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Cream – “The Very Best Of Cream”

pop rock >> quarta-feira >> 08.03.1995


Cream
The Very Best Of Cream
POLYDOR, DISTRI. POLYGRAM



Máximo bom gosto na apresentação de uma das bandas da frente dos anos 60, das primeiras que verdadeiramente puderam reivindicar o epíteto de “supergrupo”.
A presente colectânea começa por mostrar a vertente mais pop, sobretudo de “Fresh Cream”. Seriam contudo os dois álbuns seguintes, “Disraeli Gears” e “Wheels of Fire” – aqueles em que o psicadelismo se alia a uma rítmica ao mesmo tempo implacável e swingante, pioneira do hard rock -, os que tornaram os Cream num dos grupos importantes da época. Destes álbuns foram incluídos clássicos como “Sunshine of your love”, um dos hinos do “flower power” e “White room”, concluindo a colectânea com o “single” “Anyone for tennis” e “Badge”, um tema do derradeiro álbum contendo gravações em estúdio, “Goodbye”. (8)

BBM – “Around The Next Dream”

pop rock >> quarta-feira >> 06.07.1994


BBM
Around The Next Dream
Virgin, distri. EMI – VC



“B” é Bruce, Jack, “B” é Baker, Ginger, “M” é Moore, Gary. Ou seja os Cream em segunda edição com um novo guitarrista a substituir Eric Clapton. Ainda e sempre o regresso ou a ressurreição dos dinossáurios. Segundo parece, havia uma questão de “cheques volumosos envolvidos” que ameaçava deixar “agarrado” Jack Bruce. Fizeram-se uns telefonemas, Gary Moore estava disponível (já ouvia os Cream desde os 13 anos) e a coisa até nem custou a chegar a vias de facto. E terá valido a pena? Bom, os nostálgicos e saudosistas devem esfregar as mãos. “Around the Next Dream” não ofende. Mas às vezes é preferível que um disco ofenda em vez de provocar a indiferença. E é isto que acontece com esta nova saída do túmulo dos velhotes. O fantasma dos Cream paira, como é evidente, do primeiro ao último minuto do disco. Os “blues”, bem servidos em “Can’t Fool the blues”, os slows, apontados à mira das FM americanas no caso de “Naked flame” e coberto de nicotina o muito “cool” em “Wrong side of town”, são pausas de descanso entre o emaranhado de teias de guitarra e a rítmica cavalgante decalcada – e envernizada – dos Cream. E então? Então, se já havia os ELP, com Powell em vez de Palmer, porque não os BBM, sem Clapton? É tudo uma questão de iniciais e de jogar forte nas recordações. (5)

Cream – “Fresh Live Cream” (VHS)

pop rock >> quarta-feira >> 01.06.1994
VÍDEOS


Cream
Fresh Live Cream
Polygram video, distri. Polygram



Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker formaram, em 1966, a partir das cinzas dos Yardbirds e dos Graham Bond Organisation, uma das superbandas emblemáticas do rock psicadélico do final dos anos 60 – os Cream. O grupo durou apenas dois anos, tempo suficiente para deixar atrás de si um rasto de prestígio que até hoje permanece intocável. Em abono da verdade, deve dizer-se que a posterior carreira a solo de cada um dos seus membros revelou ser bastante mais interessante que a do grupo, mas isso não impede de rever com satisfação as imagens de algumas das suas melhores prestações ao vivo e recordar temas que permanecem na memória, como “Sunshine of your love” e “White room”.
“Fresh Live Cream” inclui actuações ao vivo dos Cream no Revolution Club, de Londres, no primeiro Festival de Pop Music no Palais des Sports, em Paris, e no Glen Campbell Show, todas em 1967, e no Fillmore de São Francisco e no Royal Albert Hall, de Londres, em 1968, intercalados de excertos fotográficos e material documental de arquivo inédito, além de declarações dos três músicos, já na idade actual, com rugas e cabelos brancos aumentadas pela ressaca, a explicarem-se e a explicarem como foi. Embalado a preceito num desenho psicadélico ao melhor estilo piroso d época, “Fresh Live Cream” tem um indubitável interesse documental, embora a música (fica a suspeita) só deva ser do agrado dos mais velhos, para quem um dos maiores prazeres da vida é recordar. O “creaminoso” volta sempre ao local do Cream. (7)