pop rock >> quarta-feira >> 17.01.1996
Aimee Man
I’m With Stupid
GEFFEN, DISTRI. BMG

“Whatever”, o álbum anterior de Aimee, passou estupidamente despercebido. Um dos discos que tornou mais brilhante o meu Verão de há dois anos. “I’m With Stupid” chega em plena época das chuvas, mas o milagre repete-se. Aimee abre a boca e o sol aparece. A antiga ninfeta dos Til’ Tuesday, admiradora de Liz Phair e admirada por Elvis Costello, está de volta com um som mais agressivo que o de “Whatever” e com ela estão de volta melodias viciantes. Quantas doses de “Long shot”, “Amateur”, “Par for the course” ou “That’s what just you are” serão precisas, antes da cura de desintoxicação? O tema do estúpido deve saborear-se com a memória gustativa nos Devine & Statton. Ou nos genuínos mestres do “cocktail”, Slapp Happy. Glenn Tilbrook e Chris Difford, dos Squeeze, produzem. Julianna Hatfield e Bernard Butler, ex-Suede, colaboram.
Da capa interior de infantário à voz de brinquedo, de entoações a fazer lembrar, por vezes Chrissie Hynde, e às canções com espessura de “chantilly”, tudo aponta no mesmo sentido: gozo. Chamem-lhe fútil ou superficial. Mas agradeçam-lhe. São discos como este, estupidamente saudáveis, que tornam a vida menos cinzenta e nos fazem acreditar que a pop é um remédio santo. Vai um rebuçado? (7)





