{"id":921,"date":"2009-09-23T01:51:03","date_gmt":"2009-09-23T08:51:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=921"},"modified":"2009-09-23T01:51:03","modified_gmt":"2009-09-23T08:51:03","slug":"brava-danca-dos-herois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/09\/23\/brava-danca-dos-herois\/","title":{"rendered":"Brava Dan\u00e7a Dos Her\u00f3is"},"content":{"rendered":"<p>09.02.2001<br \/>\nCompila\u00e7\u00e3o<br \/>\nOs Her\u00f3is do Mar deram um novo rosto \u00e0 m\u00fasica portuguesa e tornaram-se um mito.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar.jpg\" alt=\"heroisdomar\" title=\"heroisdomar\" width=\"425\" height=\"276\" class=\"alignnone size-full wp-image-922\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar.jpg 425w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar_omelhor.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar_omelhor.jpeg\" alt=\"heroisdomar_omelhor\" title=\"heroisdomar_omelhor\" width=\"565\" height=\"572\" class=\"alignnone size-full wp-image-923\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar_omelhor.jpeg 565w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/heroisdomar_omelhor-296x300.jpg 296w\" sizes=\"auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/202508151\/2001_paixao.zip.html\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/WoE3MRS9Tqo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/WoE3MRS9Tqo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Brava Dan\u00e7a Dos Her\u00f3is<br \/>\n\u201cPaix\u00e3o \u2013 O Melhor Dos Her\u00f3is Do Mar\u201d traz de novo \u00e0 baila o nome de uma das melhores e mais importantes bandas de sempre da pop nacional. Com as lacunas inerentes ao facto da colect\u00e2nea apenas contemplar o material gravado pelo grupo entre 1981 e 1985 para a Polygram, deixando de fora o \u00e1lbum \u201cMacau\u201d, mas devolvendo intactas as caracter\u00edsticas que ainda hoje s\u00e3o sin\u00f3nimo de desafio e originalidade.<br \/>\nNa \u00e9poca em que o grupo de Pedro Ayres Magalh\u00e3es, Rui Pregal da Cunha, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida e Carlos Maria Trindade, surgiu, escassos oito anos decorridos sobre a revolu\u00e7\u00e3o de Abril, houve quem lhes chamasse \u201cfascistas\u201d por agitarem bandeiras com a Cruz de Cristo e cantarem can\u00e7\u00f5es como \u201cbrava Dan\u00e7a dos Her\u00f3is\u201d. Ent\u00e3o, como hoje, era dif\u00edcil ser-se portugu\u00eas para al\u00e9m das conveni\u00eancias \u201cprogressistas\u201d e propagar uma no\u00e7\u00e3o mais profunda da hist\u00f3ria de Portugal, com base nos mitos e numa tradi\u00e7\u00e3o de s\u00e9culos. Mas os Her\u00f3is do Mar, mais do que ide\u00f3logos, foram um dos primeiros grupos a trazer para a m\u00fasica portuguesa um conceito est\u00e9tico que passava pelo espect\u00e1culo, a moda, a poesia e uma m\u00fasica que, passados mais de 20 anos, continua a soar moderna.<br \/>\nPedro Ayres de Magalh\u00e3es, letrista, mentor e baixista da forma\u00e7\u00e3o original, recordou para o P\u00fablico algumas das perip\u00e9cias e conceitos inerentes a essa aventura.<\/p>\n<p>On The Road<br \/>\n\u201cLev\u00e1vamos uma vida de rockers, de aventureiros. Nunca tive f\u00e9rias nos \u00faltimos 18 anos. Ser rocker \u00e9 escrever can\u00e7\u00f5es, viajar com elas. Escrever na estrada, colher impress\u00f5es dos lugares e das pessoas, abrir-se \u00e0s circunst\u00e2ncias. Era o \u2018on the road\u2019 Kerouakiano\u2026\u201d<\/p>\n<p>Ideia da D\u00e9cada<br \/>\n\u201cEmbora tiv\u00e9ssemos sido considerados uma das dez melhores bandas da Europa, pela \u201cThe Face\u201d e pela \u201cRock &#038; Folk\u201d, e a \u201cActuel\u201d nos tivesse considerado uma das cem melhores ideias da d\u00e9cada, por c\u00e1 nunca tivemos dinheiro ou apoio, nem para a casa, nem para o carro. Nem para nada\u2026\u201d<\/p>\n<p>O Que \u00c9 Que Se Podia Fazer?<br \/>\n\u201cOs Her\u00f3is do Mar, al\u00e9m da m\u00fasica, constru\u00edram uma imagem. Mas as massas n\u00e3o perceberam o seu significado. Nos anos 80 n\u00e3o existia uma cultura do v\u00eddeo, do filme rock, as pessoas iam aos nossos concertos e n\u00e3o sabiam o que haviam de fazer. Havia apenas uma minoria que dan\u00e7ava\u201d.<\/p>\n<p>Celebra\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u201cSent\u00edamos a necessidade de dotar o pa\u00eds de um report\u00f3rio. De o conhecer, de falar dele, de ter uma opini\u00e3o sobre o que era melhor para Portugal. Encontr\u00e1mos uma forma original de celebrar a Na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Amor Sem Retribui\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u201c\u00c9 preciso n\u00e3o esquecer que, al\u00e9m do \u201cAmor\u201d, um \u00eaxito na r\u00e1dio sem precedentes na m\u00fasica portuguesa de ent\u00e3o, e vendeu cerca de 50 mil exemplares, os nossos discos acabavam por soar um bocado complexos. N\u00e3o estou a falar de vanguardismos, mas de serem demasiado densos \u2013 informa\u00e7\u00e3o a mais para aquilo que era frequente aceitar-se num disco de m\u00fasica popular em Portugal. \u00c9ramos um grupo elitista. N\u00e3o nos pod\u00edamos comparar \u00e0s vendas do Rui Veloso ou dos Trovante.\u201d<\/p>\n<p>Aprender Com A Faena<br \/>\n\u201cToda a gente que faz m\u00fasica em Portugal teria muito a inspirar-se no que a gente fez, t\u00ednhamos muitas solu\u00e7\u00f5es a n\u00edvel das influ\u00eancias musicais, da constru\u00e7\u00e3o, das orquestra\u00e7\u00f5es, at\u00e9 das pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de grava\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m da estrutura\u00e7\u00e3o do discurso cantado e das palavras que foram escolhidas para a grande Faena dos Her\u00f3is do Mar. Foi a nossa liberdade que permitiu a grupos como os Delfins, P\u00f3lo Norte ou Santos e Pecadores, conseguirem imaginar-se como tal, como autores de m\u00fasica em Portugal\u201d.<\/p>\n<p>Esta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7o<br \/>\n\u201cHavia minist\u00e9rios dentro do grupo. O Rui Cunha era o c\u00e9rebro da imagem. Ele e o Paulo eram os c\u00e9rebros da roupa e da anima\u00e7\u00e3o \u2018anglo-americana\u2019. O T\u00f3-Z\u00e9, com a experi\u00eancia que trazia dos Tantra, era um g\u00e9nio da organiza\u00e7\u00e3o de concertos num pa\u00eds onde n\u00e3o havia produ\u00e7\u00e3o de concertos. O Carlos Maria era um g\u00e9nio da m\u00fasica, como ainda hoje \u00e9. Eu tinha a determina\u00e7\u00e3o, uma permanente disponibilidade, estava l\u00e1 quando n\u00e3o estava mais ningu\u00e9m. Eu talvez fosse apenas a personifica\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o aquela organiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O Crep\u00fasculo dos \u00cdcones<br \/>\n\u201cHouve gente nalguns meios de comunica\u00e7\u00e3o apostada em confundir. Um movimento determinado a transformar os Her\u00f3is do Mar no \u00edcone de um regresso da Direita, a associar-nos aos paraquedistas de Tancos, aos comandos do Jaime Neves e trinta por uma linha. Depois vim a saber onde \u00e9 que isso foi combinado, porque foi efectivamente combinado, com votos a favor e votos contra. Durante pelo menos dois anos n\u00e3o conseguimos ir tocar a Sul de Set\u00fabal, no Alentejo, porque \u00e9ramos \u2018fascistas\u2019. Chamaram-nos fascistas, a putos sem protec\u00e7\u00e3o nenhuma que apenas queriam reclamar uma heran\u00e7a hist\u00f3rica, numa altura em que nem na palavra \u2018p\u00e1tria\u2019 se podia falar. Lan\u00e7avam-nos: \u2018Querem \u00e9 a heran\u00e7a do Salazar!\u2019, quando o que pretend\u00edamos era a cria\u00e7\u00e3o de um showbiz civilizado. Faz\u00edamos tudo como uma companhia de ciganos independente.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>09.02.2001 Compila\u00e7\u00e3o Os Her\u00f3is do Mar deram um novo rosto \u00e0 m\u00fasica portuguesa e tornaram-se um mito. LINK Brava Dan\u00e7a Dos Her\u00f3is \u201cPaix\u00e3o \u2013 O Melhor Dos Her\u00f3is Do Mar\u201d traz de novo \u00e0 baila o nome de uma das melhores e mais importantes bandas de sempre da pop nacional. 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