{"id":8930,"date":"2021-05-17T10:38:35","date_gmt":"2021-05-17T17:38:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8930"},"modified":"2021-05-17T10:38:35","modified_gmt":"2021-05-17T17:38:35","slug":"gaiteiros-de-lisboa-grupo-de-gaiteiros-de-lisboa-o-prazer-do-som-concertos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2021\/05\/17\/gaiteiros-de-lisboa-grupo-de-gaiteiros-de-lisboa-o-prazer-do-som-concertos\/","title":{"rendered":"Gaiteiros De Lisboa &#8211; &#8220;Grupo De Gaiteiros De Lisboa &#8211; O Prazer Do Som&#8221; (concertos)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 14.04.1993<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Grupo De Gaiteiros De Lisboa<br \/>\nO PRAZER DO SOM<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Sem a preocupa\u00e7\u00e3o de acertar numa f\u00f3rmula, o Grupo de Gaiteiros de Lisboa prefere o prazer de tocar e o gozo que retira do som propriamente dito. Das gaitas-de-foles, percuss\u00f5es, flautas e de uma sanfona. A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo mais profundo e divertido do que alguns, em Portugal, podem julgar.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8931\" rel=\"attachment wp-att-8931\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gl.jpg\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"651\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8931\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gl.jpg 461w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gl-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gl-71x100.jpg 71w\" sizes=\"auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Tr\u00eas dos m\u00fasicos da actual forma\u00e7\u00e3o t\u00eam um curr\u00edculo lavrado com distin\u00e7\u00e3o. Paulo Marinho \u00e9 o gaiteiro dos S\u00e9tima Legi\u00e3o, com os quais brilhou no recente Festival Interc\u00e9ltico. Carlos Guerreiro vem do GAC, tocou com Jos\u00e9 Afonso, Fausto, S\u00e9rgio Godinho e Rui Veloso, no \u201cAuto da Pimenta\u201d, \u201cindiv\u00edduos com uma forma pr\u00f3pria de encarar a m\u00fasica popular portuguesa e de a trabalhar\u201d. Com eles aprendeu que esta m\u00fasica \u201cn\u00e3o \u00e9 uma coisa t\u00e3o intoc\u00e1vel\u201d como nos tempos do GAC e da devo\u00e7\u00e3o \u00e0s recolhas de Giacometti, quando a preocupa\u00e7\u00e3o era \u201cfazer igualzinho ao que fazia o povo\u201d, sem tocar nesse \u201cpatrim\u00f3nio inexpugn\u00e1vel\u201d. Hoje Carlos Guerreiro procura \u201csons novos\u201d, sem contudo \u201cperder o respeito pelas ra\u00edzes\u201d. \u00c9 um dos poucos m\u00fasicos portugueses tocadores de sanfona. Ele pr\u00f3prio construiu a sua.<br \/>\nRui Vaz esteve igualmente ligado ao GAC. Durante 12 anos assumiu a direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica do grupo vocal feminino Cramol. Integrou os Bago de Milho, banda formada nos tempos da MPP, da qual circula ainda uma cassete de m\u00e3o em m\u00e3o, com m\u00fasica do que seria a sua estreia discogr\u00e1fica, nunca concretizada. Hoje Rui Vaz d\u00e1 mais import\u00e2ncia ao canto. Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco n\u00e3o o costuma dispensar para fazer os apoios vocais nas suas actua\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m ele tocador de gaita-de-foles (ou\u00e7am-no no \u00e1lbum \u201cMonte da Lua\u201d, dos Roman\u00e7as), insiste em que o termo \u201cgaita\u201d se aplica a uma quantidade mais lata de instrumentos de sopro: \u201cGaitas h\u00e1 muitas, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as de foles.\u201d Os diversos tipos de flauta que toca no grupo, por exemplo. Concorda com Carlos Guerreiro quando diz que, \u201cse uma pessoa tentar repetir o que o povo faz ou fazia, entra em paranoia completa. \u00c9 imposs\u00edvel\u201d. Para Rui Vaz, \u201cquanto mais se conhece a m\u00fasica tradicional, mais se sabe que ela depende de factores n\u00e3o realiz\u00e1veis noutro contexto\u201d. Ent\u00e3o, \u201co melhor \u00e9 assumir isso e fazer a coisa como a gente gosta, de acordo com a nossa cultura e a nossa viv\u00eancia\u201d.<br \/>\nFrancisco Bouxo, outro gaiteiro, \u00e9 o mais novo da banda. Nascido em Portugal, filho de pais galegos, faz parte, juntamente com Paulo Marinho, do grupo de dan\u00e7a Anaquinhos, do Centro Galego de Lisboa. Por enquanto, contenta-se com o gosto que lhe d\u00e1 tocar gaita-de-foles.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9 Orgi\u00e1stico!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O nome do grupo prende-se com a sua primeira fase, ent\u00e3o constitu\u00eddo pelo Paulo, o Francisco e um terceiro gaiteiro, Nuno Cristo, que entretanto abandonou. \u201cO grupo surgiu em 1991 com um objectivo espec\u00edfico: fazer trabalho de rua, com gaita-de-foles e percuss\u00f5es\u201d \u2013 diz Paulo Marinho. Com a entrada de Carlos Guerreiro deu-se a mudan\u00e7a de report\u00f3rio \u2013 temas tradicionais portugueses e galegos, um dos La Bamboche, um \u201csaltarelo\u201d medieval, dan\u00e7as da Bretanha, uma adapta\u00e7\u00e3o do \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o\u201d, por sua vez adaptado por Fernando Lopes-Gra\u00e7a\u2026 \u201cEncontra-se na m\u00fasica tradicional portuguesa muita coisa que provavelmente se faria na Idade M\u00e9dia e no Renascimento, que tem a ver com os instrumentos de sopro\u201d, garante Carlos Guerreiro.<br \/>\nInsistem em ser diferentes pelo som. \u201cA sonoridade de qualquer grupo de m\u00fasica popular portuguesa, neste momento, salvando honrosas excep\u00e7\u00f5es, estagnou um bocado. S\u00e3o as braguesas, s\u00e3o os cavaquinhos, s\u00e3o os bombos, s\u00e3o aqueles sons quadrados\u2026\u201d, diz Carlos Guerreiro. \u201cHoje em dia \u00e9 muito f\u00e1cil juntarem-se alguns banc\u00e1rios e respectivas esposas e fazerem um grupo qualquer\u2026\u201d E continua: \u201c\u00c9 pena, porque temos uma riqueza de instrumentos neste pa\u00eds que vai desde os instrumentos de corda aos de sopro, flautas, ocarinas\u2026 \u00e9 poss\u00edvel procurar outro som, outras harmonias, e bricar com eles.\u201d<br \/>\nPara o Grupo de Gaiteiros de Lisboa importa, como diz Rui Vaz, \u201cfazer m\u00fasica sem complexos de saber se estamos nesta ou naquela via\u201d, assim como a rela\u00e7\u00e3o f\u00edsica com os instrumentos e, acima de tudo, o gozo de tocar. \u201cQuando a m\u00fasica afina, \u00e9 orgi\u00e1stico!\u201d, exclama Carlos Guerreiro.<br \/>\nQuem quiser tirar a prova, pode ir aos A\u00e7ores, escut\u00e1-los ao vivo na ilha de S\u00e3o Jorge, no pr\u00f3ximo dia 25, onde v\u00e3o actuar, integrados nos Festival da Sexta Semana Cultural da Cidade das Velas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 14.04.1993 Grupo De Gaiteiros De Lisboa O PRAZER DO SOM Sem a preocupa\u00e7\u00e3o de acertar numa f\u00f3rmula, o Grupo de Gaiteiros de Lisboa prefere o prazer de tocar e o gozo que retira do som propriamente dito. 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