pop rock >> quarta-feira >> 14.09.1994
Crosby, Stills and Nash
After The Storm
Atlantic, distri. Warner Music

Pois sim, eles que venham! Eles que venham todos! Mais ou menos gordos, mais velhos, mais cheios de conselhos e virtudes para os mais novos! Então se até houve outra vez Woodstock! E assim o parque Jurássico parece não ter fim. O que não seria tão negativo se os dinossauros em questão não fossem hoje, passados anos de evolução, meras mutações aberrantes dos animais imponentes que há duas ou três épocas (tanto tempo!) passeavam imponentes pela música. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash alimentaram no início dos anos 70 sonhos de harmonia em quantos faziam tenção de ir (de comboio) viver e fumar haxe para Marraquexe. “Crosby, Stills & Nash” era um bom manual de vozes afinadas e harmonizadas entre si. Foi porém preciso vir outro, Neil Young, para as coisas ganharem outra força e consistência, em “Déjà Vu”. Depois, foi o que se sabe, meteram-se todos na droga, mas só em Neil Young é que parece ter dado bom resultado. Como este segue, com raiva ou sossegado, o seu caminho, restava aos outros três contentarem-se com as tais harmoniazitas e canções que, “passada a trovoada”, se diluíram num “AOR” (“Adult orientated rock”) bem comportado. Os pais e as tias vão adorar. (3)





