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Luar na Lubre – Hai um Paraíso

10.09.2004
Luar na Lubre
Hai um Paraíso
Warner Music Spain, distri. Warner
5/10

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Faz pena assistir à decadência dos Luar na Lubre. A queda processou-se pela via do costume, da simplificação rítmica através da utilização exaustiva dos sequenciadores e caixas-de-ritmo, o que transformou a banda galega numa espécie de emulação de Hevia. Não que as gaitas não estejam onde lhes compete e que as melodias não sejam, nalguns casos, de uma beleza estonteante. Mas por que raio é que uma pandeireta ou uma bateria não chegam os ritmos? A utilização da electrónica na folk céltica sempre foi polémica mas parece ser evidente que nos Luar na Lubre tem a ver com a internacionalização e as cedências que esta transição implica. O resultado é o empobrecimento da música e a desvalorização de temas como “Hai um paraíso”e “Uah lua”, transformados em exercícios de má música de dança. Pontos positivos são “Rivadavia”, com uma bela intervenção na gaita de Bieito Romero, “Corme”, que prima pela simplicidade, e “Achega-te a mim, maruxa”, boa versão do tema popularizado por José Afonso. Há duas Galizas distintas que se digladiam na música dos Luar na Lubre.

Luar Na Lubre – XV Aniversario – Lo Mejor De Luar Na Lubre

01.06.2001
Luar Na Lubre
XV Aniversario – Lo Mejor De Luar Na Lubre
WEA, distri. Warner Music
7/10

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Poucos serão os grupos na Galiza que se podem orgulhar de um estatuto de popularidade equivalentes aos dos Milladoiro. Os Luar na Lubre conseguiram-no, rivalizando com aquela banda na procura, bem sucedida, de novas formas e soluções para a folk galega. O disco de comemoração dos 15 anos de carreira não apresenta grandes novidades para quem tem vindo a acompanhar a banda folk, responsável por álbuns como “Arasolis”, “Beira-Atlântica”, “Plenilunio” e “Cabo do Mundo”. Para esses, a colectânea de festejos reservou três inéditos, um deles com a participação dos irmãos Hevia (ele e ela) e uma nova versão, com Pablo Milanés, de “Tu gitana”, de José Afonso. Para os que agora se iniciam nos mistérios da “muineira”, polida e bem tratada, é um bom cartão-de-visita, ilustrativo do requinte instrumental de Bieto Romero, bem como da beleza vocal de Rosa Cédron.