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Fernando Magalhães no “Fórum Sons” – Intervenção #8 – “Embryo p. Rat-Tat-Tat”

#8 – “Embryo p. Rat-Tat-Tat”

rat-tat-tat
12.09.2001 190739
Sobre o que andam acutalmente a fazer não tens nenhuma ideia? Como terás lido na minha msg original vi-os na Muzzik, no que parecia realmente ser uma jazz session (para onde derivaram, tal como disseste), denominada “Embryo sessions”, em que os músicos em palco íam alternando bastante (pelo que me pareceu!)

Fernando Magalhães
13.09.2001 121206

Com efeito, perdi por completo o contacto (e, devo dizer, o interesse…) com os Embryo, dada a direcção que a sua música pareceu tomar a partir do álbum “Apo-Calypso”: um caldeirão fusionista de jazz e world music com queda para cair, com crescente frequência, nos clichés do género.

Creio ter ouvido, aliás, um álbum mais recente do grupo, que confirmava estas suspeitas.

Confesso que a música de fusão, com uma outra excepção, não é propriamente um dos meus estilos favoritos. Sobretudo a partir dos anos 80, final dos 70, quando a atitude experimentalista e inovadora das primeiras fusões deu lugar ao conformismo e à cristalização de linguagens (veja-se o caso, típico, dos Weather Report).

Mas os Embryo, em toda a fase dos anos 70 da sua carreira, talvez porque nunca tivessem sido verdadeiros “virtuoses” no domínio instrumental, como a maioria dos jazzmen convencionais, e bem dentro do espírito vanguardista do krautrock, compensavam esse aparente handicap com uma loucura (e, quase de certeza, uma boa quantidade de droga a ajudar…) e uma atitude descomprometida que conferem à sua música uma aura e interesse únicos.

Dentro do mesmo espírito, recomendaria a audição de dois grupos que refiro na mesma peça jornalística: Os GURU GURU e os RELEASE MUSIC ORCHESTRA, estes últimos talvez mais formais, com a dificuldade acrescida de os seus melhores discos, “Garuda” e “Life”, apenas se encontrarem disponíveis em CD (pelo menos até agora) em versões pirata da Germanofon.

Dos GURU GURU recomendo especialmente os álbuns “Guru Guru”, um tratado de guitarra demencial e imaginação criativa e, sobretudo, “Känguru”, clássico absoluto do krautrock. Rock, electrónica, improvisação estruturada e energia atómica numa combinação verdadeiramente inusitada e genial.

saudações kraut

FM