{"id":8275,"date":"2020-07-29T03:27:05","date_gmt":"2020-07-29T10:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=8275"},"modified":"2020-07-29T03:27:05","modified_gmt":"2020-07-29T10:27:05","slug":"vicente-amigo-guitarrista-de-flamenco-actuou-em-lisboa-ay-amigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2020\/07\/29\/vicente-amigo-guitarrista-de-flamenco-actuou-em-lisboa-ay-amigo\/","title":{"rendered":"Vicente Amigo &#8211; &#8220;Guitarrista De Flamenco Actuou Em Lisboa &#8211; Ay Amigo!&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Cultura >> Segunda-Feira, 15.06.1992<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Guitarrista De Flamenco Actuou Em Lisboa<br \/>\nAy Amigo!<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nNO S\u00c1BADO \u00c0 NOITE, o S. Luiz encheu-se de um p\u00fablico \u00e1vido de se impregnar dos calores do flamenco. Vicente Amigo trouxe consigo o virtuosismo e o \u201cfeeling\u201d que s\u00e3o condimentos necess\u00e1rios neste g\u00e9nero musical. Ningu\u00e9m ficou desiludido. Vicente foi deveras amigo e suou as estopinhas, arrancando da guitarra chispas do genu\u00edno fogo cigano, que \u00e9 onde lhe corre o sangue e a inspira\u00e7\u00e3o, ao estilo jazz\u00edstico que lhe \u00e9 habitual. Tocou alguns temas sozinho. Outros em duo com o percussionista Patricio Camara (bateu as t\u00edpicas palmas do flamenco, em contratempo e batucou num caixote de madeira, estilo gaveta, sobre o qual estava sentado). Outros ainda com um segundo guitarrista-flautista e batedor de palmas, Jos\u00e9 Manoel Hierro, e um cantor, Jos\u00e9 \u201cqualquer coisas\u201d, n\u00e3o se percebeu o apelido \u2013 Vicente fez as apresenta\u00e7\u00f5es num castelhano falado para dentro e pouco compreens\u00edvel.<br \/>\nO canto \u00e9, de resto, um dos principais atractivos do flamenco, dada a sua grande variedade e riqueza liter\u00e1rias: \u201cay ay ay ay\u201d, por vezes \u201cay ayay ayayay\u201d, outras ainda \u201cayay ayaya ay\u201d e por a\u00ed fora, num arrebatamento po\u00e9tico sem limites. Falando a s\u00e9rio: trata-se de um canto que vive da express\u00e3o, do grito, do sopro interior, da raiva e da dor. Canto do sangue, da terra, do pranto. Tatuado a fogo na alma cigana.<br \/>\nNuma s\u00e9rie de temas, juntou-se ao quarteto um quinto elemento, um dan\u00e7arino que sacudiu com virtuosismo o p\u00f3 do palco. Sapateou, pontapeou o ar, meneou-se como s\u00f3 os dan\u00e7arinos de flamenco sabem. Ergueu os bra\u00e7os ao c\u00e9u e lidou a fera imagin\u00e1ria, qual toureiro a desafiar o destino. Deu show e recebeu em troca \u201col\u00e9s\u201d e \u201cbravos\u201d. N\u00e3o cortou orelhas nem rabos mas acabou em gl\u00f3ria a faena. Houve quem suspirasse pela falta de um elemento feminino, de cabelo negro, l\u00e1bios e vestidos vermelhos de cortar o f\u00f4lego. Faltou \u201csalero\u201d.<br \/>\nHouve flamenco-jazz em grande estilo. Casamento inevit\u00e1vel, tendo em conta o factor improvisa\u00e7\u00e3o que habita na m\u00fasica cigana. Poder-se-\u00e1 at\u00e9 dizer que \u00e9 o jazz e alguns dos seus guitarristas que v\u00e3o beber a esta fonte. Lembremo-nos de John McLaughlin ou Al Di Meola, j\u00e1 para n\u00e3o falar de Django Reinhardt. Vicente Amigo segue na senda dos mestres. Nas cordas da sua guitarra o flamenco projecta-se no futuro. Ay.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura >> Segunda-Feira, 15.06.1992 Guitarrista De Flamenco Actuou Em Lisboa Ay Amigo! NO S\u00c1BADO \u00c0 NOITE, o S. Luiz encheu-se de um p\u00fablico \u00e1vido de se impregnar dos calores do flamenco. Vicente Amigo trouxe consigo o virtuosismo e o \u201cfeeling\u201d que s\u00e3o condimentos necess\u00e1rios neste g\u00e9nero musical. Ningu\u00e9m ficou desiludido. 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