Del Amitri – “Twisted”

pop rock >> quarta-feira >> 29.03.1995


Del Amitri
Twisted
A&M, DISTRI. POLYGRAM



Não faz mal, de vez em quando e sem abusos, saborear música tão simples como a dos Del Amitri. Canções pop, por vezes forte, iguais a tantas outras de há muitos anos atrás, com as velhas guitarras, um baixo, uma bateria e uns rapazes a cantarem sobre as coisas da vida. Basta arranjar “Food for songs”, como eles dizem logo no tema de abertura. Há quem compare os Del Amitri aos Faces, de Rod Stewart, e a comparação até faz algum sentido quando se escuta uma faixa como “Here and now”.
Claroq eu outros menos complacentes exclamarão que discos deste tipo são atrasos de vida e temas como “One thing left to do” têm como função exclusiva servir de pano de fundo a manobras amorosas de adolescentes, ou que “It’s never too late to be alone” e “Driving with the brakes on” não passam de vulgar “MOR” (“middle of the road”, música ligeira sem pretensões). Em contrapartida “Roll to me” poderia ser arrancado às memórias de Joe Jackson, “Tell her this” soa como se fosse nossa conhecida desde que nascemos, e “Being somebody else” ou “Never enough”, após repetidas audições, ameaçam colar-se aos ouvidos e aí permanecerem durante mais tempo do que desejaríamos. Tudo somado faz de “Twisted”, por acaso produzido por Al Clay, um homem que já trabalhou com Frank Black e os Pere Ubu, um daqueles discos que se ouvem com um sorriso nos lábios. Afinal não foi também para isto que se inventou a música pop? (5)

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