1972)
PEKKA POHJOLA – Harakka Biailopokku (1974)
PENGUIN CAFE ORCHESTRA – Music from the Penguin Café (1976)
PERE UBU – The Modern Dance (1978)
PERE UBU – Dub Housing (1978)
PERE UBU – New Picnic Time (1979)
PETER HAMMILL – Chameleon in the Shadow of the Night (1973)
PETER HAMMILL – The Silent Corner and the Empty Stage (1974)
PETER HAMMILL – In Camera (1974)
PETER HAMMILL – Over (1977)
PETER HAMMILL – The Future now (1978)
PETER HAMMILL – PH 7 (1979)
PHIL MANZANERA – Diamond Head (1975)
PICCHIO DAL POZZO – Picchio Dal Pozzo (1976)
PINK FLOYD – Atom Heart Mother (1970)
PINK FLOYD – Meddle (1971)
POPOL VUH – Affenstunde (1971)
PREMIATA FORNERIA MARCONI – Per un Amico (1972)
PYROLATOR – Inland (1979)
RAHSAAN ROLAND KIRK – Blacknuss (1971)
RANDY WESTON – Tanjah (1973)
RESIDENTS (THE) – The Third Reich ‘n’ Roll (1976)
RESIDENTS (THE) – Not Available (1978)
RESIDENTS (THE) – Eskimo (1979)
RICHARD PINHAS – Iceland (1979)
RICHARD AND LINDA THOMPSON- I Want to See the Bright Lights Tonight (1974)
ROBERT WYATT – The End of an Ear (1971) –
ROBERT WYATT – Rock Bottom (1974)
ROXY MUSIC – Roxy Music (1972)
ROXY MUSIC – For your Pleasure (1973)
ROXY MUSIC – Stranded (1973) – Jan.79, Jan.92, Out.99, Mai.00 – 41.12 R ROXY MUSIC – Siren (1975)
ROY HARPER – Bullinamingvase (1977)
SAMLA MAMMAS MANNA – Klossa Knapitat (1974)
SAMLA MAMMAS MANNA – Schlagerns Mystik 2xCD (Silence, 1978)
SECOND HAND – Death May be your Santa Claus (1971)
SLAPP HAPPY/HENRY COW – Desperate Straights (1975)
SOFT MACHINE (THE) – Third (1970)
SOFT MACHINE (THE)- Fourth (1971)
SOFT MACHINE (THE) – Fifth (1972)
SOFT MACHINE (THE) – Seven (1973)
SPIRIT – Twelve Dreams of Dr. Sardonicus (1970)
SPIRIT – Future Games (Great Expectations, 1977)
STACKRIDGE – (Have no Fear, I only Need your) Friendliness (1972)
STAN GETZ – Dynasty 2xCD (1971)
STEVE HILLAGE – Fish Rising (1975)
STEVE REICH – Music for 18 Musicians (1978) –
STOOGES (THE) – Fun House (1970)
SUICIDE – Suicide (1977)
SUPERSISTER – Present from Nancy (1970)
SUPERSISTER – To the Highest Bidder (1971)
T.2 – It’ll all Work out in Boomland (1970)
TALKING HEADS – Fear of Music (1979)
TANGERINE DREAM – Zeit (1972)
TANGERINE DREAM – Atem (1973)
TANGERINE DREAM – Phaedra (1974)
TANGERINE DREAM – Rubycon (1975)
TASAVALLAN PRESIDENTTI – Milky Way Moses (1974)
TERJE RYPDAL – After the Rain (1976)
TERRY RILEY – A Rainbow in Curved Air (1971)
TODD RUNDGREN – A Wizard, a True Star (1973)
TOM WAITS – Small Change (1976)
TRAFFIC – John Barleycorn must Die (1970)
URBAN SAX – Urban Sax (1977)
URBAN SAX – Urban Sax 2 (1978)
VAN DER GRAAF GENERATOR – H to He who am the only one (1970)
VAN DER GRAAF GENERATOR – Pawn Hearts (1971)
VAN DER GRAAF GENERATOR – Godbluff (1975)
VAN DER GRAAF GENERATOR – Still Life (1976)
WALLENSTEIN – Blitzkrieg (1972)
WALLENSTEIN – Cosmic Century (1973)
WALTER WEGMULLER – Tarot 2xCD (1973)
WEATHER REPORT – I Sing the Body Electric (1972)
WIGWAM – Fairyport (1971)
WIGWAM – Being (1973)
XHOL CARAVAN – Electrip (1971)
YES – The Yes Album (1971)
YES – Close to the Edge (1972)
YES – Tales from Topographic Oceans 2xCD (1973)
YES – Relayer (1974)
ZAO – Shekina (1975)
ZNR – Barricade 3 (1977)

FM

Fernando Magalhães
22.11.2002 160415
SE JÁ OUVI GENTLE GIANT???? :O

Os GENTLE GIANT, meu caro senhor, são uma das maiores bandas (não só de Peogressivo) dos anos 70 e conheço a sua música desde o início (“Gentle Giant”, de 1970, foi dos primeiros álbuns que comprei)!!! : ) : ) : )

Podia escrever um livro sobre a sua música.

Mas agora lembrei-me: Estamos a falar dos GG da 1ª fase, ou dos GG de “The Mssing Piece” e “Giant for a Day”, caricaturas rock (e hard rock) dos feitos do passado?

É que gosto tanto dos primeiros como lamento as “cedências” e “desistência” dos segundos!

Eis, na minha opinião, o que vale mesmo a pena:

“Gentle Giant” (9/10)
“Acquiring the Taste” (10/10)
“Three Friends” (9,5/10)
“Octopus” (9/10)
“In a Glass House” (9/10)
“The Power and the Glory” (8/10)
“Free Hand” (8/10)
“Interview” (8/10)

FM