Arquivo da Categoria: Pós-Rock

Intervenções Públicas #7 – bar MARR – Setúbal 14.03.2001

#7 – bar MARR – Setúbal 14.03.2001


Bar “MARR” – Sessão Nº 7 – Setúbal, 14 de Março, 2001

2001-04-13 . MARR by luisje on Scribd




Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #166 – “Labradford, Ikeda, Ocsid”

#166 – “Labradford, Ikeda, Ocsid”

Labradford, Ikeda, Ocsid
Fernando Magalhães
Tue Feb 13 14:30:40 2001

Comecei hoje de manhã a ouvir o novo “Fixed::Context”. Apenas a primeira (longa) faixa. Continuam ambientais qb, a insistirem numa mesma linha de guitarra David Gilmouriana de “Wish you Were Here” (Pink Floyd) e a criarem espaços de contemplação únicos no panorama do pós-rock. Digamos que, pelo menos a julgar pelo ex. desta 1ª faixa, conseguem num ápice criar o tipo de ambientes que os Sigur Rós, na minha opinião, por mais que se esforcem (lamento, mas n/consigo gostar do disco…), apenas conseguem aflorar. Em comparação “Fixed::Context” os islandeses soam a uma banda de heavy-metal, passe o exagero.
Deu ainda para reparar que as duas faixas seguintes começam com guitarras de cristal e que a última será, por ventura, a mais electrónica. Hoje, audição completa.

Por falar em electrónica, estive a ouvir ontem, à noite uma disco interessantíssimo de uns tais OCSID (“Opening Sweep”, na Ash International), trio do qual faz parte o Graham Lewis, dos Wire e He Said. É um longo tema de 75 minutos que recupera parte dos ambientes da discografia a solo de outro ex-Wire, o Bruce Gilbert, espécie de drone sombra, atravessada por grooves longínquos, samples de vozes distantes e súbitas explosões de electronica abstracta. “Leisure Zones”, do Burnt Friedmann, andará lá perto, mas este CD dos OCSID é mais amplo, variado e perturbador.

Ainda ouvi por alto o “Matrix” (ed. Touch), do japonês RYOJI IKEDA, 3ª parte de uma trilogia. O exemplar que recebi é duplo, apenas ouvi o 2º CD, mais curto. Música próxima do novo dos Pan Sonic, ainda mais fria e minimalista. Mas estive a ler as notas relativas ao 1º CD e nelas se refere que o músico criou uma espécie de arquitectura sónica 3D que muda, consoante a posição do auditor na sala/local de escuta, dando a revelar de cada vez facetas inesperadas das composições. Promete.

Saudações

FM

PS-Sexta, à chegada a casa, n/houve, felizmente, retaliações… 🙂

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #165 – “Protein – ‘Suss'”

#165 – “Protein – ‘Suss'”

Protein: “Süss”
Fernando Magalhães
Tue Feb 20 14:14:27 2001

Agora que e penitenciei da opinião negativa emitida precipitadamente aos Savath + Savala, já estou mais à vontade para recomendar a audição de mais uma novidade electrónica, ouvida hoje de manhã: “Süss”, dos alamãees PROTEIN (Tobias Laemmert e Hans Rodrian).
Mistura de muitas coisas, é inteligente e dá toda a atenção ao detalhe. Funny electronics digitais com piadas rebuscadas. Micro-melodias a infiltrarem-se por todos os cantos, como minhocas, e desenvolvendo-se em planos sobrepostos. Influências, muito longínquas, dos Can (de “Come sta, la luna”, num dos temas), Neu! E – mais próxima – To Rococo Rot. Efeitos, efeitozinhos, efeitozecos e efeitozões a colorirem o som com mil e uma texturas electrónicas sempre imprevisíveis. Por vezes há guitarras a funcionarem como “input” à electrónica e uma espécie de theremins digitais a sobrevoar a música.
As melodias são viciantes, por vezes apenas sugeridas, noutras quase escandalosamente poppy.
Eis um disco de electrónica em que o conceito de “lúdico” adquire conotações estranhas já que a música, sendo extremamente orgânica na forma (melodias, ritmos) tem ao mesmo tempo algo de gélido. 7,5/10
FM