{"id":9384,"date":"2021-12-29T05:06:24","date_gmt":"2021-12-29T12:06:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=9384"},"modified":"2021-12-29T05:06:24","modified_gmt":"2021-12-29T12:06:24","slug":"brian-eno-hino-a-eno-dossier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2021\/12\/29\/brian-eno-hino-a-eno-dossier\/","title":{"rendered":"Brian Eno &#8211; &#8220;Hino A Eno&#8221; (dossier)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 01.12.1993<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>HINO A ENO<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9385\" rel=\"attachment wp-att-9385\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno1.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"626\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9385\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno1.jpg 367w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno1-176x300.jpg 176w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno1-59x100.jpg 59w\" sizes=\"auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>S\u00e3o no total seis discos compactos, mais dois livretes, divididos por duas caixas cartonadas intituladas simplesmente Eno I (temas instrumentais) e Eno II (temas vocalizados). Uma antologia, portanto, como tantas outras, cujo objectivo principal \u00e9 facturar \u00c0 custa da reciclagem de produto antigo? Neste caso, n\u00e3o.<br \/>\n\u201cEno I\u201d e \u201cEno II\u201d \u2013 vamos considera-los como sendo apenas uma obra \u2013 \u00e9 um objecto fascinante que traz de facto, algo de novo e interessante para a compreens\u00e3o de um dos maiores artistas vivos deste s\u00e9culo. Por v\u00e1rias raz\u00f5es. Em primeiro lugar, como \u00e9 evidente, pela m\u00fasica. Pelo que ela \u00e9 mas tamb\u00e9m pela maneira como \u00e9 apresentada. H\u00e1 material original que, ao contr\u00e1rio do que \u00e9 vulgar acontecer neste tipo de antologias, est\u00e1 longe de ser sup\u00e9rfluo. Depois, \u00e9 o contexto e a selec\u00e7\u00e3o cuidada dos temas, a permitir m\u00faltiplas leituras e novas perspectivas de uma est\u00e9tica que se estende n\u00e3o s\u00f3 pela m\u00fasica como pelo v\u00eddeo, a escultura, a pintura, a literatura, v\u00e9rtices de uma arte total ainda \u00e0 procura de defini\u00e7\u00e3o, sem esquecer o campo da teoriza\u00e7\u00e3o e da conceptualiza\u00e7\u00e3o que Eno (\u201cprofessor Eno\u201d, como \u00e9 conhecido no meio musical) manipula como poucos, numa desmultiplica\u00e7\u00e3o fe\u00e9rica de novas teorias e conceitos que parecem nunca chegar para conter a sua \u00e2nsia de cria\u00e7\u00e3o. Neste aspecto os dois livretes com texto, um da autoria de Paul Morley, jornalista brit\u00e2nico do \u201cNew Musical Express\u201d, membro da editora independente ZTT e En\u00f3filo de longa data, outro assinado pelo m\u00fasico e te\u00f3rico David Toop (com um \u00e1lbum \u201cNew And Rediscovered Musical Instruments\u201d editado no selo Obscure, de Eno) s\u00e3o suficientemente esclarecedores e estimulantes para uma abordagem guiada a pontos fundamentais da obra e personalidade do ex-Roxy Music que inventou a m\u00fasica ambiental. Mais subjectivo e expressionista o primeiro, oferecenedo imagens e sugest\u00f5es de leitura, mais do que informa\u00e7\u00e3o concreta; privilegiando um certo rigor hist\u00f3rico o segundo, que vem acompanhado de an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o da discografia de Brian Eno, bem como de um enquadramento e despistagem formal de antecedentes musicais, nomeadamente no Debussy de \u201cImages\u201d, no Schoenberg de \u201cThe Changing Chord-Summer Morning by a Lake-Colours\u201d, no Ligeti de \u201cAtmosph\u00e8res\u201d, no Morton Feldman de \u201cDurations\u201d ou no paradigma de todos os sil\u00eancios que \u00e9 a pe\u00e7a \u201c4m33s\u201d de John Cage. Mencionam-se os minimalistas, de LaMonte Young a Riley, os \u201cprogressivos\u201d da d\u00e9cada de 70 e continuadores como The Black Dog, B 12 e The Orb.<br \/>\nPaul Morley, por seu lado, diverte-se com jogos, um pouco como as estrat\u00e9gias obl\u00edquas do acaso controlado criadas em conjunto por Eno com o pintor (j\u00e1 falecido) Peter Schmidt, levadas \u00e0 pr\u00e1tica com resultados excepcionais nos \u00e1lbuns \u201cAnother Green World\u201d e \u201cBefore and After Science\u201d. Prop\u00f5e ainda uma lista de refer\u00eancias em que, pelomesmo fen\u00f3meno de agrega\u00e7\u00e3o m\u00e1gico-intuitiva das associa\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas realizadas pelso surrealistas ou das pr\u00f3prias \u201coblique strategies\u201d, os v\u00e1rios nomes encaixam de maneira mais ou menos evidente na obra, ideias e estrat\u00e9gias do visado: Lewis Carroll, Robert Wyatt, Stockhausen, Hendrix, Duchamp, Velvet Underground, Sly and Family Stone, Pollock, Beckett, Breton, Godard, Billy Fury, Syd Barrett\u2026<br \/>\nH\u00e1 ainda um alfabeto de Eno e uma entrevista (real ou simulada, pouco importa, j\u00e1 que o esp\u00edrito de Eno est\u00e1 presente do princ\u00edpio ao fim). Um excerto: \u201c\u00c9 poss\u00edvel responder a uma pergunta realmente boa em apenas uma palavra?\u201d. Resposta de Eno: \u201cSim\u201d \u201cO que \u00e9 uma pergunta est\u00fapida?\u201d Resposta: \u201cAquela de que j\u00e1 sabemos a resposta.\u201d \u201cEsta pergunta \u00e9 est\u00fapida?\u201d Resposta: \u201cAcho que n\u00e3o, porque n\u00e3o sei a resposta.\u201d<br \/>\nComo se tudo isto n\u00e3o bastasse para dedicarmos os pr\u00f3ximos tr\u00eas meses a repensar e reescutar a obra de Brian Eno, ainda somos confrontados com uma apresenta\u00e7\u00e3o deslumbrante, em que todas as imagens parecem ter sido pensadas ao pormenor para nos prenderem a aten\u00e7\u00e3o e porem a intelig\u00eancia em estado de alerta.<br \/>\nPor \u00faltimo, somos esmagados sem contempla\u00e7\u00f5es pelo som, de longe melhor do que o de qualquer das edi\u00e7\u00f5es originais j\u00e1 editadas, gra\u00e7as \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de uma nova t\u00e9cnica de grava\u00e7\u00e3o e mistura que elimina por completo quaisquer ru\u00eddos residuais, ao mesmo tempo que valoriza as m\u00ednimas \u201cnuances\u201d musicais. N\u00e3o \u00e9 banha da cobra, basta fazer a compara\u00e7\u00e3o. Um espanto. Eno, entretanto, n\u00e3o p\u00e1ra. Depois do p\u00f3s-p\u00f3s-modernismo de \u201cNerve Net\u201d, o neoclassicismo ambiental de \u201cThe Shutov Assembly\u201d e as fragr\u00e2ncias de sil\u00eancio de \u201cNeroli\u201d, prepara j\u00e1 um livro-colect\u00e2nea de ensaios intitulado \u201cDifferent Settings of the Zoom Lens\u201d (\u201cdiferentes coloca\u00e7\u00f5es de uma lente de \u2018zoom\u2019\u201d) e a produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo \u00e1lbum de Laurie Anderson.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9386\" rel=\"attachment wp-att-9386\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno2.jpg\" alt=\"\" width=\"356\" height=\"505\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9386\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno2.jpg 356w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno2-211x300.jpg 211w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno2-70x100.jpg 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 356px) 100vw, 356px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9387\" rel=\"attachment wp-att-9387\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno3.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"487\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9387\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno3.jpg 347w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno3-214x300.jpg 214w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno3-71x100.jpg 71w\" sizes=\"auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p><strong>Eno i, disco 1<\/strong><br \/>\n\u201cAnother Green World\u201d, do \u00e1lbum do mesmo nome, e 2Energy fools magician\u201d, de \u201cBefore and After Science\u201d s\u00e3o os primeiros temas a desaguar num oceano de som sem margens vis\u00edveis. As ondas do tempo entrela\u00e7am-se nas v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es de \u201cMusic For Films\u201d: nas onze composi\u00e7\u00f5es de \u201cMusic for Films I\u201d, oito de \u201cMusic for Films II\u201d (com Roger Eno e Daniel Lanois), uma de \u201cMusic for Films III\u201d e oito de \u201cMusic for Films (Directors Edition), este um conjunto de vers\u00f5es pr\u00e9vias datadas de 1975 que viriam a originar o primeiro volume \u201coficial\u201d. Imagens multidimensionais de um filme interior em projec\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua. Ainda \u201cDover Beach\u201d, tema da banda original de \u201cJubilee\u201d.<\/p>\n<p><strong>Disco 2<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>As colabora\u00e7\u00f5es com outras gal\u00e1xias que n\u00e3o dispensam o sil\u00eancio. \u201cWarszawa\u201d, da missa negra celebrada com David Bowie no segundo lado de \u201cLow\u201d, \u201cMoss Garden\u201d, ainda com Bowie, do \u00e1lbum \u201cHeroes\u201d. Dois temas com Jon Hassell, um de \u201cFourth World, vol. I (Possible Musics)\u201d, outro de \u201cDream Theory in Malaya (Fourth World, vol. II)\u201d e outros dois com Harold Budd, de \u201cThe Plateaux of Mirror\u201d e \u201cThe Pearl\u201d, recriam e tornam reais geografias paralelas, manifesta\u00e7\u00f5es sonoras de arqu\u00e9tipos m\u00edticos que Jung e Laing trouxeram para a superf\u00edcie. Os Cluster, de Moebius e Roedelius, aparecem com \u201cHo Renomo\u201d, da primeira colabora\u00e7\u00e3o conjunta, \u201cCluster &#038; Eno\u201d. Regressa \u201cMusic for Films III\u201d com mais quatro temas. O EP \u201cRarities\u201d, inclu\u00eddo em \u201cWorking Backwards 1983-1973\u201d contribui com outros dois. Final de extremos, entre a imponderabilidade das estrelas e metais em fus\u00e3o,respectivamente \u201cStars\u201d, de \u201cApollo Atmospheres &#038; Soundtracks\u201d, e um excerto de \u201cNa Indexo f Metals\u201d, do demon\u00edaco \u201cEvening Star\u201d, com Robert Fripp<\/p>\n<p><strong>Disco 3<\/strong><\/p>\n<p>Vagas de ambientalismo de todas as cores e texturas recolhidas de \u201cMusic Forirports\u201d (um tema, em quinze minutos sem cortes de \u201c1\/1\u201d), 2Duiscreet Music\u201d (excerto), \u201cThursday Afternoon\u201d (excerto), \u201cOn Land\u201d (\u201cThe lost day\u201d e \u201cDunwich beach, Autumn 1960\u201d), \u201cThe Shutov Assembly\u201d (excerto de \u201cIkebukuro\u201d) e \u201cNeroli\u201d (excerto). Estruturas de uma nova m\u00fasica que utiliza o espa\u00e7o e o tempo como pontes para a sua transcend\u00eancia. Arquitectura plat\u00f3nica. Formas e sentidos de uma relatividade absoluta.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9388\" rel=\"attachment wp-att-9388\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno4.jpg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"550\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9388\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno4.jpg 614w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno4-300x269.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/eno4-100x90.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p><strong>ENO II, disco 1<\/strong><\/p>\n<p>Regresso aos primeiros tempos das plumas e maquilhagem, do sintetizador VCS3 e das can\u00e7\u00f5es. A continua\u00e7\u00e3o a solo de uma opera\u00e7\u00e3o de travestismo pop encetada por Eno nos Roxy Music de \u201cRoxy Music\u201d e \u201cFor Your Pleasure\u201d. Em \u201cHere Come The Warm Jets\u201d, aqui representado por oito temas fundamentais, com o incendi\u00e1rio \u201cBaby\u2019s on fire\u201d \u00e0 cabe\u00e7a. A sequ\u00eancia, j\u00e1 com Peter Schmidt a encarregar-se do \u201cdesign\u201d da capa, \u201cTaking Tiger Mountain (by Strategy)\u201d contribui com mais sete can\u00e7\u00f5es que marcam o in\u00edcio da pacifica\u00e7\u00e3o do artista. Completam a lista destes pr\u00e9vios exerc\u00b4cicios de malabarismo os lados A dos singles \u201cSeven deadly finn\u201d e \u201cThe lion sleeps tonight (Wimoweh)\u201d.<\/p>\n<p><strong>Disco 2<\/strong><\/p>\n<p>Aquele que apresenta um conte\u00fado estruturado de forma mais convencional. Onde se prova a import\u00e2ncia que Brian Eno reconhece na sua obra aos \u00e1lbuns \u201cAnother Green World\u201d e \u201cBefore and after Science\u201d, no fundo aqueles que conseguem o equil\u00edbrio (ou desequil\u00edbrio, com Eno conv\u00e9m repensar o sentido dos termos\u2026) perfeito entre a can\u00e7\u00e3o pop e a vertente ext\u00e1tica do ambientalismo que viria a dominar a fase posterior da sua obra. Do primeiro apenas foi deixado de fora um tema. Quanto ao segundo, uma das pe\u00e7as-chave da discografia pop de todos os tempos, cabe na totalidade nesta antologia. Nele cada can\u00e7\u00e3o ganha os contornos de um ideal. O som que as serve subiu agora \u00e0 sua altura.<\/p>\n<p><strong>Disco 3<\/strong><\/p>\n<p>De novo as colabora\u00e7\u00f5es, desta vez com nomes como David Byrne (no seminal \u00e1lbum de montagem e colagem chamado \u201cMy Life In The Bush Of Ghosts\u201d, com tr\u00eas temas escolhidos, entre os quais o perturbante exorcismo gravado em directo em \u201cThe Jezebel spirit\u201d), John Cale, com tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do reencontro \u201cWrong way up\u201d e a bel\u00edssima 2The soul of Carmen Miranda\u201d recortado do \u00e1lbum do recentemente regressado aos Velvet Underground, \u201cWords for the Dying\u201d. Moebius e Roedelius, os Cluster, contribuem com \u201cThe belldog\u201d, uma das faixas vocalizadas da segunda colabora\u00e7\u00e3o \u201cAfter the Heat\u201d. A abertura coincide com a vers\u00e3o em single de \u201cKing\u2019s lead hat\u201d, faixa de \u201cBefore and after Science\u201d aqui gravada com Snatch e o fecho com um in\u00e9dito de 1991, \u201cAre they thinking of me?\u201d. Um par de temas do recital de nevrose que \u00e9 \u201cNerve Net\u201d serve de pre\u00e2mbulo para os cinco temas, tamb\u00e9m in\u00e9ditos, do \u00e1lbum nunca editado que lhe viria a dar origem, \u201cMy Squelchy Life\u201d. Blocos de pura energia que pegam na r\u00edtmica africana dos Talking Heads, nos arabescos dos Dissidenten e em toda a esp\u00e9cie de desperd\u00edcios sonoros da civiliza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ocidental, para com estes elementos dar corpo a um discurso sonoro sem paralelo na m\u00fasica deste s\u00e9culo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 01.12.1993 HINO A ENO S\u00e3o no total seis discos compactos, mais dois livretes, divididos por duas caixas cartonadas intituladas simplesmente Eno I (temas instrumentais) e Eno II (temas vocalizados). Uma antologia, portanto, como tantas outras, cujo objectivo principal \u00e9 facturar \u00c0 custa da reciclagem de produto antigo? 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