{"id":9523,"date":"2022-03-03T12:11:32","date_gmt":"2022-03-03T19:11:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=9523"},"modified":"2022-03-09T05:52:59","modified_gmt":"2022-03-09T12:52:59","slug":"neil-young-a-discoteca-dossier-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/03\/03\/neil-young-a-discoteca-dossier-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Neil Young &#8211; &#8220;A Discoteca&#8221; (dossier | artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>QUARTA-FEIRA, 7 MAR\u00c7O 1990 VIDEODISCOS<br \/>\nPop<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A DISCOTECA<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>NEIL YOUNG<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Apelidaram-no de \u201clooser\u201d, mas no fundo \u00e9 um vencedor. Ou um sobrevivente. J\u00e1 passou por tudo e escapou ileso, ou quase. Melhor ou pior cicatrizadas, as feridas sempre serviram de pretexto para cantar novas e sofridas hist\u00f3rias. Com \u201cFreedom\u201d, o seu \u00e1lbum mais recente, Neil Young regressa em for\u00e7a com um punhado de can\u00e7\u00f5es onde o pesadelo americano se confunde com as suas pr\u00f3prias fantasias.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/neilYoung-123x300.jpg\" alt=\"\" width=\"123\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-9536\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/neilYoung-123x300.jpg 123w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/neilYoung-41x100.jpg 41w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/neilYoung.jpg 321w\" sizes=\"auto, (max-width: 123px) 100vw, 123px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Hist\u00f3rias da Am\u00e9rica, mil e uma aventuras na terra de todos e ningu\u00e9m. Viagem pela paranoia urbana e pelos grandes espa\u00e7os abertos de uma na\u00e7\u00e3o paradoxal. Dramas e alegrias, a morte de amigos, a queda quase fat\u00eddica nas drogas pesadas, tudo isto este canadiano viveu, traduzindo para palavras e m\u00fasica todas estas experi\u00eancias. Consoante a \u00e9poca e a disposi\u00e7\u00e3o, utilizou-se dos g\u00e9neros musicais mais d\u00edspares para melhor contar todas as perip\u00e9cias. Das ra\u00edzes \u201ccountry\u201d ao \u201crock \u2018n\u2019 roll\u201d mais pesado, passando pelo rockabilly, os \u201crhythm and blues\u201d e as experimenta\u00e7\u00f5es eletr\u00f3nicas, deixou bem impressas as marcas da atitude \u00edmpar e pessoal\u00edssima.<br \/>\n\tNeil Young \u00e9 o marginal por excel\u00eancia, de guitarra e mochila \u00e0s costas, percorrendo as estradas e o lado mais negro da alma americana. A for\u00e7a da personalidade e da m\u00fasica contrastam com a aparente fragilidade da voz. Seja nas baladas ac\u00fasticas ou na batida rock mais saturada de eletricidade, \u00e9 sempre a voz que, ironicamente, se destaca. E assim, aos poucos e a pulso, se foi construindo o mito, que este \u201cFreedom\u201d se encarrega de refor\u00e7ar.<br \/>\n\tCome\u00e7ou nos Buffalo Springfield (se descontarmos os tr\u00eas anos que passou no Canad\u00e1 com os Squires, tocando no circuito \u201cfolk\u201d), ao lado de Stephen Stills, com os quais gravou alguns \u00e1lbuns. \u201cNeil Young\u201d, de 68, \u00e9 o seu primeiro disco a solo, mas nem mesmo a presen\u00e7a de Jack Nietzsche e Ry Cooder conseguiram evitar o fiasco em termos de vendas. J\u00e1 com a sua banda de apoio, os Crazy Horse, grava \u201cEverybody Knows this is Nowhere\u201d, de 69, que, ao contr\u00e1rio do disco anterior, entra no top de vendas e \u00e9 disco de ouro. Depois \u00e9 o cl\u00e1ssico \u201cAfter the Goldrush\u201d, do ano seguinte, com temas famosos como \u201cOnly Love Can Break your Heart\u201d ou \u201cSouthern Man\u201d. Predominavam nestes discos as influ\u00eancias folk, ainda determinantes no \u00e1lbum seguinte, \u201cHarvest\u201d, um dos seus discos mais vendidos, mas caindo por vezes no tom bonitinho pela inclus\u00e3o nalguns temas da London Symphony Orchestra. \u201cHeart of Gold\u201d (\u201ctop one\u201d nos E.U.) e o magn\u00edfico \u201cThe Needle and the Damage Done\u201d, a cl\u00e1ssica can\u00e7\u00e3o anti-droga, s\u00e3o os temas mais conhecidos. \u201cAfter the Goldrush\u201d chega ao n\u00famero oito na lista americana e \u00e9 s\u00e9timo no Reino Unido. \u201cHarvest\u201d alcan\u00e7a o primeiro lugar em ambos os \u201cTops\u201d.<br \/>\n\t\u201cJourney Through the Past\u201d (72) \u00e9 um duplo com a banda sonora do filme do mesmo nome e inclui temas repescados dos Buffalo Springfield e do quarteto com David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash. Seguem-se \u201cTime Fades Away\u201d (ao vivo de 73), \u201cOn the Beach\u201d (74) e, logo a seguir, \u201cTonight\u2019s the Night\u201d, gravado \u201cao vivo\u201d em est\u00fadio, o \u00e1lbum mais negro e desesperado de toda a sua discografia, povoado de refer\u00eancias \u00e0 \u201cdrug-culture\u201d e dedicado ao m\u00fasico dos Crazy Horse, Danny Whitten, morto de overdose. \u201cZuma\u201d (75) cont\u00e9m o longo \u201cCortez the Killer\u201d com um show de guitarra pontuando a narra\u00e7\u00e3o das prepot\u00eancias imperialistas levadas a cabo na Am\u00e9rica do Sul. Em 76 grava \u201cLong May You Run\u201d de parceria com Stephen Stills e, no ano seguinte, \u201cAmerican Stars \u2018n\u2019 Bars\u201d tendo como vocalistas convidadas Linda Ronstadt e Emmylou Harris. \u201cComes a Time\u201d (78) \u00e9 um \u00e1lbum \u00e0 base de guitarra ac\u00fastica e \u201cRust Never Sleeps\u201d (79) assinala o regresso dos Crazy Horse. Os passos seguintes s\u00e3o mais um registo ao vivo no duplo \u201cLive Rust\u201d (79), o retorno ao \u201ccountry\u201d com \u201cHawks and Doves\u201d (80) e o capricho eletr\u00f3nico de \u201cTrans\u201d, misturando os sintetizadores e as caixas de ritmo, o rock dos Crazy Horse e a guitarra de Lofgren. A revista \u201cVillage Voice\u201d considera Neil Young \u201cartista da d\u00e9cada\u201d.<br \/>\n\t\u201cEverybody\u2019s Rockin\u2019\u201d (83) \u00e9 puro \u201crockabilly\u201d interpretado pelos Neil &#038; The Shoeking Pinks e \u201cOld Ways\u201d (85) o \u201cCountry\u201d revisitado. \u201cLanding on Water\u201d (86) d\u00e1 origem a um v\u00eddeo de longa dura\u00e7\u00e3o. \u201cDecade\u201d \u00e9 um triplo de compila\u00e7\u00e3o de alguns dos seus melhores temas (com a subjetividade que tal classifica\u00e7\u00e3o sempre comporta). Entretanto, Neil cede \u00e0s press\u00f5es do \u201cbusiness\u201d, gravando os menos interessantes \u201cLife\u201d (87) e \u201cThis Note\u2019s for You\u201d (89).<br \/>\n\tFinalmente a p\u00e9rola mais recente, \u201cFreedom\u201d, que \u00e9 j\u00e1 um cl\u00e1ssico e dos \u00e1lbuns mais fortes da carreira do m\u00fasico, a guitarra de Neil soando mais c\u00e1ustica do que nunca em temas como \u201c60 to Zero\u201d, \u201cEldorado\u201d, \u201cBrodway\u201d ou a vers\u00e3o el\u00e9trica do ironicamente intitulado \u201cRockin\u2019 in the Free World\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>QUARTA-FEIRA, 7 MAR\u00c7O 1990 VIDEODISCOS Pop A DISCOTECA NEIL YOUNG Apelidaram-no de \u201clooser\u201d, mas no fundo \u00e9 um vencedor. Ou um sobrevivente. J\u00e1 passou por tudo e escapou ileso, ou quase. Melhor ou pior cicatrizadas, as feridas sempre serviram de pretexto para cantar novas e sofridas hist\u00f3rias. 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