Posts de — Junho 2013
O Windows Não Arranca – Primeiros Socorros
O pequeno manual que aqui se publica pretende ser um guia de acções a emprrender quando o Windows não arranca de todo ou arranca e bloqueia ou dá uma mensagem de erro que não permite trabalhar no PC.
Como SOS, deixa de fora muitas situações, principalmente as que t~em a ver com problemas de hardware, sendo que mesmo esses, que impliquem arranjo/configuração/substituição de alguma peça de hardware, podem/são na maioria dos casos detectados através do software e, designadamente, dos procedimentos aqui expostos.
Índice:
– Consola de Recuperação
– Opções do Sistema de Recuperação
– Falhas no Arranque
– Recuperação, Restauro e Reconstrução
– Falha no carregamento do ambiente gráfico (GUI) – Ambiente de Trabalho
– Opções Avançadas de Arranque
Junho 29, 2013 Não há comentários
Robótica – Apontamentos (parte 12/12) / Ficha de Trabalho 12, com questionário (dispositivos de entrada; dinâmica; sistemas de controlo; programação; transmissão de potência)
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Automação e Comando
Módulo: Robótica
[…continuação]
Apontamentos de Robótica / Ficha de Trabalho 12
Parte 12/12
29. Dispositivos de Entrada para Manipuladores
29.1. – Definição
. São dispositivos que permitem programar o robot. Como exemplos temos o joystick, o rato, o teclado, as luvas artificiais, etc.
. Estes dispositivos são meios de interacção homem-máquina.
Ou seja, são uma forma de transmitirmos dados ao sistema de controlo do robot e, depois, este sistema os transmitir para os actuadores, que realizam os movimentos que nós solicitámos/programámos, através dos tais dispositivos de entrada.
30. Sistemas de Controlo
30.1. Definição
São sistemas sempre compostos por um misto de software e hardware e cuja função é processar os sinais oriundos dos dispositivos de entrada e, a partir deles e do programa, enviar os correspondentes sinais aos dispositivos de saída/actuadores.
30.2. Software
. O software pode ser desenvolvido num computador ou num microcontrolador.
. O microcontrolador reduz o custo do projecto, é rápido, dedica-se apenas ao controlo do robot. A s suas limitações prendem-se com o tamanho máximo de software que é possível introduzir-lhe.
. O computador pessoal apresenta uma elevada rapidez de processamento e maior espaço de memória.
. Por vezes aplica-se uma solução mista em que a parte mais leve do software fica a cargo do microcontrolador e a parte de processamento mais pesado, a cargo do PC.
30.3. Hardware
. A parte de hardware pode ser formada por, por exemplo, motores passo-a-passo, cabos, dispositivos de entrada, sensores e amplificadores de potência.
30.4. Princípio de Funcionamento
. Um dos factores mais importantes e comuns nestes sistemas é a utilização de sensores. O sistema é de malha fechada, ou seja, ele está sempre a verificar o estado actual do dispositivo sensor de entrada a ser controlado, e a comparar essa medida com um valor pré-definido. Essa comparação resultará num ‘erro’ (melhor dizendo, diferença), estando o sistema de controlo programado para fazer os ajustes necessários para que o ‘erro’ seja reduzido a zero, e o sistema fique no tal valor pré-definido.
Esquematicamente, em diagrama de blocos:

Figura 37 – Diagrama de blocos do controlo em malha fechada de um manipulador robótico
31. – Programação de Robots
31.1. Formas de Programação
31.1.1. – Manipulador Manual
É todo o engenho mecânico de manuseamento de peças ou ferramentas que requeira a intervenção manual do homem para a sua operação, isto é, o homem guia manualmente a máquina servindo esta como uma multiplicadora de forças.
31.1.2. – Robot Sequencial
É aquele que realiza um trajecto sequencial de passos (estados), podendo ser uma sequência fixa definida pelo fabricante e inacessível ao utilizador, ou uma sequência variável, alterada pelo utilizador de acordo com as suas necessidades.
31.1.3. – Robot de Aprendizagem
Neste tipo de robot, o caminho ou sequência é programado guiando-o manualmente pelo caminho que deve seguir.
31.1.4. – Robot Inteligente
É aquele que altera o seu modo de funcionamento mediante estímulos externos provenientes de sensores (ópticos, magnéticos, sonoros, etc.)
32. – Dinâmica do Braço Robótico
O desempenho dinâmico do robot está associado à velocidade de resposta, estabilidade e precisão.
32.1 – Velocidade de Resposta
É a destreza do braço, ou seja a capacidade de mover-se de um lugar para outro num (curto) período de tempo.
Assim, o torque de cada junta do braço e a aceleração em cada elo têm de ser analisadas.
32.2. – Estabilidade
Tempo necessário para amortecer as oscilações que ocorrem durante o movimento duma posição para outra.
Se for baixa devem aplicar-se elementos de amortecimento no braço, que melhoram a estabilidade mas pioram a velocidade de resposta.
32.3. – Precisão
Está relacionada com a velocidade e com a estabilidade, pois é uma medida de erro na posição do órgão terminal.
32.4. – Precisão de Movimentos
Está intrinsecamente correlacionada com três características:
. Resolução Espacial
. Precisão
. Repetibilidade
32.4.1. – Resolução Espacial
Depende do controlo do sistema e das inexactidões mecânicas do braço robótico. O sistema de controlo é responsável por controlar todos os incrementos individuais das articulações. Já as inexactidões relacionam-se com a qualidade dos componentes que formam as uniões entre as articulações, como as folgas nas engrenagens, tensões nas polis, e histereses mecânicas e magnéticas, entre outros factores.
32.4.2. – Precisão
Está relacionada com a capacidade de o braço posicionar o seu pulso num qualquer ponto dentro do volume de trabalho. Relaciona-se pois com a resolução espacial, pois depende dos incrementos que as juntas podem realizar.
32.4.3. – Repetibilidade
Está relacionada com a capacidade do braço robótico posicionar repetidamente o seu pulso num qualquer determinado ponto.
Sofre influência de folgas mecânicas, flexibilidade e limitações do sistema de controlo.
33. Transmissão de Potência
33.1. – Necessidade e Enquadramento
. Na maioria dos braços não é possível encontrar actuadores com as propriedades exactas de velocidade-torque ou de velocidade-força que precisamos para uma dada aplicação.
. Assim, temos de utilizar, nestes casos, algum tipo de dispositivo de transmissão de potência (como a transmissão do nosso carro).
. Podemos usar correias e polias e correias, correntes e rodas dentadas, engrenagens, eixos de transmissão e parafusos.
33.3. – Engrenagens
. Um exemplo de transmissão simples e bastante usado em robots é a engrenagem.
. As engrenagens possuem movimentos rotativos e a transferência pode ser entre eixos perpendiculares ou eixos paralelos.
33.3.1. – Exemplo
. A figura abaixo mostra duas engrenagens para transmissão com eixos paralelos e são conhecidas como engrenagens cilíndricas.
. A menor é conhecida como pinhão, e a maior como coroa.
. Se o pinhão tiver um quarto do tamanho da coroa, para cada revolução feita pelo pinhão a coroa gira apenas um quarto de volta, reduzindo, portanto, em um quarto a velocidade angular e aumentando o torque em quatro vezes.

Fig 38 – Engrenagens para transmissão, com eixos paralelos
33.3.2. Engrenagens – Relações Quantitativas (entre os seus elementos)
33.3.2.1. – Relação (dos dentes) das Engrenagens
. O número de dentes numa engrenagem é proporcional ao seu diâmetro, sendo a relação das engrenagens obtida pela expressão:
Onde:
é o número de dentes do pinhão e
é o número de dentes da coroa.
33.3.2.2. – Relação de Velocidades
. A velocidade da saída em relação à entrada é dada por:
em que é a velocidade de saída e é a velocidade de entrada.
33.3.2.3. – Relação de Torques
. O torque calcula-se através de:
34. Questionário (XII)
1. O que são dispositivos de entrada para robots?
2. No contexto dos manipuladores robóticos, o que entende por sistemas de controlo?
3. O software de um sistema de controlo de robots pode ser implementado em PCs e microcontroladores. Quais as vantagens e desvantagens de cada uma das soluções?
4. E a solução mista, que vantagens apresenta?
5. Dê cinco exemplos de dispositivos de hardware que possam fazer parte de um sistema de controlo de um sistema robótico.
6. Represente esquematicamente o diagrama de blocos do sistema de controlo de um manipulador robótico.
7. Explique sucintamente, mas de forma completa, o funcionamento do sistema de controlo de um manipulador robótico.
8. Enumere as formas de programação de robots.
9. Qual delas considera a mais sofisticada. Explique as razões da sua resposta utilizando comparações com as outras formas de programação.
10. O que entende por manipulador manual?
11. O que entende por robot sequencial?
12. O que entende por robot de aprendizagem?
13. O que entende por robot inteligente?
14. De que grandezas depende o grau de desempenho dinâmico de um robot?
15. O que entende por velocidade de resposta de um braço robótico?
16. O que entende por estabilidade de um braço robótico?
17. A precisão de um braço robótico é uma medida de quê?
18. Quando a estabilidade de um braço robótico é menor do que precisamos, quais as medidas que se podem tomar para melhorar esse handicap? E quais as consequências da tomada dessas medidas?
19. A precisão de movimentos de um braço robótico está directamente relacionada com que características suas?
20. De que depende a resolução espacial de um braço robótico?
21. As inexactidões do movimento do braço robótico, que contribuem para a sua maior ou menor resolução espacial, têm a ver com que factores?
22. O que entende por precisão de um robot?
23. O que entende por repetibilidade de um braço robótico e quais os factores que influenciam o seu valor?
24. Que tipos de movimentos têm as engrenagens?
25. Qual a finalidade das engrenagens?
26. Entre que tipos de eixos pode ser feita a transmissão de potência por meio de engrenagens?
27. O que entende por engrenagens cilíndricas?
28. Nas engrenagens cilíndricas, como se chama a roda dentada menor? E a maior?
29. Complete os espaços:
“Se o pinhão tiver metade do tamanho da coroa, para cada revolução feita pelo pinhão a coroa gira apenas um ________ volta, reduzindo, portanto, em _________ a velocidade angular e aumentando o torque para ___________.
30. Se o pinhão de uma roda de uma engrenagem tiver 20 dentes e a sua relação de engrenagem for de 3, quantos dentes tem a coroa?
31. Para a engrenagem da questão anterior, calcule o valor da velocidade final se a velocidade do pinhão for de 60 RPM.
32. Para a mesma engrenagem, calcule o torque final se o do pinhão for de 15 mt.kg.
Junho 27, 2013 Não há comentários
Domótica – Curso de ETS3 – Parte 4
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Automação e Comando
Módulo de Domótica
Programação e Colocação em Serviço de Instalações com Sistemas de Bus KNX/EIB/TP1
Curso de Software ETS3, para sistemas KNX/EIB
PARTE 4
B – Desenho de um Projecto com o ETS-3 Profesional (3)
– Inserção de Grupos Principais e Secundários (Maingroups e MiddleGroups)
Quando seleccionamos o ícone
Grupos principais (Maingroups) na Vista de Endereços de Grupo (Group Adresses View), oferecem-se-nos três possibilidades para inserir um ou mais endereços de grupo principais: através do botão da barra de ferramentas
; por meio da função Add MainGroups… do menu Edit, e por meio do menu sensível ao contexto, clicando com o botão direito do rato.
Os endereços de Grupos Secundários (MiddleGroups) podem-se introduzir quando na janela de endereços de grupo se selecciona um endereço de grupo principal. Isso faz-se da mesma forma que descrevemos acima para os grupos principais.
– Envio da Programação com ETS-3 Profesional
Uma vez terminado o projecto, deve enviar-se a programação a cada um dos dispositivos/elementos/aparelhos da instalação, pelo que teremos de ligar o PC à instalação, através da interface RS-232.
O menu de programação (Comissioning) contém três elementos:
. Programar… (Download…)
. Desprogramar… (Unload…)
. Reinicializar o Dispositivo (Reset Device)
No caso de o ETS-3 não se encontrar ligado ao sistema KNX/EIB, a chamada a uma destas três funções mudará automaticamente o programa para o estado de ligado/online com o sistema.
Para programar um aparelho, devemos actuar da seguinte forma:
1º O endereço físico
2º O programa de aplicação
Sem prejuízo de ambos os passos se poderem fazer de uma só vez.
A programação pode-se levar a cabo por meio de:
. Menu Programar >> Programar… (Comissioning >> Download…)
. Clicando no ícone da barra de ferramentas.
. Menu sensível ao contexto (botão direito do rato).
Em qualquer caso é determinante o que temos seleccionado na janela activa quando abrimos a janela de programação, já que todos os aparelhos que pertencem ao elemento marcado serão dispostos para programação.
Figura 17 – Programação de aparelhos
Ao programar o endereço físico devemos escolher entre dois procedimentos, que aparecem ao desdobrar as opções possíveis, através do botão
.
Aparelho em Modo de Programação… : Significa que desejamos associar o endereço físico ao aparelho cujo botão de programação se encontra pressionado, e o seu led de programação, aceso.
Reescrever o Endereço Físico Existente…: Por meio desta opção é possível reescrever um endereço físico presente no projecto, sem necessidade de pressionar o botão de programação da BCU que o contenha.
A Programação parcial refere-se somente ao programa de aplicação, e para poder utilizar essa opção é preciso que o aparelho tenha programado endereço físico. Desse modo, é possível reprogramar alterações que afectam exclusivamente os parâmetros ou endereços de grupo.
– Diagnósticos
O menu Diagnostics contém ferramentas úteis durante a planificação e a configuração de uma instalação KNX/EIB.
Figura 18 – Menu Diagnóstico
Ao executar a função Verificar Projecto (Check Project), verificar-se-á o projecto actual.
Informação do aparelho… (Device Info…): permite-nos obter a informação sobre um dispositivo de uma instalação existente. Essa função só pode ser utilizada quando existe ligação com uma instalação KNX/EIB.
Endereços Físicos (Individual Adresses…): permite realizar as seguintes operações:
. Enumerar o aparelho ou aparelhos que se encontrem em modo de Programação.
. Comprovar se um endereço físico existe nesse projecto e localizar o aparelho correspondente, se existir.
. Enumerar todos os endereços físicos de uma linha
Monitor de Grupos (Group Monitor): inicia um programa de seguimento e análise do tráfegos de mensagens através do bus. Ainda que a interface com o sistema KNX/EIB seja repartido por este programa, o resto do ETS pode continuar a aceder ao bus sem problemas.
Monitor do Bus (Bus Monitor): inicia um programa completo de seguimento e análise do tráfego de mensagens que circulam no bus.
Esse software de diagnóstico procura qualquer mensagem – de qualquer tipo – que circule pelo bus. A diferença em relação ao monitor de grupos, é que o programa requer o acesso exclusivo à interface KNX/EIB (BCU local). Portanto, as outras partes do ETS não podem aceder ao bus em paralelo com o monitor de bus se essa ferramenta estiver activa.
Junho 20, 2013 Não há comentários














