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Vários – “O Balanço Instável” (lista | melhores dos anos 80 | dossier | artigo opinião)

BLITZ16 JANEIRO 1990 >> Valores Selados


O BALANÇO INSTÁVEL

CABE-ME a mim, finalmente, fazer o balanço dos melhores discos da década (esta semana a lista dos quinze melhores dos anos de 1980 a 1984. A outra metade fica para a semana. Decerto repararão que desta lista constam muitos nomes estranhos e desconhecidos. A culpa não é minha. Procurem-nos e talvez cheguem à conclusão que nem sempre a melhor música é a mais badalada. Para não dizerem que invento, informo que todos os discos mencionados fazem parte da minha coleção particular. E agora podem começar a copiar e a lamentar o tempo perdido…

1980

Alan Stivell: «Symphonie Celtique – Tir Na Nog» (Todas as músicas e tradições do mundo convergindo na Bretanha).
Cabaret Voltaire: «The Voice of America» (Quando ainda eram ameaçadores).
Captain Beefheart & His Magic Band: «Doc at the Radar Station» (o esquizofrénico genial de «Trout Mask Replica»).
Chrome: «Red Exposure» (Americanos precursores de tudo o que é industrial).
Flying Lizards: «The Flying Lizards» (David Cunningham e a vanguarda como grande paródia).
Fred Frith: «Gravity» (Frith é um universo inteiro à parte).
Harold Budd/Brian Eno: «Ambient 2 The Plateaux of Mirror» (o mundo cristalino).
Jon Hassell/Brian Eno: «Fourth World, Vol. 1 Possible Musics» (a selva eletrónica).
Monochrome Set: «Strange Boutique» (dandies dos eternos 60s. Tommy, can you hear me?)
Negativland: «Negativland» (a América do avesso pelos mestres da colagem).
Pere Ubu: «The Art of Walking» (o rock à beira do abismo, sem cair).
Peter Hammill: «A Black Box» (o último voo a grande altura de eterno romântico).
Talking Heads: «Remain in Light» (com Eno desta vez luxuriante).
Tuxedomoon: «Half-Mute» (os americanos mais europeus do mundo).
Univers Zero: «Ceux du Dehors» (a nova música de câmara europeia passa por estes belgas apreciadores de Lovecraft).

1981

Art Bears: «The World as it is Today» (Fred Frith, Chris Cutler e Dagmar Krause anunciando o fim do mundo).
Brian Eno/David Byrne: «My Life in the Bush of Ghosts» (sim, já se sabe, o primeiro a fazê-lo foi Holger Czukay, mas eles não se importam).
Carla Bley: «Social Studies» (a sociologia da fanfarra pela senhora sempre bem acompanhada).
Heaven 17: «Penthouse and Pavement» (os derradeiros estertores da Pop eletrónica inteligente).
King Crimson: «Discipline» (Robert Fripp e as técnicas mágicas da J.G. Bennett).
Kraftwerk: «Computer World» (o melhor disco do séc. XXI).
Marc Hollander: «Onze Danses pour Combattre la Migraine» (o homem dos Aksak Maboul e o «Vaudeville» minimalista).
Meredith Monk : «Dolmen Music» (o nascimento da voz humana).
Nick Mason/Carla Bley: «Fictitious Sports» (Carla, outra vez, brincando ao Rock. Tomara este que houvesse mais brincadeiras assim. Mason é só um pretexto).
Penguin Cafe Orchestra: «Penguin Cafe Orchestra» (a caixinha de música onde cabe tudo).
Residents: «Mark of the Mole» (Os Beatles dos anos 80? Dos 90? Mas quem são eles afinal?)
Soft Cell: «Non-Stop Erotic Cabaret» (Desculpem lá, mas muito antes de Momus já Marc Almond estava a agitar todos os fantasmas).
This Heat: «Deceit» (o som do holocausto).
Tuxedomoon: «Desire» (Aqui já eram definitivamente europeus. Até perderam a pronúncia).
ZNR: «Barricades 3» (Satie por Zazou ou vice-versa?)

1982

Andy Summers/Robert Fripp: «I Advance Masked» (Frippertronics mais Police pelos mestres da guitarra).
Annette Peacock: «Sky-Skating» (a voz mais sensual em cetim aveludado).
D.A.F.: «Fur Immer» (Um, dois, esquerdo, direito).
Etron Fou Leloublan: «Les Poumons Gonflés» (Captain Beefheart + Henry Cow em tons parisienses).
Fad Gadget : «Under the Sky» (Frank Tovey é uma espécie de Matt Johnson, só que ainda mais doentio).
John Cale: «Music for a New Society» (a sociedade ainda não é suficientemente nova. Ainda bem).
Kate Bush: «The Dreaming» (deixem a menina sonhar).
Laurie Anderson: «Big Science» (deixem a senhora falar).
Michael Nyman: «The Draughtman’s Contract» (música das imagens do labirinto das imagens da música).
Monochrome Set: «Eligible Bachelors» (Ainda e sempre o chá das cinco).
Peter Gabriel: «Peter Gabriel IV» (é o quarto, é o melhor e não embirrem mais com o homem).
Residents: «The Tunes of Two Cities» (segunda parte da luta entre toupeiras e Hrtywxlks).
Snakefinger: «Manual of Errors» (costumava tocar guitarra com os senhores acima. Seria um novo Zappa se não tivesse entretanto morrido).
Soft Veredict: «Vergessen» (Wim Mertens antes de se tornar Merdens – obrigado Jorge).
Terry Riley: «Descending Moonshire Dervishes» (Riley antes de se tomar por profeta).

1983

Art Zoyd: «Les Espaces inquiets» (franceses. Música total. Só gravaram obras-primas).
Benjamin Lew/Steven Brown: «Douzième Journée: Le Verbe, la Parure, l’Amour» (precursores da Made to Measure. Nao sei porquê lembram-me Duras).
Einstuerzende Neubauten: «Zeischnungen des Patienten O.T.» (queriam destruir a música e quase o conseguiram).
Fred Frith: «Cheap at Half the Price» (outra vez, agora em canções Pop. O quê?)
Golden Palominos: «The Golden Palominos» (primeira grande conferência nova-iorquina. Estão lá todos: Fier, Lindsay, Laswell, Zorn. Frith também, claro).
Moebius, Plank, Neumeier: «Zero Set» (alemães, eletrónicos e à procura de África).
Peter Blegvad: «The Naked Shakespeare» (o excêntrico dos Slapp Happy em canções ainda mais excêntricas).
Phantom Band: «Nowhere» (o percussionista Jaki Liebezeit continuando brilhantemente o espírito dos Can).
René Lussier: «Fin du Travail» (o Fred Frith canadiano).
Severed Heads: «Since the Accident» (os Throbbing Gristle australianos, mas com humor).
Tom Waits: «Swordfishtrombones» (a Lua na sarjeta).
Virginia Astley: «From Gardens where We Feel Secure» (Onde ficam esses jardins? Silêncio).
Wha Ha Ha: «Wha Ha Ha» (são japoneses. O Free-Jazz pode ser melodioso e dançável).
Yello: «You Gotta Say Yes to Another Excess» (Dieter Meier é suíço, gosta da Europa dos casinos e de computadores).
Zazou/Bikaye: «Noir et Blanc» (Europáfrica em ritmo de dança).

1984

After Dinner: «After Dinner» (mais japoneses. Música de bonecas e cristais).
Andre Duchenes: «Le Temps des Bombes» (as canções de Andre é que caem como bombas).
Brian Eno/Harold Budd: «The Pearl» (até onde é audível o silêncio?)
Débile Menthol: «Battre Champagne» (a boa velha música progressiva continua viva e de boa saúde).
Foetus: «Hole» (gritos. Sofrimento. Auto-Tortura).
Frank Zappa: «Them or Us» (sempre genial. Continua a fazer rir).
Hector Zazou: «Reivax au Bongo» (Zazou e Bikaye reincidentes, agora mais surrealistas).
Holger Czukay: «Der Osten ist Rot» (o homem dos Can que fez tudo antes de Brian Eno e pôs o papa a cantar Blues).
Holger Hiller: «Ein Bundel Faulnis in der Grube» (o mestre absoluto do sampler. Reinventou a música. Não me voltem a falar nos De La Soul).
Mnemonists: «Horde» (o ruído da deformidade).
Officer!: «Ossification» (música medieval na ótica de um banco de malucos).
Pascal Comelade: «Détail Monochrome» (música ambiental no quarto dos brinquedos).
Penguin Cafe Orchestra: «Broadcasting from Home» (basta sintonizar).
R. Stevie Moore: «Everything You Always Wanted to Know About R. Stevie Moore But Were Afraid to Ask» (Ufa! Tem gravadas mais de cem cassetes. Inclassificável. Como é possível ser Pop, experimentalista, doido varrido, sério, etc., etc., etc?)
Test Dept.: «Beating the Retreat» (Metal on metal).

Vários – “Breve Ensaio Sobre O Exibicionismo E Os Perigos Da Prosa” (artigo de opinião | blitz | literatura)

BLITZ 5 DEZEMBRO 1989 >> Valores Selados

Hoje nos valores está presente a literatura, nas suas duas vertentes: Poesia e Prosa. Tratarei da sua relação com os músicos e a música. Lugar pois para a cultura. Como deve ser.
A Poesia está na moda. E se virmos bem até é fácil compreender porquê. A moda está sempre, de uma forma ou outra, ligada ao exibicionismo.

BREVE ENSAIO SOBRE O EXIBICIONISMO POÉTICO E OS PERIGOS DA PROSA

A moda do vestuário não é mais do que um pretexto para se destaparem e exibirem os corpos. A tendência final é para a nudez absoluta. Estou a lembrar-me por exemplo daquele modelo de Ives Saint-Laurent que destapa completamente o seio feminino. Ora, precisamente, do corpo já pouco resta para mostrar, tornando-se já fastidiosa a sua constante exibição. Era precisamente destapar, mostrar, exibir provocatoriamente algo mais, mas o quê?
A resposta foi dada pela poesia. Como recentemente se veio a descobrir, graças ao sistemático trabalho de investigação dos meandros da mente humana levado a cabo pelas leitoras da «Maria» (notícia divulgada em primeira mão pelo «O Independente»), a poesia permite a cada um «entrar em contacto direto com os seus sentimentos mais íntimos» (sic). Daí até à exibição desses mesmos sentimentos vai um passo muito curto. Não foi aliás por acaso que a descoberta se deve a um grupo de senhoras. O sexo feminino sempre foi mais dado a este tipo de exibições, corporais ou outras. Até se costuma dizer que os poetas e os artistas em geral são um pouco efeminados. Os machos convictos devem pois abster-se completamente de lerem poesia, pelo menos em público, evitando assim o espetáculo, sempre degradante, como o dado por certos senhores que se exibem frente à «Brasileira» empunhando um livro de Pessoa e sentados ostensivamente à mesa do poeta. Em suma, quanto mais profunda a poesia, mais fácil se torna o «contacto direto» e consequente exibição. Basta ler, por exemplo, os primeiros versos de um qualquer poema de Anais Nin e, Zás, saltam cá para fora as intimidades todas, como por magia.
A moda veio do estrangeiro como não podia deixar de ser. Sabe-se como para os artistas e no caso concreto dos músicos, é fundamental o tal «contacto íntimo com os sentimentos mais profundos», indispensável para a feitura das suas obras de arte. Por outro lado os músicos são exibicionistas natos. Muito antes de terem lido a «Maria» já conheciam as faculdades despoletadoras do psiquismo humano proporcionadas pela poesia.
Mas se os efeitos da poesia são já do domínio público, em relação à prosa o problema é bem diferente. Atualmente, pouco ou quase nada se sabe ainda acerca dos seus efeitos reais sobre o psiquismo humano. Até agora as explicações dadas sobre o assunto têm sido vagas e insatisfatórias. Correm alguns rumores, surgem ocasionalmente boatos, mas nada de verdadeiramente importante transparece que mereça um mínimo de credibilidade científica.
Recentemente, uma equipa de investigadores do «lobbie» «Carícia», concorrente da «Maria», tem procurado novas vias de investigação, mas quanto a resultados concretos, nada, todos os esforços têm sido em vão. Realizaram-se, quase em segredo, alguns testes, mas os resultados, repito, não dão azo a grandes entusiasmos. Verifica-se, é verdade, que a leitura de textos como «Guerra e Paz», «Os Cinco na Ilha do Tesouro» ou a «Lista Telefónica» provocam nos leitores-cobaia reações totalmente diversas e por vezes mesmo contraditórias. Mas a questão principal permanece: Porquê? Verifica-se, por exemplo, que a maioria dos leitores a quem coube a leitura da «Lista Telefónica» se revelou incapaz de a levar até ao fim. Quase todos se ficaram pela leitura das primeiras linhas revelando ao mesmo tempo um ar de confusão e extrema perplexidade. Mais tarde, interrogados sobre o facto, revelaram achar na generalidade o texto «monótono» e «pouco interessante». A única exceção foi a de um leitor que após ter devorado avidamente todo o texto, pediu de imediato que lhe trouxessem para ler as «Páginas Amarelas». Mas a maioria não gostou. E, no entanto, a «Lista» é das obras mais pretendidas, com novas edições todos os anos. Como se explica tal paradoxo? Um entre tantos mistérios até hoje por decifrar.
Compreende-se pois a relutância dos músicos em utilizarem a prosa na sua música. Não se sabe até que ponto pode ser perigosa a sua leitura. Alguns experimentalistas mais afoitos resolveram arriscar. O compositor francês Pierre Henry foi um dos pioneiros. Leu e musicou o «Livro dos Mortos Tibetano», no álbum «Le Voyage», ou textos do Apocalipse numa obra ainda mais obscura. Mas, inexplicavelmente ou talvez não, o Estado francês resolveu intervir proibindo o prosseguimento das experiências e declarando o músico como incapaz e mentalmente desequilibrado. Nunca mais se ouviu falar no seu nome.
Entre nós, o cantor Fausto leu textos relativos aos Descobrimentos e passou-os para música. O disco daí resultante foi um êxito, com todos os portugueses a lerem sofregamente as «Crónicas» de Fernão Mendes Pinto. Foi um caso típico de resposta positiva da parte do psiquismo das massas. Quanto a Fausto, arriscou e ganhou. Mas quantos, menos afortunados, não terão também arriscado e perdido?
Talvez que os enigmas perdurem para sempre. Talvez os investigadores da «Maria» possam um dia dar a conhecer ao mundo as respostas por que todos anseiam. Talvez sejam os próprios músicos que estão mais próximos da verdade. Talvez, talvez…
Por enquanto temos de nos contentar com o quase nada que sabemos. E, no fundo, talvez seja preferível assim. Nós portugueses somos prudentes, lemos pouco e ouvimos pouca música. E temos um governo que se preocupa e nos protege, mantendo louvavelmente altos os índices de analfabetismo. Mas vale prevenir…
Fiquemos pois todos pelo seguro «Batem leve, levemente…» guardando para nós mesmos os nossos sentimentos mais íntimos. Somos púdicos, singelos, mimosos e sonhadores. Somos portugueses, mas não somos poetas. Cruzes, canhoto, que vergonha!…

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #91 – “A grande lista___RIO-Recommended (FM)”

#91 – “A grande lista___RIO-Recommended (FM)”

Fernando Magalhães
21.03.2002 190700
Todos estes discos têm, de uma maneira ou de outra, a ver com o espírito RIO (“Rock in Opposition”) disseminado ao longo dos anos 80 e 90 pela editora/distribuidora Recommended

Eletrónica, jazz, eletrónica, colagem, rock de câmara, música contemporânea, falsa étnica, pop, excentricidades de todo o tipo…

Já agora, na edição que tenho dos K. Surfers, não vem a data de edição original do “Living…” (é 198?). Buddah, podes ver qual é, pf, para eu completar o ficheiro?

AFTER DINNER

0755 – Paradise of Replica (Rec Rec, 1989) – Jan.90, Dez.91 – 29.48

AKSAK MABOUL

0374 – Un Peu de l’Âme des Bandits (Atem/Crammed, 1979) – Nov.87, Mar.96 – 51.05

ALBERT MARCOEUR

1678 – Sports & Percussions (Concord, 1994) – Out.95 – 42.00

ANDRE DUCHESNES

0653 – Le Temps des Bombes (Ambiances Magnétiques, 1984) – Jul.89, Dez.97 – 40.26

ART BEARS

0198 – Hopes and Fears (Ré, 1978) – Dez.80, Out.92 – 64.38 R
0187 – Winter Songs (Ralph, 1979) – Set.80, Set.93 – 69.50
– The World as it is Today (1980) – Nov.88

ART ZOYD

1280 – Musique pour L’ Odyssée (Mantra, 1979) – Jul.93 – 71.38 + 75.59 Cor.
– Génération sans Futur (1980)
– Symphonie pour le Jour ou Bruleront les Cités (1980) 2xCD
1471 – Phase IV (Mantra, 1982) – Nov.90, Mar.91 – 70.43 + 72.02
– Les Espaces Inquiets (1983) – Set. 88 2xCD
0883 – Le Marriage du Ciel et de l’ Enfer (Cryonic, 1985) – Jul.90, Fev.91 – 68.19 Cor.
0482 – Berlin (Cryonic, 1987) – Set.88, Fev.91 – 59.14
1019 – Nosferatu (Ear-Rational, 1990) – Mar.91 – 70.45 BSO
0934 – Marathonnerre (Atonal, 1992) – Out.93 – 63.21 Cor.
0034 – Marathonnerre II (Atonal, 1992) – Out.93 – 60.18 Cor.
1877 – Faust (Atonal, 1996) – Abr.96 – 72.16 BSO
1921 – Häxan (Atonal, 1997) – Set.97 – 72.08 BSO

BIOTA

3003 – Object Holder (Recommended, 1995) – Out.00 – 70.19

BIRDSONGS OF THE MESOZOIC

0862 – Faultline (Cuneiform, 1989) – Jul.90, Nov.92 – 57.31
1163 – Pyroclastics (Cuneiform, 1992) – Mai.92 – 46.40
2667 – Dancing on A’a (Cuneiform, 1995) – Jan.00 – 52.33
0760 – Petrophonics (Cuneiform, 2000) – Jul.01 – 66.27

BOB DRAKE

3136 – Medallion Animal Carpet (Recommended, 1999) – Set.01 – 44.11

BORIS KOVAC

0773 – Ritual Nova (Recommended, 1986/1989) – Fev.90, Fev.94 – 68.23

BRUIRE

1656 – Les Fleurs de Léo (Ambiances magnétiques, 1992) – Mar.97 – 55.48
1905 – L’ Âme de l’ Object (Ambiances Magnétiques, 1995) – Out.96 – 50.46

CASSIBER

0488 – Beauty and the Beast (Recommended, 1984) – Set.88, Fev.97 – 49.53
3295 – Perfect Worlds (Recommended, 1986) – Nov.86, Jan.02 – 33.09

CHARLES W. VRTACEK

0656 – Learning to be Silent (Cuneiform, 1986) – Jul.89, Jun.96 – 78.02
– When Heaven Comes to Town (1988)

CHRIS CUTLER & LUTZ GLANDIEN

0598 – Domestic Stories (Recommended, 1992) – Mar.93 – 48.58

CONVENTUM

0501 – A L’Affût d’un Complot (Kozak, 1977) – Nov.88, Mar.97 – 60.47 R
0502 – Le Bureau Central des Utopies (Kozak, 1979) – Nov.88, Mar.97 – 62.57 R

DANIEL DENIS

1460 – Sirius and the Ghosts (Musea, 1991) – Ago.94 – 45.49
0380 – Les Eaux Troubles (Musea, 1993) – Set.94 – 50.58

DAVID GARLAND

0342 – Control Songs (Review, 1986) – Mai.87, Dez.97 – 72.44

DEBILE MENTHOL

0478 – Emile au Jardin Patrologique (Rec Rec, 1981) – Set.88, Out.96 – 49.40 2xCD
– Battre Campagne (1984) – Nov.88 – 38.04

DIANE LABROSSE

1985 – Face Cachée des Choses (Ambiances Magnétiques, 1995) – Out.96 – 44.33

DIANE LABROSSE, IKUE MORI & MARTIN TÉTREAULT

2683 – Île Bizarre (Ambiances Magnétiques, 1998) – Fev.00 – 52.22

DIANE LABROSSE & MICHEL F. CÔTÉ

2080 – Duo Déconstructiviste (Ambiances Magnétiques, 1994) – Mar.97 – 50.56

DOCTOR NERVE

0652 – Out to Bomb Fesh Kings (Cuneiform, 1985) – Jul.89, Jan.96 – 74.52
– Armed Observations (1987) – Jul.90

ESKATON

0806 – 4 Visions (Ad Perpetuam Memoriam, 1979) – Jun.97 – 51.27

ETRON FOU LELOUBLAN

0517 – Batelages (Musea, 1977) – Fev.96 – 73.51 + 68.48 + 60.18 3xCD
– Les Trois Fous Perdegagnent (1978)
– Les Poumons Gonfles (1982) – Dez.88
– Les Sillons de la Terre (1984) – Dez.88
– Face aux Elements Dechaines (1985) – Dez.88

FRED FRITH

0411 – Gravity (Ralph, 1980) – Mar.88, Set.91 – 69.36
0412 – Speechless (Ralph, 1981) – Mar.88, Set.91 – 58.58
0438 – Cheap at Half the Price (Ralph, 1983) – Mai.88, Dez.91 – 44.17
0415 – The Technology of Tears (Rec Rec, 1988) – Mar.88, Jan.92 – 60.23

GREGORY ALLAN FITZPATRICK

1677 – Snorungarnas Symfoni (MNW, 1976) – Out.95 – 34.09
1684 – Bildcircus (MNW, 1978) – Out.95 – 45.27

HENRY COW

0017 – The Henry Cow Leg End (Recommended, 1973) – Nov.73, Out.91, Dez.98 – 43.32 R
2587 – Unrest (Recommended, 1974) – Jul.99 – 39.40 R
0053 – In Praise of Learning (Recommended, 1975) – Out.75, Jan.94, Dez.00 – 37.56 R
2395 – Henry Cow Concerts 2xCD (East Side Digital, 1976) – Nov.76, Ago.98 – 64.13 + 60.21
0605 – Western Culture (Broadcast, 1979) – Mai.89, Out.92 – 36.08

HERBE ROUGE

3278 – Herbe Rouge (Legend Music, 1978) – Dez.01 – 78.12 R

HOAHIO

2914 – Ohayo! Hoahio! (Tzadik, 2000) – Jun.00 – 45.35

ISTVÁN MÁRTA

0707 – Támad Aszél (The Wind Rises) (Recommended, 1987) – Fev.90, Ago.98 – 35.24

JEAN DEROME

1996 – Carnets de Voyage (Ambiances Magnétiques, 1994) – Out.96 – 69.20
1907 – Navré (Ambiances Magnétiques, 1995) – Out.96 – 58.11
2596 – La Bête, the Beast within (Ambiances Magnétiques, 1996) – Mar.97 – 71.04 Cor.

JOANE HÉTU

1103 – Castor et Compagnie (Ambiances Magnétiques, 1995) – Out.96 – 54.53

JOCELYN ROBERT

1051 – Folie/Culture (Recommended, 1991) – Mar.97 – 66.20
2082 – La Théorie des Nerfs Creux (Ohm/Avatar, 1993) – Mar.97 – 41.23

JOHN GREAVES & PETER BLEGVAD

0574 – Kew. Rhone (Voiceprint, 1977) – Mar.89, Set.98 – 36.57

JUSTINE

2318 – (Suite) (Ambiances Magnétiques, 1990) – Mar.98 – 66.49
1997 – Langages Fantastiques (Ambiances Magnétiques, 1994) – Out.96 – 49.38

KALAHARI SURFERS

0546 – Living in the Heart of the Beast (ReR, 198?) – Out.8?, Set.95 – 65.36 (antol.1994) R

LA 1919

2345 – Giorni Felici (Materiali Sonori, 1997) – Abr.98 – 43.28

LARS HOLLMER

1492 – XII Sibiriska Cyklar (Resource, 1981) – Nov.94 – 75.37
– Vill du Höra Mer (1982)
1423 – The Siberian Circus (col.) (Resource, 1980 -1988, 1993) – Mai.94 – 74.15
3102 – Tonöga (Resource, 1985) – Jan.01 – 75.17 + 75.10
– Fran Natt Idag (1985)
– Vendeltid (1987) – Dez.88 2xCD
1487 – Live 1992 – 1993 (Victo, 1993) – Nov.94 – 63.25
1618 – Vandelmassa (Ayaa, 1994) – Fev.96 – 73.22

L. VOAG

2354 – The Way out (Alcohol, 1979) – Abr.98 – 46.48

MIRIODOR

0512 – Miriodor (Cuneiform, 1988) – Fev.90, Set.94 – 73.29
1164 – 3e Avertissement (Cuneiform, 1991) – Mai.92 – 44.20

MOTOR TOTEMIST GUILD

0696 – Infra Dig (No Man’s Land, 1984) – Dez.98 – 73.32 (antol. 1996)
– Contact with Veils (1986)
0864 – Shapuno Zoo (No Man’s Land, 1988) – Dez.98 – 71.33 (antol. 1996)
2660 – City of Mirrors (Cuneiform, 1999) – Dez.99 – 67.30

MOVING GELATINE PLATES

1669 – Moving Gelatine Plates (Musea, 1970) – Out.95 – 51.52
1447 – The World of Genius Hans (Musea, 1971) – Jul.94 – 61.47

MUFFINS (THE)

0296 – Chronometers (Cuneiform, 1976) – Set.94 – 72.31
3239 – Manna/Mirage (Wayside Music Archive Series, 1991) – Dez.01 – 48.37
2045 – 185 (col.) (Cuneiform, 1980, 1995) – Dez.96 – 75.56

NEWS FROM BABEL

1155 – Work Resumed from the Tower (Re, 1984) – Out.92 – 70.13
– Letters Home (1986) – Mar.87

NON CREDO

0611 – Reluctant Hosts (No Man’s Land, 1988) – Jun.89, Set.01 – 58.47

PATRICIA DALLIO

3210 – Procession (David&Théodosis, 1992) – Dez.01 – 52.46
0645 – Champ de Mars (Body Soul, 1993) – Set.94 – 60.04 Cor.
1254 – La Ronce n’est pas le Pire (Body Soul, 1994) – Jan.97 – 57.04 Cor.
2228 – D’ où Vient l’ Eau des Puits? (Musea, 1996) – Nov.97 – 48.17

PEKKA POHJOLA

0515 – Pihksilmä Kaarnakorva (Love, 1972) – Set.94 – 70.06
– Harakka Biailopokku (1974)

PICCHIO DAL POZZO

1617 – Picchio Dal Pozzo (Si-Wan, 1976) – Fev.96 – 39.54

PRESENT

0930 – Triskadekaphobie (Cuneiform, 1989) – Nov.90, Abr.91 – 77.50
– Le Poison qui Rend Fou (1989)
1553 – Certitudes (Cuneiform, 1998) – Fev.98 – 39.55
2758 – Nº6 (Carbon 7, 1999) – Mai.00 – 47.12
3305 – High Infidelity (Carbon 7, 2001) – Jan.02 – 48.03

RENÉ LUSSIER

0476 – Fin du Travail (Version 1) (Ambiances Magnétiques, 1983) – Set.88, Fev.97 – 45.07
1020 – Le Trésor de la Langue (Ambiances Magnétiques, 1989) – Mar.91 – 65.47

ROBERT – MARCEL LEPAGE

1994 – Adieu Leonardo! (Ambiances Magnétiques, 1992) – Out.96 – 49.16 BSO

ROBERTO MUSCI

0651 – The Loa of Music (Lowlands, 1984) – Jul.89, Abr.98 – 62.44 (antol.)
– Umi-The Sea (1993-1997) (c/Claudio Gabianni)

ROBERTO MUSCI & GIOVANNI VENOSTA

0542 – Water Messages on Desert Sand (Recommended, 1987) – Ago.88, Fev.91 – 74.50
– Urban and Tribal Portraits (1988) – Nov.88
1029 – A Noise, a Sound (Recommended, 1992) – Dez.92 – 59.07
2192 – Losing the Orthodox Path (Victo, 1997) – Jul.97 – 46.02

SAMMLA MAMMAS MANNA

1049 – Måltid (Silence, 1973) – Mar.96, Abr.98 – 57.05
1603 – Schlagerns Mystik 2xCD (Silence, 1978) – Mar.96 – 37.32 + 41.27
3238 – FamilyCracks (Silence, 1980) – Dez.01 – 43.10
1593 – Zamlaramanna (Resource, 1982) – Abr.95 – 43.55

SERGEY KURYOKIN

0402 – Some Combinations of Passion and Fingers (Leo, 1991) – Jul.92 – 62.05

SHELLEY HIRSCH & DAVID WEINSTEIN

0705 – Haiku Lingo (Review, 1989) – Nov.89, Mar.91 – 48.45

SKELETON CREW

0490 – Learn to Talk (Rec Rec, 1984) – Set.88, Jan.93 – 75.50
– The Country of Blinds (1986) – Jun.87

SLAPP HAPPY

3049 – Sort of (Blueprint, 1972) – Dez.00 – 46.09
0997 – Acnalbasac Noom (Cuneiform, 1973) – Jan.02 – 49.17
0030 – Slapp Happy (Virgin, 1974) – Jun.74, Set.93 – 73.24
– Desperate Straights (1975) – Set.88 c/Henry Cow

TASAVALLAN PRESIDENTTI

0858 – Tasavallan Presidentti (Love, 1969) – Jun.01 – 51.22
0980 – Milky Way Moses (Love, 1974) – Nov.74, Dez.98 – 47.19

THIERRY ZABOÏTZEFF

2215 – Heartbeat (Atonal, 1997) – Set.97 – 60.01 Cor.
2423 – India (Atonal, 1998) – Set.98 – 61.00 Cor.

THINKING PLAGUE

2066 – …A Thinking Plague (Cuneiform, 1984) – Out.01 – 78.45 R (antol. 2000)
– Moonsongs (1986) R
0945 – In this Life (Recommended, 1989) – Nov.90 – 72.00
3255 – In Extremis (Cuneiform, 1998) – Dez.01 – 52.33

TIBOR SZEMZÖ

2344 – Relative Things (Leo, 1998) – Abr.98 – 62.56 BSOs

UN DRAME MUSICAL INSTANTANÉE

1335 – Jeune Fille qui Tombe…Tombe (In Situ, 1991) – Jul.92 – 45.26

UNIVERS ZERO

3101 – Hérésie (Cuneiform, 1979) – Jul.01 – 51.46
0475 – Ceux du Dehors (Cuneiform, 1980) – Set.88, Out.92 – 50.12
0863 – Heatwave (Cuneiform, 1987) – Jul.90, Abr.95 – 42.22
0654 – Uzed (Cuneiform, 1988) – Jul.89, Set.95 – 43.07
1649 – The Hard Quest (Cuneiform, 1999) – Dez.99 – 50.06

URBAN SAX

0718 – Urban Sax (EPM, 1977) – Nov.89, Mai.91 – 73.23
– Urban Sax 2 (1978) – Nov.89
0391 – Fraction sur le Temps (EPM, 1985) – Dez.87, Jun.92 – 37.43
1098 – Spiral (EPM, 1991) – Set.91 – 47.28

U TOTEM

2190 – U Totem (Cuneiform, 1990) – Jun.97 – 62.25
2039 – Strange Attractors (Cuneiform, 1994) – Mai.97 – 46.50

5 UU’S

1518 – Bel Marduk & Tiamat (Cuneiform, 1984) – Fev.98 – 73.29
– Elements (1988) – Nov.88
1686 – Hunger’s Teeth (RéR, 1994) – Out.95 – 43.54
0500 – Crisis in Clay (RéR, 1997) – Set.98 – 51.17

VISNA MAHEDI ENSEMBLE

2353 – Unintentional Beauty (Lowlands, 1998) – Abr.98 – 43.56

VLADIMIR ESTRAGON

1086 – Three Quarks for Muster Mark (Tip Toe, 1989) – Out.91 – 38.15

VOGËL EUROPAS (DIE)

1021 – Best Before: (Creative Works, 1989) – Mar.91 – 39.55
1668 – Short Stories (Z.O.O., 1993) – Out.95 – 40.40

WIGWAM

2405 – Hard n’Horny (Love, 1969) – Jul.98 – 76.51
– Tombstone Valentine (1970)
1941 – Being (Love, 1973) – Out.99 – 38.22
1937 – Nuclear Nightclub (Virgin, 1975) – Dez.96 – 62.13
2806 – Lucky Golden Stripes and Starpose (Love, 1976) – Abr.01 – 36.40

WORLDS OF LOVE (THE)

2626 – The Worlds of Love (Review, 1989) – Jun.89, Jan.01 – 64.38

ZERO POP

0505 – All the Big Mystics (Rec Rec, 1988) – Nov.88, Dez.96 – 72.13
– Glows in the Dark (1992)

Z N R

0504 – Barricade 3 (Recommended, 1977) – Nov.88, Nov.94 – 45.12
0779 – Traite de Mecanique Populaire (Torak, 1977) – Nov.92 – 33.43

E…..SEMANTICS, ORTHOTONICS, PFS, GIANNI VENOSTA, FERDINAND RICHARD, NO SECRETS IN THE FAMILY, DOUBLE-X-PROJECT, DAVID FULTON, STEVE MOORE, WHA HA HA, WONDEUR BRASS, LES POULES; POPULAR MECHANICS…

Os discos de STEVE MOORE, WHA HA HA, WONDEUR BRASS, LES POULES; POPULAR MECHANICS são todos acima de 8,5/10 alguns deles são mesmo 10/10 (S. MOORE, (“A Quiet Gathering”) WHA HA HA (“Wha Ha Ha”); POPULAR MECHANICS “Insect Culture”).
Estupidamente desfiz-me dos vinis e, até à data, nenhum destes discos foi reeditado em CD… Mas sei quem os tem… eheh…

Robert Wyatt, Faust, Negativland são artistas “amigos” da Recommended

FM