{"id":8327,"date":"2020-09-02T03:22:51","date_gmt":"2020-09-02T10:22:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8327"},"modified":"2020-09-02T03:22:51","modified_gmt":"2020-09-02T10:22:51","slug":"loreena-mckennitt-visita-de-cortesia-concerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/09\/02\/loreena-mckennitt-visita-de-cortesia-concerto\/","title":{"rendered":"Loreena McKennitt &#8211; &#8220;Visita De Cortesia&#8221; (concerto)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 01.07.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>VISITA DE CORTESIA<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Loreena McKennitt nasceu no Canad\u00e1, esteve doente, comprou uma harpa e anda a estudar \u201co que \u00e9 ser celta\u201d. Vem a Portugal cantar com voz de anjo e tocar harpa e teclados com m\u00e3os de fada.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8328\" rel=\"attachment wp-att-8328\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/loreena.gif\" alt=\"\" width=\"565\" height=\"750\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8328\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Ela \u00e9 muito celta e esbelta, \u00e0 maneira de Enya, Maire Brennan, Mae McKenna e outras descendentes das fadas que esvoa\u00e7avam \u00e0 volta da lenda e que hoje gravam discos bons para a sobremesa. Loreena \u00e9 a melhor delas todas. Tem o cabelo mais comprido e louro, escolhe melhores fotografias para as capas e a voz \u00e9 de longe a menos suscept\u00edvel de provocar tosses irritativas. Uma vez adoeceu e decidiu que havia de tocar harpa (costumava ouvir Stivell e ficava muito impressionada). Mal teve alta do hospital, correu a comprar uma que os amigos tinham visto na loja da esquina. A seguir, foi \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de Veneza tirar apontamentos e quando voltou j\u00e1 era celta.<br \/>\nA Portugal, Loreena vem acompanhada por uma banda de \u201cceltic rock new age world fusion\u201d, composta por Brian Hughes (balalaica e guitarra), Susan Blossom Bourne (violoncelo), Richard Lazar (bateria e percuss\u00e3o), Hugh Marsh (violino) e um baixista ainda por escolher.<br \/>\nA \u201cceltic rock new age world fusion\u201d \u00e9 um estilo musical complexo, dif\u00edcil de explicar por palavras a quem n\u00e3o est\u00e1 familiarizado com a interconex\u00e3o c\u00f3smica existente entre os sons e os astros, a Finl\u00e2ndia e a Nova Guin\u00e9, uma gaita-de-foles e uma \u201ccabasa\u201d, um chinelo e uma torneira que pinga. Desta m\u00fasica a que os povos de todo o mundo aderem com facilidade, incluindo os portugueses e os esquim\u00f3s, sabe-se que deve ser doce, ter electr\u00f3nica, alguns instrumentos \u00e9tnicos e uma voz sedativa. E que o pr\u00f3ximo \u00e1lbum seja gravado na Real World. Uma refer\u00eancia na Folk Roots \u00e9 sempre de bom tom.<\/p>\n<p><strong>Cat\u00e1logo Celta<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 neste particular Loreena McKennitt \u00e9 diferente. Ela grava na sua editora pr\u00f3pria, a Quinlan Road Productions, e se o seu \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cThe Visit\u201d, leva o selo Warner tal n\u00e3o implica qualquer esp\u00e9cie de ced\u00eancia ao grande capital, mas apenas uma melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o do produto, quer dizer, da m\u00fasica.<br \/>\nNos primeiros \u00e1lbuns, \u201cElemental\u201d, \u201cTo Drive the Cold Winter Away\u201d e \u201cParallelm Dreams\u201d, Loreena explora o cat\u00e1logo celta e temas bizarros como \u201ccan\u00e7\u00f5es de Natal e Inverno\u201d (gravadas num mosteiro irland\u00eas) e \u201ctradicionais\u201d. \u201cThe Visit\u201d \u00e9 mais ambicioso, um trabalho que se debru\u00e7a sobre o \u201cimpulso criativo\u201d, que a autora define como uma \u201cvisita\u201d que \u201cchega de vez em quando, \u00e0s vezes quando menos se espera\u201d.<br \/>\nAs coisas boas s\u00e3o sempre assim, s\u00f3 chegam de vez em quando e normalmente quando se est\u00e1 distr\u00e1ido. Loreena McKennitt aprofunda um pouco mais o conceito: \u201cPara muita gente a vida em si \u00e9 uma visita.\u201d Mas outras considera\u00e7\u00f5es da autora h\u00e1 que se revelam mais obscuras e de dif\u00edcil compreens\u00e3o.<br \/>\nO que querer\u00e1 ela dizer, quando se refere \u00e0s \u201cideias, rituais e cren\u00e7as dos celtas, constru\u00eddos em volta do nascimento e da morte [at\u00e9 aqui \u00e9 f\u00e1cil: ideias \u00e9 a gente a pensar, rituais e cren\u00e7as s\u00e3o essas coisas de ir \u00e0 igreja e tal, nascimento \u00e9 nascer, morte \u00e9 morrer] que tratavam a terra, tanto a sagrada como a assombrada\u201d? Fantasmas? Coisas de artistas\u2026<br \/>\nA mitologia das lendas arturianas est\u00e1 sempre presente em \u201cThe Visit\u201d. \u201cQuem \u00e9 e quem vem l\u00e1?\u201d, perguntavam os cavaleiros da T\u00e1vola Redonda ao rei Artur. \u201c\u00c9 uma visita\u201d, poderia responder o rei, \u201cque vem para beber um Porto no c\u00e1lice sagrado.\u201d<br \/>\n\u201cAll Souls\u201d \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que trata dos celtas, por assim dizer, de forma directa, sobre o tema das fogueiras rituais que ajudam ao trespasse das almas (e para as quais Loreena encontrou correspond\u00eancia numa cerim\u00f3nia japonesa com id\u00eanticos fins). Ali\u00e1s, uma das preocupa\u00e7\u00f5es de Loreena McKennitt \u00e9 descobrir o elo de liga\u00e7\u00e3o entre o Oriente e o Ocidente, procurando a sua origem comum. Da\u00ed que a m\u00fasica junte frequentemente as sonoridades ditas celtas (das gaitas-de-foles ou das harpas) com as t\u00edpicas \u201cdrones\u201d indianas ou outras sugest\u00f5es segredadas do Leste.<\/p>\n<p><strong>O Graal Em Portugal<\/strong><\/p>\n<p>Depois \u00e9 todo um jardim de del\u00edcias e de amor cort\u00eas, presentes na mensagem de \u201cBonnie Portmore\u201d, apelando \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o das florestas de carvalhos, de modo que os druidas possam continuar a colher o visco necess\u00e1rio \u00e0s suas po\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, na viagem em tapete voador de \u201cBetween the shadows\u201d, no cl\u00e1ssico \u201cGreensleeves\u201d ou nas alus\u00f5es a Portugal de \u201cTango to Evora\u201d e \u201cCourtyard Lullaby\u201d sugeridas pela estadia da autora no nosso pa\u00eds, numa quinta de Azeit\u00e3o onde, de resto, foram tiradas as (bel\u00edssimas) fotografias da capa. O que talvez Loreena McKennitt n\u00e3o saiba \u00e9 que h\u00e1 quem afirme que o \u201cGraal\u201d se encontra em Portugal. (\u201cPortograal\u201d \u2013 porto do Graal), mais precisamente numa serra nos arredores de Lisboa. Serra onde de resto arribavam os verdadeiros peregrinos, que, rumando de Compostela para sul, em direc\u00e7\u00e3o ao monte onde o Sol se casa com a Lua, consumavam a derradeira inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 01.07.1992 VISITA DE CORTESIA Loreena McKennitt nasceu no Canad\u00e1, esteve doente, comprou uma harpa e anda a estudar \u201co que \u00e9 ser celta\u201d. Vem a Portugal cantar com voz de anjo e tocar harpa e teclados com m\u00e3os de fada. Ela \u00e9 muito celta e esbelta, \u00e0 maneira de Enya, Maire [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[187,959,138,722,841,103,413,179,28,379,44,10,9,68],"tags":[1005],"class_list":["post-8327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ao-vivo","category-artigos-1992","category-cantautor","category-celtica","category-concertos","category-country","category-em-portugal","category-etno","category-folk","category-folk-rock","category-pop","category-rock","category-singer-songwriter","category-world","tag-loreena-mckennitt"],"views":1020,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8327"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8329,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8327\/revisions\/8329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}