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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #147 – “Novidades folk (FM)”

#147 – “Novidades folk (FM)”

Fernando Magalhães
23.02.2002 170513
Dois álbuns notáveis.

Um, previsível, é o novo dos LÚNASA (ed. Resistencia)

Mas a grande surpresa/revelação, vem de uma nova banda italiana chamada BEV, com o álbum “Variabiles/Naturale”.

Tradições da região de Venetta (Veneza), alternando temas de inspiração mais popular, com sofisticadíssimas e fascinantes incursões na música de gaita-de-foles e polifonias vocais.

Ainda de Itália, recebi do músico Mauricio Martinotti (ex-Ciapa Rusa, atual Tendachemt) quatro Cds em que ele está envolvido, para o selo Ethnosuoni, de que também é o proprietário. Além do novo dos Tendachent, uma colaboração com os espanhóis Urbalia Rurana, uma banda nova (não me lembro do nome) notável e uma antologia de canções de Natal tradicionais.
Infelizmente creio que nenhum destes discos (da EThnosuoni) terá distribuição em Portugal.

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #146 – “Univers Zero – p_FM (Karalinda)”

#146 – “Univers Zero – p_FM (Karalinda)”

Karalinda
31.01.2002 121229
Podes-me fazer uma critica rápida com classificação aos albuns dos Univers Zero?!?!?

que album aconselhas a investir a seguir?!?!?

será que o vendedor ainda tem algum?!?!

Fernando Magalhães
31.01.2002 150303
Se não estou em erro, levaste o “Uzed” e o “Heatwave”, não foi?
Bom, sugeriria agora um disco anterior, para mim a obra-prima dos UZ: “Ceux du Dehors”, um disco gótico, denso e fascinante. Edgar Allan Poe + HP Lovecraft em música!
A Ananana arranja.
Creio que o vendedor já não tem lá mais nenhum Cd do grupo.

FM

Karalinda
31.01.2002 121229
PS: sempre chegaste a ouvir o Ultimo de Art Zoyd?!?!? é que por acaso gostava de saber a tua opinião… Para mim é o pior album dos Zoyd… que falta faz o zaboitzeff… snif

Fernando Magalhães
31.01.2002 150336
Ouvi uns bocados na Ananana e não me impressionou mesmo nada. Soou-me a electrónica bem comportada, com laivos classizantes mas sem a energia que costumava ser timbre dos Art Zoyd.
Estou em querer que a Patricia Dallio está a moldar a sonoridade do grupo, adequando-o à música dos seus álbuns a solo (“Procession”, “Champ de Mars”, “La Ronque nést pas le Pire”, “D’où Vient l’Eau des Puces?”…)…

UNIVERS ZERO:

1313 – 7,5/10
Hérésie – 7,5/10
Ceux du Dehors – 9/10
Uzed – 8,5/10
Heatwave – 8,5/10
Certitudes – 8/10 – Fiz crítica no Y

FM

Fernando Magalhães
31.01.2002 150310
O “Hérésie” é um dos 1ºs álbuns de um grupo que nunca parou de evoluir (bom, pelo menos até ao último disco…). Nesse disco, como em “1313” a sonoridade está, como dizes, bastante próxima da música de câmara acústica.

“Ceux du Dehors” – um clássico – é o álbum de charneira (lê a mensagem para o Karalinda) para uma sonoridade que incorporaria a electrónica e uma dimensão mais vasta e aberta, na linha dos melhores Art Zoyd, nos álbuns seguintes: “Uzed” e “Heatwave” (os que o Karalinda tem, se não estou em erro).
O novo álbum, sobre o qual escrevi no Y, é bastante bom, embora não apresente grandes inovações. É uma combinação explosiva de rock de câmara, jazz de uma elegância e requinte extremos e electrónica. Não me lembro agora do título, mas é uma porta de entrada no universo dos Univers Zero.

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #145 – “Van Der Graaf Generator (César Laia)”

#145 – “Van Der Graaf Generator (César Laia)”

Fernando Magalhães
18.01.2002 180610
quote:
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Publicado originalmente por César Laia
Olá Fernando!

Hoje estou triste, abri o Y e não tive nenhuma sugestão do Fernando para queimar uns Euros 🙁
Não há praí umas novidadezinhas para ouvir? 🙂

César
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Quem são os Van Der Graff Generator?

Bom…quanto a textos meus, de facto tenho estado concentrado num grande texto para o diário, sobre toques musicais de telemóvel (lado lúdico, aspetos legais, etc…)…

Sugestões…talvez…deixa-me ver… Ah, sim, existe um álbum excelente dos Mr. BUNGLE, chamado “California”. Conheces?

Agora a sério: Nos últimos dias (noites…) tenho dedicado algum tempo à “purificação” da minha coleção de discos, cuja extensão ameaça de novo invadir espaços domésticos menos indicados para o efeito.

Curiosamente, um dos efeitos das frequentes visitas ao “o vendedor” que tenho feito ultimamente, tem sido o de voltar cada vez mais para o jazz, por um lado, e para a música eletrónica “mais clássica” (contemporânea), por outro sem descurar, claro, a conclusão do imenso puzzle dos anos 60 e 70.

Tenho ouvido coisas extraordinárias: DAVID MURRAY, McCOY TYNER, DAVE HOLLAND, os primeiros JOHN SURMAN (para a Decca) ou, numa área mais de fusão, o poderoso “(Turn it over)” de TONY WILLIAMS LIFETIME.

Na eletrónica mais “rock” e recente volto a destacar “Void in”, do russo ANDREI SAMSONOV, uma verdadeira “sinfonia” digital/analógica de extraordinária inventividade e densidade emocional.

Para os lados da “estética Recommended” (em particular na vertente “rock de câmara”), escrevi sobre o mais recente dos belgas PRESENT (“High Infidelity”) – King Crimson + Magma + jazz + música de câmara + um ambiente soturno de cortar à faca.

Há centenas de obras inclassificáveis com que tu e grande parte dos forenses iriam provavelmente delirar.
O problema passa, precisamente, pela quantidade e pelo excesso de informação. A angústia de querer divulgar tudo o que acho que vale mesmo a pena e não ter tempo para o fazer.

Uma lista? Exaustiva? Seria uma hipótese… Quem quisesse, poderia lançar questões sobre este ou aquele álbum particular. Onde se pode encontrar, qual o género (de definição sempre subjetiva, mas…), contexto histórico, et, etc, etc

saudações

FM