The House Band – “Groundwork”

pop rock >> quarta-feira >> 22.06.1994


The House Band
Groundwork
Green Linnet, distri. MC – Mundo da Canção



Os House Band sempre estiveram um bocado ao lado de outras bandas escocesas, como os Battlefield Band, Ossian e Tannahill Weavers, só para referir três das mais importantes. Bem, costuma-se considera-los escoceses, mas isso é relativo: um dos músicos é irlandês e a música espalha-se por bastantes outras áreas. “Groundwork” vem colmatar a falta em CD da primeira fase dos House Band, reunindo excertos dos dois primeiros álbuns para a Topic, “The House Band” e “Pacific” – metade dos temas de um com metade do outro, intercalados. Escolha talvez não muito acertada, uma vez que os temas do primeiro são, na generalidade, algo incipientes, enquanto os de “Pacific” contêm já os germes e a segurança instrumental que caracterizam os posteriores “Word of Mouth” e “Stone House”, este último considerado “melhor disco folk” de 1992 pela associação de retalhistas de música britânicos. Assim não espanta que os melhores (no sentido de mais completos) momentos de “Groundwork” sejam os que foram retirados de “Pacific”, em que é já visível o “swing” e o “feeling” que são norma nos músicos de “jazz” e os House Band dão mostras de possuir, no excepcional balanço da flauta de John Skelton em “The fox on the prowl”. O interesse por tradições estrangeiras – neste caso, da Bretanha e da Galiza – manifesta-se respectivamente em “The trip to amnesia” e “Na erminig hag ar greskenn”. “Joy after Sorrow” bebe na fonte renascentista de “The dancing Master”, compilada em 1728 por John Playford, a mesma onde foram beber Ashley Hutchings e John Kirkpatrick para criarem o didáctico e bem-humorado compêndio de danças tradicionais inglesas a que chamaram “The Complete Dancing Master”. “The Diamantina drover” é a balada a reter, embora continue a preferir a versão inigualável de Christy Moore incluída no álbum deste ex-Planxty. “Ordinary Man”. Resta seguir os passos futuros da banda da casa. (7)

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