{"id":9945,"date":"2022-07-21T05:53:35","date_gmt":"2022-07-21T12:53:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=9945"},"modified":"2022-07-21T05:53:35","modified_gmt":"2022-07-21T12:53:35","slug":"fernando-magalhaes-no-forum-sons-intervencao-48-fennesz-biosphere-fm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/07\/21\/fernando-magalhaes-no-forum-sons-intervencao-48-fennesz-biosphere-fm\/","title":{"rendered":"Fernando Magalh\u00e3es no &#8220;F\u00f3rum Sons&#8221; &#8211; Interven\u00e7\u00e3o #48 &#8211; &#8220;Fennesz, Biosphere&#8230; (FM)&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>#48 &#8211; &#8220;Fennesz, Biosphere&#8230; (FM)&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Magalh\u00e3es<\/strong><br \/>\n03.12.2001 160415<\/p>\n<p>Ol\u00e1 a todos <\/p>\n<p>Comecemos pelo &#8220;concerto&#8221; dos BIOSPHERE. Que concerto? Em casa ouve-se melhor a m\u00fasica dos excelentes &#8220;Substrata&#8221; e &#8220;Cirque&#8221;. Fa\u00e7o minas as palavras de outros forenses que estiveram presentes em Serralves. Que diabo, n\u00e3o teria ficado assim t\u00e3o caro arranjar um suporte visual qualquer para acompanhar a bel\u00edssima m\u00fasica de Geir Jenssen (embora, ao vive, fique sempre a suspeita de estarmos a ouvir, na maioria, sons pr\u00e9-gravados&#8230;).<br \/>\nO anti-acontecimento do ano. Foi pena&#8230; <\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Bastante melhor foi, com efeito, o encontro dos forenses no Labirinto. Imagino que o M\u00e1rio tenha pago para a\u00ed uns 20 contos nos Vodkas  .<br \/>\nTamb\u00e9m apreciei a celeridade da empregada que servia \u00e0s mesas no jardim. Super r\u00e1pida, a mi\u00fada! \ud83d\ude00<\/p>\n<p>O Luis M, profundo conhecedor da cidade, confirmou ser um habitu\u00e9 das noites do Porto. \ud83d\ude00<\/p>\n<p>Uma noite bem passada, em suma. <\/p>\n<p>\u00c0 sa\u00edda do &#8220;concerto&#8221;, o Paulo Vinhas, da Mat\u00e9ria Prima, arranjou-me, finalmente, um exemplar do esgotad\u00edssimo &#8220;Endless Summer&#8221;, do Christian FENNESZ (bem como o &#8220;Substrata 2&#8221;, de Biosphere e o disco do Rafael Toral, tamb\u00e9m para a Touch). <\/p>\n<p>Apesar de ainda s\u00f3 ter ouvido o CD (do Fennesz) uma vez, confesso que senti alguma desilus\u00e3o. Parece-me ser um bom disco, mas n\u00e3o um grande disco. O Fennesz revela-se aqui sobretudo como um &#8220;bricoleur&#8221; do som e do ru\u00eddo &#8220;harmonizado&#8221;, mas os resultados parecem-me n\u00e3o estar \u00e0 altura do \u00e1lbum anterior (o do t\u00edtulo com as coordenadas geogr\u00e1ficas).<br \/>\nH\u00e1 achados sonoros engra\u00e7ados, como os do tema de abertura, em que o ru\u00eddo sugere harmonias quase subliminares, vibrafones cristalinos e sugest\u00f5es mel\u00f3dicas em temas como &#8220;Caecilia&#8221; mas sobram sequ\u00eancias demasiado longas daquilo a que chamo &#8220;chill out&#8221; com rugas&#8230;\u00e1rea na qual existe um \u00e1lbum que reputo de excelente, verdadeiramente hipn\u00f3tico, na forma como consegue induzir no auditor estados de consci\u00eancia alternativa, chamemos-lhes assim&#8230;: &#8220;Pop&#8221;, do projecto GAS.<br \/>\n&#8220;Endless Summer&#8221; pode ser sonicamente mais variado mas n\u00e3o vai t\u00e3o fundo na investiga\u00e7\u00e3o psico\/musical, como os GAS. <\/p>\n<p>Para j\u00e1 um 7\/10, 7,5\/10 com alguma boa vontade. Mas \u00e9 evidente que vou ter que o ouvir mais vezes. <\/p>\n<p>Quanto ao &#8220;Substrata&#8221;, remasterizado, \u00e9 uma verdadeira &#8220;trip&#8221;&#8230; j\u00e1 n\u00e3o na biosfera mas na estratosfera \uf04a<\/p>\n<p>FM<\/p>\n<p><strong>C\u00e9sar Laia<\/strong><br \/>\n03.12.2001 160421<\/p>\n<p>Tenho esse \u00e1lbum dos GAS em mp3 h\u00e1 mais de um ano e nunca o ouvi! Se calhar est\u00e1 na altura ouvir \ud83d\ude00<\/p>\n<p>Confesso que gosto muito mais do &#8220;Endless Summer&#8221; que do \u00e1lbum das coordenadas. Mas gostos s\u00e3o gostos \uf04a<\/p>\n<p>Ah, e a tua sugest\u00e3o para ouvir Fridge foi preciosa, o &#8220;Happyness&#8221; \u00e9 muito bom! \uf04a \ud83d\ude00<br \/>\nO N\u00famero tamb\u00e9m foi uma semi-desilus\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>C\u00e9sar <\/p>\n<p>np: Safety Scissors &#8220;parts water&#8221;<\/p>\n<p><strong>Fernando Magalh\u00e3es<\/strong><br \/>\n03.12.2001 160445<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o, que o CD dos GAS n\u00e3o \u00e9 de audi\u00e7\u00e3o f\u00e1cil. \u00c9 uma esp\u00e9cie de &#8220;ambient&#8221; intoxicante, repetitiva, que funciona na forma como p\u00f5e o c\u00e9rebro a construir arquitecturas virtuais. Somos n\u00f3s que acabamos por criar, a partir dos timbres &#8220;saturados&#8221; que o ouvido recebe, uma sinfonia irreal de sons. <\/p>\n<p>Quanto aos FRIDGE&#8230;ehehe&#8230;eu recomendo a audi\u00e7\u00e3o do grupo, sem d\u00favida, mas n\u00e3o atrav\u00e9s de &#8220;Happiness&#8221; (qu quase toda a gente neste forum venerou \uf04a&#8230; ), que considero um \u00e1lbum de certa forma &#8220;falhado&#8221;, em compara\u00e7\u00e3o com os anteriores e, estes sim, altamente recomend\u00e1veis, &#8220;Semaphore&#8221; e &#8220;Eph&#8221;. <\/p>\n<p>FM<\/p>\n<p><strong>M\u00e1rio Z.<\/strong><br \/>\n03.12.2001 160452<\/p>\n<p>H\u00e1 um pormenor que &#8220;facilita&#8221; a audi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum dos GAS. \u00c9 que h\u00e1 por l\u00e1 temas praticamente iguaizinhos uns aos outros&#8230; \u00c0 &#8220;segunda&#8221; e \u00e0 &#8220;terceira&#8221; j\u00e1 n\u00e3o se estranha tanto. \ud83d\ude09<\/p>\n<p>Mais a s\u00e9rio: apesar de gostar bastante do tipo de som dos GAS (ou n\u00e3o fosse eu f\u00e3 dos Biosphere), considero que o \u00e1lbum \u00e9 um disco em parte falhado, precisamente por causa das desnecess\u00e1rias &#8220;repeti\u00e7\u00f5es&#8221;&#8230; <\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>M\u00e1rio<\/p>\n<p>PS: Espero que com novas audi\u00e7\u00f5es as qualidades do &#8220;Endless Summer&#8221; possam superar os eventuais defeitos&#8230; \uf04a<\/p>\n<p><strong>Fernando Magalh\u00e3es<\/strong><br \/>\n03.12.2001 170511<\/p>\n<p>Se ouvires bem, n\u00e3o s\u00e3o bem &#8220;repeti\u00e7\u00f5es&#8221;. H\u00e1 diferen\u00e7as subtis de tema para tema.<br \/>\nTamb\u00e9m n\u00e3o creio que a m\u00fasica de &#8220;Pop&#8221; tenha muito a ver com a dos Biosphere. &#8220;Pop&#8221; ter\u00e1 muito mais a ver com (apesar de na apar\u00eancia, o som remeter para uma certa ambient tecno&#8230;) as estruturas de composi\u00e7\u00e3o de um Steve Reich ou do pr\u00f3prio Philip Glass da fase inicial. M\u00fasica m\u00e2ntrica, enfim. <\/p>\n<p>Assim: Espero que com novas audi\u00e7\u00f5es as qualidades do &#8220;Pop&#8221; possam superar os eventuais defeitos&#8230; \uf04a<\/p>\n<p>FM<\/p>\n<p><strong>aavv<\/strong><br \/>\n03.12.2001 170539<\/p>\n<p>Voc\u00eas podiam aconselhar-me um disco do Philip Glass para primeira audi\u00e7\u00e3o? (nunca ouvi nadsa dele) J\u00e1 h\u00e1 uns tempos que gostava de saber ao que soa, mas n\u00e3o sei por onde \u00e9 qie hei-de come\u00e7ar. <\/p>\n<p>aavv<\/p>\n<p><strong>Fernando Magalh\u00e3es<\/strong><br \/>\n04.12.2001 150353<\/p>\n<p>Bom, h\u00e1 v\u00e1rias vertentes musicais no interior da obra do Philip Glass. Os discos mais recentes (anos 80) s\u00e3o para esquecer. PG a imitar PG, segundo uma f\u00f3rmula que se institucionalizou por completo. <\/p>\n<p>Para mim, o melhor dele \u00e9 mesmo o 1\u00ba per\u00edodo, das pe\u00e7as monocrom\u00e1ticas, repetitivas e hipn\u00f3ticas (um efeito semelhante ao dos Gas, embora com texturas sonoras diferentes) at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o, mas ainda sem os tiques que viriam a marcar grande parte da sua discografia posterior. Refiro-me a &#8220;Music with Changing Parts&#8221; (71) e &#8220;Two Pages\/Contrary Motion&#8221; (73\/75), ambos editados pela Elektra Noinsesuch em vers\u00f5es remasterizadas. <\/p>\n<p>Claro, h\u00e1 a \u00f3pera &#8220;Einstein on the Beach&#8221;, de 1978, considerado o seu magnum opus. Recomendo a vers\u00e3o aumentada, melhorada e remasterizada, de 1993. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m acho muito curioso um disco pouco conhecido dele, o &#8220;North Star&#8221;, igualmente dos anos 70, em que o minimalismo se aproxima de um certo rock progressivo a la Magma, sob a influ\u00eancia de Carl Orff. <\/p>\n<p>Claro que depois tens as BSO todas, as \u00f3peras grandiosas, enfim o PG average que ajudou a destruir o que de fascinante existia na 1\u00aa gera\u00e7\u00e3o do minimalismo norte-americano. <\/p>\n<p>FM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>#48 &#8211; &#8220;Fennesz, Biosphere&#8230; (FM)&#8221; Fernando Magalh\u00e3es 03.12.2001 160415 Ol\u00e1 a todos Comecemos pelo &#8220;concerto&#8221; dos BIOSPHERE. Que concerto? Em casa ouve-se melhor a m\u00fasica dos excelentes &#8220;Substrata&#8221; e &#8220;Cirque&#8221;. Fa\u00e7o minas as palavras de outros forenses que estiveram presentes em Serralves. 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