Arquivo mensal: Junho 2022

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #26 – “lista fundamental (mcpinto)”

#26 – “lista fundamental (mcpinto)”

mcpinto
20.10.2001 111130

Os CSNY fazem parte integrante da minha vida de audiófilo. “Déja vue” inclui o tema Almost cut my hair de David Crosby e só isso chega. Já agora, outras escolhas possíveis dentro do género poderiam recair nos Eagles ( album “Desperado” )ou até nos America ( “America” e “Home Coming”).

Fernando Magalhães
21.10.2001 150305

Curioso falares nos AMERICA. Foi uma banda à qual nunca prestei a devida atenção até que, recentemente, adquiri finalmente um disco deles, precisamente o “Homecoming” que é uma maravilha de rock/folk, por vezes soando a uma variante US dos Magna Carta…

Quanto aos JETHRO TULL, sempre achei o “A Passion Play” musicalmente superior ao “Thick as a Brick”. Acontece que o impacto deste foi maior, talvez por ter surgido primeiro, o que fez muita gente considerar “A Passion Play” uma espécie de remake…
Não é a minha opinião nem a do próprio Ian Anderson que, numa entrevista que lhe fiz no ano passado, referiu o “A Passion Play”, se a memória não me falha, como um dos álbuns mais “difíceis” mas também mais gratificantes da discografia dos JT.

FM

Larry McCray – “Ambition”

PÚBLICO QUARTA-FEIRA, 1 AGOSTO 1990 >> Videodiscos >> Pop


LARRY MCCRAY
Ambition
LP e CD, Virgin, Distri. Edisom



Na origem do rock estão os blues. De quando em quando alguém nos recorda esta verdade, recuperando a sonoridade e o estilo, através de reatualizações mais ou menos conseguidas ou de um mergulho direto na fonte primordial. Larry McCray opta pela primeira via, misturando em doses comedidas os blues, a soul e a pop. Nos anos 60, chamavam à mistura “rhythm ‘n’ blues”, e é neste terreno que frutificam as raízes do cantor e guitarrista, herdeiro de “bluesmen” famosos como Albert King, Muddy Waters, Freddy King, Albert Collins e B. B. King. Originário de Detroit, Cray cedo escolheu os blues como o único género capaz de transmitir a violência e a dureza típicas daquela cidade americana, sublimando, ao mesmo tempo, essa agressividade através de um tom conciliador feito de cedências a outros géneros, digamos que menos rudes. Ao longo de todo o disco, prevalece a matriz “bluesy”, embora permeável a desempenhos mais próximos da balada “soul”, como em “Me and my Baby”, ou do tom ligeiro da pop, em “Sally’s Got a Friend in New York City”. Os genuínos blues revelam toda a sua força e alma nos dois temas que encerram cada um dos lados: “Frustrated Baby” e, sobretudo, “Country Girl”, no qual o músico deixa perceber até que ponto os seus dotes guitarrísticos são devedores de Albert King. “Ambition” é uma alternativa a considerar, por oposição à atual inflação “rap”.

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #25 – “Já alguém ouviu… (Victor Afonso)”

#25 – “Já alguém ouviu… (Victor Afonso)”

Victor Afonso
10.10.2001 140248

… o “Master Of Confusion”, disco de Irmin Schmidt (ex-CAN) e Kumo (da cena tecno)?

Ao que parece deram um excelente concerto no SONAR deste ano (o Junqueira viu-os e gostou) e o disco, pelo que tenho lido, é uma mistura muito inspirada entre os experimentalismos (ao piano!) de Schmidt e os devaneios electrónicos de Kumo.

Fernando Magalhães
10.10.2001 170536

Tenho esse disco. Nada de especial. O I. Schmidt toca piano como se estivesse a fazer um exercício de “vanguarda” no Conservatório, a querer provar qualquer coisa.
O Kumo desenrasca-se nas programações mas, no geral, “Master of Confusion” soa-me como um trabalho frio e mecânico, no sentido negativo do termo. Música sem alma, aritmética e, nalguns casos…vazia!

A única coisa de jeito que conheço do ex-teclista dos Can (e acho que ouvi todos os trabalhos dele a solo, incluindo a ópera “Gormenghast”) é o volume 3 das suas séries “Film Muzik”, o da capa amarela, nomeadamente os dois primeiros temas cantados, “Mary in a coma” e outro, ambos ao nível do melhor dos CAN.
Esse álbum faz parte do CD triplo “Soundtracks, 1978 -1993” (ed. Spoon).

FM