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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #182 – “Melhor de 2002”

TOP 2002 actualizado…

Fernando Magalhães
10 Jan 2003 14:25

01 – SPRING HEEL JACK – Amassed
02 – TERJE RYPDAL – Lux Aeterna
03 – MEIRA ASHER – Infantry
04 – MEREDITH MONK – Mercy
05 – AMON TOBIN – Out From Out Where
06 – PERE UBU – St Arkansas
07 – PETER HAMMILL – Clutch
08 – ELIZA CARTHY – Anglicana
09 – FENNESZ – Field Recordings, 1995-2002
10 – STEPHAN MICUS – Towards The Wind
11 – BIOSPHERE – Shenzhou
12 – PASCAL COMELADE – Psicòtic Music’Hall
13 – VÁRIOS – A New Guide to Sound Sculpture and Invented Instruments
14 – JAN JELINEK – Computer Soup
15 – MARY TIMONY – The Golden Dave
16 – CHUCK E. WEISS – Old Souls & Wolf Tickets
17 – RADIAN – Rec.Extern
18 – FAUST – Patchwork

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #182 – “E pifo nias”

#182 – “E pifo nias”

E pifo nias (piada fonética), quem as não teve?

Por exemplo, gandas pifos no Baleal… não?…

Mas vamos lá ser sérios:

Tive uma grande epifania ao ouvir pela primeira vez o “Pawn Hearts”, dos VAN DER GRAAF GENERATOR. Vieram-me as lágrimas aos olhos. Sério.

Na música, acho que foi mesmo a única epifania.

Também tive outra epifania ao descobrir o forum SONS. Descobri que podia ser idiota à vontade, que até havia gente que achava piada 

Epifanias (as que me lembro) no cinema (estilo, ficar em estado de choque): “2001 Odisseia no Espaço” (Stanley Kubrick), “Yellow Submarine” (George Dunning), “O Homem Elefante” (David Lynch), “Eraserhead” (idem), “A Hipótese do Quadro Roubado” (Raul Ruiz), “O Último Ano Em Marienbad” (Alain Resnais), “Le Berceau de Crystal” (Philippe Garrel), “O Contrato do Desenhador” (Peter Greenaway), “Videodrome” (David Cronenberg), “O Inqulino” (Roman Polansky), “Fantasia” (Walt Disney), “O Criado” (Joseph Losey), “A Festa de Babette” (não me lembro do nome do realizador), “Os Marx Na Ópera”, “O Cálice Sagrado” (Terry Gilliam/Monty Python), “Lilith e o seu Destino” (Robert Rossen), “Inserts” (John Byrum), “A Casa Maldita” (Robert Wise), “O Navio Farol” (Jerzy Skolimovsky).

Mas há mais…

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #181 – “Olá e… novo P. Hammill, fantástico!”

#181 – “Olá e… novo P. Hammill, fantástico!”

Olá e … novo P. Hammill, fantástico!

Olá a todos. Finalmente de regresso ao … grunf … trabalho!

Mas as saudades, sobretudo do pessoal do forum, já era muitas… Por isso é bom voltar.

Depois desta introdução lamechas – chuif – vamos ao que interessa: a paleontologia. E os dinossáurios. Sabiam que se está a chegar à conclusão que muitos deles tinham o corpo cobertos de penas? É verdade… Só falta dizer agora que tinham mas era o corpo coberto de jardéis e que…

Bom, mas chega de palhaçada.

Vamos à música:

O PETER HAMMILL tem um álbum novo, magnífico, para não variar. Chama-se “What, now?” e revela-o num pico de forma notável. O homem está prestes a explodir (de novo…) e pressente-se que está próximo de fazer algo parecido e com a mesma carga apocalíptica de “In Camera”.

O tema central é o tempo, o fim, o confronto final com o ego. Também um retorno aos ataques ferozes à igreja (olá Herbsman!). E o amor, tratado de forma sublime, claro! Vale a pena seguir atentamente os poemas.

A música e as vocalizações são poderosas. A electrónica ocupa um lugar de destaque, como nos tempos de “The Future now” e “PH7”. Mas a marca instrumental pessoalíssima de PH, o seu piano e guitarras saídas do fundo da alma, gritam e oram e gemem e exploram os confins do mundo e do espírito. Como sempre, sem concessões de qualquer espécie. PH é o último romântico, o génio absoluto da música deste século. Este álbum confirma-o!

Uma chamada de atenção para as reedições remasterizada dos álbuns do CARAVAN, expoentes do som de Canterburt dos anos 70. Quem aprecia os 1ºs SOFT MACHINE não deverá perder. Para a semana farei um “especial Canterbury” no “Y”, a propósito destas reedições.
Para que conste os álbuns são “If I Could do it all over ahain, I’d do it all over you” (9/10), “In the land of Grey and Pink” (10/10), “Waterloo Lily” (8/10), “For Girls who Grow Plump in the Night” (7,5/10), “Caravan & The New Symphonia” (ao vivo, 6/10) e “Cunning Stunts” (6,5/10).

Os três primeiros são fundamentais.

Para o Rat-tat-tat: Escrevi há uns meses no “Y” sobre os EMBRYO. Um texto grande sobre cinco álbuns deste grupo alemão pioneiro da fusão do free-rock com a música étnica e jazz. Imagina um cruzamento de Soft Machine afreakalhados, batuques africanos, raga indiano, improvisação sobre ácido “a la GURU GURU” e jazz rock…
Vou procurar o texto e depois faço um “copy & paste”

Saudações de regresso “ao vício”.

Fernando Magalhães.