Arquivo mensal: Setembro 2009

Argent – Argent /Ring Of Hands

19.01.2001
Argent
Argent /Ring Of Hands
2xCD BGO, distri. Megamúsica
6/10

argent

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“Odessey And Oracle”, dos The Zombies, é um dos discos chave dos anos 60, luxuosa sinfonia de canções pop, alinhadas com “Sgt. Pepper’s” e “Pet Sounds”. Rod Argent, teclista e compositor, transitou para a década seguinte formando os Argent. Em mais um pacote remasterizado da BGO, reaparecem os primeiros álbuns, “Argent”, de 69, e “Ring of Hands”, de 70. No primeiro, pouco resta dos Zombies além de melodias mal secas de “Odessey & Oracle”, como “Schoolgirl”, num híbrido de hard rock, pop progressiva e a retoma do R&B. “Ring of Hands”, outra mescla de estilos, inclui riffs de hard rock, blues desenraizados e pirotecnias vocais. “Lothlorien” é uma mini-suite de colorido Emerson, Lake & Palmer, e “Rejoice”, uma balada a meio caminho entre os ELP, Yes e Gerry Rafferty. Pouco, para quem herdou um dos momentos mais gloriosos da década da pop.

The Worlds Of Love – The Worlds of Love

19.01.2001
The Worlds Of Love
The Worlds of Love
Review, distri. Áudeo
8/10

worldsoflove

Roberto Musci, Giovanni Venosta & Massimo Mariani – Losing The Orthodox Path

11.07.1997
Roberto Musci, Giovanni Venosta & Massimo Mariani
Losing The Orthodox Path (8)
Victo, distri. Áudeo

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LINK (Roberto Musci & Giovanni Venosta “Messages & Portraits” – 1990 – Parte 1)
LINK (Roberto Musci & Giovanni Venosta “Messages & Portraits” – 1990 – Parte 2)

“Samples” invertidos de música instrumental da Idade Média, fragmentos de canto aborígene da Tailândia, um “loop” de uma sonata de violoncelo de Benjamin Britten, mais “samples” de Palestrina, Monteverdi, Schütz, Ravel, Frank Zappa… Vozes de golfinhos, uma dissertação de Segovia sobre a música, outra de Pierre Schaffer sobre música concreta. Erik Satie e o trovador Peire Vidal. Canto gregoriano modificado num leitor de CD. Vozes de místicos “sufi” e percussões do antigo Egipto. Instrumentos electrónicos e tradicionais em quantidade inacreditável. Tudo transformado, depurado, massacrado, ampliado, distorcido, deslocado, misturado, transmutado num mundo sonoro sem fronteiras nem definição. Alguns devem lembrar-se.
É o regresso da dupla italiana Roberto Musci / Giovanni Venosta, agora na companhia de um terceiro estratego e multinstrumentista, Massimo Mariani, e da mesma fórmula das obras-primas “Water Messages on Desert Sand”, de 1987, e “Urban and Tribal Portraits”, de 1988, Às quais se seguiram, em 1992, o mais abstracto “A Noise, A Sound”. As três primeiras peças de “Losing The Orthodox Path”, escritas para o bailado “Principle of Moment”, de Dieter Heitkamp, para a Tanzfabrik de Berlim, são um prolongamento da estética de colagem de “Movies”, de Holger Czukay. As restantes dão entrada no labirinto criado por estes italianos que inventaram novas máscaras para a música contemporânea. A visitar longa e demoradamente, como uma exposição e hologramas de universos imaginários.