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Joan Armatrading – “The Very Best Of…”

Pop-Rock / Quarta-Feira, 17.04.1991 – Colectâneas e Reedições


JOAN ARMATRADING
The Very Best Of…
LP e CD, A&M, distri. Polygram



Joan Armatrading pertence àquela categoria desmoralizadora das eternas candidatas à primeira divisão dos compositores / intérpretes, a quem sempre faltou apenas o definitivo golpe de asa para se elevarem ao cume do estrelato. Os discos chegam, esforçados, ao Top, mas sem lograrem atingir os lugares cimeiros. Mesmo assim. “The Key” ainda conseguiu à justa chegar ao número dez. A presente colectânea abrange o período compreendido entre 1976 e 1988 e os álbuns “Joan Armatrading” (1976), “Show Some Emotion” (1977), “To The Limit” (1978), “Me Myself” (1980), “Walk Under Ladders” (1981), “The Key” (1983) e “The Shouting Stage” (1988), para além de uma remistura, já deste ano, de “Love and Affection”. Movendo-se à vontade entre géneros díspares (“gospel”, rock ou baladas FM), a voz de Joan Armatrading todos confere um toque pessoal, que infelizmente não chega para voos de maior altitude.
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Carmel – “The Collection, 1983 – 1990”

Pop-Rock / Quarta-Feira, 13.02.1991


CARMEL
The Collection, 1983 – 1990
LP e CD London, Distri. Polygram



Como o título indica, trata-se de um “best of” de canções gravadas originalmente no período compreendido entre essas datas, dispersa pela discografia de álbuns da cantora. A escolha recaiu nos temas mais imediatamente apelativos, sem que tal facto constitua um demérito grave. Sabe-se quais são as intenções de discos desta natureza. Carmel McCourt e os seus dois companheiros habituais (Gerry Darby, percussões e programações de ritmo e Jim Paris, guitarra, baixo) passeiam-se com todo o à vontade por sonoridades tão distintas como o calypso de “I Have Fallen in Love”, as sugestões “soul” que lhes são mais caras, de que são ilustrativas a versão de “It’s all in The Game” dos Four Tops. “Every little bit” e “You Can Have Him” (inspirado na versão de 1980 de Dionne Warwick) ou os sombreados “bluesy” do órgão Hammond, pontuados pelos sopros da “Sounds 18”, em “More more more”. A voz de Carmel faz o resto, numa colecção sem pretensões de raridade, mas capaz de satisfazer os amadores menos puristas.
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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #95 – “Assunto Coltrane (FM)”

#95 – “Assunto Coltrane (FM)”

Fernando Magalhães
05.04.2002 150336
Excelentes as contribuições que acabei de ler a propósito da minha pequena “provocação” sobre Coltrane! 🙂

Era essa, exatamente, a minha intenção.

Claro que JC é um músico genial, apenas pretendi agitar um pouco as águas porque amiúde se valoriza em certos artistas, precisamente o lado mais “folclórico”, determinado tipo de imagens, clichés, etc, tendentes a criar uma consensualidade que tende a deificar (fossilizar) esses mesmos artistas.

Fala-se hoje, se calhar, mais de JC, e ouve-se menos a sua música…

Dito isto, e respondendo a certos comentários particulares:

– Tenho o “Giant Steps”, que considero um álbum fabuloso. Já, coisas mais recentes, como o “Interstellar Space” ou “Meditations” me suscitam algumas reservas…
“Sun Ship” é outro dos meus preferidos.
E, já aqui o disse, a versão (pirata???) de um concerto ao vivo de “A Love Supreme”, executado na íntegra e em versão “aumentada”, digamos assim, em Antibes, no mesmo ano da gravação do álbum de estúdio e com a mesma formação, é qualquer coisa (ao nível da interpretação do saxofonista) de espantoso.

– Nick Drake outra vez…Enfim…Não emiti qualquer opinião valorativa sobre a sua música, citei apenas o tal lado “folclórico” da sua vida. A minha opinião? “Five Leaves left” (9/10), “Bryter Layter” – 9/10, “Pink Moon” (7,5/10).

FM