Curso de Domótica – Parte 9 : EIB – subparte 3/3
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Domótica
Transmissão da Informação (Mensagem)
A transmissão da informação do sistema EIB é realizada através de mensagens para que quando se produz um evento (por ex: detecção de fumo) o mecanismo responda enviando uma mensagem ao bus.
Se o bus não está ocupado começa o processo de transmissão.
Uma vez emitido, o mecanismo comprova se a recepção é correcta.
Se a recepção é incorrecta o envio volta-se a repetir, o que se pode dar até três vezes.
Se o sistema manda uma mensagem a dizer que o bus está ocupado o dispositivo que envia a mensagem espera um momento e volta a enviá-lo outra vez.
Se o mecanismo que envia a mensagem não recebe acesso ao bus, este interrompe a transmissão.
Quanto á velocidade de transmissão pode-se afirmar que com 9600 bits por segundo são enviados ou recebidos 40 a 50 mensagens por segundo.
Para se saber como são estas mensagens veja-se a figura seguinte
As tramas EIB, denominadas EIB Protocol Data Unit, ou também por “mensagens”, podem ter um tamanho variável e transportar, cada uma, até 14 bytes de dados (mais recentemente pode ir até 256 bytes).
Instalação da linha e dos seus componentes
A instalação é muito simples, e consta de um par trançado de fios denominado bus EIB.
Por este cabo circula uma tensão de aproximadamente 24Vdc proporcionada pela fonte de alimentação do bus.
Todos os sensores e actuadores também deverão ter tensão para desempenhar a s suas funções no circuito eléctrico.
A estrutura do bus, dentro de uma linha, pode ser em linha, em estrela ou em árvore.
Ao passar cabo é necessário ter em atenção as seguintes regras:
• Máxima distância do bus entre fonte de alimentação e um elemento do bus: 350 m.
• Máxima distncia do bus entre dois elementos da mesma linha: 700 m.
• Máxima distância do bus na mesma linha: 1.000 m
Nos módulos DIN a comunicação entre os módulos é feita através de um bus adesivo que interligará todos os módulos.
EX: Instalação básica para um circuito de regulação de lâmpadas de halogéneo.
Ferramentas do sistema
Neste sistema são utilizadas as seguintes ferramentas:
• ETS (EIB Tool Software) – usada no projecto e na configuração do sistema. Nela, o utilizador lida com itens facilmente reconhecíveis e que representam produtos. Todos estes possuem interfaces mediante as quais podem ser ligados, de forma a constituírem aplicações distribuídas numa rede EIB;
• ETE (EIB Tool Environment) – plataforma aberta para desenvolvimento de software.
Critérios de Escolha
Quando alguém decide pela primeira vez adquirir um sistema de domótica, depara-se invariavelmente com dúvidas:
• Quais as diferenças essenciais entre os sistemas que são propostos;
• E qual deles será o mais adequado.
Antes de tomar qualquer decisão, deve ter-se em conta os factores mais importantes do ponto de vista do consumidor final:
• O sistema de domótica deve garantir total fiabilidade, caso contrário é preferível a opção tradicional.
• Assim, para além da qualidade de fabrico dos seus componentes, há a acrescentar a importância da “inteligência” estar distribuída pelos diversos dispositivos, e não concentrada em apenas um, ou alguns elementos de cujo funcionamento, todos os restantes dependem. Em caso de avaria de um componente, todos os restantes devem assegurar um funcionamento perfeitamente normal, à imagem do que acontece num sistema tradicional.
• O sistema de domótica deve ter capacidade para superar não só os requisitos actuais, mas principalmente os requisitos futuros. Um sistema que já está limitado nas suas capacidades no momento da concepção, estará muito ultrapassado quando for utilizado.
• O sistema domótico escolhido deve ter a manutenção garantida por um período nunca inferior a 20 anos, com custos justos, proporcionais ao custo e desempenho da instalação.
A escolha de um sistema de domótica é uma decisão importante, que acompanhará durante décadas a vida do edifício e dos que nele habitam ou trabalham.
Uma vez escolhido, o sistema não deve impor a utilização de uma marca ou fornecedor únicos, deixando o comprador totalmente à mercê de políticas comerciais que lhe são totalmente alheias.
Sistemas Abertos
Os sistemas não proprietários abertos como por exemplo o X10 e o EIB, permitem um leque alargado de escolha de produtos, fabricantes e fornecedores.
Por sua vez, a facilidade de dispersão da tecnologia leva ainda à adesão de novos fabricantes e fornecedores, aumentando progressivamente a base de sustentação do protocolo, e oferecendo novas garantias de qualidade aos clientes finais.
Entre os dois sistemas, as principais diferenças são:
• Modo de transmissão da informação
O sistema EIB utiliza um Bus próprio (2 fios a interligar todos os componentes), com
excepcional garantia de fiabilidade de transmissão, mas com maiores custos de instalação;
O sistema X10 utiliza os condutores de potência da própria instalação, permitindo custos mais reduzidos na montagem, mas dificultando a possibilidade de estabelecimento de instalações mais exigentes como edifícios de uso colectivo ou edifícios de elevada complexidade tecnológica.
• Dispersão geográfica da sua influência
Enquanto o sistema X10 se encontra mais divulgado nos EUA, o EIB tem muito maior divulgação na Europa, essencialmente na União Europeia.
Dezembro 29, 2012 No Comments
IGSS – Schneider: Software SCADA de monitorização e controlo de processos industriais
IGSS – Interactive Graphical SCADA System
IGSS50 IGSS100 SCHNEIDER

(clique na imagem para aumentar o seu tamanho)
Este é o software estado-da-arte em SCADA, da Schneider.
Como é sabido, os softwares SCADA são usados para monitorizar e controlar processos industriais.
é um sistema já com 25 anos de provas dadas em todos os tipos de indústria de todo o mundo.
De referir ainda que este software comunica com quase todos os tipos/marcas de PLCs, mesmo que não sejam da Schneider.Cool!
A versão que oferecem é limitada a 50 objectos, o que, em termos didácticos é suficiente.
Só têm de se registar e é-lhes enviado um link para download. Tudo muito fácil e rápido.
Aqui.
Se houver algum problema com o download, digam!
Dezembro 26, 2012 No Comments
Força de Lorenz / Forças Electromagnéticas – Animação
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Electricidade e Electrónica
Módulo 2 – Magnetismo e Electromagnetismo
Esta animação mostra a Força de Lorentz, exercida num condutor de cobre percorrido por uma corrente, quando imerso num campo magnético, neste caso criado por um íman em ferradura.
Pode ligar e desligar a corrente utilizando o botão superior (“On”/”Off”).
Não se esqueça de ligar os cabos/pontas de prova, preto e vermelho, nos terminais próximos.
Para dar tensão/corrente ao circuito, rode o selector da fonte de alimentação para a direita.
Para “Inverter o sentido da Corrente” troque a ordem de ligação desses cabos.
Para “Inverter a Polaridade do Íman” clique no pequeno íman do canto inferior esquerdo.
E assim verá as consequências correspondentes ao nível da força exercida no condutor.
DEpois de ter posto tudo a funcionar, a animação indicará o sentido convencional da corrente (setas vermelhas), as linhas de força do campo magnético (a verde) e a força de Lorentz (seta azul).
Para ver e interagir com a animação (ela sozinha não faz nada) em tamanho maior (ecrã completo), clique aqui e abrir-se-à outra janela/separador do seu browser onde poderá ver e experimentar/interagir com a animação, tudo duma forma mais pormenorizada e cómoda.
Dezembro 26, 2012 No Comments














