Arquivo da Categoria: Alemães

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #173 – “‘Music is a Hungry Ghost'”

#173 – “‘Music is a Hungry Ghost'”

“Music is an Hungry Ghost”
Fernando Magalhães
Thu May 13:38:42 2001

Ouvi ontem na íntegra o novo “Music is an Hungry Ghost”, dos TO ROCOCO ROT com I-SOUND.
Álbum estranhíssimo e mais abstracto – como dizia o Mário Z há dias – que os anteriores trabalhos do grupo alemão.
Alguns temas fizeram-me lembrar os… SUICIDE (!), a música é hipnótica de uma maneira estranha, oleosa, um pouco à maneira dos Pan Sonic, embora a electrónica dos TRR não tenha nada a ver com a dos finlandeses.
Os Cluster e os Can, claro, continuam a ser as influências kraut mais visíveis, mas com este disco os TO ROCOCO ROT (por influência de I-Sound?) criaram um nicho de absoluta originalidade no seio da música electrónica contemporânea.
Para já, nota provisória de 8/10.

FM

PS-Fraco, o novo de BRIAN ENO com J. PETER SCHWALM. Chill out convencional. Salva-se a voz de Laurie Anderson num dos temas, num disco que em mais do que um tema faz lembrar algumas divagações recentes de Holger Czukay (dos Can) que, aliás, também participa no álbum.

Kraftwerk – “The Mix”

Pop-Rock Quarta-Feira, 24.07.1991


KRAFTWERK
The Mix
LP e MC duplos / CD, EMI, distri. EMI-VC



Ralf Hutter e Florian Schneider inventaram novas formas de sensibilidade. Conseguiram que as máquinas adquirissem um rosto humano e os humanos ganhassem corpos cibernéticos. Os manequins-“robots” da capa de “The Mix” são elucidativos quanto ao que os Kraftwerk consideram a “condição humana”. Considerados como “pais” de grande parte dos movimentos musicais assentes no primado da electrónica (a “electronic body music”, a “techno-pop” ou mesmo a “house” negra), os Kraftwerk são mestres na disseminação de novas pistas estéticas – e, talvez mais importante, éticas – e na utilização da informática ao serviço de uma boa melodia. Da “trip” cósmico-industrial de “Autobahn” à apoteose mediática de “Electric Café”, passando pela viagem fantástica pela Europa de metal de “trans Europe Express”, o infantilismo mutante de “Radio activity” ou o classicismo gelado e elgíaco do novo mundo anunciado em “The Man Machine” e “Computer World”, é todo um percurso de descoberta das fronteiras do humano, na concepção cartesiana de um “Deus ‘ex-machina’”. Em “The Mix” a dupla recolheu alguns dos temas-chave da sua discografia e regravou-os para os devolver na forma de autocitações reactualizadas, segundo o critério de porenciação máxima das qualidades essenciais. O resultado é esmagador.
****

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #170 – “Clássicos da música gósmica”

#170 – “Clássicos da música gósmica”

Clássicos da música gósmica
Fernando Magalhães
Fri Apr 20 19:06:10 2001

Gosmizsche Muzik

AGITATION FREE – 2nd (Spalax, 1973)
– Last (Spalax, 1976)
ASH RA TEMPEL/ASHRA – Schwingungen (Spalax, 1972)
– New Age Of Earth (Virgin, 1976)
BRAINTICKET – Cottonwoodhill (Hallelujah, 1970)
CAN – Tago Mago (Spoon, 1971)
CLEARLIGHT – Clearlight Symphony II (Mantra, 1975)
COSMIC JOKERS (THE) – Galactic Supermarket (Spalax, 1973)
DASHIELL HEDAYAT – Obsolote (Mantra, 1971)
DOM – Edge Of Time (World Wide, 1972)
EDGAR FROESE – Aqua (Virgin, 1974)
GILA – Free Electric Sound (Second Battle, 1971)
GONG – You (Virgin, 1974)
GREATEFUL DEAD (THE) – Anthem of the Sun (Warner Bros., 1968)
GURU GURU – Kanguru (Brain, 1972)
HAWKWIND – In Search Of Space (EMI Premier, 1971)
– Warrior On The Edge Of Time (Dojo, 1975)
JULIAN COPE – Interpreter (Echo, 1996)
KHAN – Space Shanty (Mantra, 1972)
KINGDOME COME – Kingdome Come (Blueprint, 1972)
– Journey (Voiceprint, 1973)
KLAUS SCHULZE – Cyborg 2XCD (Spalax, 1973)
– Timewind (Virgin, 1975)
– Mirage (Magnum Music Group, 1977)
LEGENDARY PINK DOTS (THE) – Asylum (Play it again Sam, 1985)
MATHIAS GRASSOW – In Search of Sanity (No-CD, 1993)
PINK FLOYD – A Saucerful of Secrets (EMI, 1968)
– Ummagumma 2XCD (EMI, 1969)
POPOL VUH – Affenstunde (Spalax, 1971)
PULSAR – The Strands of the Future (Musea, 1976)
ROBERT RICH – Numena (Fathom, 1987)
– Geometry (1991)
SAND – Golem (United Durtro, 1974)
SECOND HAND – Death May Be Your Santa Claus (See For Miles, 1971)
SPACE EXPLOSION – Space Explosion (Purple Pyramid, 1998)
STEVE HILLAGE – Rainbow Dome Musick (Virgin, 1979)
STEVE ROACH – Dreamtime Return 2XCD (Fortuna, 1988)
– World’s Edge 2XCD (Foryuna, 1992)
TANGERINE DREAM – Phaedra (Virgin, 1974)
– Rubycon (Virgin, 1975)