Arquivo mensal: Janeiro 2023

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #151 – “Sim, a cena hoje é aqui (pHILM #1)”

#151 – “Sim, a cena hoje é aqui (pHILM #1)”

Fernando Magalhães
16.07.2002 150301
ARCHIE SHEPP: The Way Ahead (obra-prima do jazz)
BACK DOOR: Back Door (1973, sax solista, baixo e bateria, som pré-Morphine)
McDONALD & GILES: McDonald & Giles (1970, projecto de ois ex-King Crimson, pós-“In te Court of…”)
PERIGEO: Genealogia (jazzrock italiano)
TRAVELLING (jazz rock francês)
L’UOVO DI COLOMBO: Viaggio negli Arcipelagho del Tempo (Prog. italiano)
METAMORFOSI: Inferno (Prog. italiano)
BANCO: Darwin (Prog. italiano)
JEAN-FRANÇOIS PAUVRO: La Belle Décisive (excêntrico francês anos 90: guitarra frithiana + chanson + crooning esquizofrénico)
BANDA ELASTICA (art rock mexicano)
ALAN GOWEN, PHIL MILLER, etc: Before a Word is Said (Canterbury instrumental, gravado pouco tempo antes da morte de Gowen, testemunho musical deste teclista que integrou os GILGAMESH e os NATIONAL HEALTH)

FM

Fernando Magalhães
16.07.2002 210938
Bom, aqui vão os pormenores possíveis:

Os BACK DOOR eram um trio instrumental (a principal diferença em relação aos Morphine estará aí…) formado pelo saxofonista/flautista Ron Aspery (conceituado nos meios do jazzrock inglês da época), o baixista Colin Wilkinson (idem) e um baterista do qual não me recordo do nome.
A música é rockjazz poderoso, sempre com o sax na liderança, reminiscente dos Morphine sobretudo ao nível não só da sonoridade saxofonística como do suporte rítmico, nomeadamente o baixo poderoso e um tipo muito particular de batida swingante típica do grupo americano.

FM

Robert Fripp and tje League of Crafty Guitarists – “Concerto da ‘Liga Dos Guitarristas Habilidosos’ – Robert Fripp Actua Em Lisboa”

Secção Cultura Sexta-Feira, 01.03.1991


Concerto da “Liga Dos Guitarristas Habilidosos”
Robert Fripp Actua Em Lisboa


Robert Fripp actua em Lisboa no próximo dia 15 de Abril, em local ainda por confirmar, num espectáculo único organizado por Hernâni Miguel / Contraverso. Acompanham o antigo guitarrista dos King Crimson, a League of Crafty Guitarists, constituída por onze executantes do instrumento, seus discípulos e antigos alunos de seminário.
Fripp é unanimemente considerado, depois de Hendrix, um dos grandes inovadores da guitarra eléctrica e nomeadamente da técnica por si inventada a que chamou “Frippertronics” – um sistema de interface entre a guitarra e uma série de gravadores e controladores de som que permite a criação de ciclos repetitivos e estruturas tonais susceptíveis de múltiplas manipulações.
Fundador de uma das bandas mais importantes do denominado “rock progressivo” dos anos Setenta, os King Crimson, (actuação memorável, em Agosto de 1982, no estádio do Restelo, antes dos Roxy Music) com os quais assina obras capitais como “In The Wake Of Poseidon”, “Lizard” ou, em fases posteriores, “Larks’ Tongues In Aspic”, “Red” e “Discipline”, Robert Fripp gravaria posteriormente a solo uma trilogia em que profetizava mudanças radicais para a sociedade ocidental na década de Oitenta (“Exposure”, “God Save The Queen / Under Heavy Manners” e “Let The Power Fall”).
Associa-se a Brian Eno na feitura de dois discos experimentais e obscuros: “No Pussyfootin’” – primeiro em que utiliza as frippertronics – e “Evening Star”. Com Andy Summers, dos Police, grava “I Advance Masked” e “Bewitched”. Participa como músico convidado em discos de Peter Hammill, Peter Gabriel, David Bowie, Talking Heads, Blondie e Toyah Wilcox (com quem viria a casar).

Práticas Tântricas

A meio da década de 80 retira-se para um mosteiro em Inglaterra, dedicando-se a meditação e a práticas tântricas de autodisciplina inspiradas nas doutrinas de J. G. Bennett, discípulo de Gurdjieff. A partir de 1985 dá aulas de guitarra e realiza seminários sobre novas técnicas para o instrumento. Escolhe alguns dos seus melhores alunos e forma a League of Crafty Guitarists, grupo que a partir de então o tem regularmente acompanhado em actuações ao vivo. “Robert Fripp and the League of Crafty Guitarists”, de 1986, é até agora o único registo discográfico desta formação.
Desenvolvendo-se segundo combinações instrumentais que vão desde o simples dueto até complexas polirritmias e explorações tímbricas praticadas pela totalidade dos doze intérpretes, a música da “Liga dos guitarristas habilidosos” é o contraponto estético e estilístico da visão “brutista” e totalitária das orquestrações para guitarra eléctrica, de Glenn Branca. Abril, em Lisboa, as guitarras vão cantar.

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #150 – “Mais electrónica da Rússia (FM)”

#150 – “Mais electrónica da Rússia (FM)”

Fernando Magalhães
21.06.2002 020201
Depois de FIZZARUM (que nunca ouvi), AMBIDEXTROUS e SYNTETIKA (nada de especial a assinalar, em ambos os casos), outro projeto russo: os EU. Dois álbuns: “Reframing” e “Tuner”. O primeiro é do tipo de coisas que agradará aos fãs de BOARDS OF CANADA e MÚM. Já o “Tuner” (com uma embalagem redonda original) soa mais escuro e abstrato, com laivos de um romantismo electro que me chamou a atenção.

Também ouvi PHILIP JACK (“Stoke”, ed. Touch): Eletrónica pesada, loops industriais, vozes manipuladas, o tipo de som que podemos encontrar nos obscuros OCSID e SCISS, mas também na vertente mais experimentalista de um BRUCE GILBERT.

FM