{"id":8572,"date":"2020-12-09T12:13:23","date_gmt":"2020-12-09T19:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8572"},"modified":"2020-12-09T12:13:23","modified_gmt":"2020-12-09T19:13:23","slug":"pink-floyd-a-caixa-sem-segredos-box-nove-compactos-um-livro-encadernado-uma-coleccao-de-postais-iconografia-a-granel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/12\/09\/pink-floyd-a-caixa-sem-segredos-box-nove-compactos-um-livro-encadernado-uma-coleccao-de-postais-iconografia-a-granel\/","title":{"rendered":"Pink Floyd &#8211; &#8220;A Caixa Sem Segredos&#8221; (box &#8211; Nove compactos, um livro encadernado, uma colec\u00e7\u00e3o de postais, iconografia a granel)"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 18.11.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A CAIXA SEM SEGREDOS<\/strong><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>\u00c9 s\u00f3 brilho, do t\u00edtulo \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o. Parte da m\u00fasica tamb\u00e9m atinge o brilhantismo do embrulho. \u201cShine On\u201d \u00e9 um objecto de luxo, uma extravag\u00e2ncia, um deleite, tanto para os olhos como para os ouvidos. \u201cShine On\u201d pretende ser o testamento audiovisual definitivo dos Pink Floyd: Nove compactos, um livro encadernado, uma colec\u00e7\u00e3o de postais, iconografia a granel. O aspecto geral \u00e9 sedutor e convida \u00e1 posse de quem se deixa impressionar pelos enfeites.<br \/>\nAos oito compactos correspondentes aos \u00e1lbuns \u201cA Saucerful of Secrets\u201d, \u201cMeddle\u201d, \u201cDark Side of the Moon\u201d, \u201cWish You Were Here\u201d, \u201cAnimals\u201d, as duas partes de \u201cThe Wall\u201d e \u201cA Momentary Lapse of Reason\u201d, junta-se uma compila\u00e7\u00e3o original, \u00e0 laia de b\u00f3nus, de dez \u201csingles\u201d. Em cinco destes, pontifica a presen\u00e7a m\u00edtica de Syd Barrett: \u201cArnold Layne\u201d, \u201cSee Emily Play\u201d, \u201cCandy and a current bun\u201d, \u201cScarecrow\u201d e \u201cApples and oranges\u201d.<br \/>\nOs compactos v\u00eam arrumados em caixas negras opacas, com a reprodu\u00e7\u00e3o das capas originais coladas por cima. O alinhamento das respectivas lombadas, por ordem cronol\u00f3gica, revela a imagem de \u201cDark Side of the Moon\u201d \u2013 um raio de luz branca refractado por um prisma nas cores do arco-\u00edris. \u201cShine On\u201d equivale, deste modo, \u00e0 edi\u00e7\u00e3o brochada das obras completas de E\u00e7a de Queiroz pelo C\u00edrculo dos Leitores, ou a uma s\u00e9rie de Enciclop\u00e9dias Verbo sobre as catatuas da Amaz\u00f3nia. S\u00e3o obras de arte de peso, ideais para impressionar o olhar alheio, do alto das prateleiras, onde, altaneiras, nos contemplam.<br \/>\nA colect\u00e2nea recupera, sob novas roupagens, pe\u00e7as (importantes umas, med\u00edocres outras) da vida e obra de uma banda marcante dos anos 70, que se arrastou em demasia pela d\u00e9cada seguinte. Come\u00e7a por ter de se lamentar, logo \u00e0 partida, a n\u00e3o inclus\u00e3o de dosi \u00e1lbuns fundamentais: \u201cThe Piper At The Gates of Dawn\u201d, \u00fanico sa\u00eddo directamente da vis\u00e3o e do g\u00e9nio torturado de Syd Barrett e \u201cAtom Heart Mother\u201d \u2013 um dos dois \u00e1lbuns \u201cexperimentais\u201d, que foram, por muitos, considerados como os melhores (do outros, a obra-prima \u201cUmmagumma\u201d, h\u00e1 que aceitar ter sido derixado de fora, por ser duplo \u2013 sendo preterido a favor de \u201cThe Wall\u201d \u2013 e porque o primeiro disco \u00e9 preenchido por vers\u00f5es ao vivo de can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum anterior). Por outro lado, \u00e9 discut\u00edvel a inclus\u00e3o de \u201cAnimals\u201d \u2013 primeira tenativa gorada de Roger Waters de fazer dos Pink Floyd o div\u00e3 de psiquiatra para as suas paranoias existenciais \u2013 e, por raz\u00f5es emparte opostas, de \u201cA Momentary Lapse of Reason\u201d, um disco an\u00f3dino, totalmente falho de inspira\u00e7\u00e3o, que procura dar vida ao cad\u00e1ver de uma banda que conseguiu sobreviver sem Barrett, mas que finalmente sucumbiu ap\u00f3s o abandono de Waters. Indiscut\u00edveis, pelo papel determinante que desempenharam na evolu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica dos anos 70 e na pr\u00f3pria banda, todos os outros.<br \/>\nDe \u201cA Saucerful of Secrets\u201d basta referir que foi um marco do psicadelismo, sa\u00eddo das entranhas do \u201cU.F.O. club\u201d, reunindo a poeira residual que Syd deixara a pairar no ar, com as incurs\u00f5es c\u00f3smicas-planantes que viriam a determinar a direc\u00e7\u00e3o dos \u00e1lbuns seguintes.<br \/>\n\u201cMeddle\u201d, e em particular a longa faixa do segundo lado, \u201cEchoes\u201d constitui por seu lado a b\u00edblia inspiradora da escola planante alem\u00e3, coincidente com a descoberta das virtudes do sequenciador e das potencialidades do espa\u00e7o sideral. \u201cPhaedra\u201d e \u201cRubycon\u201d, dos Tangerine Dream, mostraram como era poss\u00edvel levar, at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, a est\u00e9tica que, em primeira m\u00e3o, os Floyd enunciaram.<br \/>\nNa altura em que \u201cDark Side of the Moon\u201d foi editado, em 1972, a r\u00e1dio encarregou-se da divulga\u00e7\u00e3o, at\u00e9 \u00e0 n\u00e1usea, de temas como \u201cMoney\u201d. O disco ainda hoje se agita, no fundo dos \u201ctops\u201d mundiais. Reescutado \u00e0 dist\u00e2ncia, tem que se reconhecer que, independentemente das vendas astron\u00f3micas, \u00e9 um bom \u00e1lbum. H\u00e1 quem considere melhor o seu sucessor, \u201cWish You Were Here\u201d \u2013 uma homenagem a Syd Barrett lavrada no c\u00e9u, no tema \u201cShine on you crazy Diamond\u201d.<br \/>\nRoger Waters tem raz\u00f5es para se orgulhar de \u201cThe Wall\u201d, derradeiro \u00e1lbum conceptual, que encerrou com chave de ouro os anos 70, quando se acreditava que todas as hist\u00f3rias tinham m\u00fasica para as contar. Passa por ser a autobiografia oficial de Roger Waters. Musicalmente, \u00e9 um disco brilhante. Cont\u00e9m o hino de todos os estudantes do mundo, \u201cAnother brick in the Wall\u201d e pavorosas encena\u00e7\u00f5es de pesadelo, de que \u201cOne of my turns\u201d ficou para a posteridade, como uma das mais perturbantes. N\u00e3o fossem os Pink Floyd, e o muro nunca teria ca\u00eddo.<br \/>\nFeitas as contas, m\u00fasica num dos pratos da balan\u00e7a, apresenta\u00e7\u00e3o, livro e postais no outro, chegou-se a uma m\u00e9dia de (7).<\/p>\n<p><strong>O LIVRO COM SEGREDOS<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8573\" rel=\"attachment wp-att-8573\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/shineon.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"745\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8573\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/shineon.jpg 287w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/shineon-116x300.jpg 116w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/shineon-39x100.jpg 39w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u201cShine On\u201d, o livro, fornece material suficiente de reflex\u00e3o e entretenimento aos apreciadores, e n\u00e3o s\u00f3, dos Pink Floyd. Capa forrada a pano negro. Ao centro, uma esp\u00e9cie de mandala cabal\u00edstica, desenhada a prateado. Tamb\u00e9m a prateado, ao alto, a inscri\u00e7\u00e3o lapidar: \u201cPink Floyd Shine On\u201d. S\u00e3o 114 p\u00e1ginas profusamente ilustradeas a cor. \u00d3ptima impress\u00e3o. O conte\u00fado divide-se em oito cap\u00edtulos. No primeiro tra\u00e7a-se a cronologia, ano a ano, de 1967 a 1992, do quarto de s\u00e9culo de carreira do grupo. Os sete restantes dizem respeito, cada um, ao compacto respectivo e incluem as letras, notas cr\u00edticas aos discos e a alguns concertos, fotografias raras e extractos de uma entrevista com David Gilmour, entre outros \u201cfait divers\u201d. D\u00e3o-se a conhecer coisas curiosas. Por exemplo, a exist\u00eancia de uma banda desenhada, intitulada \u201cThe Pink Floyd Experience\u201d, cujos personagens s\u00e3o os membros da banda. Ou de um \u201cSuper all-action official music programme for boys and girls\u201d, editado por altura de \u201cDark Side of the Moon\u201d.<br \/>\nFicam imagens e recorda\u00e7\u00f5es de uma banda amada por muitos e odiada por outros. E, para sempre, o espectro de um g\u00e9nio franzino, \u201cmorto\u201d ainda em vida: Syd Barrett. A prop\u00f3sito de \u201cWish You Were Here\u201d, gravado pelos Pink Floyd em sua homenagem, a descri\u00e7\u00e3o de um momento irrepet\u00edvel: \u201cDurante a grava\u00e7\u00e3o do disco, nos est\u00fadios Abbey Road, exactamente no dia escolhido para fazer os apoios vocais para \u201cShine on you, crazy Diamond\u201d, quem havia de aparecer sen\u00e3o o pr\u00f3prio Syd Barrett?! A m\u00fasica de \u201cShine On\u201d flutuava pelos corredores do est\u00fadio e l\u00e1 estava ele, em pessoa. N\u00e3o era visto havia sete anos. Apareceu, simplesmente, sem se fazer anunciar \u2013 gordo, careca e com ar assombrado. Alguns elementos da banda n\u00e3oo reconheceram imediatamente, outros ficaram comovidos. Roger Waters confessou mais tarde que chorou. A determinada altura, Syd perguntou se podia ajudar nalguma coisa; ele estava dispon\u00edvel, se fosse necess\u00e1rio. Ningu\u00e9m o vira nos \u00faltimos sete anos! E desde esse dia n\u00e3o voltou a ser visto.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 18.11.1992 A CAIXA SEM SEGREDOS \u00c9 s\u00f3 brilho, do t\u00edtulo \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o. 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