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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #153 – “Os melhores álbuns que ouvi dos ANOS 60”

#153 – “Os melhores álbuns que ouvi dos ANOS 60”

1963

BEACH BOYS (THE) – Surfer Girl

1964

BEACH BOYS (THE) – Shut down, vol. 2
BEATLES (THE) – A Hard Day’s Night
MANFRED MANN – The Five Faces of Manfred Mann
STAN GETZ & JOÃO GILBERTO – Stan Getz/João Gilberto

1965

BEATLES (THE) – Help!
BEATLES (THE) – Rubber Soul
BYRDS (THE) – Mr. Tambourine Man
BYRDS (THE) – Turn! Turn! Turn!
FRANK ZAPPA – Freak Out

1966

BEATLES (THE) – Revolver
BYRDS (THE) – Fifth Dimension
JOHN MAYALL -John Mayall & The Bluesbreakers
KINKS (THE) – Face to Face
MONKS – Black Monk Time
MUSIC MACHINE (THE) – Turn on
SIMON & GARFUNKEL – Sounds of Silence
SIMON & GARFUNKEL – Parsley, Sage, Rosemary and Thyme

1967

BEACH BOYS (THE) – Pet Sounds
BEACH BOYS (THE) – Smiley Smile
BEATLES (THE) – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
BEE GEES – First
BYRDS (THE) – Younger than Yesterday
CREAM – Disraeli Gears
DAVID BOWIE – David Bowie
DONOVAN – Sunshine Superman
DOORS (THE) – The Doors
DOORS (THE) – Strange Days
FRANK ZAPPA – Absolutely Free
FRANK ZAPPA – We’re only in it for the Money
HOLLIES (THE) – Evolution
HOLLIES (THE) – Butterfly
INCREDIBLE STRING BAND (THE) – 5000 Spirits or the Cayers of the Onion
JEFFERSON AIRPLANE – After Bathing at Baxter’s
JEFFERSON AIRPLANE – Surrealistic Pillow
JIMI HENDRIX – Are you Experienced?
JIMI HENDRIX – Axis: Bold as Love
JOHN MAYALL – A Hard Road
JOHN MAYALL – Crusade
KINKS (THE) – Something else
LAURA NYRO – Eli and the Thirteenth Confession
LOVE – Da Capo
LOVE – Forever Changes
MOODY BLUES (THE) – Days of Future Passed
NIRVANA – The Story of Simon Simopath
PINK FLOYD – The Piper at the Gates of Dawn
TIM BUCKLEY – Goodbye and Hello
VELVET UNDERGROUND (THE) – The Velvet Underground & Nico
ZOMBIES (THE) – Odessey & Oracle
+
BEATLES (THE) – Magical Mystery Tour
BONZO DOG DOO DAH BAND – Gorilla
CRAZY WORLD OF ARTHUR BROWN (THE) – The Crazy World of Arthur Brown
CREAM – Fresh Cream
ELMER GANTRY’S VELVET OPERA – Elmer Gantry’s Velvet Opera
JOHN MAYALL – The Blues alone
KALEIDOSCOPE – Tangerine Dream
LOVIN’ SPOONFUL – Daydream
MONKEES (THE) – Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
MYSTIC ASTROLOGIC CRYSTAL BAND (THE) – The Mystic Astrologic Crystal Band
PROCOL HARUM – Procol Harum
RON GEESIN – As he Stands
SMALL FACES (THE) – From the Beginning
STRAWBERRY ALARM CLOCK (THE) – Incense and Peppermints
STRAWBS – All our own Work
TYRANNOSAURUS REX – My People were Fair and had Sky in their Hair…but now they are Content to
Wear Stars on their Brows
YARDBIRDS – Little Games

1968

BEACH BOYS (THE) – Wild Honey
BEACH BOYS (THE) – Friends
BEATLES (THE) – The Beatles
BEE GEES – Horizontal
BYRDS (THE) – The Notorious Byrd Brothers
COLLECTORS (THE) – Grass and Wild Strawberries
CREAM – Wheels of Fire
DONOVAN – A Gift from a Flower to a Garden
ERIC BURDON & THE ANIMALS – The Twain Shall Meet
FRANK ZAPPA – Lumpy Gravy
INCREDIBLE STRING BAND (THE) – The Hangman’s Beautiful Daughter
JEFFERSON AIRPLANE – Crown of Creation
JETHRO TULL – This was
JOHN MAYALL – Bare Wires
JOHN MAYALL – Blues from Laurel Canyon
KINKS (THE) – The Kinks are Village Green Preservation Society
MILLENIUM (THE) – Begin
MOODY BLUES (THE) – In Search of the Lost Chord
PINK FLOYD – A saucerful of Secrets
PRETTY THINGS – S. F. Sorrow
SMALL FACES (THE) – Ogden’s Nut gone Flake
SOFT MACHINE (THE) – The Soft Machine
TRAFFIC – Mr. Fantasy
VAN DYKE PARKS – Song Cycle
+
DOORS (THE) – Waiting for the Sun
FRANK ZAPPA – Cruising with Ruben and the Jets
GENESIS – From Genesis to Revelation
GEORGE HARRISON – Wonderwall Music
INCREDIBLE STRING BAND (THE) – Wee Tam & The Big Huge
MIKE WESTBROOK CONCERT BAND (THE) – Release
MYSTIC ASTROLOGIC CRYSTAL BAND (THE) – Clip on Put on Book
NICE (THE) – Ars Longa Vita Brevis
SIMON & GARFUNKEL – Bookends
SPOOKY TOOTH – It’s all about
STATUS QUO – Picturesque Matchstickable Messages from the Status Quo
TYRANNOSAURUS REX – Prophets, Seers & Sages, The Angels of the Ages

1969

AMON DÜÜL II – Phallus Dei
BEATLES (THE) – Abbey Road
BLODWIN PIG – Ahead Rings out
CAN – Monster Movie
CAPTAIN BEEFHEART & HIS MAGIC BAND – Trout Mask Replica
CARAVAN – Caravan
COLOSSEUM – Those who are about to Die Salute you
COLOSSEUM – Valentyne Suite
CROSBY, STILLS & NASH – Crosby, Stills & Nash
DAVID BOWIE – Space Oddity
DOORS (THE) – The Soft Parade
EAST OF EDEN – Mercator Projected
FRANK ZAPPA – Uncle Meat
FRANK ZAPPA – Burnt Weeny Sandwich
FRANK ZAPPA – Hot Rats
JIMI HENDRIX – Electric Ladyland
KING CRIMSON – In the Court of the Crimson King
KINKS (THE) – Arthur or the Decline and Fall of the British Empire
LED ZEPPELIN – Led Zeppelin
NICO – The Marble Index
PINK FLOYD – Ummagumma
SOFT MACHINE (THE) – Volume Two
SPIRIT – The Family that Plays together
VAN DER GRAAF GENERATOR – The Aerosol Grey Machine
WHITE NOISE- An Electric Storm
+
CLIMAX BLUES BAND (THE) – Plays on
ERIC BURDON & THE ANIMALS – Every one of us
GONG – Magick Brother, Mystic Sister
HOLGER CZUKAY – Canaxis
INCREDIBLE STRING BAND (THE) – Changing Horses
JETHRO TULL – Stand up
JULIE DRISCOLL, BRIAN AUGER & THE TRINITY – Streetnoise
KALEIDOSCOPE – Faintly Blowing
LED ZEPPELIN – Led Zeppelin II
MAGNA CARTA – Magna Carta
MOODY BLUES (THE) – On the Threshold of a Dream
MOODY BLUES (THE) – To our Children’s Children’s Children
PINK FLOYD – More
RENAISSANCE – Renaissance
TOMMY JAMES & THE SHONDELLS – Crimson & Clover
TOMMY JAMES & THE SHONDELLS – Cellophane Symphony
TYRANNOSAURUS REX – Unicorn
WIGWAM – Hard ‘n’ Horny

NOTA: faltarão, obviamente, a esta lista, alguns álbuns importantes mas, como refiro no início, cingi-me aos que conheço bem e fazem parte da minha colecção.
Aceitam-se sugestões.

FM

Robert Fripp and tje League of Crafty Guitarists – “Concerto da ‘Liga Dos Guitarristas Habilidosos’ – Robert Fripp Actua Em Lisboa”

Secção Cultura Sexta-Feira, 01.03.1991


Concerto da “Liga Dos Guitarristas Habilidosos”
Robert Fripp Actua Em Lisboa


Robert Fripp actua em Lisboa no próximo dia 15 de Abril, em local ainda por confirmar, num espectáculo único organizado por Hernâni Miguel / Contraverso. Acompanham o antigo guitarrista dos King Crimson, a League of Crafty Guitarists, constituída por onze executantes do instrumento, seus discípulos e antigos alunos de seminário.
Fripp é unanimemente considerado, depois de Hendrix, um dos grandes inovadores da guitarra eléctrica e nomeadamente da técnica por si inventada a que chamou “Frippertronics” – um sistema de interface entre a guitarra e uma série de gravadores e controladores de som que permite a criação de ciclos repetitivos e estruturas tonais susceptíveis de múltiplas manipulações.
Fundador de uma das bandas mais importantes do denominado “rock progressivo” dos anos Setenta, os King Crimson, (actuação memorável, em Agosto de 1982, no estádio do Restelo, antes dos Roxy Music) com os quais assina obras capitais como “In The Wake Of Poseidon”, “Lizard” ou, em fases posteriores, “Larks’ Tongues In Aspic”, “Red” e “Discipline”, Robert Fripp gravaria posteriormente a solo uma trilogia em que profetizava mudanças radicais para a sociedade ocidental na década de Oitenta (“Exposure”, “God Save The Queen / Under Heavy Manners” e “Let The Power Fall”).
Associa-se a Brian Eno na feitura de dois discos experimentais e obscuros: “No Pussyfootin’” – primeiro em que utiliza as frippertronics – e “Evening Star”. Com Andy Summers, dos Police, grava “I Advance Masked” e “Bewitched”. Participa como músico convidado em discos de Peter Hammill, Peter Gabriel, David Bowie, Talking Heads, Blondie e Toyah Wilcox (com quem viria a casar).

Práticas Tântricas

A meio da década de 80 retira-se para um mosteiro em Inglaterra, dedicando-se a meditação e a práticas tântricas de autodisciplina inspiradas nas doutrinas de J. G. Bennett, discípulo de Gurdjieff. A partir de 1985 dá aulas de guitarra e realiza seminários sobre novas técnicas para o instrumento. Escolhe alguns dos seus melhores alunos e forma a League of Crafty Guitarists, grupo que a partir de então o tem regularmente acompanhado em actuações ao vivo. “Robert Fripp and the League of Crafty Guitarists”, de 1986, é até agora o único registo discográfico desta formação.
Desenvolvendo-se segundo combinações instrumentais que vão desde o simples dueto até complexas polirritmias e explorações tímbricas praticadas pela totalidade dos doze intérpretes, a música da “Liga dos guitarristas habilidosos” é o contraponto estético e estilístico da visão “brutista” e totalitária das orquestrações para guitarra eléctrica, de Glenn Branca. Abril, em Lisboa, as guitarras vão cantar.

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #146 – “Univers Zero – p_FM (Karalinda)”

#146 – “Univers Zero – p_FM (Karalinda)”

Karalinda
31.01.2002 121229
Podes-me fazer uma critica rápida com classificação aos albuns dos Univers Zero?!?!?

que album aconselhas a investir a seguir?!?!?

será que o vendedor ainda tem algum?!?!

Fernando Magalhães
31.01.2002 150303
Se não estou em erro, levaste o “Uzed” e o “Heatwave”, não foi?
Bom, sugeriria agora um disco anterior, para mim a obra-prima dos UZ: “Ceux du Dehors”, um disco gótico, denso e fascinante. Edgar Allan Poe + HP Lovecraft em música!
A Ananana arranja.
Creio que o vendedor já não tem lá mais nenhum Cd do grupo.

FM

Karalinda
31.01.2002 121229
PS: sempre chegaste a ouvir o Ultimo de Art Zoyd?!?!? é que por acaso gostava de saber a tua opinião… Para mim é o pior album dos Zoyd… que falta faz o zaboitzeff… snif

Fernando Magalhães
31.01.2002 150336
Ouvi uns bocados na Ananana e não me impressionou mesmo nada. Soou-me a electrónica bem comportada, com laivos classizantes mas sem a energia que costumava ser timbre dos Art Zoyd.
Estou em querer que a Patricia Dallio está a moldar a sonoridade do grupo, adequando-o à música dos seus álbuns a solo (“Procession”, “Champ de Mars”, “La Ronque nést pas le Pire”, “D’où Vient l’Eau des Puces?”…)…

UNIVERS ZERO:

1313 – 7,5/10
Hérésie – 7,5/10
Ceux du Dehors – 9/10
Uzed – 8,5/10
Heatwave – 8,5/10
Certitudes – 8/10 – Fiz crítica no Y

FM

Fernando Magalhães
31.01.2002 150310
O “Hérésie” é um dos 1ºs álbuns de um grupo que nunca parou de evoluir (bom, pelo menos até ao último disco…). Nesse disco, como em “1313” a sonoridade está, como dizes, bastante próxima da música de câmara acústica.

“Ceux du Dehors” – um clássico – é o álbum de charneira (lê a mensagem para o Karalinda) para uma sonoridade que incorporaria a electrónica e uma dimensão mais vasta e aberta, na linha dos melhores Art Zoyd, nos álbuns seguintes: “Uzed” e “Heatwave” (os que o Karalinda tem, se não estou em erro).
O novo álbum, sobre o qual escrevi no Y, é bastante bom, embora não apresente grandes inovações. É uma combinação explosiva de rock de câmara, jazz de uma elegância e requinte extremos e electrónica. Não me lembro agora do título, mas é uma porta de entrada no universo dos Univers Zero.

FM