Domótica – Curso de ETS3 – Parte 1
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Automação e Comando
Módulo de Domótica
Programação e Colocação em Serviço de Instalações com Sistemas de Bus KNX/EIB/TP1
Curso de Software ETS3, para sistemas KNX/EIB
PARTE 1
A – Introdução ao Software ETS-3 Professional
O bus europeu de instalação (European Installation Bus) EIB, adiante tratado por KNX/EIB, é um sistema para a automatização integral de vivendas e edifícios que proporciona soluções flexíveis, compatíveis no futuro e economicamente rentáveis. Dispõe de uma grande quantidade de funções que não só permitem que seja utilizado em instalações simples, mas também permitem soluções de alto nível para todo o tipo de edifícios. O sistema bus de instalação KNX/EIB está focado, portanto, em satisfazer as necessidades das instalações eléctricas dos edifícios em geral, desde a instalação, a configuração do sistema de bus até à sua colocação em serviço e posterior manutenção.
A ferramenta de software para a programação da instalação é o ETS-3 (ETS, Engineering Tool Software, é uma marca registada pela EIBA) que é estruturada de forma flexível, extensível e modular para facilitar futuras ampliações da tecnologia KNX/EIB. Desta forma, é possível oferecer ao utilizador uma ampla ajuda online que facilita grandemente a obtenção de toda a informação necessária.
O ETS-3 instala-se sempre de forma completa no seu PC, sendo que o modo de funcionamento dependerá do tipo de licença instalada. Existem três versões:
. Versão demo: limitada à utilização de, no máximo, um projecto; limitada à utilização máxima de 20 dispositivos e sem acesso ao bus.
. Versão de formação: limitada à utilização de, no máximo, um projecto; limitada à utilização máxima de 20 dispositivos e com acesso ao bus. Limitada no tempo.
. Versão completa: sem limites de qualquer espécie.
O ETS-3 está estruturado nos seguintes programas:
. ETS-Tester – é o programa de aprendizagem do ETS-3 Starter, e tem como objectivo a iniciação no sistema.
. ETS Starter – é dirigido ao projecto de pequenos edifícios residenciais (uma linha, 64 dispositivos) com aplicações limitadas, como controlo de iluminação, controlo de persianas e controlo individual da temperatura das divisões.
. ETS-3 Profesional – substitui a geração actual do ETS-2, proporciona um controlo total da instalação e dispões de ligação por USB, sistema multiárea, descarga simultânea de diferentes dispositivos, exportação de projectos, etc.
A Vista de Parâmetros visualiza-se na forma de árvore, em vez de se apresentar na forma de páginas com separadores. A versão profesional integra todas as funcionalidades de desenho de projectos e a parametrização é feita num único ambiente de trabalho. Acrescentaram-se mais funções do tipo Windows, como por exemplo o Fazer e Desfazer, sempre tão útil 😉
O ETS-3 é uma ferramenta de software completamente nova que se pode instalar num PC que já tenha instalado o ETS-2, e ambos os programas podem funcionar em paralelo num mesmo computador, utilizando cada um deles a sua própria base de dados.
As bases de dados para o ETS-2 podem ser convertidas para o formato de base de dados do ETS-3 Profesional. Este possui um comportamento diferente do ETS-2 para guardar a informação, pois guarda na base de dados, de forma imediata, qualquer acção que seja completada na fase de desenho/projecto.
– Descrição do Ecrã de Apresentação / Ecrã Inicial
O ETS-3 oferece a novidade de que no mesmo ecrã de apresentação se poder realizar todas as funções de programação, colocação em funcionamento/serviço e diagnóstico da instalação, sem ter de abrir ou fechar outros módulos do programa, o que simplifica muito o trabalho de desenho/projecto do sistema KNX/EIB.
Título (Title): o título de uma janela contém o nome da ferramenta e, quando disponível, o nome da vista actual e do projecto.
Barra de Menus (Menu Bar): contém o nome dos vários menus.
Menu: aparece quando se selecciona uma entrada na barra de menus. Um menu contém funções, tanto básicas como específicas, dessa ferramenta.
Figura 1 – Ecrã de Apresentação do ETS-3
Barra de Ferramentas (Tool Bar): as barras de ferramentas contêm botões com símbolos que nos permitem um acesso rápido a todas as funções mais importantes do ETS-3.
Figura 2 – Barra de Ferramentas
Através do ícones, as ordens e as funções mais importantes do ETS-3 podem ser executadas com um simples clique do rato. Quando os ícones estejam sombreados a cinzento não podem ser usados. A possibilidade de utilizar as funções que se escondem por detrás de cada ícone depende das funções activas do programa em cada momento.
Figura 3
Os ícones representados abaixo (Abrir Projecto (Open/Manage Projects…), Abrir Catálogo (Open Catalog), Desfazer (Undo) e Refazer(Redo)) também possuem junto à sua imagem uma seta que aponta para baixo.
Se clicarmos o botão, abrir-se-á uma lista de selecção, como se mostra na figura seguinte:
Barra de Estado (Status Bar): mostra a informação do estado das selecções, as ordens e as operações activas da aplicação, a cada momento.
Menu de Contexto (Context Menu): aparece quando clicamos no botão direito do rato e depende da janela que se encontra activa. Esse menu contém as funções aplicáveis ao elemento seleccionado.
Importar Bases de Dados (Import…): a importação de bases de dados dos fabricantes é uma condição necessária prévia para se poder executar qualquer projecto; por isso, importar-se-ão tantas bases de dados quantos os fabricantes que possuam componentes que queiramos incorporar no nosso projecto.
Fig. 4 – Importar bases de dados
Os ficheiros de bases de dados de produtos têm a extensão «.vd1», «.vd2» ou «.vd3», esta última para a versão 3 do ETS.
– Ligação com o Bus
Através do elemento Online do menu Extras podemos estabelecer uma ligação entre o ETS-3 Profesional e o bus ou, pelo contrário, desligarmo-nos do mesmo. Na barra de estado mostrar-se-á a situação em cada momento, através dos símbolos
(OFFLINE, não ligado) ou ![]()
Quando o ETS 3 Profesional esteja ligado ao sistema KNX/EIB, o endereço físico da BCU da interface local, aparecerá junto ao símbolo de ONLINE.
Fig. 5
As funções de Programação (Comissioning) ou as funções de Diagnóstico (Diagnostics) fazem com que o ETS-3 passe a modo Online automaticamente.
– Janelas de Edição (Vistas do Projecto)
As diferentes janelas de edição do ETS-3 são também chamadas de vistas do projecto. As janelas editoras abrem-se a partir do menu Ver (View) e Vistas do projecto (Project Views) ou então através dos ícones correspondentes da barra de ferramentas. Na parte esquerda da janela temos um navegador com a estrutura da informação na forma de árvore e, na parte direita, temos a informação na forma de listas.
Existem as seguintes janelas de edição (vistas do projecto):
. Vista de edifícios (Buildings)
. Vista de aparelhos (All Devices)
. Topologia (Topology)
. Endereços de grupo (Group Adresses)
. Aparelhos modificados (Modified Devices)
. Aparelhos ainda não associados a uma linha (Devices not assigned to a Line)
. Aparelhos ainda não associados com uma divisão/função (Devices not assigned to a Room/Function)
. Raiz do projecto (Project Root)
Figura 6 – Vistas do Projecto
Março 19, 2013 Não há comentários
Curso de Domótica – Parte 3 –
Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Domótica
5.2. Função de Controlo
A função de controlo dá ao utilizador, por um lado, informações sobre o estado de funcionamento dos equipamentos e das instalações que os integram, e por outro lado, cria um registo dos diversos parâmetros e eventualmente, fornecem comandos correctivos. Como tal, conta com controlos instantâneos e memorizados. Esta função tem como objectivo actuar sobre os dispositivos de regulação das instalações, com a finalidade de que as tarefas programadas sejam respeitadas. As funções de controlo, associadas com um algoritmo ou com uma unidade de tratamento da informação, conduzirão às funções de comando.
5.2.1. Segurança
A segurança constitui uma preocupação crescente, sendo cada vez maior o número de interessados na domótica que colocam o assunto “Segurança” no topo das suas prioridades. A evolução das sociedades actuais não deixa antever quaisquer melhorias neste aspecto, pelo que é natural haver ainda lugar para um aumento da importância deste assunto.
A domótica ao integrar as diversas tecnologias em torno de um único sistema permite elevar os padrões de segurança, utilizando todo o potencial das tecnologias instaladas segundo critérios de utilidade objectiva. Nestas páginas irá ser apresentado apenas as vantagens da domótica na gestão da segurança de um edifício, prescindindo de uma abordagem exaustiva das características e pormenores dos sistemas convencionais.
5.2.2. Alarme
As centrais de alarme apresentam hoje um nível tecnológico apreciável, oferecendo novas funcionalidades, como por exemplo:
• Activação/desactivação remota por telefone, rádio ou sensor de proximidade (portachaves
ou cartão de crédito);
• Sinalização local de ocorrência através de contactos de tensão;
• Comunicação com sistemas de domótica, como por exemplo, o EIB ou o X10.
Na escolha da central deve ter em conta o tipo de sistema: tradicional com cablagem, ou sem fios.
Perante a detecção de uma ocorrência, o sistema de domótica é informado pela central de segurança.
Por exemplo: Em caso de intrusão no espaço exterior, a central sinaliza a ocorrência que vai implicar uma actuação do sistema de domótica, que poderá limitar-se a enviar um aviso remoto e actuar a sirene, ou poderá também ligar os projectores exteriores (se for de noite), ligar o sistema de rega, fechar todos os estores, ligar a iluminação interior por forma a simular presença, emitir uma simulação sonora da chegada da polícia ou de um ataque canino ou, se os houver, soltar automaticamente os cães, etc.
Se a central tiver capacidade de comunicação através do protocolo do sistema de domótica, então a interacção é perfeita.
Todo o potencial de comunicação de e para o edifício como sejam o telemóvel, o PDA, o comando remoto por infra-vermelhos ou rádio, os interfaces locais, etc., são utilizáveis pela central de alarme através do sistema de domótica. Assim, em qualquer ponto do edifício ou do exterior, um utilizador pode saber qual o estado da central, activar/desactivar uma ou mais zonas, acrescentar um novo dispositivo de segurança, etc.
No mesmo exemplo, o utilizador do edifício ao ser informado da ocorrência de uma intrusão, pode remotamente verificar o que se passa através do sistema de vigilância de vídeo, e se entender acrescentar medidas de coacção, ou caso entenda tratar-se de um falso alarme, anular as medidas entretanto executadas.
5.2.3. Intrusão
A intrusão é a ocorrência mais perturbadora de todas. Todos tememos pela ideia de estranhos na nossa ausência, violarem a nossa privacidade, invadindo o nosso espaço, roubando e destruindo a nossa propriedade. Assim, a cada dia que passa vão-se multiplicando as preocupações às quais o mercado tenta responder com as mais variadas soluções.
Desde a utilização de estores de segurança, vidros à prova de bala e portas blindadas, à colocação de barreiras e detectores de intrusão, com ou sem medição volumétrica, detectores de quebra de vidros, detectores de abertura de janelas, portas, estores ou clarabóias, tudo serve para dificultar ao máximo a tarefa de quem um dia queira entrar em nossa casa sem permissão.
Para além da utilização das tradicionais sirenes, um sistema de domótica permite articular as funcionalidades da casa de forma a tentar evitar a intrusão, e se esta acontecer, de modo a minimizar os riscos para quem nela se encontra. Entre as funcionalidades mais comuns temos:
• Abertura e fecho automático e criterioso de portas e estores, facilitando a saída do intruso mas limitando a possibilidade de movimentação no interior;
• Simulação da presença por actuação concertada e aparentemente aleatória de iluminação e estores;
• Intimidação por iluminação automática das áreas invadidas e fecho automático de estores, e pela colocação nas televisões da imagem do intruso.
A simples recepção de pessoas desconhecidas em casa, por exemplo nas entregas ao domicílio, é um factor de perigo acrescido. A resposta encontra-se na construção de áreas privadas onde o acesso pode ser concedido remotamente. Trata-se de pequenas áreas com portas para o exterior e interior, onde a abertura das portas pode ser efectuada a partir do interior da casa, remotamente a partir de um telemóvel ou internet ou a partir do exterior com controlo de acesso.
Desta forma, quem pretender efectuar uma entrega vai limitar-se a entrar nesta área, não podendo em momento algum estabelecer contacto pessoal. A comunicação necessária faz-se pelo sistema de vídeo, onde todos os movimentos são registados. Esta comunicação pode ainda estabelecer-se da área privada para o interior da casa ou para um telemóvel.
Através do sistema de domótica do edifício, torna-se possível articular a gestão dos recursos com as restantes funcionalidades da casa como a autonomia de energia, combustível e água, a vigilância vídeo, a intercomunicação, etc., optimizando assim a eficácia da utilização do refúgio.
5.2.4. Fuga de gás
Com a distribuição generalizada de gás no território continental, a utilização desta forma de energia mais limpa e económica, acarretou novas preocupações relacionadas com a segurança, ainda agravadas pelo facto de o gás canalizado ser inócuo. São muitas as aplicações deste combustível a nível doméstico, verificando-se no aquecimento, na preparação de alimentos e até na secagem de roupa.
Se a qualidade do projecto e a qualidade do instalador são os factores de segurança mais relevantes, em caso de fuga é fundamental dispormos de meios de detecção com corte automático de abastecimento, e aviso local e remoto da ocorrência.
Por precaução, em caso de ausência prolongada dos habitantes, por exemplo um período de férias, o edifício deverá permitir o corte do abastecimento.
Antecipando o regresso, o abastecimento será automaticamente restabelecido para que o aquecimento central volte a aquecer o edifício, naturalmente no caso de o gás ser o combustível utilizado.
5.2.5. Nível e fuga de combustível líquido
Em alternativa ao gás, normalmente em edifícios com expectativa de consumos elevados de energia ou onde o gás canalizado não exista, é cada vez mais frequente a opção por combustíveis líquidos derivados do petróleo, como por exemplo, o gasóleo. O armazenamento destes combustíveis deve ser cuidadosamente estudado, nomeadamente o tipo de reservatório, o local de instalação, a necessidade de ventilação, a capacidade de detecção de fuga e o volume da bacia de retenção (nunca inferior ao volume do próprio depósito).
Em caso de fuga, a ocorrência deve ser imediatamente assinalada local e remotamente, em simultâneo com a colocação fora de serviço da caldeira.
Caso exista um sistema alternativo de aquecimento, o sistema de domótica irá accioná-lo evitando a diminuição dos níveis de conforto.
A monitorização do nível de combustível relacionado com a evolução do consumo de energia permite calcular a autonomia, e assinalar a necessidade de compra de mais combustível caso esta seja inferior ao limite estabelecido.
A informação de necessidade de compra pode ser simultânea com o envio por email, sms ou fax da nota de encomenda ao fornecedor habitual.
Quando este apresentar a factura, a quantidade do combustível facturado poderá ser confrontada com a quantidade efectivamente fornecida, calculada pelo sistema através da diferença de nível antes e após o enchimento.
5.2.6. Inundação
As inundações quando ocorrem, trazem normalmente associadas prejuízos elevados com reparações e reposições de pavimentos, tectos, máquinas, tapetes, etc.
Para além dos prejuízos económicos directos, temos de contabilizar também os prejuízos devidos ao tempo desperdiçado e devidos aos transtornos provocados pela impossibilidade de utilização do edifício.
A detecção de inundações, normalmente instaladas nas casas de banho, cozinhas, casa das máquinas das piscinas, etc., permite ao sistema efectuar o corte automático da água e emitir um aviso local e remoto da ocorrência. O abastecimento da água só é reposto quando a anomalia é identificada e resolvida, garantindo-se assim a máxima protecção.
As fugas de água com caudais extremamente reduzidos devem-se a fugas no autoclismo ou torneiras, ou a fugas na tubagem. Embora insignificantes do ponto de vista do valor da água, ao longo do tempo podem provocar prejuízos muito elevados em paredes, tectos ou louças sanitárias. A sua detecção é efectuada através da quantificação de água gasta durante os períodos em que não deva haver consumos, ou seja na ausência das pessoas e descontando a água gasta na rega e na reposição da água da piscina. Em caso de detecção de fuga, o sistema repete o procedimento da detecção de inundação, embora só deva cortar o abastecimento por opção do utilizador.
5.2.7. Incêndio
Qualquer sistema de segurança permite a detecção de incêndio, por detecção de fumo ou temperatura, e activa as sirenes em simultâneo com o envio de alarmes remotos.
Um sistema de domótica permite em caso de incêndio actuar sobre os equipamentos eléctricos, por exemplo, abrindo imediatamente os estores para facilitar a saída de fumos, e desligando todos os equipamentos imprescindíveis, devendo os restantes ter a sua alimentação eléctrica estabelecida por cabos com elevada resistência ao fogo. Permite ainda multiplicar as formas de envio dos alarmes remotos, através do recurso ao envio de e-mail, fax, mensagens sms, etc..
5.2.8. Vigilância
Ao ser instalado um sistema de vigilância no interior ou exterior de um edifício é necessário ter em conta diversos factores. Depois de clarificado o objectivo do sistema, há que optar pelo tipo de câmara, tipo de controlo, e tipo de registo.
A escolha do número e tipo de câmaras, bem como da respectiva montagem
deve ter em conta as seguintes questões:
• É necessário usar câmaras a preto e branco ou cor? Ou ambas?
• Quais as áreas a necessitar de cobertura?
• Qual o período de funcionamento das câmaras e qual a autonomia que pretendo?
• Quantas câmaras são necessárias?
• Quais os tipos de locais onde vão ser instaladas, interior, exterior, à intempérie, etc..
• É necessário usar câmaras “wireless”?
Relativamente aos registos, actualmente o registo digital é o mais utilizado, já que relativamente aos registos analógicos, são cada vez mais autónomos, mais eficazes e cada vez mais económicos.
Nos registos digitais, a configuração do sistema e a manipulação das imagens torna-se totalmente intuitiva, permitindo com toda a facilidade a execução de arquivos digitais em CD ou DVD.
Por outro lado, estes sistemas utilizam totalmente os recursos das novas tecnologias, permitindo a visualização remota das imagens, e a consulta remota dos registos através de um vulgar “browser”. Outra característica importante destes sistemas é a capacidade de enviar, via e-mail o registo de qualquer ocorrência, anexando para tal as respectivas imagens.
As ocorrências podem ser definidas através de entradas de sinais, por exemplo, sinal de intrusão a partir da central de alarme, ou podem ser definidas automaticamente a partir da detecção de movimento pela análise digital das imagens.
5.2.9. Gestão Técnica
A gestão técnica deve garantir a eficiente monitorização do estado de funcionamento e anomalias de todos os aparelhos de protecção eléctrica. Para isso, é necessário projectar e equipar os quadros eléctricos dos dispositivos necessários para que o sistema de domótica conheça o estado de funcionamento dos diversos aparelhos de protecção, e em caso de disparo, avaria ou intervenção técnica, possa actuar em conformidade com os procedimentos estabelecidos.
Podemos estabelecer três níveis diferentes de prioridades, divididas da seguinte forma:
• Nível 1: a ocorrência origina um alarme generalizado com mensagens para todos da lista – usado, por exemplo, nos aparelhos de protecção dos sistemas de segurança, aparelhos de protecção contra descargas atmosféricas, ou aparelhos de protecção dos circuitos dos frigoríficos e arcas congeladoras.
• Nível 2: a ocorrência origina um alarme parcial com mensagens apenas para parte da lista – usada, por exemplo, nos aparelhos de protecção de circuitos de iluminação não essenciais para a segurança.
• Nível 3: a ocorrência apenas origina um registo no sistema de supervisão, sem qualquer notificação de alarme – usado, por exemplo, em aparelhos de protecção a circuitos de iluminação decorativa.
A boa gestão técnica de uma instalação eléctrica é fundamental para assegurar o bom funcionamento eléctrico de todos os equipamentos instalados, e consequentemente das suas funcionalidades. Normalmente, a gestão técnica está integrada no resto do sistema, existindo um único software de supervisão e gestão de todo o edifício.
5.2.10. Software de supervisão
À imagem do que acontece em qualquer sistema de automação industrial, na automação de edifícios deve existir um software de supervisão que permite a alteração de parâmetros de conforto e segurança, consulta de eventos, análise de gráficos de tendência, etc.
Local e remotamente, o utilizador pode consultar os registos dos alarmes técnicos ou de segurança, visualizar as imagens captadas no edifício, ou visualizar a evolução das temperaturas no interior e exterior ou o teor de cloro residual na água potável ou na água da piscina, etc. Através desta ferramenta, ao utilizador é permitido adaptar o seu sistema de domótica às necessidades e rotinas diárias, em tarefas como:
• Simulação de presença
• Controlo de acessos
• Cenários de conforto
• Programas horários de climatização
• Horário diário/semanal de despertar
• Ciclos de rega
• Ciclos de tratamento da água da piscina, etc.
O aspecto de um software de supervisão deve ser amigável e intuitivo, não carecendo de formação específica para o manuseamento das suas funções principais.
Existem diversas interfaces possíveis:
• PC, fixo ou portátil;
• PC com display táctil;
• Consola táctil com comunicação com o sistema de domótica;
• PDA, computador de mão;
Com gestão de utilizadores e controlo de passwords, o software de supervisão é
uma ferramenta extremamente eficaz, optimizando a utilização racional dos recursos
tecnológicos dos edifícios.
Maio 21, 2012 Não há comentários
Domótica – Curso Prático X10 – parte 1
DOMÓTICA
Introdução
Casas Inteligentes para Todos
Desde 1978 que os produtos X10 estão no mercado.
Desde então é possível que as luzes se apaguem automaticamente, poupando-nos muito dinheiro e evitando andar sempre a correr dum lado para o outro para ver se as crianças se esqueceram de apagá-las; que o termóstato também não se mantenha ligado enquanto estamos de férias e, à partida nos esquecemos de o desligar; estar mais descansado em férias com os equipamentos de segurança inteligentes que deixámos em funcionamento.
É toda uma segurança, conforto e poupança que obtemos com a domótica:
Reduzir o nível de iluminação, desligar as luzes quando nos deitamos, fazer parecer a casa habitada durante as nossas ausências, ou comandar todos os equipamentos a partir do PC, tudo isto é agora possível a um preço acessível.
O protocolo X10 destaca-se pela sua popularidade, baixo custo e versatilidade.
Compreender a Tecnologia
Modos de Automatizar a Sua Casa
Sistemas de Luzes
Na sua casa de jantar, sala de estar ou quarto, pode colocar módulos-lâmpada com nível de iluminação regulável remotamente (apenas lâmpadas incandescantes). Pode ainda controlar melhor se usar módulos que podem gravar níveis de iluminação (cenários) ou usando o PC para guardar macros que ajustam as luzes para diferentes níveis de luminosidade apenas com um simples clique no comando.
Controlo de Equipamentos
Pode ligar e desligar electrodomésticos remotamente usando simples adaptadores e comandos à distância de infra-vermelhos ou controladores de mesa; pode calar momentaneamente um rádio barulhento enquanto faz uma chamada telefónica e voltar a ligá-lo assim que a termina.
Usando sensores de temperatura pode ligar e desligar automaticamente uma ventoinha ou um aparelho de ar-condicionado dependendo dos valores da temperatura ambiente previamente configurados.
Sistemas de Alarme e Segurança
Quando combina módulos de iluminação com temporizadores pode dar à sua casa um ar de habitada mesmo quando se encontra ausente; sensores de porta e janela podem alertá-lo de imediato contra tentativas de intrusão; Sensores de movimento podem mantê-lo informado de anormalidades na garagem; Câmaras de vídeo sem fios podem mostrar-lhe quem está a tocar à porta ou o que se está a passar dentro da garagem, etc. Estes sensores podem ainda fazer disparar um alarme, luzes exteriores, etc.
Sistemas de Ar-Condicionado
Combinados com sensores de temperatura pode:
– Detectar problemas com o aquecimento ou arrefecimento;
– Ajustar a temperatura interior como resposta automática às condições ambientais;
– Verificar e ajustar a temperatura da casa através de comando remoto;
– Ligar o aquecimento automaticamente antes da hora de se levantar de manhã.
Controlo de Estores
Em vez de perder tempo a andar de divisão em divisão para deixar o sol entrar, pode, apenas com um simples toque numa tecla do comando, abrir os cortinados ou estores, ou fechá-los à noite ou quando sai de casa. Eles podem ainda ser combinados com o nível de iluminação – quando abro os estores, desligo a iluminação ou vice-versa.
Acesso Remoto
A maioria dos sistemas de automação podem ser ligados a um PC através de um cabo série ou USB. Assim poderá:
– Controlar múltiplos dispositivos a partir de uma localização centralizada;
– Controlar múltiplos dispositivos com um comando único (macro), como por exemplo “pequeno-almoço”, macro que liga a cafeteira, desliga as lâmpadas exteriores, liga o computador e o rádio.
– Ver a temperatura corrente;
– Ver as câmaras de segurança via Internet.
Muitos sistemas de automação podem ainda ser ligados ao seu telefone, o que permite:
– Activar dispositivos através das teclas;
– Ouvir a informação do sistema de aquecimento e assim activar o aquecimento ou arrefecimento se necessário;
– Receber informação relacionada com a segurança.
Sistemas de Automatização de Residências Standard
X10
Foi o primeiro. Usa os fios da sua instalação eléctrica para levar os sinais de comando entre os comandos à distância e os dispositivos. Pode ser utilizado para qualquer tarefa de automatização que imagine, e devido ao facto de os módulos lâmpada e equipamento poderem ser ligados directamente às tomadas, a automação da sua casa não precisa de obras.
Universal Powerline Bus
Z-Wave
Ethernet/Wi-Fi
Se vive numa casa com cablagem estruturada (cabo internet/telefone/áudio-video já embebido nas paredes) este sistema é de muito fácil e barata instalação. Todavia, se não for este o caso, imagine a quantidade de cabos que terá de passar ao longo da sua habitação.
Por outro lado este sistema, ao contrário do X10, não foi desenhado para instalação por qualquer pessoa, pelo que requer a chamada de um técnico especializado.
Sistemas Proprietários
A evitar devido a problemas de compatibilidade, sobretudo futura.
Métodos de Controlar a Sua Casa
Controlo Remoto Interactivo
A maneira mais fácil de entrar num processo de automação é através do “starter kits” que consiste num comando à distância, um transceiver que liga numa tomada e alguns módulos de controlo de lâmpadas e/ou electrodomésticos. Através deles conseguimos ligar/desligar iluminação e aparelhos electrodomésticos.
Como é óbvio, esta abordagem tem algumas limitações:
– Temos de controlar cada equipamento individualmente;
– Estamos limitados no tipo de dispositivos que podemos controlar – por exemplo não poderemos controlar dispositivos que usam ligação à terra (3 fios) nem que absorvam corrente mais elevadas (+ de 15 A);
– O módulos lâmpada não fornecem resposta, isto é, só podemos enviar comandos para eles mas não receber (resposta se está ligado/desligado).
Controladores de Todas as Lâmpadas Acesas/Todas as Lâmpadas Apagadas
Controlo baseado em Temporizadores
Um temporizador permite-lhe ligar/desligar um determinado dispositivo a uma hora previamente configurada.
Controlo de Iluminação baseado em Fotocélula
Pode adicionar um detector fotoeléctrico ao seu sistema e assim ligar automaticamente certas lâmpadas (exteriores, por exemplo) assim que escurece.
Controlos baseados em Sensores
As células fotoeléctricas não são o único tipo de sensores que pode usar. Também existem sensores que detectam abertura de portas ou janelas, sensores de movimento para activar câmaras de segurança e lâmpadas, sensores de temperatura para activar o aparelho de ar condicionado, etc.
Dispositivos Programáveis e Controlos Remotos (Comandos à Distância)
Usando uma interface X10 ligada ao PC e um software de domótica adequado, pode criar cenários usando qualquer módulo X10.
Controlo Remoto por Telefone
Pode adicionar acesso remoto por telefone ao X10. Basta ligar o seu telefone a um receptor especial que liga também ao seu sistema de automação/domótica, e quando telefonar pode usar o teclado para enviar comandos.
Controlo por Computador
Para controlo completo do seu sistema de domótica nada bate o PC. Basta ligar uma interface entre o seu PC e o sistema de domótica e, a partir, daí, através de um software próprio (por exemplo o Smarthome Manager) pode enviar comandos, dos mais simples aos mais complexos (cenários criados por si).
Controlo Remoto por Internet
Se tiver uma ligação ADSL ou cabo, pode usá-la para ter acesso remoto ao seu sistema de automação, quer para verificar se está tudo bem quer para enviar comandos e receber respostas do sistema.
(continua…)
Abril 3, 2009 Não há comentários


















