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Kemia – “Kemia” + Ti Jaz – “Musiques De Basse-Bretagne”

pop rock >> quarta-feira >> 27.12.1995


Kemia
Kemia (8)
ESCALIBUR, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO


Ti Jaz
Musiques De Basse-Bretagne (7)
MUSIC & WORDS, DISTRI. MC – MUNDO DA CANÇÃO



Pólos complementares de uma mesma realidade, os Kemia e os Ti Jaz mantêm viva, cada qual à sua maneira, a cultura e a música da Bretanha, enquanto exteriorizações de um modo de vida e de uma sensibilidade específicos de uma rgião que teima em preservar a sua identidade. Os Kemia – uma das várias ramificações dos Gwerz, aqui representados por Soig Siberil e Jacky Molard – não receiam avançar novas propostas que passam pelo jazz e por uma relativa aproximação a modelos britânicos. O tipo de combinação e arranjos para guitarra, violino e “bouzouki” encontra correspondência no outro lado da Mancha nos Whipersnapper ou nos seus antepassados Dando Shaft, nomeadamente na sequência de “reels”. Satie e Keith Jarrett cumprimentam-se em “Une nuit sur la lande”, lugar de eleição, como “A trip to Flagstaff” ou “La pluie”, para os teclados e, em particular, o piano envolto em nostalgia de Alain Rouquette. Soig Siberil é simplesmente brilhante, tanto nas ressonâncias barrocas de uma “gavotte” como nos desenvolvimentos em contraponto e na agilidade melódica que confere a uma “suite plinn” ou a uma “Zagreb” balcanizada à maneira de um bretão.
Quem não tem cão caça com gato, e é isso que fazem os Ti Jaz, ao compensar uma dose menor de virtuosismo, em comparação com os seus compatriotas Kemia, com uma maior fidelidade aos cânones dos “hanter dro”, “en dro” e “laridés”, as três principais modalidades de música de dança da Bretanha, servidas pelos tradicionais acordeão e bombarda, desta feita sem a companhia do “biniou”. No álbum seguinte, “Rêves Sauvages”, os Ti Jaz fariam a fuga para a frente, estabilizando numa proposta declaradamente de fusão que os levaria, montados no saxofone e no clarinete baixo “jazzy” de Camille Olivier, a entrar sem cerimónias no mesmo clube dos Gwendal, Barzaz ou Bleizi Ruz. Mas aqui eram ainda o respeito pelas regras e a reverência ao legado escrito deixado por Maurice Duhamel e Polig Monjarret.

Ti Jaz – “Rêves Sauvages”

pop rock >> quarta-feira, 14.04.1993
REEDIÇÕES WORLD


Ti Jaz
Rêves Sauvages
Escalibur, distri. Etnia



Onde se prova que a música tradicional da Bretanha se pode meter em todas as embrulhadas sem se amarrotar. Desde que se saiba como fazer. Os Ti Jaz são veteranos que misturam no mesmo saco as cadências “plinn” e “fisel” com o jazz e o rock & roll – com um descaramento sem complexos, quase em tom de brincadeira. O gozo que dá escutar, no título-tema, a entrada ébria da bombarda por entre elocubrações típicas de grupos de pop experimental, como Zero Pop ou Orthotonics! Em “Terre battue”, os Ti Jaz tomam-se pelos Urban Sax nas pulsações dos saxofones. A bateria e o acordeão convivem sem vergonha num festival de folk rock bretão de primeira água. Os Ti Jaz partiram do ponto onde os Gwendal ficaram em “A Vos Desirs”. (7).

Ti Jaz – “Rêves Sauvages”

pop rock >> quarta-feira, 14.04.1993
REEDIÇÕES WORLD


Ti Jaz
Rêves Sauvages
Escalibur, distri. Etnia



Onde se prova que a música tradicional da Bretanha se pode meter em todas as embrulhadas sem se amarrotar. Desde que se saiba como fazer. Os Ti Jaz são veteranos que misturam no mesmo saco as cadências “plinn” e “fisel” com o jazz e o rock & roll – com um descaramento sem complexos, quase em tom de brincadeira. O gozo que dá escutar, no título-tema, a entrada ébria da bombarda por entre elocubrações típicas de grupos de pop experimental, como Zero Pop ou Orthotonics! Em “Terre battue”, os Ti Jaz tomam-se pelos Urban Sax nas pulsações dos saxofones. A bateria e o acordeão convivem sem vergonha num festival de folk rock bretão de primeira água. Os Ti Jaz partiram do ponto onde os Gwendal ficaram em “A Vos Desirs”. (7)