{"id":845,"date":"2009-09-07T09:53:39","date_gmt":"2009-09-07T16:53:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=845"},"modified":"2009-09-07T09:53:39","modified_gmt":"2009-09-07T16:53:39","slug":"kluster-eruption-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/09\/07\/kluster-eruption-conj\/","title":{"rendered":"Kluster &#8211; Eruption (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>04.06.1997<br \/>\nMissa nos Claustros de D\u00fcsseldorf<br \/>\n&#8230;<br \/>\nKluster<br \/>\nEruption (7)<br \/>\nMARGINAL TALENT, DISTRI. SYMBIOSE<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/klustereruption.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/klustereruption.jpg\" alt=\"klustereruption\" title=\"klustereruption\" width=\"344\" height=\"342\" class=\"alignnone size-full wp-image-846\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/klustereruption.jpg 344w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/klustereruption-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/klustereruption-300x298.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/13507206\/Kluster.part1.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/13508838\/Kluster.part2.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(parte 2)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/13509980\/Kluster.part3.rar\" target=\"-blank\">LINK <\/a>(parte 3)<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3lkHvcsZ_nM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3lkHvcsZ_nM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Dunkelziffer<br \/>\nIn The Night (7)<br \/>\nDunkelziffer III (7)<br \/>\nFUNF UND VIERZIG, DISTRI. MEGAM\u00daSICA<br \/>\nLa D\u00fcsseldorf<br \/>\nLa D\u00fcsseldorf (8)<br \/>\nGERMANOFON, IMPORT. CARBONO<br \/>\nYatha Sidhra<br \/>\nA Meditation Mass (7)<br \/>\nTEMPEL, IMPORT. PLANETA ROCK<\/p>\n<p>&#8230;<br \/>\n\u201cKluster und Eruption\u201d, gravado 25 anos antes, em 1971, \u00e9 uma obra rodeada de alguma controv\u00e9rsia. Embora na ficha t\u00e9cnica conste o nome de Kluster, \u00e9 opini\u00e3o corrente que o disco (com a indica\u00e7\u00e3o de ter sido gravado ao vivo) \u00e9 na realidade o resultado da manipula\u00e7\u00e3o, por Conrad Schnitzler, de fitas do grupo gravadas previamente. Seja como for, n\u00e3o se est\u00e1 longe da sonoridade dos dois primeiros trabalhos dos Kluster, atr\u00e1s citados. S\u00e3o 56 minutos (separados em dois temas sem t\u00edtulo) de ru\u00eddo, ou melhor, de \u201celektroakustische Musik\u201d, que se acompanham como a um corpo sinistrado. Ru\u00eddo sim, mas do bom e genuinamente revolucion\u00e1rio.<br \/>\nOs Dunkelziffer existiram nos anos 80, podendo ser considerados \u201cclones\u201d dos Can, o que se compreende, atendendo a que da sua forma\u00e7\u00e3o fazem parte o vocalista japon\u00eas Damo Suzuki, que integrou os Can, nos \u00e1lbuns \u201cSoundtracks\u201d, \u201cTago Mago\u201d, \u201cEge Bamyasi\u201d e \u201cFuture Days\u201d, e elementos dos Phantom Band, banda do baterista dos Can, Jaki Liebezeit. Nos Dunkelziffer \u00e9 tudo mais leve e menos profundo do que nos Can. a batida \u00e9 semelhante mas nota-se uma tend\u00eancia para o \u201cjazz rock\u201d, relacionada com a preponder\u00e2ncia no som do grupo do saxofonista Wolfgang Schubert. Damo Suzuki tamb\u00e9m se mostra bastante mais comedido, enquadrando a sua voz num formato de can\u00e7\u00e3o, o que raramente fazia nos Can. \u00c9 a diferen\u00e7a entre a improvisa\u00e7\u00e3o org\u00e2ncia e m\u00e1gica dos originais e a composi\u00e7\u00e3o planeada dos Dunkelziffer.<br \/>\n\u201cIn The Night\u201d \u00e9 mais calmo, com incurs\u00f5es no reggae e na m\u00fasica \u00e1rabe (\u201cOrientsal Cafe\u201d) e um tema inicial longo, \u201cRetrospection\u201d, na linha da m\u00fasica produzida pela banda de Irin Schmidt e Bruno Spoerri, os Toy Planet. \u201cDunkelziffer III\u201d, editado a seguir (terceiro de uma discografia total de cinco \u00e1lbuns), tem maior consit\u00eancia e \u00e9 ainda mais parecido com os Can. O ritmo adensa-se, Suzuki arrisca chegar ao registo gutural que usava nos Can, os teclados e o saxofone dispensam a facilidade e a beleza, por vezes f\u00fatil, do \u00e1lbum anterior. Um bom suced\u00e2neo dos resi de Col\u00f3nia.<br \/>\nOs La D\u00fcsseldorf, trio liderado pelo dissidente dos Neu!, Klaus Dinger, conseguiram criar, com o seu \u00e1lbum hom\u00f3nimo de estreia, um cl\u00e1ssico do \u201ckrautrock\u201d. Prot\u00f3tipo do rock minimal, influenciou irectamente o punk rock e, duas d\u00e9cadas mais tarde, o p\u00f3s-rock. A electr\u00f3nica rodava numa pista de corridas, as guitarras e a bateria metron\u00f3mica funcionavam com a precis\u00e3o de um motor. A m\u00fasica dos La D\u00fcsseldorf fez divergir a mec\u00e2nica futurista dos Kraftwerk para o terreno duro de uma cidade, D\u00fcsseldorf, hipnotizada pela sua pr\u00f3pria paran\u00f3ia.<br \/>\nO oposto aplica-se aos Yatha Sidhra, com \u201cA Meditation Mass\u201d, de 1973, filho \u00fanico de um projecto idealizado pelo multinstrumentista Rolf Fichter (\u201cMoog\u201d, flauta indiana, vibrafone, piano el\u00e9ctrico, guitarra el\u00e9ctrica, voz) com o seu irm\u00e3o Klaus (bateria e percuss\u00e3o), cuja m\u00fasica \u00e9 t\u00edpica da vertente mais c\u00f3smica do \u201ckrautrock\u201d. Considerado por alguns uma das obras-primas da \u201ckosmische musik\u201d, entre os quais os autores da enciclop\u00e9dia \u201cA Crack In The Cosmic Eye\u201d, \u201cA Meditation Mass\u201d \u00e9 uma suite dividida em quatro movimentos que cativa enquanto o grupo se mant\u00e9m fiel \u00e0 electr\u00f3nica planante, de pendor m\u00edstico, \u00e0 la Popol Vuh, mas se torna penosamente embara\u00e7osa quando Rof Fichter decide que tamb\u00e9m sabe tocar jazz e solar no vibrafone e no piano el\u00e9ctrico.<br \/>\nDe rsto, os jovens \u201ckrautrockers\u201d era, regra geral, executantes com \u00f3bvias limita\u00e7\u00f5es (e, ami\u00fade, inaptos para dominar o mais simples 4\/4, fruto da tal falta de conv\u00edvio com as ra\u00edzes negras do rock\u2019n\u2019roll), embora \u00f3ptimos conceptualistas e manipuladores de som, quando se tratava de disparar automatismos (Kraftwerk, Tangerine Dream p\u00f3s \u201cPhaedra\u201d, Cluster, &#8230;).<br \/>\nExemplos n\u00e3o faltam, inclusive em obras e autores considerados marcantes. Veja-se os casos dos Tangerine Dream e do Edgar Froese guitarrista, antes de optarem pela electr\u00f3nica total, do Klaus Schulze baterista, dos Mythos, dos pr\u00f3prios Faust&#8230; H\u00e1 excep\u00e7\u00f5es, claro: Manuel G\u00f6ttsching (apesar do \u00e1cido&#8230;), Michael Rother, Achim Reichel, Ax Genrich (o Hendrix alem\u00e3o), Michael Karoli, Jaki Liebzeit, J\u00fcrgen Dollase, Uli Trepte, Mani Neumeier&#8230;<br \/>\nApesar desta lacuna, \u201cA Meditation Mass\u201d conserva uma aura indefin\u00edvel e uma originalidade que a faz atravessar relativamente inc\u00f3lume a passagem do tempo. Ao Planeta Rock, especializado na \u00e1rea do progressivo, chegaram tamb\u00e9m &#8211; em quantidfade reduzida &#8211; \u201cMalesch\u201d e \u201c2nd\u201d, dos Agitation Free, \u201cTraum\u201d, dos H\u00f6lderlin, \u201cBroselmaschine\u201d, dos Broselmaschine, \u201cSaat\u201d, dos Emtidi, \u201cUFO\u201d e \u201cHinten\u201d, dos Guru Guru, \u201cTrauma\u201d, dos Gomorrha, \u201cMotherfucker gmbh\u201d, dos Xhol, \u201cSchwingungen\u201d e \u201cLe Berceau de Cristal\u201d, dos Ash Ra Tempel, \u201cIrrlicht\u201d, \u201cCyborg\u201d e \u201cPicture Music\u201d, de Klaus Schulze, e toda a discografia &#8211; historicamente importante mas musicalmente irrelevante &#8211; dos Amon D\u00fc\u00fcl (com pouco ou nada a ver, em termos musicais, com os Amon D\u00fc\u00fcl II&#8230;). Enquanto isto, a Torpedo prepara-se para receber Whithuser &#038; Westrupp, Harmonia e Liliental. A MVM, a M\u00fasica Alternativa e a Megastore da Valentim de Carvalho come\u00e7am a disseminar os discos e a mensagem do p\u00f3s-rock, dignos continuadores do experimentalismo e da atitude do \u201ckrautrock\u201d. A prop\u00f3sito: se gostam dos Neu! e acham, como n\u00f3s, que \u201cSurrender To The Night\u201d, dos Trans AM, \u00e9 uma das obras-chave do movimento, comecem, desde j\u00e1, a procurar o \u201c\u00e1lbum branco\u201d dos Fridge. E a prociss\u00e3o ainda vai no adro&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>04.06.1997 Missa nos Claustros de D\u00fcsseldorf &#8230; Kluster Eruption (7) MARGINAL TALENT, DISTRI. SYMBIOSE LINK (parte 1) LINK (parte 2) LINK (parte 3) Dunkelziffer In The Night (7) Dunkelziffer III (7) FUNF UND VIERZIG, DISTRI. MEGAM\u00daSICA La D\u00fcsseldorf La D\u00fcsseldorf (8) GERMANOFON, IMPORT. CARBONO Yatha Sidhra A Meditation Mass (7) TEMPEL, IMPORT. 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