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Vários – “Out On The Rolling Sea”

pop rock >> quarta-feira >> 22.11.1995
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Vários
Out On The Rolling Sea
HOKEY POKEY, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO



Subintitulado “A Tribute to the Musico f Joseph Spencer & The Pinder Family”, “Out on the Rolling Sea” é uma homenagem ao guitarrista das Bahamas que viveu entre 1910 e 1984, e à família Pinder, sua contemporânea, cuja discografia conjunta pode ser encontrada em edições da Smithsonian-Folkways, Hannibal, Elektra Nonesuch, Arhoolie e Rounder. A surpresa da descoberta detes dois nomes, para muitos desconhecidos, só tem paralelo na verificação da quantidade de músicos ocidentais que neles encontraram inspiração, a par da incrível variedade de matizes que reflecte a relação, por vezes difícil, entre os vários universos pessoais envolvidos. Da lista de homenageantes fazem parte Van Dyke Parks, David Lindley, Ron Kavana, Taj Mahal, Tarika Sammy, Victoria Williams, Henry Kaiser, Michael Chapman, 3 Mustaphas 3, Tom Constateen (ex-Greatful Dead, veterano da cena “acid” de São Francisco dos anos 60), Ralph McTell e os Bule Murder (grupo fantasma que inclui Eliza e Martin Carthy e a ilustre família Waterson). Já agora, façam favor de verificar quem compôs o clássico da “surf music”, “Sloop John B”, imortalizado pelos Beach Boys… (8)

Nadaka – “Straight To Your Heart”

pop rock >> quarta-feira >> 22.11.1995


Nadaka
Straight To Your Heart
TANGRAM, DISTRI. FÁBRICA DE SONS



Nadaka é pseudónimo de um guitarrista occidental residente no Sul da Índia há alguns anos e “Straight to your Heart” uma “reflexão”, uma “procura” e uma “aspiração”, com a música indiana no horizonte. Partindo de uma base não purista, Nadaka, em colaboração estreita com o violinista Ganesh, concentra as atenções no acto de comunicação espiritual entre os músicos e põe o acento na “síntese de culturas”. “New Age” de raiz étnica, a combinação da guitarra com os instrumentos inidanos (ghatam e kanjira), o baixo eléctrico de Bernard Paganotti (um ex-Magma!), as percussões e uma “sanza” africana, criam momentos de relaxação e introspecção que, no entanto, estão longe de possuir o poder xamânico das genuínas “ragas” indianas. (6)

Alan Stivell – “Brian Boru”

pop rock >> quarta-feira >> 22.11.1995
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Alan Stivell
Brian Boru
DREYFUS, DISTRI. MEGAMÚSICA



Nada a fazer com o venerando bretão. Está mesmo gagá. E, provavelmente, rico. “Brian Boru” é mais uma pastilha conceptual sobre um ciclo heróico da tradição irlandesa. A “new age” e as programações rítmicas mais enjoativas dão as mãos a uma batida rock primária. Não faltam a voz feminina açucarada de Máire Breatnach, uma legião de convidados “célticos”, na maioria ilustres desconhecidos, à excepção de Gerry O’Beirne, pau para toda a obra, e um “rap bretão” na pior tradição “etnoseca”. Salvam-se uma ou outra harpada mais intimista e, sobretudo, o balanço imparável e as “uillean pipes” iluminadas de Ronan Browne, suficientes para tornarem “Cease fire” um dos melhores e mais vibrantes momentos, nos últimos anos, do velho bardo. (4)