Arquivo da Categoria: Rock Psicadélico

David Bowie – “Space Oddity” + David Bowie – “The Man Who Sold The World” + David Bowie – “Hunky Dory” + David Bowie – “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” + David Bowie – “Alladin Sane” + David Bowie – “Pin Ups” + David Bowie – “Diamond Dogs” + David Bowie – “Young Americans” + David Bowie – “Station To Station” + David Bowie – “Low” + David Bowie – “Heroes” + “Lodger” + David Bowie – “Scary Monsters (and Super Creeps)”

Sons

22 de Outubro 1999
REEDIÇÕES


A lâmpada de Aladino

David Bowie
Space Oddity (9)
The Man who Sold the World (10)
Hunky Dory (8)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (10)
Alladin Sane (9)
Pin Ups (8)
Diamond Dogs (10)
Young Americans (8)
Station to Station (8)
Low (10)
Heroes (8)
Lodger (8)
Scary Monsters (and Super Creeps) (8)
EMI, distri. EMI-VC


db

Esfrega-se a lâmpada e sai de lá um génio. Pelo menos assim o diz a história de Aladino. David Bowie foi o génio que por acaso escolheu Alladin para nome de uma das muitas personagens que encarnou ao longo de uma carreira tão extraordinária como atribulada. A maior parte da sua discografia acaba de ser reeditada pela EMI através do lançamento de 17 títulos que substituem os anteriores na série Sound + Vision. Com novas prensagens remasterizadas, capas reproduzidas com qualidade gráfica superior e, ao contrário das reedições antigas, respeitando na íntegra os alinhamentos originais.

Monumental, a obra de David Robert Jones, mais conhecido por David Bowie, um natural de Brixton com propensões para o teatro, o consumo de cocaína e para revolucionar a cada novo álbum a música pop, ganha a dimensão de uma lenda que a edição do novo “Hours” veio tornar mais nítida e brilhante.
Torna-se claro que o melhor Bowie é o dos anos 70. A década das máscaras. Depois de uma estreia, em 1967, com “David Bowie”, uma das melhores colecções de sempre de canções pop psicadélicas alguma vez editada em Inglaterra, o álbum que verdadeiramente lança Bowie como artista revolucionário é “Space Oddity”, editado em 1969 por ocasião da missão Apollo que partiu à conquista da lua. Major Tom ficou a flutuar pela eternidade fora no espaço, na canção com o mesmo título, cuja edição em single alcançou o Top 10 de vendas no Reino Unido. E as mensagens que enviou para a Terra continuam a bailar no espaço cósmico do nosso cérebro. 10, 9, 8, 7, 6, 5… contagem decrescente de uma viagem que apenas terminaria no final da década seguinte. Mal aceite na altura pela crítica, que procurou reduzir Bowie a um “one-hit-wonder”, “Space Oddity” é o adeus de Bowie à swinging London dos anos 60 e, em paralelo, ao psicadelismo, com uma série de canções bizarras assinadas por um gnomo.
“The Man who Sold the World”, de 1970, é a primeira obra-prima. Bastante mais inspirado que o unanimemente elogiado “Hunky Dory”, é o álbum da loucura e da experimentação com substâncias psicotrópicas, influenciado por acontecimentos como o internamento do seu irmão Terry num hospital psiquiátrico. Em “All the madmen”, um dos mais estranhos e inspirados temas de toda a discografia de Bowie, ouve-se o lamento de lunáticos, o cântico do valium e alucinações de um mundo exterior irremediavelmente perdido. “Black country rock”, o pungente “After all” e o irónico título-tema são pérolas que Bowie transformaria num álbum de recortes em “Hunky Dory”, o disco das homenagens a Andy Warhol, a Bob Dylan e aos Velvet Underground. Mais frágil e acessível que o anterior, inclui “Oh! you pretty things” e “Life on Mars”.
Bowie enverga a seguir a máscara de Ziggy Stardust, rocker glam futurista, no fenomenal “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, de 1972, um marco na história do rock ‘n’ roll. Álbum estelar onde são expostas as fantasias adolescentes de uma geração encandeada pela euforia. Até o fim do mundo lhe fazer rebentar na cara a realidade nua e crua. Todas as canções são perfeitas, culminando no apocalíptico “rock ‘n’ roll suicide”.
Depois de se ocupar com o relançamento das carreiras de Lou Reed e dos Mott the Hoople, Bowie reaparece como Alladin, com o corpo pintado de prata, numa projecção lunar de Ziggy Stardust que Bowie “assassina” como na metáfora do filme “Velvet Goldmine”. Álbum de néons e saxofones à chuva “Alladin Sane” (1973) é o cenário dos pesadelos e da poesia urbanos em clássicos como “Drive in saturday”, o ultra-violento “Panic in Detroit”, “Cracked actor” e o decadente “Lady grinning soul”.
O álbum de versões “Pin Ups” (1973) inclui geniais extrapolações para o universo bowieano de “See Emily play”, de Syd Barrett/Pink Floyd, “Friday on my mind”, dos Easybeats e “Where have all the good times gone”, dos Kinks, enquanto preâmbulo de “Diamond Dogs” (1974), inspirado na novela “1984”, de George Orwell. Capa censurada, mutantes com corpo de cão e canções de fazer ranger os dentes juntam-se num dos álbuns sonicamente mais experimentais do cantor.
Em “Young Americans” (1975) Bowie inventa o funk branco a partir do som de Filadélfia. Bowie americano, Bowie cocainómano, sustentado pela guitarra de Carlos Alomar (substituto do até então omnipresente Mick Ronson) e o ex-Beatle John Lennon. Thin White Duke toma conta da alma do artista em “Station to Station”, de 1976, viagem pelos carris de ferro dos Kraftwerk, com os quais Bowie fica fascinado. Berlim assiste à madrugada gelada de “Low” (1977), uma missa-negra celebrada em conjunto com Brian Eno (e Iggy Pop…) que paralisa a fúria do punk em vagas de electrónica glacial ao mesmo tempo que anuncia a emergência da cold wave e da música industrial. Belo e arrepiante, “Low” constitui a primeira parte de uma trilogia com Eno que prosseguiria, no mesmo ano, com “Heroes” (inclui a homenagem a Florian Schneider, dos Kraftwerk, em “V-2 Schneider”) e se concluiria com “Lodger” (1979). Robert Fripp empresta a sua guitarra luciferina a “Heroes”, o mesmo acontecendo com “Scary Monsters (and Super Creeps)”, de 1980, derradeiro testamento artisticamente relevante do monstro (Bowie interpretara o “Homem elefante” numa produção de teatro da Broadway) que assombrou uma década inteira de rock.
“Let´s Dance” (1983), “Tonught” (1984), “Never Let me Down” (1987) e “Black Tie White Noise” (1993) são já menos criações musicais do Bowie artista do que produtos comerciais do Bowie homem de negócios, de todas as máscaras que envergou, provavelmente a mais difícil de arrancar. Como o próprio Bowie se encarregou de confirmar, no doloroso exorcismo que é “Hours”, o seu álbum mais recente.



King Crimson – “In the Court of the Crimson King”

15 de Outubro 1999
REEDIÇÕES


Esquizóide aos 30 anos

King Crimson
In the Court of the Crimson King (10)
EG, distri. EMI – VC


kc

No 30º aniversário da data original do seu lançamento, o álbum de estreia dos King Crimson renasce com uma nova remasterização (som glorioso) e uma capa cartonada que é uma deliciosa miniatura da capa de abrir da velhinha edição em vinilo da Island. “In the Court of the Crimson King” permanece como um dos poucos ícones do movimento progressivo sobre o qual não recaiu a ira posterior de certa crítica que nunca soube verdadeiramente lidar com uma corrente estética que, quer se queira quer não, ultrapassou duas décadas de maus tratos para finalmente se mostrar de cara lavada neste final de milénio. “In the Court of the Crimson King” constitui o primeiro manifesto das doutrinas demonistas (o rei carmesim não é outro senão o diabo) do seu líder de sempre, Robert Fripp, apesar de suavizadas pela visão romântica do letrista Peter Sinfield, polo humanista dos KC, situação que se manteria até “Islands”, de 1971, com o qual se encerraria a primeira fase do grupo. Não era ainda o tantrismo das “frippertronics” nem as doutrinas de J. G. Bennett – que marcariam todo o trabalho do guitarrista a partir de “Lark’s Tongues in Aspic” e dos dois álbuns em colaboração com Brian Eno, “No Pussyfootin’” e “Evening Star” – mas um mundo de personagens mitológicas, de diabos, bruxas e princesas aos quais o esoterismo literário de Sinfield emprestava a inocência de uma fábula sedutoramente assustadora. Dos poucos álbuns em que o termo “sinfónico” não tem conotações pejorativas, “In the Court of the Crimson King” vive assombrado pela majestosidade de um instrumento então rodeado de mistério, o mellotron, autêntica orquestra sintetizada capaz de transformar temas como “Epitaph” “Moonchild” e “The court of the crimson king” em palácios de som. Peter Sinfield faz passar a pouca luz que ainda restava nos KC na balada “I talk to the wind” mas o tema que verdadeiramente atraiu as atenções, enquanto profecia dos tempos modernos, é a abertura, “21st century schizoid man”, violenta descarga de fúria da guitarra eléctrica-sirene-de-alarme de Fripp, em solo contínuo, o vómito vocal de Greg Lake e o fabuloso riff de saxofone de Ian McDonald a darem forma ao apocalipse que a capa ilustra de forma exemplar: o indivíduo invadido pelo cosmos. Aos 30 anos o homem-esquizóide do séc. XXI sorri.



Henry Cow – The Henry Cow Legend” + Henry Cow – “Unrest” + Gentle Giant – “Edge Of Twilight” + Gentle Giant – “Free Hand” + Gentle Giant – “Interview” + Forest – “Forest” + Forest – “Full Circle” + Dave Greenslade – “The Pentateuch of the Cosmogony”

Sons

17 de Setembro 1999
POP ROCK

Perder o Pé


dg

Corria o ano de 1973. Em Inglaterra todos competiam para ver quem compunha e gravava faixas mais extensas, pondo a imaginação nos limites, entre o delírio genial e a fantochada inconsequente. Era o movimento da música progressiva, no seu auge. O choque chegou com a estreia em álbum de um grupo que usava a palavra “vaca” no nome e um título em relação com a capa que, na altura, ninguém percebeu: “The Henry Cow Legend”. A capa mostrava uma meia. Logo, deveria ler-se “leg end”, o fim da perna, ou seja o pé (daí a peúga…) e não “legend”, “lenda” A música, essa, entrava em contradição com quase tudo. Em contravenção, a exigir mudanças, tão radicais quanto ela, do auditor e a da época em curso.
Os Henry Cow, com a formação de então – Fred Frith, Chris Cutler, Tim Hodgkinson, John Greaves e Geoff Leigh – representaram para o Progressivo em Inglaterra o mesmo que os Faust representaram para o krautrock na Alemanha: a pedrada no charco, o desdém absoluto pelos cânones dominantes, o pioneirismo e a experimentação juntas numa forma superior de arte. Demasiado inteligente para ser rock, demasiado divertido e pedante para ser jazz, “The Henry Cow Legend” não era, porém, jazz-rock, pelo menos no mesmo sentido que a música de formações inglesas contemporâneas dos Cow como os Nucleus ou do contingente dos aristocratas de Canterbury, liderados pelos Soft Machine e os Caravan. Sem fronteiras, orgulhosamente diferente e elitista, “The Henry Cow Legend” marcou toda uma corrente que a partir da cooperativa Rock In Opposition (formada, além dos Cow, pelos franceses Etron Fou Leloublan, os italianos Stormy Six e os suecos Samla Mammas Manna) se ramificou pela Europa (Art Zoyd, Univers Zero, Continuum, Présent, Debile Menthol) os Estados Unidos (Doctor Nerve, Muffins, Birdsongs of the Mesozoic, Motor Totemist Guild, 5 Uu’s) e Ásia (After Dinner, Tenko, Wha Ha Ha, Kenso). Varese, os Faust (com quem, aliás, os Henry Cow participaram numa digressão conjunta pelo Reino Unido) Frank Zappa e o dadaísmo estão mais próximos desta combinação absolutamente admirável e original de conglomerados concretistas, improvisações “free” e canções onde a anarquia e o humor davam as mãos (“Nine funerals of the citizen king”). O todo formando uma sequência de mudanças súbitas de registo, num instante passando da cacofonia para o quase silêncio, da apoplexia para o mistério, do intervencionismo ideológico para o esteticismo puro, da complexidade no limite do compreensível para a simplicidade mais desarmante. Agit-saxes, guitarras que não soam como guitarras, percussões “sinfónicas”, esoterismo, vocalizações entre o hieroglifo e a soletração infantil num prodígio de formas e ideias novas, cuja audição, passados 26 anos, continua a revelar-se estimulante e fonte de consulta inesgotável para as novas gerações. A presente reedição cumpre à risca o alinhamento e as misturas originais (na lombada houve o cuidado de referir “original mix”), ao contrário da anterior, na East Side Digital, que embora incluísse um tema extra (“Bellycan”, extraído da sessão de gravações para a colectânea da Virgin “Greasy Truckers”) era, em parte, desvirtuada pelo trabalho de remisturas levado a cabo por Tim Hodgkinson em 1990. O título é que foi alterado para “The Henry Cow Leg End”. Para evitar confusões… (Recommended, distri. Ananana, 10).
“Unrest”, segundo álbum dos Henry Cow, lançado no mesmo ano da estreia, estendeu de novo uma peúga na capa, agora em tonalidades cinza, estratégia que se manteria no álbum seguinte, “In Praise of Learning”, como forma de ironizar o facto de ninguém ter percebido o jogo de palavras em que o grupo tanto se empenhara. Mais inacessível que “The Henry Cow Legend” (ou “Leg End”…), “Unrest” recusa liminarmente o formato canção. É um álbum difícil para o auditor como foi difícil para os próprios músicos que então confessaram encontrar-se à beira de um impasse criativo. No início das gravações estavam prontos apenas metade dos temas (os primeiros quatro do alinhamento) vindo os restantes a ter por base improvisações realizadas “in loco” no estúdio. Geoff Leigh saíra entretanto, sendo substituído por Lindsay Cooper, oboé e fagote, perdendo-se, em consequência, a vertente mais jazzística do grupo, substituída por uma música rotulada de “rock de câmara” que se disseminaria daí em diante pela chamada escola Recommended, vindo a desenvolver-se (em conjunto com outra influência – os Magma) nos Art Zoyd e a cristalizar-se nos Univers Zero.
À semelhança de “The Henry Cow Legend”, também a nova reedição de “Unrest” difere da anterior, na East Side Digital. Desta feita por outras razões. É que a prensagem, como estava, tornava penosa a audição. Agora surge remasterizado e o som é soberbo. (Recommneded, import. FNAC, 8).

E passemos ao Progressivo, com P grande. É escandaloso que os Gentle Giant, que representam o próprio espírito do movimento, não tenham qualquer edição remasterizada no mercado. A Vertigo colmatou, em parte, esta falha, propondo um CD duplo que arruma a quase totalidade de temas dos primeiros quatro álbuns, “Gentle Giant”, “Acquiring the Taste”, “Three Friends” e “Octopus”, e do sexto, “The Power and the Glory”, todos editados originalmente na Philips/Vertigo. Falta o quinto, “In a Glass House”, que os Gentle Giant gravaram em 1973 para a WWA. Claro que os incondicionais do grupo não prescindirão das edições em separado, constituindo “Edge of Twilight” uma espécie de bombom, ideal para surpreender os amigos que nunca ouviram falar daquela que, até “Interview”, foi a banda mais sofisticada (os ingleses dizem “arty”) do Progressivo inglês. Kerry Minnear e os irmãos Shulman cultivaram uma fórmula sem precedentes nem continuadores, erguendo uma arquitectura sonora equivalente à das catedrais góticas, como estas necessitando de um mapa e das chaves certas para ser decifrada. Uma só faixa dos Gentle Giant vale por uma discografia inteira de milhares de grupos vulgares. (Vertigo, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8). Não se vão já embora. Não há fome que não dê em fartura. Além desta colectânea também a BGO (Beat Goes On) lançou mais um dos seus pacotes de dois em um, com “Free Hand” e “Interview”, também remasterizados. Não são os álbuns mais brilhantes dos Gentle Giant mas justificam a chamada de atenção. Se o primeiro é o derradeiro momento em que o grupo conseguiu reinventar-se faixa a faixa, tornando-se, embora, mais acessíveis (um pouco à semelhança do que aconteceu com os Gryphon, em “Treason”), “Interview” é já um círculo fechado no qual os Gentle Giant se copiam (embora de forma superlativa) a si mesmos. Não é um mau disco mas percebe-se de antemão tudo o que vai acontecer. Como um mágico que tivesse perdido os seus segredos. (BGO, import. Megamúsica, média 7).

Outra versão dois em um da BGO juntou e remasterizou os dois únicos álbuns gravados pelos Forest, banda obscura da fase inicial do Progressivo, “Forest” (1969) e “Full Circle” (1970). Os Forest eram uma versão de segunda linha dos Incredible String Band, na sua vertente mais acústica, da mesma forma que os Dr. Strangely Strange pegaram no lado eléctrico da banda de Robin Williamson e Mike Heron. Como os ISB os Forest teciam pequenas filigranas de temas oníricos, em cuja composição algumas mentes mais desconfiadas descortinam a influência perniciosa do LSD. A diferença principal está em que enquanto os ISB primavam por uma tónica “hippie” e optimista, os Forest eram sinistros, antecipando a onda de folk gótico personificada por grupos como Mr. Fox, Fuchsia ou Spirogyra. Longe de serem peças de antologia, são, todavia, álbuns que adquiriram aquela aura mística que só os grupos Progressivos conseguem hoje ter. (BGO, import. Megamúsica, 7).
O lado, para muitos repulsivo, do Progressivo, mereceu também a atenção da BGO, através da reedição de um calhamaço editado em 1979 por Dave Greenslade, teclista dos Colosseum e fundador dos Greenslade, acompanhado pelos desenhos de Patrick Woodroffe: “The Pentateuch of the Cosmogony”. O vinilo vinha embalado num volume de folhas de fazer corar de vergonha as capas triplas de abrir dos Yes. Agora em CD, surge em caixa contendo a reprodução completa e em miniatura do livrete (chamar livrete a uma enciclopédia destas é favor) e dos desenhos “heroic fantasy” de Woodroffe, inspirados vagamente em “O Senhor dos Anéis” de Tolkien mas, apesar de tudo, bastante mais cuidados que qualquer ilustração de Roger Dean. A música, remasterizada, é uma exibição, mesmo assim de algum bom gosto, do virtuosismo do intérprete nas 356 variedades de teclados utilizados. Para Rick Wakeman e Keith Emerson aprenderem. (BGO, import. Megamúsica, 6)