{"id":9002,"date":"2021-07-02T14:58:30","date_gmt":"2021-07-02T21:58:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=9002"},"modified":"2021-07-02T14:58:30","modified_gmt":"2021-07-02T21:58:30","slug":"varios-etnoscopias-editora-ecm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2021\/07\/02\/varios-etnoscopias-editora-ecm\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; &#8220;Etnoscopias&#8221; (editora | ecm)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>fim de semana >> sexta-feira >> 07.05.1993<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9003\" rel=\"attachment wp-att-9003\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM1.jpg\" alt=\"\" width=\"535\" height=\"594\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9003\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM1.jpg 535w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM1-270x300.jpg 270w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM1-90x100.jpg 90w\" sizes=\"auto, (max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Etnoscopias<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9004\" rel=\"attachment wp-att-9004\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM2.jpg\" alt=\"\" width=\"565\" height=\"771\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9004\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM2.jpg 565w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM2-220x300.jpg 220w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM2-73x100.jpg 73w\" sizes=\"auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Jan Garbarek \u00e9 o fio de prumo e o fio condutor das muitas m\u00fasicas que se espraiam pela ECM. O saxofonista e compositor noruegu\u00eas perfila-se como um catalisador das propostas n\u00e3o jazz\u00edsticas que o selo de Manfred Eicher desde sempre vem apresentando. N\u00e3o espanta, nesta medida, que lhe tenha cabido a honra de assinar o disco n\u00famero 500 do cat\u00e1logo, atrav\u00e9s de \u201cTwelve Dreams\u201d, por sinal um dos seus piores discos de sempre. Mas festa \u00e9 festa e h\u00e1 maneiras piores de apagar as velas.<br \/>\nDo \u201cfree\u201d que caracterizava as primeiras obras a uma postura contemplativa que em absoluto renega a improvisa\u00e7\u00e3o, longo e tortuoso tem sido o trajecto de Garbarek no seio da ECM. Se nos congirmos ao territ\u00f3rio, repleto de armadilhas e decorativismos enganadores, dos sons indirecta ou directamente conot\u00e1veis \u00e0 \u201cworld music\u201d (designa\u00e7\u00e3o que nada diz mas que facilita a arruma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica que n\u00e3o \u00e9 rock nem jazz nem prov\u00e9m da Ingalterra ou dos Estados Unidos\u2026), Jan Garbarek l\u00e1 est\u00e1, sonoplasta das culturas n\u00e3o ocidentais e n\u00e3o anglo-americanas do mundo.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=9005\" rel=\"attachment wp-att-9005\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM3.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"391\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9005\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM3.jpg 401w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM3-300x293.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ECM3-100x98.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>A perspectiva sob a qual Garbarek aborda as diversas linguagens tradicionais \u00e9, no m\u00ednimo, curiosa. N\u00e3o se trata, como no caso dos Oregon, de qualquer tipo de fus\u00e3o, mas antes do confronto e do di\u00e1logo entre c\u00f3digos diferentes num processo de estimula\u00e7\u00e3o m\u00fatua. O resultado desta estrat\u00e9gia pode ser apreciado em obras como \u201cMaking Music\u201d, com o tocador de tablas inidiano Zakir Hussain, \u201cSong for Everyone\u201d, com o violinista damesma nacionalidade, Shankar, ou, mais recentemente, com o cantor paquistan\u00eas Ustad Fateh Ali Khan. A vertente \u00e9tnica planificada e colorida segundo uma vis\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Enredos ancestrais projectados em cinemascope e technicolor.<br \/>\nMas \u00e9 na reconvers\u00e3o do folclore do seu pr\u00f3prio pa\u00eds para forma contempor\u00e2neas que Jan Garbarek alcan\u00e7ar\u00e1 uma maior coer\u00eancia est\u00e9tica entre o lirismo do seu saxofone e as ra\u00edzes tradicionais.<br \/>\nExperi\u00eancia que o m\u00fasico aprofundar\u00e1 em \u201cLegendo f the Seven Dreams\u201d e, em estado de gra\u00e7a, na liturgia \u201cRosensfole\u201d, inteiramente baseada em temas da tradi\u00e7\u00e3o medieval norueguesa que a cantora Agnes Buen Garnas interpreta \u00e0 beira do sublime. Em \u201cI Took up the Runes\u201d, na companhia de outra cantora tradicional, Ingor Antte Ailu Galp, \u00e9 j\u00e1 vis\u00edvel a ced\u00eancia ao \u201cbonito e agrad\u00e1vel\u201d em detrimento do sentido do sagrado. Compromisso com uma f\u00f3rmula que ter\u00e1 resultado em termos comerciais, mas que no disco 500, \u201cTwelve Moons\u201d, se traduz num festival de lugares-comuns e piscadelas de olho ao gosto dominante, n\u00e3o faltando sequer as vozes, neste caso perfeitamente dispens\u00e1veis, de Agnes Buen Garnas e Mari Boine Persen, de \u201cGula Gula\u201d, editado na Real World.<br \/>\nFelizmente as incurs\u00f5es pelas paisagens musicais ex\u00f3ticas do planeta n\u00e3o se esgotam num glaciar da Noruega. Outros m\u00fasicos apresentam obra consistente e uma alternativa, sonora e conceptual, ao papado de Garbarek. Entre eles, tr\u00eas nomes se destacam, com discografias plurais na ECM: Shankar, Steve Tibbetts e Stephan Micus, aos quais se poder\u00e3o acrescentar os de Jon Hassell, em \u201cPower Spot\u201d, e de Egberto Gismonti, em \u201cKuarup\u201d, inspirado nos sons da Amaz\u00f3nia. Num nicho separado habita, resplandecente, o \u00e1lbum \u201cNafas\u201d, de Rabi Abou-Khalil, na companhia dos altos dignat\u00e1rios da corte \u201cetno\u201d, Glen Velez, Selim Kusur e Setrak Sarkissian. Um dos monumentos mais belos alguma vez erigidos \u00e0 m\u00fasica \u00e1rabe.<br \/>\nShankar, o \u201cvirtuose\u201d do violino de dois bra\u00e7os, alterna na sua obra o excelente com o p\u00e9ssimo. No cume da montanhya respiram \u201cWho\u2019s to Know\u201d e \u201cPancha Nadai Pallavi\u201d, fi\u00e9is na forma e no estilo ao arqu\u00e9tipo da \u201craga\u201d indiana. O encontro feliz da \u00cdndia com a m\u00fasica pop ocorre em \u201cNobody Told Me\u201d e \u201cSong for Everyone\u201d. O descalabro ficou reservado para o projecto Epidemics, no qual a pop vestida de \u201csaari\u201d desce ao n\u00edvel dos filmes indianos que h\u00e1 alguns anos esgotavam as lota\u00e7\u00f5es do Odeon.<br \/>\nSem descidas ao pantanal est\u00e1 a totalidade da obra assinada pelo guitarrista Steve Tibbetts, algures entre o intimismo e misticismo de John McLaughlin do pr\u00edodo Shakti, o rock de alta tens\u00e3o e a levita\u00e7\u00e3o nas brisas orientais. Se \u201cYr\u201d e \u201cBig Map Idea\u201d raramente condescendem em sair da beatitude, j\u00e1 \u201cSafe Journey\u201d, \u201cNorthern Song\u201d e \u201cExploded View\u201d s\u00e3o capazes de proporcionar genu\u00ednas descargas de adrenalina.<br \/>\nWuem preferir, pelo contr\u00e1rio, permanecer no nirvana, pelo menos durante o tempo que demora uma audi\u00e7\u00e3o, tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o o incenso, as ora\u00e7\u00f5es e o altar de Stephan Micus. Na obra deste compositor de ascend\u00eancia b\u00e1vara, a m\u00fasica nasce a partir de um profundo acto de interioriza\u00e7\u00e3o a par do estudo aprofundado dos timbres de instrumentos ex\u00f3ticos recolhidos um pouco por todo o mundo. Desta conflu\u00eancia entre esp\u00edrito e forma (enquanto \u201cmolde\u201d), entre o sil\u00eancio e a vibra\u00e7\u00e3o pura, entre o canto regido pelos c\u00e2nones tradicionais e a manipula\u00e7\u00e3o de objectos sonoros como vasos (\u201cWings over Water\u201d) ou pedras (\u201cThe Musico f Stones\u201d), a arte de Stephan Micus atinge o ponto m\u00e1ximo de depura\u00e7\u00e3o no minimalismo zen de \u201cKoan\u201d, nas vagas de cristal de \u201cOcean\u201d e no sorriso de felicidade que se abre em \u201cTo the Evening Child\u201d.<br \/>\nDesperto para a eternidade, alquimista da mat\u00e9ria sonora, asceta vagueando por entre a pluralidade e a voragem consumista do mundo, Stephan Micus devolve-nos a simplicidade e ensina-nos a escutar as \u00e1guas da fonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fim de semana >> sexta-feira >> 07.05.1993 Etnoscopias Jan Garbarek \u00e9 o fio de prumo e o fio condutor das muitas m\u00fasicas que se espraiam pela ECM. 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