Arquivo mensal: Abril 2017

William Jackson – “Celtic Tranquility”

POP ROCK

19 Fevereiro 1997
world

William Jackson
Celtic Tranquility
IONA, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO


wj

Coletânea do multinstrumentista (que aqui toca “clarsach”, “whistle”, “uillean pipes”, contrabaixo, teclados e “bodhran”) dos Ossian, a banda mais amaneirada da “folk” escocesa, formada em 1976. O alinhamento inclui os títulos-temas dos álbuns do grupo “Doves across the Water”, de 1982, e “Light on a Distant Shore”, de 1986, na totalidade dos seus oito e doze minutos, respetivamente, mais três temas do álbum conceptual, a solo, “The Wellpark Suite” (1985) e outros três, inéditos em disco, incluindo “Landfall”, composto para uma curta-metragem documental sobre as ilhas Orkney. Nos temas do grupo, obviamente na companhia dos restantes elementos, George Jackson, Tony Cuffe, John Martin, Iain MacDonald e membros da Scottish Orchestra of New Music, formada especialmente por William Jackson para interpretar as suas composições. “Celtic Tranquility”, ideal para contemplações. (7)

Thulbion – “Twilight Bound”

POP ROCK

19 Fevereiro 1997
world

Thulbion
Twilight Bound
GREENTRAX, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO


th

Nos dias que correm, a Greentrax colocou-se na vanguarda do movimento de renovação da “folk” escocesa, ao assinar novos grupos como os Shooglenifty, Bùrach, Nomos ou Seelyhoo, mantendo, embora, a ligação ao tradicionalismo mais ferrenho, que fez regra até há pouco tempo nesta editora. Estão neste caso os Thulbion, à semelhança dos Craobh Rua, escoceses das ilhas Shetland, um quarteto liderado pela veterana e expoente do acompanhamento ao piano, Violet Tulloch. A restante formação é composta pelo seu irmão, Andrew Tulloch, na guitarra (também elemento dos Hom Bru), e por outro par de irmãos, Judi e Ian Nicolson, respetivamente na rabeca e acordeão. O reportório pertence maioritariamente às ilhas Shetland e a melhor recomendação vem de um dos seus representantes mais ilustres, Aly Bain. Música pura e dura. Aconselhável, sobretudo, aos duros e puros como ela. (7)

Paul Machlis – “The Bright Field”

POP ROCK

19 Fevereiro 1997
world

Paul Machlis
The Bright Field
CULBURNIE, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO


pm

Confessamos: ficámos presos a este disco só pela capa – o verde astral da Irlanda, num pintura de Calum Wilson. Mas “The Bright Field” é também, em termos musicais, um retrato impressionista e aquático, da Irlanda, revelado pelo piano e pelas composições de Paul Machlis. “New age folk” de qualidade, enriquecido pelo violino e viola-de-arco de Alasdair Fraser (outro músico da área das fusões da “folk” com o ambiental). A escurar o seu “Dawn Dance”, o violoncelo de Barry Philips e a guitarra de William Coulter. Os tradicionais, ente os quais um “air” das Shetland com citação a outra pianista, Violet Tulloch (ver crítica aos Thulbion), remetem para o classicismo do erudito Mícheál Ó Súilleabháin. Um disco que, para além do apelo visual, pode provocar algumas resistências. De onde se depreende que, no seu caso, o termo “new age” está longe de ser pejorativo. (7)