{"id":8635,"date":"2021-01-11T12:23:54","date_gmt":"2021-01-11T19:23:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8635"},"modified":"2021-01-11T12:23:54","modified_gmt":"2021-01-11T19:23:54","slug":"madredeus-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2021\/01\/11\/madredeus-lisboa\/","title":{"rendered":"Madredeus &#8211; &#8220;Lisboa&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 09.12.1992<\/p>\n<p><strong>A CAN\u00c7\u00c3O DE LISBOA<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Madredeus<br \/>\nLisboa<br \/>\n3xLP, MC, CD, ed. Emi \u2013 VC<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nAs raz\u00f5es que levam \u00e0 grava\u00e7\u00e3o de um triplo \u00e1lbum s\u00e3o v\u00e1rias, nem sempre de ordem musical. Assim acontece com esta \u201cLisboa\u201d dividida por tr\u00eas \u00e1lbuns de curt\u00edssima dura\u00e7\u00e3o (27m43s, 33m07s e 28m20s), registados ao vivo no m\u00edtico concerto dos Madredeus, realizado a 30 de Abril de 1991, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Est\u00e1 certo que volvidos dois anos sobre o acontecimento, torna-se agora poss\u00edvel recordar e saborear a inspira\u00e7\u00e3o e a respira\u00e7\u00e3o dos quatro instrumentistas, a voz de Teresa Salgueiro e a guitarra possessa de Carlos Paredes (nos quatro temas que comp\u00f5em o lado B do primeiro disco \u2013 \u201cO ladr\u00e3o\u201d, \u201cO pomar das laranjeiras\u201d, \u201cMudar de vida\u201d e \u201cCanto de embalar\u201d). Fora isso, h\u00e1 o barulho das palmas, arranjos diferentes dos discos e est\u00fadio \u2013 \u201cOs Dias da Madredeus\u201d e \u201cExistir\u201d \u2013 e a reprodu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do ambiente \u00fanico que a banda criou nessa Primavera que deixou de ser distante.<br \/>\nMas a quest\u00e3o deve colocar-se. Porqu\u00ea s\u00f3 agora? A resposta parece ser evidente: porque os Madredeus, em per\u00edodo natal\u00edcio de exporta\u00e7\u00e3o da sua m\u00fasica para o estrangeiro, andam em digress\u00e3o pelo mundo, primeiro pelos pa\u00edses de Benelux e, j\u00e1 nos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos, por paragens mais long\u00ednquas, de olhos apontados ao Jap\u00e3o e a outros potenciais mercados. E, nestas viagens com fins comerciais, sabe-se a import\u00e2ncia de ter um disco novo para apresentar como cart\u00e3o de visita. Com Pedro Ayres ocupado nos Resist\u00eancia e Rodrigo Le\u00e3o e Gabriel Gomes \u00e0s voltas com os S\u00e9tima Legi\u00e3o \u2013 e a consequ\u00eancia destas actividades paralelas \u00e9 n\u00e3o haver tempo para compor temas novos -, restava a solu\u00e7\u00e3o do \u201cao vivo\u201d, que poder\u00e1 ter at\u00e9 a vantagem de mostrar l\u00e1 fora como os Madredeus se portam frente \u00e0s plateias. Portam-se bem, j\u00e1 se sabe.<br \/>\nPara os incondicionais da banda \u201cLisboa\u201d, poder\u00e1 funcionar como um complemento dos discos de est\u00fadio. Para osoutros, \u00e9 uma prenda de Natal a ter em considera\u00e7\u00e3o. As can\u00e7\u00f5es s\u00e3o as de sempre, eternas, bailando entre as radia\u00e7\u00f5es apol\u00edneas de \u201cCuidado\u201d, \u201cO ladr\u00e3o\u201d, \u201cA vontade de mudar\u201d, \u201cO pastor\u201d ou \u201cA vaca de fogo\u201d e os luares de \u201cA sombra\u201d, \u201cO menino\u201d ou \u201cFado do Mindelo\u201d, entre outros temas que se deixam habitar pela noite e o sil\u00eancio.<br \/>\nCada concerto dos Madredeus \u00e9 uma esp\u00e9cie de celebra\u00e7\u00e3o religiosa em louvor das divindades, dos mitos e costumes que regem Portugal e os portugueses. Por vezes, mesmo do Deus maior. Ponto de converg\u00eancia e convers\u00e3o da m\u00fasica portuguesa aos valores tradicionais. \u201cLisboa\u201d n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 Lisboa. \u00c9 verde que j\u00e1 se vai esquecendo, igrejas e montes, ilhas e estradas, pastores e gentes crian\u00e7as que ainda se deixam embalar. \u201cLisboa\u201d junta a marcha popular, o c\u00e2ntico lit\u00fargico, a m\u00fasica de c\u00e2mara e o fado do futuro. Os Madredeus fazem a diferen\u00e7a do resto do rock portugu\u00eas. Com a vantagem de n\u00e3o terem nada a ver com o rock e de fazerem m\u00fasica genuinamente nacional, da que n\u00e3o existiu nunca mas se deixou estar \u00e0 espera, em pousio nos campos da mat\u00e9ria que \u00e9 pot\u00eancia. Por isso, faz sentido que ao acto eles tenham dito \u201cExistir\u201d. Em Lisboa \u2013 das can\u00e7\u00f5es que v\u00e3o anoitecendo. <strong>(7) <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 09.12.1992 A CAN\u00c7\u00c3O DE LISBOA Madredeus Lisboa 3xLP, MC, CD, ed. Emi \u2013 VC As raz\u00f5es que levam \u00e0 grava\u00e7\u00e3o de um triplo \u00e1lbum s\u00e3o v\u00e1rias, nem sempre de ordem musical. 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