{"id":8564,"date":"2020-12-05T05:54:45","date_gmt":"2020-12-05T12:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8564"},"modified":"2020-12-05T05:54:45","modified_gmt":"2020-12-05T12:54:45","slug":"faust-faust-faust-so-far-faust-the-faust-tapes-faust-seventy-minutes-of-munich-elsewhere-the-last-lp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/12\/05\/faust-faust-faust-so-far-faust-the-faust-tapes-faust-seventy-minutes-of-munich-elsewhere-the-last-lp\/","title":{"rendered":"Faust &#8211; &#8220;Faust&#8221; + Faust &#8211; &#8220;So Far&#8221; + Faust &#8211; &#8220;The Faust Tapes&#8221; + Faust &#8211; &#8220;Seventy Minutes Of\u2026 (\u201cMunich &#038; Elsewhere + The Last LP)&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 11.11.1992<\/p>\n<p><strong>REEDI\u00c7\u00d5ES<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>REGRESSO DE UMA LENDA<\/p>\n<p>FAUST<br \/>\nFaust (10)<br \/>\nSo Far (10)<br \/>\nCD Polydor, import. Contraverso<br \/>\nThe Faust Tapes (10)<br \/>\nSeventy Minutes Of\u2026 (\u201cMunich &#038; Elsewhere + The Last LP) (7)<br \/>\nCD Recommended, import. Contraverso<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nNa d\u00e9cada de todos os regressos, coube a vez aos Faust de ressuscitar da sepultura. Seria imposs\u00edvel imagin\u00e1-los, 17 anos volvidos sobre a sua extin\u00e7\u00e3o, a actuar de novo ao vivo. Mas foi o que aconteceu, a 23 de Outubro passado, quando a lend\u00e1ria banda germ\u00e2nica pisou o palco do Marquee Club, em Londres. De novo tudo volta a ser poss\u00edvel. Os discos, com lugar reservado na eternidade, foram reeditados em compacto.<br \/>\nCoincidindo com a onda de renovado interesse pelos Faust, a Polydor japonesa reeditou em compacto dois \u00e1lbuns da banda germ\u00e2nica, que, \u00e0 entrada dos anos 70, criaram uma alternativa cred\u00edvel ao \u201crock sinf\u00f3nico\u201d: \u201cFaust\u201d, de 1971, e \u201cSo Far\u201d (inclui reprodu\u00e7\u00f5es das gravuras que faziam parte do pacote da primeira edi\u00e7\u00e3o), de 1972. Estas reedi\u00e7\u00f5es vieram juntar-se a \u201cThe Faust Tapes\u201d (1973) e \u201cSeventy Minutes Of\u2026\u201d (jun\u00e7\u00e3o in\u00e9ditos dispersos contidos em \u201cReturn of a Legend: Munich &#038; Elsewhere\u201d e \u201cThe Last LP\u201d ou \u201cThe Party Album\u201d como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido) que a Recommended j\u00e1 havia lan\u00e7ado, no mesmo formato, anteriormente no mercado. \u00c0 \u00e9poca, a cr\u00edtica inglesa arrumou o grupo alem\u00e3o no compartimento geral do \u201ckrautrock\u201d, onde cabiam tend\u00eancias est\u00e9ticas t\u00e3o diversificadas como a ala c\u00f3smico-planante, representada por Klaus Schulze, Tangerine Dream e Ashra; os \u201cm\u00edsticos\u201d classicistas como Popol Vuh, Wallenstein, Parzival, H\u00f6elderlin, Yatha Sidhra e Mythos; os \u201crockers\u201d mais ou menos radicais, Guru Guru, Jane, Amon D\u00fc\u00fcl II, Grobschnitt; os electr\u00f3nicos \/ industriais \/ repetitivos Kraftwerk, Cluster, Neu, Harmonia, La D\u00fcsseldorf. E os Can, que n\u00e3o se pareciam com ningu\u00e9m. Hipot\u00e9tico denominador comum entre todos, o psicadelismo levado aos limites. Da vibra\u00e7\u00e3o c\u00f3smica pura (Klaus Schulze), por um lado, ao telurismo tribal (Can), por outro. Em qualquer dos casos, a vontade de transe hipn\u00f3tico, \u00e0 custa da repeti\u00e7\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o exaustiva de timbres. A par de uma concep\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria da m\u00fasica, \u00e0 maneira rom\u00e2ntica, que encontrou inspira\u00e7\u00e3o nos cl\u00e1ssicos, sobretudo Wagner, e em mestres da m\u00fasica contempor\u00e2nea erudita \u2013 do minimalista Terry Riley ao concretista Stockhausen. Formados em 1971 por Werner Diermaier, Rudolph Sosna, Gunther Wusthoff, Joachim Irmler e Jean-Herv\u00e9 Peron, a banda, logo no \u00e1lbum-estreia, \u201cFaust\u201d, conseguiu surpreender tudo e todos. \u201cFaust\u201d era, em m\u00faltiplos aspectos, um disco revolucion\u00e1rio. Desde a apresenta\u00e7\u00e3o (capa original, vinil e folha informativa transparentes) at\u00e9 \u00e0 m\u00fasica, totalmente original, constru\u00edda a partir de colagens sonoras, que aliavam a m\u00fasica concreta, electr\u00f3nica em estado bruto, guitarras \u201cvelvetianas\u201d no limite da distor\u00e7\u00e3o, vagas instrumentais wagnerianas, declama\u00e7\u00f5es fon\u00e9tico \/ mel\u00f3dicas plurilingu\u00edsticas, cita\u00e7\u00f5es dilaceradas dos Beatles, Rolling Stones e Beach Boys, e fragmentos de can\u00e7\u00e3o pop que se colavam irremediavelmente ao ouvido. Neste disco os Faust inauguravam f\u00f3rmulas musicais at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditas na pop (exceptuando talvez o caso dos Mothers of Invention), que viriam a ser compreendidas e recuperadas, melhor do que ningu\u00e9m, do outro lado do Atl\u00e2ntico, pelos Residents e, no seu pa\u00eds natal, por um dos alquimistas de som dos anos 90, Holger Hiller. Se \u201cFaust\u201d era a transpar\u00eancia absoluta, \u201cSo Far\u201d, o \u00e1lbum seguinte, era o oposto. Capa e r\u00f3tulo interior negros. Em separata, gravuras coloridas alusivas a cada tema. \u201cSo Far\u201d come\u00e7a por uma sinfonia de martelo-pil\u00e3o e acaba num \u201cpastiche\u201d ao jazz de New Orleans. Pelo meio, melodias sobrenaturais, ritmos de pesadelo, uma conten\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do vocabul\u00e1rio favor\u00e1vel a mil ambiguidades, \u201criffs\u201d de guitarra saturada na melhor tradi\u00e7\u00e3o dos Velvet Underground, um humor que n\u00e3o se julgaria poss\u00edvel em alem\u00e3es (explorado em maior extens\u00e3o em \u201cAcnalbasac Noom\u201d, \u201cCasablanca Moon\u201d ao contr\u00e1rio, com os Slapp Happy de Anthony Moore, Peter Blegvad \u2013 que chegou a integrar uma das forma\u00e7\u00f5es dos Faust \u2013 e Dagmar Krause) e uma s\u00edntese final que, a cada segundo, apontava novas orienta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas pass\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cThe Faust Tapes\u201d, lan\u00e7ado em 1972, primeiro para a Virgin, foi posto \u00e0 venda no Reino Unido por 49 pence \u2013 o pre\u00e7o de um \u201csingle\u201d. Depois, para quem at\u00e9 essa altura se havia queixado de falta de informa\u00e7\u00e3o, uma capa completamente preenchida por textos informativos. \u201cOverdose\u201d sem\u00e2ntica que encontrava paralelo na grandiosa orgia de sons e ideias que at\u00e9 hoje permanece como uma das obras-orimas da m\u00fasica experimental de todos os tempos. S\u00e3o quarenta e tal minutos de uma faixa \u00fanica (a vers\u00e3o em CD foi indexada em 26 partes), composta por fragmentos de est\u00fadio, interligados num mosaico vertiginoso. Um trabalho genial do qual, ano ap\u00f3s ano, foram brotando sementes, que aproveitaram a uma legi\u00e3o de novos nomes que na Recommended encontraram terreno f\u00e9rtil para se desenvolverem: 5 Uu\u2019s, Motor Totemist Guild, La 1919\/Luciano Margorani, When, Jocelyn Robert, Die Vogel Europas, After Dinner, Art Barbeque, Biota \/ Mnemonists, Expander des Fortschritts, entre outros, sem esquecer os Negativland e os Residents. O derradeiro \u00e1lbum de originais gravado antes do grupo se extinguir, \u201cFaust IV\u201d, \u00e9 mais contido e pensado que os anteriores. No in\u00edcio, uma par\u00f3dia demencial \u00e0 paranoia repetitiva a que alguns tinham reduzido o rock alem\u00e3o (repeti\u00e7\u00e3o que, num registo s\u00e9rio, fora levada ao limite do suport\u00e1vel, no disco grabado por alguns elementos dos Faust com o violinista Tony Conrad \u2013 \u201cOutside the Dream Syndicate\u201d), com o t\u00edtulo precisamente de \u201cKraut Rock\u201d, mostra at\u00e9 que ponto os Faust tinham tomado consci\u00eancia da sua import\u00e2ncia, o que, de certo modo, acabou por limitar um pouco a criatividade. As melodias s\u00e3o mais \u00f3bvias. \u00c9 not\u00f3rio um tipo de alus\u00f5es explicitamente \u201cFaust\u201d, quer dizer, a um som tornado j\u00e1 imagem de marca. Indispens\u00e1vel, apesar de tudo, e muitos furos acima da produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos anos 70. Alguns anos depois da aventura ter chegado ao fim (a extin\u00e7\u00e3o \u201coficial\u201d do grupo \u00e9 geralmente dada em 1975), a Recommended lan\u00e7ou os dois \u00e1lbuns p\u00f3stumos j\u00e1 mencionados, \u201cReturn of a Legend: Munic &#038; Elsewhere\u201d e \u201cThe Last LP\u201d, com o objectivo de manter viva a lenda que o t\u00edtulo do primeiro n\u00e3o disfar\u00e7a, e de trazer para a ribalta algumas das pe\u00e7as que faltariam \u00e0 conclus\u00e3o do \u201cpuzzle\u201d. A audi\u00e7\u00e3o d\u00e1 a perceber as raz\u00f5es que levaram os Faust, na altura, a deixar de foa este material, embora no primeiro caso este se destinasse a ser editado. Faz ent\u00e3o sentido dizer que o \u201clixo\u201d tem tanto valor como o \u201couro\u201d de outros. Com a actual reforma\u00e7\u00e3o da banda, voltam a ser l\u00edcitas todas as expectativas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 11.11.1992 REEDI\u00c7\u00d5ES REGRESSO DE UMA LENDA FAUST Faust (10) So Far (10) CD Polydor, import. Contraverso The Faust Tapes (10) Seventy Minutes Of\u2026 (\u201cMunich &#038; Elsewhere + The Last LP) (7) CD Recommended, import. Contraverso Na d\u00e9cada de todos os regressos, coube a vez aos Faust de ressuscitar da sepultura. 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