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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #135 – “Lewzsawillenoid (FM)”

#135 – “Lewzsawillenoid (FM)”

Fernando Magalhães
26.09.2002 160418
Ouvi ontem um grupo alemão dos anos 70 espantoso, chamado LEWZSAWILLENOID.

O álbum chama-se “Karpamorgenstow” e, curiosamente, tem a influência dos CLUSTER. Um dos temas é uma parceria com os Status Quo e outro uma canção, na altura banida das rádios, intitulada “Alvarez come back”.

Uma revelação!

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #131 – “De regresso com PYROLATOR (FM)”

#131 – “De regresso com PYROLATOR (FM)”

Fernando Magalhães
09.09.2002 150309
Meus senhores

Olá a todos

Eis-me de regresso, carregado de novas e estimulantes ideias, uma delas, aliás, que gostaria de pôr em prática desde já e que se prende com a utilização do fórum antigo. Mais pormenores, em breve…

Música de férias: comercialona. Sheryl Crow (“Soak up like the Sun)… Depois, fiquei com aquela canção (bem boa, por sinal, dentro do seu género…) dos NICKELBACK entranhada nos ouvidos. Terrivelmente viciante ao ponto de se tornar nauseante (não conseguimos livrar-nos da melodia…).

Filme das férias: “A Pianista”. Inacreditável e sublime interpretação de ISABELLE HUPERT. Fiquei em estado de choque.

Já em Lisboa: Encontrei na Symbiose (têm lá muitos…) o seminal disco de estreia “dos” PYROLATOR (aka KURT DAHLK), “Inland” (1979).
Se o disco seguinte, “Wunderland” é a bíblia dos anos 80 das “funny electronics” atuais, “Inland” é a obra escura e experimental deste músico alemão. Eletrónica entre o experimental, o lúdico, a “dark ambient” e programações electro com a cor sonora típica da época.

Entretanto, comprei uma gaita-de-foles asturiana e ando absolutamente fascinado (ensaiar, acompanhar discos de folk mas não só…)!

Agora vou almoçar.

FM

PS-O disco do ano parece-me ser, indubitavelmente, o dos REX KONA.

Camouflage – “Meanwhile”

Pop-Rock / Quarta-Feira, 19.06.1991


CAMOUFLAGE
Meanwhile
LP / CD, Metronome, distri. Polygram



Na linha dos grupos continentais lançados periodicamente no “circo” à cata de dividendos, os alemães Camouflage surpreendem no bom e no mau sentido. O trio constituído por Marcus Meyn, Oliver Kreyssig e Heiko Maile, chegado ao terceiro álbum (após “Voices & Images” e “Methods of Silence”, ambos bem sucedidos em termos de vendas na Europa e nos Estados Unidos), não consegue libertar-se de uma série de óbvias influências, ao ponto de por vezes se tornar difícil distingui-los dos originais. Mas, e aqui radica o lado positivo da questão, embora destituídos de identidade própria, os Camouflage conseguem surpreender pelo apurado sentido melódico e pela criação, ao longo dos 12 temas que compõem o disco, de ambientes “techno pop” suficientemente sugestivos para uma fruição descomplexada por parte do auditor. Assim, “Mellotron”, “Mother” ou “Handsome” poderiam fazer parte de qualquer disco dos Depeche Mode, sem que se notasse a diferença. “These eyes”, “Waiting”, “Bitter sweet” e “Spellbound” passam facilmente por temas dos Japan, a tal modo a voz se parece com a de David Sylvian. “Heaven (I want you)” não destoaria ao lado de outras canções dos Orchestral Manoeuvres in the Dark. Agora que o Verão se aproxima, não são de desperdiçar futilidades tão agradáveis como esta. ***