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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #59 – “LOOOOOOL (o abel xavier!! vejam em que lugar está o abel xavier!!!) (Vítor Junqueira)”

#59 – “LOOOOOOL (o abel xavier!! vejam em que lugar está o abel xavier!!!) (Vítor Junqueira)”

Fernando Magalhães
01.02.2002 180613

Razões: [Para não ter gostado do concerto dos Gybe!]

1 – Os bybe são músicos cultos mas primários. Para além dos aspetos formais da música (ouvido um tema, estavam ouvidos todos, o leque de notas utilizado foi escasso…) que até nem serão os mais importantes (as cordas saíram amiúde de tom, enfim…) não basta carregar no volume e na ênfase na massa sonora para criar densidade emocional.

O Rui Catalão definiu bem o que se passou. Dizia ele que era música “vai acima, vai abaixo”

2 – As citações a Glenn Branca, Savage Republic, Velvet Undergound, Magma, King Crimson, até um decalque da introdução eletrónica de “Baba O’Riley”, dos The Who (que é aliás, uma referência velada a Terry Riley…) tornaram o concerto num imenso e, pior que isso, previsível “pastische”.
E que ninguém que tenha gostado volte a dizer mal do Rock Progressivo, pois houve partes em que aquilo era positivamente Rock sinfónico, com fraseados melódicos pindéricos no topo

3 – Os bybe impressionaram pelo artifício. Não houve profundidade naquilo que fizeram (ainda Rui Catalão, dixit: “Não consigo descortinar aqui um mínimo de verdadeira boa música que seja!”). Imagino que – e isto acontece em todos os concertos – houvesse uma espécie de condicionamento emocional prévio do público presente. Às vezes convém adotar uma posição mais objetiva. Claro que o prazer que a maior parte das pessoas retirou da música é um facto. Mas…para mim isso não é garantia de qualidade. Lamento, mas é assim que penso. Já ouvi música infinitamente melhor, com seis ou sete pessoas na sala. Serei elitista? Se ser elitista é não fazer concessões – sou elitista!

Dito isto, até foi agradável como música de fundo.

Gostaria que quem põe os bybe nos píncaros tivesse disponibilidade para ouvir uns UNIVERS ZERO, por exemplo, ou uns PRESENT, e imaginar como soará esta música ao vivo…
É a diferença entre os mestres e aprendizes esforçados.

FM

Elektra – “Elektra Na Maioridade” (editora | artigo de opinião | história)

PÚBLICO QUARTA-FEIRA, 24 OUTUBRO 1990 >> Pop Rock


ELEKTRA NA MAIORIDADE

A editora americana Elektra faz 40 anos. Os seus responsáveis tiveram uma ideia brilhante: reatualizar temas antigos, gravados por artistas da casa, através de interpretações dos atuais signatários. Revolvidos os arquivos da história, encontrou-se a palavra ideal para simbolizar o projeto – “Rubáiyat”



O termo designa uma estrofe poética, formada por dois versos facilmente memorizáveis, inventada pelo poeta persa Omar Khayyam no século XII e que o povo cantarolava, como se de refrões de música pop se tratasse. Posteriormente, em 1859, o modo “Rubáiyat” foi reatualizado por Edmund Fitzgerald, que escreveu vários “rubay” com que entretinha os seus compatriotas vitorianos. Durante cerca de 30 anos, dedicou-se a interpretar e a reinterpretar os seus próprios versos, atualizando-os constantemente. São dele os imortais versos “But still the vine her ancient ruby yelds / And still a garden by the water blows”. O “staff” da Elektra asseguram que têm tudo a ver com o aniversário da editora. Quem somos nós para duvidar? “Manhã” – escreveu o astrónomo e matemático Omar –, “deixa-nos entornar o vinho vermelho.” Então não tem tudo a ver? É o ato de emborcar, de celebrar, enfim, de arranjar à força um pretexto.

A Magia do Rubi

“Rubaiyat” é também rubi, vermelho, da cor do sangue – pedra preciosa que celebra aniversários assinalados pelo número 40. Vermelho, tal qual o logotipo da editora. As conotações são evidentes. Mas as significações do termo mergulham mais fundo, penetrando nos arcanos do universo e da magia. Rubi é pedra de telepatia, talismã que afasta os pesadelos quando guardado debaixo da almofada. Estranho: se for tocado nos quatro cantos de uma casa, protege os seus habitantes da trovoada. Além disso, irradia energia, segundo uma refração dupla que vibra na nota musical “mi” (em inglês “E”). Elektra começa por “E”. Elektra, uma das sete plêiades, filha de Oceanus, mãe das harpias, musa inspiradora da arte musical. Ena! Isto dos discos tem muito que se lhe diga. Não tem nada a ver com comércio nem negociatas. Nada disso. É tudo gente altruísta, preocupada com os mais altos desígnios humanos, envolta numa aura de santidade e mistério, lidando com forças transcendentes que mal compreendemos. Se não, como explicar que participem neste projeto nomes desde sempre ligados ao esoterismo e às difíceis artes do ocultismo, como Gipsy Kings, Howard Jones ou os Metallica?
Convidaram-se estes e outros artistas para interpretar temas antigos à sua escolha. Critério único dessa escolha – a ligação afetiva às canções do passado. A mistura de nomes e canções impressiona pela heterogeneidade. Não confundir com confusão. São contemplados todos os géneros e estilos musicais, desde os já citados Gipsy Kings e Happy Mondays a John Zorn e Kronos Quartet, passando por luminárias como Jevetta Steele, The Havalinas, Lynch Mob e o magistral Danny Gatton. “Rubáiyat” será lançado no mercado em três formatos: CD e LP duplos com discos em vermelho, mais cassete dupla, tudo acompanhado de livrete contendo informação detalhada relativa ao projeto.
Nada foi deixado ao acaso. Desde a apresentação até às táticas promocionais, a Elektra fez questão de ser original e diferente. Assim, o desenho das capas e o restante trabalho gráfico foram entregues aos gémeos Doug e Mike Starn, celebrizados na cena artística nova-iorquina pelas suas fotos-colagens. “Rubáiyat” constitui o primeiro dos seus trabalhos que autorizaram a ser usado para fins comerciais. No capítulo da promoção, foram escolhidos 6 CD-“singles”, cada qual com um tema destinado a uma área de divulgação radiofónica específica: Teddy Pendergrass, para o género “contemporâneo, adulto e urbano” (?), os Metallica para as listas de “heavy metal”, Faster Pussycat para o AOR (“adult orientated rock”), Gipsy Kings para o mundo latino e Michael Feinstein para a rádio em geral. Vinte e cinco por cento dos lucros obtidos revertem a favor das organizações “Greenpeace”, “United Negro College Fund” e “Save the Children”. Afinal ainda há almas caridosas neste mundo tantas vezes cão. É a força do rubi a exercer as suas influências cósmicas e benéficas.

A Editora



É bastante antiga. Começou por ser um passatempo e um caso de amor. Foi a 10 de outubro de 1950 que o seu primeiro diretor, Jac Holzman, então um estudante apaixonado pelas técnicas de engenharia aplicada à música, deu início às atividades. O primeiro disco, um doze polegadas, era uma “Lied” assinada pelo compositor John Gruen e a cantora Georgiana Bannister. Teve o número 101 e direito a quase o mesmo número de cópias. Dinheiro era coisa que não havia. Tanto assim que a letra “E” do logotipo, em caracteres mais ou menos gregos, de acordo com a ideia pretendida, teve de ser feita utilizando um “M” deitado… A seguir vieram baladas montanhesas “Appalache”, cantadas por Jean Ritchie – Jac Holzman era apaixonado pela música “folk”, se bem que às vezes o termo lhe causasse alguma confusão.
A Elektra, sediada a princípio nas traseiras de uma loja de discos em Greenwich Village, passou rapidamente para a rua Bleecker, número 361, local onde Jac foi aos poucos aprendendo os truques do ofício, que é como quem diz, de como fazer dinheiro à custa da música. Mas nessa altura era mais uma questão de sobrevivência e não havia lugar para luxos. A distribuição era feita em mão, e os discos transportados numa Vespa.
Ainda a designação “world music” não tinha sido inventada, já a Elektra gravava recolhas folclóricas, oriundas de Itália, Rússia, Turquia, Espanha, França, Escócia, Inglaterra, Israel, México e outras regiões que constassem no mapa. Jac Holzman afirma que a sua paixão pela “folk” se deve ao interesse que sempre nutrira pelos instrumentos antigos e que o cravo era o culpado de tudo. “Os cravos – afirma – deram origem aos alaúdes, estes às guitarras, as guitarras à “folk”, e a “folk” à Elektra. Quer ele dizer que, não fora aquele instrumento de teclas, a editora nunca teria existido. Alguém de lembra de Cynthia Gooding, Ed McCurdy ou Shep Ginandes? Ninguém? Nem do Ginandes? Pois eram os “folk singers” da altura e parece que até não se vendiam mal – só à conta de Ed McCurdy e das suas séries de baladas isabelinas de genérico “When Dalliance as in Flower (and Maidens Lost their Heads)” a editora faturou na ordem dos 900.000 dólares.

Ecletismo

Com a entrada nos anos 60, o recém-chegado Paul Rothchild operou a primeira mudança de agulhas. Era a vez dos baladeiros de intervenção entrarem em cena, ao mesmo tempo que o movimento das flores dava os últimos retoques nas pétalas. A Phil Ochs, Tom Rush, Tom Paxton e Judy Collins foi dada oportunidade de recitarem os seus manifestos. Paralelamente, na sucursal Bounty Records, entretanto fundada, despontavam os Beefeaters, nada mais nada menos do que os futuros Byrds. Buffalo Springfield, Lovin’ Spoonful e os Love, de Arthur Lee, eram os mais ilustres representantes do batalhão pop. Mas a força imparável deste último não obstava a que músicos como o guitarrista de flamenco Juan Serrano ou o “jazzman” Art Blakey tivessem um cantinho da casa reservado para si. Do mesmo modo que a música folclórica búlgara, décadas antes de as suas vozes se tornarem misteriosas ou de falarem com Deus.
Alargava-se o leque de formas musicais – em 1964, a Nonesuch passava a albergar os representantes da “clássica”. Estrearam-na uma seleção de temas para trompete barroco, de Albinoni, e uma antologia de autores franceses da corte de Luís XIV. Hoje, a Nonesuch constitui a ala mais interessante da Elektra, integrando alguns dos expoentes da música contemporânea como John Adams, John Zorn, Kronos Quartet ou Wayne Horvitz. Por seu lado, as séries Explorer dedicavam-se a editar coleções de discos que continham efeitos sonoros ou instruções em código morse.
No selo mãe, o pacifismo reinante no seio da “beat generation” era minado pela violência niilista dos MC5 e dos Stooges de Iggy Pop. O niilismo romântico de Nico era outra história, ainda hoje por contar. Místicos e de tendências pró-celta, os Incredible String Band, personificavam, de forma inteligente e original, o estilo “hippy”, através dos poemas étnico-psicadélicos dos multi-instrumentistas Robin Williamson e Mike Heron.
Terminados os anos da paz, e Elektra é vendida por Jac Holzman à Kinney National Services Corporation, por dez milhões de dólares, retendo embora a autonomia artística. Três anos mais tarde, é a fusão com as poderosas Warner Bros. e Atlantic. Harry Chapin, Bread e Carly Simon ajudam a compreender que o tempo e o espírito eram outros. Jac já não conhecia todos os cantos da casa, que entretanto crescera desmesuradamente desde os tempos nas traseiras da rua Dez. Sentia que se estava a repetir a si próprio. A repetição mata o amor. Jac retira-se para o Havai, para regressar na condição de perito da Warner na área de investigação tecnológica aplicada aos audio-visuais.

Negócio e Moral

David Geffen pega nas rédeas do poder e a Elektra é de imediato submetida a nova operação cirúrgica. O membro implantado é desta vez a Asylum. Novos recrutas: Jackson Browne, Eagles, Linda Ronstadt, Joni Mitchell, Tom Waits. “Hotel California”, dos Eagles, faz engordar muita gente. Os anéis começavam a não entrar nos dedos. A imagem da editora, já nas mãos do novo “boss” Joe Smith, era a de uma instituição tradicionalista que apostava em valores seguros e consagrados. Na passagem para a década de 80 vingava o gigantismo dos megaconcertos. Os Cars e Motley Crue chegavam para as encomendas. Também a “new wave” não ficara esquecida, com a assinatura dos Television e Dictators. Mais o “country & western” (Hank Williams Jr., Stella Parton) e os “rhythm & blues” (Donald Byrd, Grover Washington Jr.).
O testemunho é finalmente passado a Bob Krasnow, que pretende dar um estatuto “ético” à editora. Bob é um moralista. Por volta de 1983, enuncia a célebre máxima: “Todo o artista desta editora tem como única missão fazer música. (…) Quem vem apenas pelo dinheiro não pertence ao negócio da música, pertence ao negócio do dinheiro.” Donde se conclui que dinheiro e negócio não andam necessariamente juntos. Mas é na difícil arte da dialética que Bob se revela mestre, pois, logo de seguida, acrescenta ao ramalhete filosófico: “Também é verdade que ninguém se refere a uma ‘show art’, mas sim ao ‘show business’.” Completa o raciocínio com tirada mais profunda e por isso mesmo mais obscura: “Uma editora de discos tem de ter sucesso se quiser atrair artistas e público e, visto que o custo de construção de uma experiência estética tecnologicamente complexa se torna uma equação auto-suficiente, não é de espantar que os caminhos de atuação se tenham tornado circuitos fechados, oferecendo passagem fácil apenas à oferta mais diluída.” Ora, nem mais. Moral da história: a companhia mudou-se com armas e bagagens para Nova Iorque, cidade que como se sabe é das mais castas em termos de insensibilidade ao vil metal. Perto da catedral de St. Patrick e do centro Rockefeller, como que simbolizando a eterna luta entre o espírito desapegado e o mundo diabólico das finanças. E se, às vezes, o pobre capitalista sucumbe à tentação é porque, nisto das músicas, “à medida que alguém vai crescendo, torna-se vítima do seu próprio sucesso”. Pois é, coitados, são umas vítimas. Mas, no fundo, que importância tem tudo isso? Tudo se revela claro e inocente. E tem razão quem afirma que “é só música, uma canção que se canta e se vende”.

O Disco

É uma salganhada. Ainda por cima, tivemos direito apenas a uma cassete amostra que inclui um resumo aleatório, mal amanhado e ainda mais mal gravado, da totalidade da obra, deixando de fora nomes e ideias importantes e incluindo outros perfeitamente medíocres e de todo despropositados.
Dos que foram incluídos à laia de engodo, destaque para os Pixies e a versão paranoica e saturada de eletricidade, produzida por Steve Albini, de “Born in Chicago”, um original de 1965 dos Butterfield Blues Band; os Ambitious Lovers e o “funky” esquelético com que traduziram “A Little Bit of Rain” de Fred Neil; Wayne Horvitz e um Bill Frisell alucinado, a suportar Robin Holcomb, menina de voz tremida e poderosa como a da índia Buffy Saint Marie, de “Soldier Blue”, cantando “Going Going Gone”, do Bob Dylan de 1974; e os They Might Be Giants numa interpretação weilliana do original de Phil Ochs “One More Parade”. John Zorn e os seus companheiros Robert Quine e Bill Frisell foram cortados a meio mal tinham aquecido na histérica e coerente leitura que faziam de “T.V. Eye” dos Stooges. A fita não chegava…
O resto é Billy Bragg, mais frenético do que nas habituais tiradas políticas, em “Steven & Steven is” dos Love, os “rhythm & blues” dos Black Velvet Band para um original de Warren Zevon, o açúcar “pop Sugarcubes” sugado aos Sailcat, o “reggae” de Shinehead para um tema de Josh White, uma paródia à Pogues, em “Bottle of Wine”, de Tom Paxton, com acordeão e bandolim avacalhados, por parte dos Havalinas, os Happy Mondays armados em Stones no “Tokoloshe Man” de John Kongos, 10.000 Maniacs divertidíssimos e todos “seventies” a cantar “These Days” de Jackson Browne, como se fosse ontem, e, finalmente, os Beautiful South e mais uma voz feminina e inofensiva tentando imitar Kate Bush, com solos de sax pelo meio, em “Love Wars” da dupla Womack & Womack. Ah, sim, o anúncio abre com os Cure a assassinar “Hello I Love you” dos Doors. Os mesmos Cure que, parecendo ser os atuais meninos bonitos da editora, abrem e fecham o rubi, com a sua versão e direito a ver um tema seu, “In Between Days”, interpretado por John Eddie. Bem feito. Cá se fazem, cá se pagam.



Tudo ao Molho

De fora ficaram, por exemplo, a rendição de “Marquee Moon” dos Television, pelo Kronos Quartet, os Metallica de que seria divertido ouvir a maneira como trataram “Stone Cold Crazy” dos Queen ou Tracy Chapman e Linda Ronstadt interpretando respetivamente os tradicionais “Rising Sun” e “The Blacksmith”.
Jevetta Steele, Gipsy Kings, Faster Pussycat, Phoebe Snow, Ernie Isley, Howard Jones, The Big F, Georgia Satellites, Sara Hickman, Teddy Pendergrass, Jackson Browne, Shaking Family, Howard Hewett, Shirley Murdock, Leadres of the New School, Michael Feinstein, Lynch Mob, Anita Baker e Danny Gatton completam a lista dos “atuais” ignorados. Pensando melhor, depois de a ler, talvez haja razão para agradecer o facto de termos sido poupados à audição da totalidade de “Rubáiyat”. Da lista dos antigos constam, entre outros, os New Seekers, Eagles, Carly Simon, Delaney & Bonnie, Cars, MC5, John Fogerty, Bread, Incredible String Band e Judy Collins.
“Rubaiyat”, a julgar pela amostra, parte de uma ideia interessante para se perder numa megalomania pouco significativa em termos exclusivamente musicais. É caso para se dizer “muita parra pouca uva” ou que “a montanha pariu um rato”. Ou que “nem tudo o que luz é ouro”. Neste caso, rubi.

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #58 – “Melhores 2001 pop, folk, portugueses (FM)”

#58 – “Melhores 2001 pop, folk, portugueses (FM)”

Fernando Magalhães
04.01.2002 160422

POP

01-MESTRE AMBRÓSIO: Terceiro Samba
02-DAT POLITICS: Sous Hit
03-TO ROCOCO ROT & I-SOUND: Music is a Hungry Ghost
04-RECHENZENTRUM: The John Peel Session
05-STEVE FISK: 999 Levels of Undo
06-DAVID THOMAS: Surf’s up
07-RESIDENTS (THE): Icky Flix
08-PANSONIC: Aaltopirii
09-BUND DEUTSCHER PROGRAMMIERER: Stoffwechsel
10-VERT: Nine Types of Ambiguity
11-KLANKRIEG: Radionik
12-OCSID: Opening Sweep
13-EINSTURZENDE NEUBAUTEN: Berlin Babylon
14-SERGEJ AUTO: Achtung Auto
15-FORT LAUDERDALE: Time is of the Essence
16-HOWIE GELB: Hisser
17-ILPO VÄISÄNEN: Asuma
18-BLECTUM FROM BLECHDOM; The Messy Jesse Fiesta
19-TORTOISE: Standards
20-STEREOLAB: Sound-Dust
21-FENNESZ: Enldless Summer
22-STEPHAN MICUS: Desert Poems
23-PETER HAMMILL: What, now?
24-MOUSE ON MARS: Idiology
25-TRANSCHAMPS: Double Exposure
26-LABRADFORD: Fixed:Context
27-ZION TRAIN: Secrets of the Animal Kingdom in Dub
28-KRISTIN HERSH: Sunny Border Blue
29-ANJA GARBAREK : Smiling & Waving
30-TARWATER: Not the Wheel
31-RADIOHEAD: Amnesiac
32-PROTEIN: Süss
33-MATMOS: A Chance to Cut is a Chance to Cure
34-DAKOTA OAK: Am Deister
35-MESSERCHUPS: Miss Libido 2000
36-PUB: Do you ever Regret Pantomime?
37-GROENLAND ORCHESTER: Nurobic
38-AIR: 10000 Hz Legend
39-PLAID: Double Figure
40-PHANTOM SLASHER: Phantom Slasher

PORTUGUESES

01-JORGE PALMA: Jorge Palma
02-KUBIK: Oblique Musique
03-ZZZZZZZZZZZZZZZZZP!: FB56
04-MOLA DUDLE: Mobília
05-MAFALDA ARNAUTH: Esta Voz que me Atravessa
06-SATURNIA: The Glitter Odd
07-FICÇÕES: Ocidental Praia

FOLK

01-BRASS MONKEY: Going & Staying
02-NORMA WATERSON: Bright Shiny Morning
03-STEVE ASHLEY: Everyday Lives
04-GHYMES: Rege (disco de 1999…)
05-DD SYNTHESIS: Swinging Macedonia
06-TRI YANN: Le Pelegrin
07-MIKVEH: Mikveh
08-MARTIN SIMPSON: The Bramble Briar
09-ARDENTIA: Ardentia
10-MOHAMAD REZA SHAJARIAN & KAYAN KALHOR: Night Silence Desert
11-KORNOG: Kornog
12-MANUEL LUNA: Romper El Baile
13-MERCEDES PÉON: Isué
14-RÉGIS GIZAVO: Samy Olombelo
15-MAKÁM & IRÉN LÓVASZ: Kolinda
16-BUSTAN ABRAHAM: Fanar
17-CRAOBH RUA: If Ida been here, Ida been there
18-KEPA JUNKERA: Máren
19-COLIN REID: Tilt
20-ARNAUD MAISONNEUVE: War Vord ar Mor

NOTA: Ainda não ouvi o “Rosa Mundi”, da JUNE TABOR. Provavelmente entraria (entrará?) na lista dos melhores-

NOTA 2: Alguns dos discos nomeados nas três listas foram editados antes de 2001. Usei como critério o facto de as audições (ou respectivas edições nacionais) terem acontecido em 2001.

NOTA 3: O “Sitar” indiano não tem tradução. Nada a ver com a cítara. O que acontece, aliás, com a maioria dos instrumentos tradicionais característicos de determinadas regiões. Há centenas deles, com nomes estranhíssimos. Traduzi-los para português não faz muito sentido, até porque muitos deles não existem fora dessas regiões.

NOTA 4: Estive esta semana em férias (ainda estou!). Regresso em força na 2ª-feira.

Saudações

FM

César Laia
04.01.2002 160432

Bela lista, Fernando 🙂

Mas não resisto a alguns comentários gerais 😀

Pelo que escreveste ao longo do ano, não contava com Tortoise no Top 20, e contava com Matmos no Top 10. Houve para aí mudanças de opinião, não?

Ainda não ouvi Mestre Ambrósio! 🙁

Mas ouvi Mercedes Peon, e fiquei bastante desapontado…

O disco da June Tabor era capaz de entrar o meu Top 30, se tivesse ouvido mais cedo. Numa lista folk, terá o seu lugar assegurado 🙂

Li a tua critica ao “Berlim Babilon” e escusado será dizer que logo que posso, compro! 🙂

Bom resto de férias! 🙂

César

Fernando Magalhães
04.01.2002 160446

Convém esclarecer que houve uma série de discos que, na altura critiquei com nota “8” (caso dos Matmos) e que, na presente lista, foram “ultrapassados” por outros que, na altura, tiveram nota “7” (caso dos Tortoise).
Tal disparidade deve-se, essencialmente, a posteriores audições que alteraram, para cima ou para baixo, as respectivas classificações. Mas são poucos os casos em que isso aconteceu e, de resto, entre um “7” e um “8”, por vezes a diferença de “qualidade real” é mínima…

O disco da Mercedes Péon vale pela força e originalidade com que apresenta a folk da Galiza (o oposto dos ultratradicionais ARDENTIA…).

JUNE TABOR: GRRRRRRRRRRR…estou à espera que o disco me chegue da distribuidora (à borla, claro…) e os tipos ainda não o têm! Devia mas era tê-lo comprado na FNAC quando o vi lá, já para aí há uns 10 dias! Só que agora, depois do Natal, os $$$$$$, percebes…

FM

mp
04.01.2002 170557

“Esta Coisa da Alma” é o álbum anterior do Camané e o “Lupa” é de 2000.

Os Zês e os Pês não estão ao contrário 🙂

Fernando Magalhães
04.01.2002 180640
Ops. Tens toda a razão!

Quanto ao álbum da Mafalda Arnauth, trata-se, como é óbvio, de “Esta Voz que me Atravessa”!

E o Godinho, vou ter então que tirar…

FM

Mário Z.
04.01.2002 170501

Nas disparidades anotei sobretudo duas: a grande descida dos por ti muito celebrados Phantom Slasher; a colocação de Vert em 10º lugar… Gostei desta última, porque é um disco com muito para descobrir, em sucessivas audições, e porque tenho a impressão (estarei certo?) de que a maioria dos foruenses não terá ouvido o disco…

Saudações

Mário

Fernando Magalhães
04.01.2002 180648

O álbum dos (do…) VERT é, de facto, um álbum para ir assimilando e descobrir aos poucos, o mesmo acontecendo, de resto, com o dos BUND DEUTSCH PROGRAMMIERER.

Quanto a Phantom Slasher, acontece precisamente o contrário. É um daqueles discos despretensiosos cujo prazer de audição tem muito a ver com o momento e a disposição do auditor.

Não me choca nada ouvir a June Tabor cantar em alemão e francês. 🙂 A SHIRLEY COLLINS, por ex., tem temas cantados em francês que são uma delícia.

saudações (às listas):)

FM