{"id":9726,"date":"2022-05-28T06:39:21","date_gmt":"2022-05-28T13:39:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=9726"},"modified":"2022-05-28T06:39:21","modified_gmt":"2022-05-28T13:39:21","slug":"electric-light-orchestra-orquestra-da-luz-a-discoteca-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/05\/28\/electric-light-orchestra-orquestra-da-luz-a-discoteca-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Electric Light Orchestra &#8211; &#8220;Orquestra Da Luz&#8221; (a discoteca | artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>P\u00daBLICO QUARTA-FEIRA, 4 JULHO 1990 >> Videodiscos >> Pop<\/p>\n<p><strong>A DISCOTECA<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>ORQUESTRA DA LUZ<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Jeff Lynne foi um dos inventores do conceito \u201cpop sinf\u00f3nico\u201d, isto \u00e9, melodias engra\u00e7adas, vestidas, com pompa e circunst\u00e2ncia, de violinos, violoncelos e, se poss\u00edvel, de uma orquestra sinf\u00f3nica inteira. Os Electric Light Orchestra deram-lhe a fama e o proveito. Agora lan\u00e7ou um disco a solo, \u201cArmchair Theatre\u201d, gravado em casa e sem grandes truques.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ELO-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-9727\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ELO-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ELO-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ELO-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ELO.jpg 471w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Os Electric Light Ochestra, ou ELO, sigla pela qual s\u00e3o conhecidos, formaram-se em 1971, das cinzas dos Move, que nos dias derradeiros inclu\u00edam Lynne e Roy Wood, outro \u201csinf\u00f3nico\u201d assumido. A ideia que presidiu \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da nova banda era dar \u00e0 pop um rosto cl\u00e1ssico, sem perder de vista a acessibilidade e sensibilidade t\u00edpicas daquela. N\u00e3o se tratava de juntar um grupo pop a uma orquestra (como j\u00e1 o haviam feito os Procol Harum, os Deep Purple e os Moody Blues), mas sim fazer um grupo \u00e0 maneira de uma orquestra. A ambi\u00e7\u00e3o era criar uma esp\u00e9cie de Sgt. Pepper\u2019s Lonely Hearts Club Band de trazer por casa. A tarefa era poss\u00edvel gra\u00e7as aos talentos de multi-instrumentistas da dupla Lynne\/Wood, desmultiplicados em mil e um instrumentos, no processo de grava\u00e7\u00e3o de est\u00fadio, no qual ambos se revelaram peritos. Al\u00e9m de que os dois n\u00e3o eram de todo incapazes quanto ao jeito para compor melodias atraentes e acess\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Roll over Beethoven<\/strong><\/p>\n<p>\tO resultado obtido traduziu-se num h\u00edbrido musical que juntava os Beatles (\u201cStrawberry Fields Forever\u201d e \u201cI Am The Walrus\u201d foram a pedra de toque do projeto ELO) e os Queen no mesmo saco. Para alguns era insuport\u00e1vel e pretensioso. Mas a maioria consumidora foi sens\u00edvel \u00e0 ideia e aos discos que foram aparecendo. Em setembro de 1978, os ELO tocavam, no Forum de Montr\u00e9al, para uma assist\u00eancia de perto de um milh\u00e3o de pessoas. Os \u00e1lbuns, a partir do \u00eaxito maci\u00e7o de \u201cA New World Record\u201d (1976) e, sobretudo, \u201cOut Of The Blue\u201d (1977), eram sistematicamente platina. Os hits sucediam-se: \u201c10538 Overture\u201d, \u201cRoll over Beethoven\u201d (um cl\u00e1ssico de Chuck Berry), \u201cLivin\u2019 Thing\u201d, \u201cTelephone Line\u201d ou \u201cMr. Blue Sky\u201d chegaram sem dificuldades ao Top Ten de ambos os lados do Atl\u00e2ntico. Por alturas de \u201cOut of the Blue\u201d, a banda apresentava, nos espet\u00e1culos ao vivo, uma r\u00e9plica gigantesca de uma nave espacial, como era figurada na capa do disco, criando um \u201cshow\u201d de luz e efeitos visuais na linha dos \u201cEncontros Imediatos do 3\u00ba Grau\u201d.<br \/>\n\tO sucesso de Lynne deve-se, em parte, \u00e0 j\u00e1 referida capacidade de compor can\u00e7\u00f5es que \u201cficam no ouvido\u201d, aliada ao m\u00e9rito do trabalho como produtor e engenheiro de som. Lynne, como Midas, transforma tudo o que toca em ouro (e platina). N\u00e3o espanta, pois, que nomes de peso, como Roy Orbinson (um dos seus \u00eddolos), Brian Wilson, Randy Newman, Tom Petty ou, mais recentemente, George Harrison, tenham recorrido aos seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Em Casa \u00c9 que \u00c9 Bom<\/strong><\/p>\n<p>\tChegado ao topo e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de \u201cbem instalado na vida\u201d, juntou-se \u00e0 banda de reformados de The Traveling Wilburys, ao lado dos gerontes Bob Dylan, Tom Petty e George Harrison. Por fim, farto de todas as companhias, resolveu investir nele pr\u00f3prio a solo. F\u00ea-lo este ano com o \u00e1lbum \u201cArmchair Theatre\u201d. A inten\u00e7\u00e3o e mensagem s\u00e3o \u00f3bvias: \u201cSou o melhor!\u201d, grita-nos ele a cada espira, garantindo-nos que valeu a pena esperar. Se valeu ou n\u00e3o, cabe ao auditor decidir. O \u00e1lbum continua a est\u00e9tica e orienta\u00e7\u00e3o ELO, embora recorrendo a outros meios. Lynne fartou-se dos brinquedos m\u00e1gicos do est\u00fadio e afirma que o melhor que h\u00e1 \u00e9 \u201cgravar em casa\u201d. Sem d\u00edgitos que lhe valham. Foi numa casa antiga, do s\u00e9c. XV. \u201cA sala de controlo era a casa de jantar. O piano foi gravado no sal\u00e3o. As vozes num corredor. As guitarras na cozinha e a bateria numa \u00e1rea da casa onde, em tempos, todas as botas eram guardadas\u201d. Ent\u00e3o, e na casa de banho, nada? O disco, caseiro como \u00e9, agradar\u00e1 decerto \u00e0s dom\u00e9sticas (sem desprimor para estas) e \u00e0queles mais dados ao recato e ao gosto conformista. Ao longo de quase todo o disco, a voz de Lynne parece-se muito com a de George Harrison (e George aparece mesmo, mas n\u00e3o h\u00e1 confus\u00e3o). Em \u201cNobody Home\u201d, quer parecer-se com a de Lou Reed. E em \u201cDon\u2019t Say Goodbye\u201d com a de Presley. Fica-se pelo querer. H\u00e1 tr\u00eas cl\u00e1ssicos, mais ou menos assassinados para parecerem mais bonitinhos: \u201cDon\u2019t Let Go\u201d, de Jesse Stone, \u201cSeptember Song\u201d, de Maxwell Anderson e Kurt Weill e \u201cStormy Weather\u201d de Ted Koehler e Harold Arlen. Trata-se, sem d\u00favida, de um bom esfor\u00e7o, que decerto ser\u00e1 bem recompensado. Para os saudosistas, h\u00e1 ainda o b\u00f3nus adicional de um duplo-colet\u00e2nea, \u201cThe Very Best of the Electric Light Orchestra\u201d, reunindo todos os \u00eaxitos da banda. Para Jeff Lynne este \u00e9 o ano de nenhuns perigos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00daBLICO QUARTA-FEIRA, 4 JULHO 1990 >> Videodiscos >> Pop A DISCOTECA ORQUESTRA DA LUZ Jeff Lynne foi um dos inventores do conceito \u201cpop sinf\u00f3nico\u201d, isto \u00e9, melodias engra\u00e7adas, vestidas, com pompa e circunst\u00e2ncia, de violinos, violoncelos e, se poss\u00edvel, de uma orquestra sinf\u00f3nica inteira. 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