Dica da semana – Entrar na BIOS quando o PC não reconhece o teclado no arranque
No outro dia quis formatar um PC mas quando queria entrar na BIOS para pô-lo a arrancar pelo leitor de CD/DVD, não consegui pois no arranque o teclado não era reconhecido o que me impedia de clicar em DEL ou nas teclas F para entrar na BIOS.
O teclado só era reconhecido numa fase posterior do arranque, e aí já não interessava…
Graças ao google resolvi o problema. Como?
Troquei o teclado, que era USB, por um PS/2 (dos antigos, com a ficha verde).
Et Voilá!
Nos casos em que o PC já não tem fichas PS/2 deve-se, tanto quanto julgo saber (não experimentei) desconectar todos os aparelhos que estão ligados a portas USB (excepto o teclado, claro) e, depois, em princípio, o teclado já será reconehcido na altura do arranque.
Se mesmo assim não der, deverá desligar/desconectar também o leitor de cartões de memória interno.
Caso tenha conhecimento de outras soluções, informe pf. Grato!
Novembro 17, 2012 No Comments
Modulação por Largura de Impulso (PWM) – Parte 4/4
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Electricidade e Electrónica
Módulo: Osciladores
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Robótica
[…continuação]
Modulação por Largura de Impulso (PWM) – Parte 4/4
5. – Controlo da Velocidade de um Motor DC Passo-A-Passo de um Robot
5.1. Funcionamento e Ajustes
A modulação de largura-de-impulso é um método eficiente para ajustar a quantidade de potência entregue a uma carga eléctrica.
Um circuito simples, contendo um circuito integrado inversor, díodos, potenciómetro e condensador, cria um PWM de duty-cycle variável. Uma resistência e um transístor comutam cargas mais elevadas do que o CI 74AC14 conseguiria fazer sozinho.
Digamos que você tem um lindo motor DC rotativo para o seu robot. O problema é que o motor é um pouco rápido demais para depurar/afinar o funcionamento do robot, ou até demasiado rápido para utilização final.
Para afinar, você deseja que o motor rode a 1/3 ou 1/4 da velocidade total. Mas substituir o motor seria caro e desmontá-lo e montar o outro é coisa de ‘doidos’.
Você mede a corrente do motor sem carga (em vazio, sem nada para ‘puxar’), a 5V, e obtém 88 mA.
Nota pois que há uma resistência aparente de 56 ohm (5V / 0,088 A).
Poderá a velocidade do motor ser reduzida para 1/3 se inserir uma resistência de 112 ohm, para que ele receba apenas 2/3 da potência?
Para experimentar com resistências diferentes, insira um potenciómetro de 200 ohm entre o motor e a terra (GND).
Comece por alimentar o circuito com a resistência configurada para 0 ohm.
De seguida movimente o cursor do potenciómetro até mais ou menos 112 ohm.
O motor é um bocado ‘preguiçoso’, mas parece que funciona e vê-se que está lento.
Desligue agora o circuito.
Quando realimentar o circuito de novo (ainda com o cursor na mesma posição, 112 ohm), o motor não roda mesmo! ESTRANHO!!!
O problema é que um motor é uma carga eléctrica variável.
O motor precisa de muito mais potência na fase de arranque do que depois, quando está já a funcionar em pleno.
A resistência de 112 ohm é muito elevada para o motor conseguir arrancar.
Os motores também precisam de muito mais potência quando um robot vai a subir uma colina ou quando empurra qualquer coisa.
Há uma outra razão pela qual uma resistência não é uma boa escolha para controlar a potência entregue a uma carga de valor elevado:
À medida que as exigências de potência aumentam, rapidamente excederá a potência suportada por uma resistência ou potenciómetro “normais”. O componente electrónico ficará muito quente e depois, muito provavelmente, avaria/queima.
Além disso, uma resistência gasta/consome muita energia na forma de calor (perdas, portanto). Num robot alimentado a pilhas, é mesmo preferível não desperdiçar energia (ou arranjar uma pipa de massa para comprar pilhas).
A modulação de largura-de-impulso é a salvação!

Figura 10 – Esquema de um circuito PWM, modulador de largura-de-impulso, controlando a velocidade de um motor.
Substituindo o potenciómetro por um transístor, a velocidade do motor pode ser controlada através do duty-cycle de uma onda quadrada.
Há duas diferenças entre a parte condutora deste circuito e do do LED:
. O transístor, Q3, deve ser mais potente que um 2N3904. Um 2N2222 está OK, para motores pequenos.
. Um díodo, D3, foi adicionado, para absorver os picos indutivos do motor. Um 1N914 ou um 1N4001 serve, para pequenos motores, mas é preferível um 1N5817.
No esquema acima, repare que o motor pode receber 12V, apesar de o CI 74AC14 ser alimentado a 5V. Isto é possível porque a saída do integrado alimenta a resistência do transístor, e não directamente o motor. A resistência, o transístor e o díodo, em conjunto, ajudam a isolar as tensões lógicas das tensões do motor.
5.2. Limitações Práticas do Controlo do Motor por PWM
Utilizando este circuito PWM, consegui alterar a velocidade do motor GM6 do Solarbotics, de 145 RPM a 5V para um valor tão baixo como 0,18 RPM a 5V.
Como pode imaginar, o consumo de potência diminuiu correspondentemente, pois o motor estava a OFF na maior parte do tempo.
Contudo, duvido que o motor fosse capaz de transportar uma carga (movimentar um robot) com uma tão grande alteração da velocidade do motor. Se precisar realmente de alterar a velocidade do motor de forma drástica, utilize engrenagens ou um motor diferente.
A modulação de largura-de-impulso é difícil abaixo dos 25% no caso dos motores porque eles não alcançam a mesma inércia rotacional em confronto com as resistências estáticas, devido à massa lubrificante, engrenagem, e intervalos entre comutadores.
De facto, para que o GM6 rode tão lentamente, tive de reduzir a frequência do PWM a apenas 100 Hz, substituindo o C2 por um condensador de 1 microF. Isto permitiu a cada impulso “ON” tempo suficiente para arrancar o motor com um movimento ligeiro antes da pausa do tempo a “OFF”.
Um outro truque interessante para o controlo do motor com o PWM é aplicar o dobro da tensão standard do motor. Normalmente, o PWM funcionará com um duty-cycle de 50% de forma a que a velocidade total do motor não se altere (o dobro da tensão mas metade do “tempo a ON”).
Mas, com o acrescento de tensão, o robot pode agora ajustar a velocidade do motor acima (ou abaixo) da sua velocidade normal.
Um aspecto estranho do PWM nos motores é que ele pode criar um chiado audível. Basicamente, se escolher uma frequência do PWM na gama audível, o dispositivo mecânico oscilará, muito provavelmente, de forma audível.
Aumentar a frequência para valores superiores a 20 kHz pode silenciar o chiado do motor. Mas, alguns motores, transístores, ou integrados drivers para motores são incapazes de comutar entre ON e OFF a uma velocidade tão elevada.
Precisará de experimentar a escolha da frequência correcta para o seu motor particular, sistema montado, semicondutores, e carga. Eu escolhi 1 kHz porque é provável que funcione com a maioria dos motores, mesmo que não de uma forma silenciosa ou electricamente óptima.
5.3. Vantagens da Modulação de Largura-De-Impulso
Espero que este artigo lhe tenha mostrado como é fácil controlar a velocidade de um motor, o brilho, e potência de um dispositivo eléctrico com a utilização de apenas uma mão-cheia de componentes electrónicos.
Este circuito é melhor do que usar uma resistência fixa ou variável para cargas de valor elevado ou variáveis, tais como motores e displays de LEDs.
Uma solução PWM baseada num microcontrolador utiliza menos componentes e tem a flexibilidade de podermos variar o duty-cycle e a frequência através de software.
Isso pode ser uma vantagem numa batalha de mini-sumo, onde a busca tem de ser desempenhada a uma velocidade do motor muito pequena, mas o duty-cycle precisa de crescer até aos 100% “ON” para empurrar o oponente.
Contudo, pode acrescentar integrados a este circuito se quiser ser capaz de seleccionar uma de entre várias velocidades. Por exemplo, utilizando um demultiplexer ou outro integrado de selecção-de-caminho, pode ligar o caminho entre a saída do 74AC14 e o potenciómetro para passar num de vários potenciómetros com o cursor em várias posições, cada um para uma ocasião, pois.
[FIM]
Novembro 11, 2012 No Comments
MS Project 2007 – Tutorial em português, 52 pgs. (parte 1/20)
Curso Profissional de Técnico de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Tecnologias Aplicadas
Módulo 9: Técnicas de Manutenção
Tutorial MS-Project 2007 – pt. 1/20
ÍNDICE
Criação de projecto novo 2
Introdução e edição de tarefas na lista de tarefas 4
Destaque das tarefas do projecto (tarefas, grupos de tarefas e subtarefas) 5
União de tarefas (dependência mais comum, fim-início) 7
Estabelecimento de dependências de tarefas (todos os tipos) 10
Utilização do assistente de gráfico de gantt / caminho crítico 12
Criação de listas de recursos 13
Atribuição de recursos às tarefas 15
Definição dos custos associados aos recursos 17
Criação, edição e atribuição de calendários / horários de trabalho 20
Manuseamento de tipos de definições de tarefas 26
Visualização das cargas de trabalho dos recursos 28
Nivelamento automático das sobrecargas de trabalho dos recursos 31
Nivelamento manual das sobrecargas de trabalho dos recursos 33
Definição de uma estrutura base para o arranque da execução do projecto (baseline) 35
Acompanhamento do progresso individual da execução das tarefas 36
Filtragem das tarefas e recursos 40
Ordenação das tarefas e dos recursos 43
Criação de tabelas e vistas personalizadas 46
Utilização de relatórios e criação de relatórios personalizados 49
Parte 1. Criar Um Novo Projecto
Cada novo projecto é criado com os dados que conhecemos (são-nos dados, pesquisamos, estimamos, etc.) nas janelas que se mostram a seguir:
Para chegar à primeira:
>> Lançar o Software MS-Project, que fica logo pronto para receber um novo projecto
>> menu Projecto
>> Informações sobre o projecto…
Para chegar à segunda:
>> menu Arquivo
>> Propriedades
Exemplo:
Vamos supor que a equipa de projecto da sua empresa (XYZ, SA) lhe comunicou a data de início do projecto (14 de Outubro de 2012).
O projecto chama-se Reunião de Accionistas
O assunto é Reunião Anual de 2012
O autor e chefe de projecto (gerente) é você
Com estes dados pode preencher as janelas que acima apresentámos. Ficamos com:
e
Só falta gravar e o projecto está criado.
>> menu Arquivo
>> Salvar como…
>> dê-lhe um nome sugestivo à sua escolha.
(continua…)
Novembro 6, 2012 No Comments














