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Joanie Madden – “Song Of The Irish Whistle”

pop rock >> quarta-feira >> 14.02.1996


Joanie Madden
Song Of The Irish Whistle
HEARTS OF SPACE, DISTRI. STRAUSS



Tem-se assistido, nos últimos tempos, à atracção, não raras vezes fatal, entre a new age e a folk dita “céltica”. É um ver se te avias de colectâneas “’celtic’ qualquer coisa”, onde cabem desde o velhote rabequista às orquestrações sintéticas pintalgadas do famoso verde esmeralda. Esta ventania, por vezes de mau gosto, tem assolado com particular intensidade a Irlanda. Chegou agora a vez de Joanie Madden, emigrada nos “states” mas de boa cepa irlandesa, se render aos apelos da “fusão”, indo cair nas mãos de uma das mais activas editoras de new age da actualidade, a Hearts of Space. Depois do ortodoxo “A Whistle on the Wind”, na vetusta Green Linnett, já aqui recenseado, este novo disco da “virtuose” do “tin whistle” poderá não entusiasmar alguns ouvidos mais intransigentes, mas a verdade é que Joanie não se sai mal da experiência. Até porque, de entre as várias modalidades instrumentais irlandesas, os “airs” são os que melhor se adaptam a um revestimento harmónico exterior, nomeadamente orquestrações, convencionais ou não, funcionando como campos de gravidade a suportar a fluidez melódica do “tin whistle” ou da flauta. Seja rodeada de “new agers”, como John Boswell, Paul Avgerignos e Glen Velez, ou de companheiros da cena folk, como Eileen Ivers (violino), John Whelan (acordeão) e Jerry O’Sullivan (“uillean pipes”), Joanie Madden flutua acima das vaidades do mundo, o seu “tin whistle” concentrado numa conversa aérea com as nuvens. (7)

Joanie Madden – “A Whistle On The Wind”

pop rock >> quarta-feira >> 27.12.1995
world


Joanie Madden
A Whistle On The Wind
GREEN LINNET, DISTRI, MC-MUNDO DA CANÇÃO



A senhora anafada e de bochechas coradas que aparece a sorrir na contracapa faz parte do grupo feminino Cherish the Ladies e é considerada uma das mais reputadas intérpretes – não diremos irlandesa, porque nasceu no Bronx, nos Estados Unidos, embora filha de pais irlandeses – de “tin whistle” e flauta da actualidade. “A Whistle on the Wind” faz jus a esse estatuto. Ao contrário do álbum de Ann Heymann, também recenseado nestas páginas, não se confina ao cacifo, pouco requisitado, dos instrumentos solistas. Possuidora de um controlo de respiração notável, aspecto mais pertinente na técnica do “tin whistle”, Joanie aproveita da melhor maneira todas as potencialidades desse pequeno tubo de lata que tão bem canta a jovialidade da alma irlandesa. Tocando ora num estilo pessoal, ora adequando a prática instrumental às restrições do estilo tradicional de Galway, Joanie Madden tanto reproduz a atmosfera de uma sessão num “pub” em Tipperary, onde conheceu os violinistas Liz Carroll e Sean Ryan, como a de um outro encontro, em Sligo, com outra violinista da Green Linnet, Eileen Ivers, e o acordeonista de Chicago John Williams. No final dá a palavra ao seu amigo e figura lendária da folk irlandesa Liam Clancy, para este recitar um poema de Mary Hynes adaptado do gaélico por Raftery. Obrigatório, para os que já têm o vício da Irlanda no corpo. (8)