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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #13 – “Schlammpeitziger, Pole, Tarwater…”

#13 – “Schlammpeitziger, Pole, Tarwater…”

Fernando Magalhães
20.09.2001 160424

VIVA, ESTOU A FALAR DE MÚSICA!!!!!!!

1ªs impressões:

A colectãnea dos SCHLAMMPEITZIGER não adianta nada de novo. A curiosidade estava em saber a como é que o grupo soava antes do “Spacerock…”.
Nenhuma surpresa, quanto a isso. O 1º e último temas são elucidativos quanto à quase veneração pelos CLUSTER: O tema de abertura recupera o tom proto-industrial de “Cluster II”, enquanto o do fecho evoca o álbum “Sowiesoso”.
Os outros temas “inéditos” mostram uns SCHLAMMPEITZIGER mais arcaicos do que aqueles que já conhecíamos. (7/10)

“Raum”, dos POLE (c/algumas remisturas de Burnt Friedmann): Click ‘n’ dub com sugestões de jazz subliminar. De início ouve-se bem, mas a insistência numa fórmula demasiado rígida acaba por causar alguma indiferença.

Ainda não ouvi o novo TARWATER: “Not the Wheel”, disco no qual deposito algumas esperanças, dada a evolução imprevisível que o grupo tem sofrido.

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #10 – “Pergunta a F. Magalhães (brotherjames)”

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #10 – “Pergunta a F. Magalhães (brotherjames)”

brotherjames
13.09.2001 130152

Fernando:

Tendo em conta que sou um apreciador de estilos como o punk, noise, freejazz, pós-punk e rock em geral gostaria que me aconselhasses alguns discos de krautrock e folk (10) que tu aches que eu poderia apreciar:

P.S:Não precisas de incluir os Can e os Neu…

Obrigado

Saudações

Fernando Magalhães
13.09.2001 140257

punk folk kraut

Irmão Jaime

Há por onde escolher, dentro do kraut e da folk, com noise, libertinagens free e agressividade q.b.
Mas vais ter que esperar até amanhã, para eu poder consultar os meus ficheiros em casa de modo a enviar-te uma lista decente com, pelo menos, 100 títulos diferentes! (com os Can e os Neu! de fora)

FM

Fernando Magalhães
18.09.2001 160441

Power kraut p/Brotherjames

Como tinha prometido:

AGITATION FREE: 2nd (1973) 8/10
AMON DÜÜL II: Phallus Dei (1969) 8/10
AMON DÜÜL II: Yeti (1970) 9/10
ASH RA TEMPEL: Ash Ra Tempel (1971) 7/10
ASH RA TEMPEL: Schwingungen (1972) 7/10
BRAINTICKET: Cottonwoodhill (1971) 8/10
CAN: Monster Movie (1969) 8/10
CLUSTER: Cluster II (1972) 9/10
CONRAD SCHNITZLER: Rot (1973) 9/10
CONRAD SCHNITZLER: Blau (1973) 9/10
COSMIC JOKERS (THE): The Cosmic Jokers (1974) 7,5/10
COSMIC JOKERS (THE): Galactic Supermarket (1974) 8/10
DZYAN: Time Machine (1973) 7/10
FAUST: Faust (1971) 10/10
FAUST: So Far (1972) 9,5/10
FAUST: The Faust Tapes (1973) 10/10
GILA: Gila (1971) 7,5/10
GURU GURU: UFO (1970) 7/10
GURU GURU: Hinten (1971) 8/10
GURU GURU: Känguru (1972) 9,5/10
GURU GURU: Guru Guru (1973) 8,5/10
KRAFTWEK: Kraftwerk (1970) 9,5/10
KRAFTWEK: Kraftwerk 2 (1971) 8/10
LA DÜSSELDORF: La Düsseldorf (1976) 8/10
MOEBIUS & PLANK: Rastakraut Pasta (1979) 8/10
POPOL VUH: Affenstünde (1971) 8/10
TANGERINE DREAM: Electronic Meditation (1970) 7/10
WALLENSTEIN: Blitzkrieg (1972) 8/10

Procura e diverte-te!

FM

Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #8 – “Embryo p. Rat-Tat-Tat”

#8 – “Embryo p. Rat-Tat-Tat”

rat-tat-tat
12.09.2001 190739
Sobre o que andam acutalmente a fazer não tens nenhuma ideia? Como terás lido na minha msg original vi-os na Muzzik, no que parecia realmente ser uma jazz session (para onde derivaram, tal como disseste), denominada “Embryo sessions”, em que os músicos em palco íam alternando bastante (pelo que me pareceu!)

Fernando Magalhães
13.09.2001 121206

Com efeito, perdi por completo o contacto (e, devo dizer, o interesse…) com os Embryo, dada a direcção que a sua música pareceu tomar a partir do álbum “Apo-Calypso”: um caldeirão fusionista de jazz e world music com queda para cair, com crescente frequência, nos clichés do género.

Creio ter ouvido, aliás, um álbum mais recente do grupo, que confirmava estas suspeitas.

Confesso que a música de fusão, com uma outra excepção, não é propriamente um dos meus estilos favoritos. Sobretudo a partir dos anos 80, final dos 70, quando a atitude experimentalista e inovadora das primeiras fusões deu lugar ao conformismo e à cristalização de linguagens (veja-se o caso, típico, dos Weather Report).

Mas os Embryo, em toda a fase dos anos 70 da sua carreira, talvez porque nunca tivessem sido verdadeiros “virtuoses” no domínio instrumental, como a maioria dos jazzmen convencionais, e bem dentro do espírito vanguardista do krautrock, compensavam esse aparente handicap com uma loucura (e, quase de certeza, uma boa quantidade de droga a ajudar…) e uma atitude descomprometida que conferem à sua música uma aura e interesse únicos.

Dentro do mesmo espírito, recomendaria a audição de dois grupos que refiro na mesma peça jornalística: Os GURU GURU e os RELEASE MUSIC ORCHESTRA, estes últimos talvez mais formais, com a dificuldade acrescida de os seus melhores discos, “Garuda” e “Life”, apenas se encontrarem disponíveis em CD (pelo menos até agora) em versões pirata da Germanofon.

Dos GURU GURU recomendo especialmente os álbuns “Guru Guru”, um tratado de guitarra demencial e imaginação criativa e, sobretudo, “Känguru”, clássico absoluto do krautrock. Rock, electrónica, improvisação estruturada e energia atómica numa combinação verdadeiramente inusitada e genial.

saudações kraut

FM