{"id":8286,"date":"2020-08-17T10:45:39","date_gmt":"2020-08-17T17:45:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8286"},"modified":"2020-08-17T10:45:39","modified_gmt":"2020-08-17T17:45:39","slug":"pierre-henry-mantra-progressiva-artigo-de-opiniao-reedicao-de-parte-da-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/08\/17\/pierre-henry-mantra-progressiva-artigo-de-opiniao-reedicao-de-parte-da-obra\/","title":{"rendered":"Pierre Henry &#8211; &#8220;Mantra Progressiva&#8221; (artigo de opini\u00e3o &#8211; reedi\u00e7\u00e3o de parte da obra)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 17.06.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>MANTRA PROGRESSIVA<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Dos compactos da editora francesa Mantra chegados a Portugal, com distribui\u00e7\u00e3o Megam\u00fasica, obras superlativas alternam com objectos apenas representativos de uma \u00e9poca fervilhante de ideais \u2013 os anos 70 \u2013 ou ainda com m\u00fasicas que o tempo veio a confirmar como definitivas. A m\u00fasica progressiva, cada vez mais actual.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=8287\" rel=\"attachment wp-att-8287\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/mantra.jpg\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"284\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8287\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/mantra.jpg 284w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/mantra-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/mantra-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Compositor franc\u00eas ligado \u00e0 m\u00fasica contempor\u00e2nea erudita, disc\u00edpulo e amigo de Pierre Schaeffer, Pierre Henry v\u00ea reeditada no formato compacto uma pequena parte da sua vasta discografia, em tr\u00eas discos correspondentes a fases bastante afastadas no tempo: \u201cMesse de Liverpool \/ Pierre R\u00e9fl\u00e9chies\u201d (1967), \u201cLe Livre des Morts Egyptien\u201d (1987) e \u201cCeremony \u2013 Na Electronic Mass\u201d (1968), este de parceria com o grupo Rock Spooky Tooth.<br \/>\nPierre Henry, autor da obra-prima \u201cL\u2019Apocalypse de Jean\u201d e de uma \u201csinfonia para uma porta e um suspiro\u201d, bem como de m\u00fasica produzida em directo a partir dos centros nervosos do c\u00e9rebro (\u201cCorticalart\u201d, 1971, gra\u00e7as a uma maquineta da qual nunca mais se ouviu falar), junta na sua m\u00fasica a electr\u00f3nica dos sintetizadores, muito em voga nos anos 70, com a m\u00fasica concreta. A estrutura narrativa e teatral de algumas pe\u00e7as com uma concep\u00e7\u00e3o espacial e t\u00edmbrica que, anos mais tarde, viria a ser recuperada pela fac\u00e7\u00e3o \u201cindustrial\u201d. \u201cCeremony\u201d \u00e9 uma curiosidade hist\u00f3rica e o encontro poss\u00edvel entre o futuro discurso pop psicad\u00e9lico, com todo o seu cortejo de lugares-comuns, de Gary Wright, organista dos Spooky Tooth.<br \/>\nElectr\u00f3nico mas bem integrado no esp\u00edtrito da \u00e9poca, Tim Blake abandonou os Gong, onde foi um dos grandes respons\u00e1veis pela voluptuosidade sonora da trilogia \u201cRadio Gnome Invisible\u201d, para provar que era capaz de fazer t\u00e3o bem como Klaus Schulze e com menos sintetizadores. O que, diga-se em abono da verdade, n\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil. \u201cMagick\u201d, gravado em directo no seu moinho da Bretanha, \u00e9 um bocado aborrecido, sobretudo quando Tim se p\u00f5e a cantar. \u201cCrystal Machine\u201d \u00e9 bem mais interessante, apresentando o som t\u00edpico dos sintetizadores dos Gong, despojados do del\u00edrio surrealista de Daevid Allen e da loucura dos restantes. Recorda o minimalismo de seda de Manuel Gottsching e, nas piores alturas, as piruetas de Jean-Michel Jarre.<br \/>\nMuito bom \u00e9 \u201cWolf City\u201d (1972), de longe o melhor trabalho dos Amon D\u00fc\u00fcl II, que aqui encontraram o equil\u00edbrio exacto entre as investidas das guitarras psico-alucinog\u00e9nicas dos primeiros discos (\u201cYeti\u201d, \u201cDance of the Lemmings\u201d, ambos dispon\u00edveis em Portugal), a estranheza vocal de Renate Kanupkrotenschwanz e um experimentalismo \u00e0 \u00e9poca inovador.<br \/>\nAinda melhor \u00e9 \u201c1984\u201d, primeiro \u00e1lbum a solo do baixista dos Soft Machine, Hugh Hopper, gravado em 1972, na companhia de ilustres como Pye Hastings, Lol Coxhill e Gary Windo, pouco tempo depois da sua sa\u00edda da banda. Muita \u00e1gua correu sob os moinhos, o ano de Orwell passou entretanto, mas o tempo mostrou estar do lado de Hopper, j\u00e1 que \u201c1984\u201d continua t\u00e3o actual como nunca e n\u00e3o menos perturbante. Obra angustiante, sombria, entre o aproveitamento dos efeitos de est\u00fadio, o \u201cjazz\u201d \u00e0 beira do colapso e a extraordin\u00e1ria capacidade de Hugh Hopper em arrancar sonoridades de pesadelo ao seu baixo el\u00e9ctrico. Indispens\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock >> Quarta-Feira, 17.06.1992 MANTRA PROGRESSIVA Dos compactos da editora francesa Mantra chegados a Portugal, com distribui\u00e7\u00e3o Megam\u00fasica, obras superlativas alternam com objectos apenas representativos de uma \u00e9poca fervilhante de ideais \u2013 os anos 70 \u2013 ou ainda com m\u00fasicas que o tempo veio a confirmar como definitivas. 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