{"id":999,"date":"2009-10-08T05:18:11","date_gmt":"2009-10-08T12:18:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=999"},"modified":"2009-10-08T05:18:11","modified_gmt":"2009-10-08T12:18:11","slug":"varios-echos-du-paradis-sufi-soul-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/10\/08\/varios-echos-du-paradis-sufi-soul-conj\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; Echos Du Paradis: Sufi Soul (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>05.12.1997<br \/>\nWorld<br \/>\nO Para\u00edso Entre O Deserto E O Mar<br \/>\nV\u00e1rios<br \/>\nEchos Du Paradis: Sufi Soul (10)<br \/>\n2xCD Network, distri. Megam\u00fasica<br \/>\nV\u00e1rios<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/echosduparadissufisoul.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/echosduparadissufisoul.jpg\" alt=\"echosduparadissufisoul\" title=\"echosduparadissufisoul\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-1000\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/echosduparadissufisoul.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/echosduparadissufisoul-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/echosduparadissufisoul-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.shareonall.com\/Sufi_Soul_buwe.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>http:\/\/www.shareonall.com\/Sufi_Soul_buwe.rar<\/p>\n<p>Egypt: Music Of The Nile From The Desert To The Sea (9)<br \/>\n2xCD Virgin, import. Symbiose<br \/>\nA chamada \u201cworld music\u201d est\u00e1 para a m\u00fasica \u00e9tnica como o jardim est\u00e1 para a floresta. A autenticidade, por vezes selvagem, em contraste com a sofistica\u00e7\u00e3o e o apuro formal. Nos \u00faltimos anos tem-se assistido \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de ambas no panorama editorial, de discos, livros, revistas e espect\u00e1culos ao vivo, da revitaliza\u00e7\u00e3o dos clubes ao aumento dos grandes festivais. Uma das quest\u00f5es que se colocam \u00e9 a de saber se \u00e9 a m\u00fasica \u00e9tnica &#8211; necessariamente conotada com determinadas especificidades espirituais, culturais, sociais e geogr\u00e1ficas &#8211; que conduz o potencial auditor para o tipo deproduto associado \u00e0 \u201cworld music\u201d ou se, pelo contr\u00e1rio, o caminho se processa no sentido inverso. Estamos em crer que a segunda hip\u00f3tese ser\u00e1 a mais correcta. \u00c9 prov\u00e1vel que os discos dos Chieftains, de Youssou N\u2019 Dour ou das Zap Mama sejam os primeiros a ocupar as prateleiras em casa do mel\u00f3mano interessado em conhecer novas latitudes musicais. Daqui nascer\u00e1, ou n\u00e3o, o interesse pelas ra\u00edzes genu\u00ednas que sustentam esses nomes meis medi\u00e1ticos que, cada vez com mais for\u00e7a, se v\u00e3o insinuando nos \u201ctops\u201d de vendas.<br \/>\nFaz, desta forma, todo o sentido que no \u00faltimo par de anos tenham surgido editoras decididas a investir num tipo de produto cultural menos imediato e mais contextualizado, para a chamda m\u00fasica \u00e9tnica, tornando-a num objecto cultural n\u00e3o menos sofisticado do que as normais edi\u00e7\u00f5es de \u201cfolk\u201d, \u201cworld\u201d, \u201cfus\u00e3o\u201d, etc.<br \/>\nDeste grupo de editoras, a Network e a Ellipsis Arts&#8230; foram as primeiras a ter distribui\u00e7\u00e3o nacional, juntando-se-lhes agora a multinacional Virgin, sempre atenta \u00e0s movimenta\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es do mercado. Caracterizam-se estas edi\u00e7\u00f5es, em geral, por conjuntos de dois ou mais CD, embalados numa apresenta\u00e7\u00e3o invariavelmente luxuosa que inclui detalhados livros de paresenta\u00e7\u00e3o, em geral bilingues ou trilingues, contendo textos informativos e fotos de inultrapass\u00e1vel qualidade.<br \/>\n\u201cEchos du Paradis: Sufi Soul\u201d, o mais recente lan\u00e7amento da cl\u00e1ssica Network, depois de \u201cDesert Music\u201d e \u201cRoad of the Gypsies\u201d, \u00e9 um compacto duplo (72m00 + 61m43) com exemplos das diversas tradi\u00e7\u00f5es \u201csufi\u201d do planeta, da \u00c1sia Oriental ao Norte de \u00c1frica. O \u201csufi\u201d \u00e1 o asceta, por vezes an\u00f3nimo, que dedica toda a sua vida \u00e0 descoberta de si pr\u00f3prio e da divindade, dispensando os intermedi\u00e1rios, ou seja, as religi\u00f5es oficiais. \u00c9 nesta medida, que sepode comparar o m\u00edstico \u201csufi\u201d ao gn\u00f3stico medieval, tamb\u00e9m ele numa procura do contacto directo com o Divino. A m\u00fasica, enquanto movimento puro, constitui instrumento privilegiado para aceder a esse estado de transcend\u00eancia. M\u00fasica ritual, de eleva\u00e7\u00e3o. M\u00fasica de condu\u00e7\u00e3o e \u00eaxtase, mas tamb\u00e9m m\u00fasica de dan\u00e7a (pr\u00e1tica indissoci\u00e1vel da ascese, para os \u201cdervishes\u201d do Norte de \u00c1frica, no seu rodopio em torno de si pr\u00f3prios at\u00e9 alcan\u00e7arem o transe que os atira para a outra dimens\u00e3o). Dan\u00e7a do corpo e da lama. Por isso, faz todo o sentido referirmos a equival\u00eancia entre a m\u00fasica \u201csufi\u201d, ou dos \u201csufi\u201d, com a \u201csoul music\u201d, a \u201cgospel\u201d e os espirituais negros, os quais partilham id\u00eantico objectivo de conduzir o corpo e alma para a liberdade e para a alegria.<br \/>\nS\u00e3o, no toal, 21 temas provenientes de regi\u00f5es como o Ir\u00e3o, Damasco, Tajiquist\u00e3o, Afeganist\u00e3o, Marrocos, Turquia, Paquist\u00e3o ou o Uzbequist\u00e3o, recolhidos de muitas e variadas fontes, do Smithsonian Institute e Arquivos Internacionais de m\u00fasica popular, passando por diversas edi\u00e7\u00f5es discogr\u00e1ficas locais. Em \u201cSufi Soul\u201d, os ala\u00fades, as percuss\u00f5es, as cordas, os sopros e, pricipalmente, as vozes, servem um prop\u00f3sito comum: a eleva\u00e7\u00e3o acima do mundo e das apar\u00eancias. \u00c9 nesse lugar, ao qual se pode aceder atrav\u00e9s de alguns sonhos, que se encontra a forma mais pura de beleza. Nusrath Fateh Ali-Khan, provavelmente o \u00fanico artista presente nesta pbra que \u00e9 conhecido no Ocidente, sabia-o. Enquanto cantava.<br \/>\nAo leitor, propomos que comece pela audi\u00e7\u00e3o de \u201cdurnalar sema \u2018i \u201c (\u201ca dan\u00e7a dos 12 cr\u00e2nios\u201d), de Ashik M\u00fcsl\u00fcm S\u00fcmb\u00fcl, da Anat\u00f3lia, Turquia. Ashik, \u201caquele que est\u00e1 apaixonado\u201d, nome dado na Anat\u00f3lia aos cantores tradicionais m\u00edsticos, canta e toca \u201csaz\u201d (ala\u00fade de bra\u00e7o longo), num crescendo arrebatador. Deixem fugir a alma, deixem dan\u00e7ar o corpo, deixem dan\u00e7ar a alma, deixem fugir o corpo. Al\u00e9m da m\u00fasica, est\u00e1 a M\u00fasica. Escutemos ainda a derradeira li\u00e7\u00e3o, na conversa entre o mestre Jal\u00e2l al-Din e um disc\u00edpulo c\u00e9ptico, com a mente fechada: \u201cn\u00e3o gosto di ru\u00eddo do ranger das paortas!\u201d R\u00e9plica do mestre: \u201cEu ou\u00e7o o som das portas quando se abrem, enquanto tu ouves o som das poartas fechadas.\u201d<br \/>\n\u201cEgypt &#8211; Music of the Nile from the Desert to the Sea\u201d, embora igualmente uma obra excepcional, n\u00e3o ostenta com a mesma evid\u00eancia a espiritualidade e a dimens\u00e3o do sagrado que brota, de forma quase violenta, de \u201cSufi Soul\u201d. Agora \u00e9 tempo e acompanharmos as diversas tradi\u00e7\u00f5es musicais que eclodiram ao longo da Hist\u00f3ria no rio Nilo, do deserto do Sara ao delta no Mediterr\u00e2neo, de povoa\u00e7\u00f5es como Abu Simbel ou Ibrim, junto \u00e0 nascente, at\u00e9 ao Cairo, cadinho de m\u00faltiplas influ\u00eancias, rurtais e urbanas. \u00c9 igualmente uma viagem, mas marcada pela areia, pelo sol e pelo mar. Pela inconst\u00e2ncia das dunas, pela sensualidade ou pela inclem\u00eancia do astro-rei, pela ilus\u00e3o da miragem e a paz moment\u00e2nea do o\u00e1sis, pelo descanso final das ondas ou pelo fito do lucro, na chegada \u00e0 cidade, onde tudo se compra e tudo se vende, ascoisas e os corpos. A improvisa\u00e7\u00e3o (\u201ctaqasin\u201d) e a prece, os sons de conten\u00e7\u00e3o e as dan\u00e7as, por vezes confundindo-se com a convuls\u00e3o, guiam o peregrino, numa rota onde a dor se confunde com o prazer. Os cantores do Nilo, os berberes, os bedu\u00ednos, as mulheres e os homens a s\u00f3s com o seu destino, marcham como um ente grandioso &#8211; o grande Sul em demanda do seu Graal.<br \/>\nNo segundo compacto, j\u00e1 despertamos de s\u00fabito para o mundo exterior, das vozes discordantes e das muitas coisas separadas. \u00c9 a electricidade que surge, e com ela uma outra dan\u00e7a, plena ainda de tradi\u00e7\u00e3o e de autenticidade, mas marcada j\u00e1 pela tens\u00e3o dos nervos. A m\u00fasica \u201crai\u201d, incrustada nos h\u00e1bitos das novas gera\u00e7\u00f5es, irrompe em remisturas de \u201cHalat Al-\u00c2nu\u00e2r\u201d, por Amid, e de \u201cY\u00fb ud Wa Yaghlef Wa \u00castan\u00e2h\u201d, por G\u00e2ber al-\u2018Azab. Programa\u00e7\u00f5es. Tecno. A m\u00fasica do Alto Nilo contaminada pelos fumos e pelas solicita\u00e7\u00f5es do Cairo. Tempo de festa, na nova s\u00edntese da m\u00fasica \u201cn\u00fabia\u201d com a m\u00fasica \u00e1rabe, em \u201cNahawand\u201d, por Sharkiat.<br \/>\nE se, em \u201cSufi Soul\u201d, Nusrat Fateh Ali-Khan era a estrela, aqui encontramos, j\u00e1 perto do final, Ali Hassan Kuban, \u201co patriarca da m\u00fasica \u2018n\u00fabia\u2019 do Cairo\u201d. Mas assim como o mundo se move, tamb\u00e9m a m\u00fasica retorna \u00e0 origem, para de novo se lan\u00e7ar em direc\u00e7\u00e3o ao futuro, numa espiral intermin\u00e1vel, atrav\u00e9s de um c\u00e2ntico ritual dos \u201cBechari\u201d, a \u00faltima das tribos n\u00f3madas do deserto, em err\u00e2ncia eterna entre o Nilo e o Mar Vermelho. Fica a d\u00favida. O velho fil\u00f3sofo grego Heraclito tinha ou n\u00e3o raz\u00e3o quando afirmava: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel banharmo-nos duas vezes na mesma \u00e1gua do rio\u201d? Experimentemos ouvir outra vez estes dois discos desde o princ\u00edpio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>05.12.1997 World O Para\u00edso Entre O Deserto E O Mar V\u00e1rios Echos Du Paradis: Sufi Soul (10) 2xCD Network, distri. Megam\u00fasica V\u00e1rios LINK http:\/\/www.shareonall.com\/Sufi_Soul_buwe.rar Egypt: Music Of The Nile From The Desert To The Sea (9) 2xCD Virgin, import. 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