{"id":8663,"date":"2021-01-26T05:26:01","date_gmt":"2021-01-26T12:26:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8663"},"modified":"2021-01-26T05:26:01","modified_gmt":"2021-01-26T12:26:01","slug":"varios-tendencias-1992-novos-progressivos-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2021\/01\/26\/varios-tendencias-1992-novos-progressivos-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; &#8220;Tend\u00eancias 1992 &#8211; Novos Progressivos&#8221; (artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 30.12.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>TEND\u00caNCIAS 1992<br \/>\nNOVOS PROGRESSIVOS<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Sobretudo na m\u00fasica popular, nada se perde e tudo se transforma. A pop n\u00e3o evolui de forma linear. Olha para tr\u00e1s, tenta aprender, modificar ou contrariar as li\u00e7\u00f5es do passado, mas o ciclo \u00e9 vivioso e a moda dos revivalismos uma constante. Os anos 70 e a m\u00fasica progressiva voltaram \u00e0 ribalta e novos nomes recuperam uma tradi\u00e7\u00e3o que muitos davam por perdida. A pop, na idade adulta.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8664\" rel=\"attachment wp-att-8664\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jc.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"574\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8664\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jc.jpg 442w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jc-231x300.jpg 231w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jc-77x100.jpg 77w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u00c9 um problema de idade. Cultura juvenil por excel\u00eancia, a ind\u00fastria cuida em primeiro lugar de fornecer alimento ao gosto adolescente que, n\u00e3o ofende diz\u00ea-lo, nem sempre \u00e9 o mais sofisticado. Nunca h\u00e1 tempo para uma evolu\u00e7\u00e3o genu\u00edna. Os m\u00fasicos, passados alguns anos, s\u00e3o geralmente considerados \u201cvelhos\u201d pelos \u201cmedia\u201d obcecados com o estigma \u201c\u00e9 jovem, \u00e9 bom\u201d e acusados de tra\u00edrem o ideal \u201crebelde\u201d do primeiro \u00e1lbum.<br \/>\nResta-lhes passar \u00e0 clandestinidade, repetir f\u00f3rmulas gastas at\u00e9 \u00e0 senilidade ou, o que \u00e9 mais comum, abandonarem o circo. Claro, os que n\u00e3o abdicam da evolu\u00e7\u00e3o marimbam-se para a pop. Passam a integrar o lote dos \u201cesquisitos\u201d. A cr\u00edtica e as grandes companhias de discos condescendem ou n\u00e3o com o \u201cdesvio\u201d, consoante as simpatias, as flutua\u00e7\u00f5es das modas e os \u00edndices de vendas.<br \/>\nEm suma, a m\u00fasica pop n\u00e3o pode crescer. Faz parte da sua natureza a eterna juventude. A renova\u00e7\u00e3o das camadas de p\u00fablico mais jovem garante o funcionamento da engrenagem. Trem sido assim at\u00e9 agora. Mas uma s\u00e9rie de factores recentes parecem querer alterar o rumo dos acontecimentos. \u00c0 m\u00e9dia et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o mundial que n\u00e3o para de aumentar junta-se a implanta\u00e7\u00e3o de novos formatos digitais, cuja principal consequ\u00eancia \u00e9 o reajustamento da ind\u00fastria, que passa a ater nos consumidores mais velhos os interlocutores privilegiados.<br \/>\nVem toda esta teoria a prop\u00f3sito da explos\u00e3o e renovado interesse pelos anos 70 e pela m\u00fasica \u201cprogressiva\u201d em geral, liberta dos an\u00e1temas que sobre ela foram lan\u00e7ados num passado recente, s\u00f3 perdo\u00e1veis pela ignor\u00e2ncia e tenra idade de quem nunca ouvira falar e a\u00f3 agora come\u00e7a a descobrir grupos como Faust, Henry Cow, Hatfield and the North, Magma, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant, Univers Zero, Gong, Gilgamesh, Can, Soft Machine, Caravan, Matching Mole, Ashra, Richard Pinhas, Residents, National Health, Incredible String Band e tantos outros, dezenas de outros que a tal juventude e a falta de curiosidade (e de gosto. Havia jovens adolescentes que j\u00e1 ent\u00e3o se preocupavam em investigar para al\u00e9m dos \u201ctops\u201d\u2026) impediam de apreciar.<br \/>\nHoje Julian Cope exibe \u201cT-shirts\u201d dos Faust e faz a apologia deste grupo germ\u00e2nico, pioneiro de quase tudo o que de mais inovador se faz na actualidade. Descobre-se o \u201ccosmic rock\u201d, o \u201ckraut rock\u201d, mistura-se tudo, o deslumbramento \u00e9 total. Descobrem-se p\u00e9rolas escondidas que a vaga de reedi\u00e7\u00f5es em compacto de nomes importantes da d\u00e9cada de 70 permite desfrutar sem os inconvenientes do ru\u00eddo.<br \/>\nDiscografias inteiras surgem recuperadas nos escaparates: Henry Cow, Magma, Faust, Residents. Editoras e distribuidoras sa\u00eddas do ventre f\u00e9rtil da Recommended saem do anonimato e rivalizam no desenterramento de raridades \u2013 Cunneiform, Rec Rec, Auf Dem Nil, Review, No Man\u2019s Land, Ayaa. Grupos da nova gera\u00e7\u00e3o e diversas latitudes planet\u00e1rias recuperam o legado da \u201cprogressiva\u201d (pondo de lado a famigerada tend\u00eancia do \u201crock sinf\u00f3nico\u201d que tantos equ\u00edvocos provocou) e  permitem acreditar que a m\u00fasica popular pode crescer e evoluir para al\u00e9m do rock e da facilidade: No Secrets in the Family, Daniel Schell &#038; Karo, Double-X-Project, Expander des Fortscritts, Legendary Pink Dots, J. Lachen, Lars Hollmer, Lars Pedersen, Luciano Margorani, Miriodor, Motor Totemist Guild, Nimal, Non Credo, Nurse With Wound, Thinking Plague, 5 Uu\u2019s, Der Plan, Wondeur Brass, Die Vogel Europas, Zero Pop\u2026 A crise de crescimento parece superada.<\/p>\n<p><strong>Discografia<\/strong><br \/>\nBirdsongs of the Mesozoic \u201cPyroclastics\u201d<br \/>\nJulian Cope \u201cJeovahkill\u201d<br \/>\nLegendary Pink Dots \u201cShadow Weaver\u201d<br \/>\nNo Secrets in the Family \u201cKleinzeit\u201d<br \/>\nDie V\u00fcgel Europas \u201cBest Before\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 30.12.1992 TEND\u00caNCIAS 1992 NOVOS PROGRESSIVOS Sobretudo na m\u00fasica popular, nada se perde e tudo se transforma. A pop n\u00e3o evolui de forma linear. Olha para tr\u00e1s, tenta aprender, modificar ou contrariar as li\u00e7\u00f5es do passado, mas o ciclo \u00e9 vivioso e a moda dos revivalismos uma constante. 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